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Sem efeito esperado, PL retira obstrução na Câmara

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Foto; Marina Ramos/Câmara dos Deputados

O líder do PL na Câmara dos Deputados, Sóstenes Cavalcante (RJ), anunciou nesta terça-feira (8) que o partido irá retirar a obstrução aos trabalhos legislativos na Casa. A decisão marca uma mudança de estratégia da legenda, que busca viabilizar a votação em regime de urgência do projeto de lei que anistia os condenados pelos ataques de 8 de janeiro de 2023.

A obstrução — tática usada por parlamentares para atrasar ou impedir votações — havia sido adotada na última semana em protesto contra o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), que vinha se mostrando contrário à tramitação da proposta de anistia.

Mudança de rota

De acordo com Cavalcante, o PL decidiu “apostar no diálogo” e intensificar a coleta de assinaturas, para apresentar formalmente o pedido de urgência.

“Estamos apostando no diálogo com os colegas parlamentares, que vêm se sensibilizando com essa pauta de justiça, de humanidade e de pacificação nacional”, afirmou.

O partido diz que contabiliza 205 assinaturas, de um mínimo de 257 necessárias para registrar e aprovar o requerimento de urgência. Para acelerar o processo, Sóstenes chegou a se dirigir ao Aeroporto de Brasília, onde abordou deputados que desembarcavam na capital, pedindo apoio direto à proposta.

Obstrução teve pouco efeito

Apesar de ter paralisado comissões importantes, como a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), a obstrução promovida pelo PL não impediu votações no Plenário. Durante o período, o governo Lula conseguiu aprovar matérias de grande interesse, como:

O que é o PL da Anistia?

O PL 2858/2022 propõe anistia para envolvidos em crimes políticos e eleitorais cometidos após as eleições de 2022. O projeto então beneficiaria os envolvidos nos atos de destruição do 8 de janeiro de 2023 em Brasília, e pode também ajudar o ex-presidente Jair Bolsonaro, derrotado nas eleições, hoje inelegível até 2030 e réu no STF por suposta tentativa de golpe de Estado.

O texto concede ainda anistia para quem ajudou no financiamento, organização ou apoio de qualquer natureza aos atos, além de quem fez publicações de endosso nas redes sociais.

Haddad anuncia medida para ampliar acesso a crédito com juros baixos

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O ministro da Fazenda, Fernando Haddad
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, anunciou nesta terça-feira (8) que o governo federal está elaborando uma nova medida para facilitar o acesso do trabalhador a linhas de crédito com juros baixos. A declaração foi feita durante a abertura do 100º Encontro Internacional da Indústria da Construção (Enic), realizado em São Paulo.

Sem entrar em detalhes, Haddad adiantou que a proposta está em fase final de elaboração:

“Estamos construindo uma solução muito elegante, que preserva o direito do trabalhador a crédito barato, isso é um direito do cidadão, mas, ao mesmo tempo, reserva o estoque de poupança para fomentar o investimento”.

Segundo o ministro, o objetivo é buscar um equilíbrio entre o uso da poupança nacional para financiar o crescimento econômico e o atendimento às necessidades imediatas do cidadão, como imprevistos e consumo pessoal.

“Há vários imprevistos e anseios de consumo que têm que ser suportados por linhas de crédito adequadas”, afirmou.

Desafios internos e externos

Haddad reconheceu que, apesar do esforço técnico do governo, a realidade do cidadão nem sempre é totalmente conhecida pelas autoridades. Ele também citou os desafios vindos do cenário internacional, mencionando o impacto das declarações do ex-presidente dos EUA, Donald Trump, sobre a aplicação de novas tarifas comerciais.

“E tem coisas que ainda estão na mesa para a gente negociar, que a gente sabe que tem que calibrar, sobretudo, alguns desafios externos que foram colocados desde a semana e vamos tentar, juntos, enfrentá-los”, disse.

Evento reúne autoridades e empresários

Também participaram da cerimônia de abertura o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, os ministros Rui Costa (Casa Civil), Jader Barbalho Filho (Cidades) e o presidente do Supremo Tribunal Federal, Luís Roberto Barroso. A comitiva incluiu ainda o advogado-geral da União, Jorge Messias, e o presidente da Caixa Econômica Federal, Carlos Vieira.

O Enic ocorre dentro da programação da Feicon, a maior feira do setor da construção civil no Brasil, que acontece até sexta-feira (11), no São Paulo Expo. O evento reúne mais de mil marcas expositoras e espera mais de 100 mil visitantes ao longo dos quatro dias.

Senado realiza primeira audiência pública sobre redução da jornada de trabalho

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Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado

A CCJ (Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania) do Senado Federal debateu, nesta terça-feira (8), a matéria que propõe a redução da carga horária de trabalho semanal de 44 horas para 36 horas. A PEC 148/2015, de autoria do senador Paulo Paim (PT-RS), aponta um caminho gradual de redução da jornada de trabalho, com uma passagem para 40 horas semanais e, depois, uma diminuição de 1 hora a cada ano seguinte.

Compareceram representantes de movimentos sindicais, como também, do Ministério do Trabalho e Emprego, Ministério das Mulheres e do Movimento Vida Além do Trabalho. Todos defenderam a proposta e elogiaram a iniciativa do senador, por permitir uma adaptação das empresas e dos trabalhadores aos novos horários.

Saúde, inclusão e produtividade

Foram destacados os impactos das longas jornadas de trabalho na saúde física e mental dos brasileiros, a possibilidade de discussões regionais em outros estados e a necessidade de envolver o setor privado nas conversas. A proposta também esbarra na questão racial e das mulheres – que têm jornada dupla e salários menores que os dos homens brancos.

Além disso, o vice-presidente da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), Ubiraci Dantas, argumentou que a PEC é positiva, pois fortaleceria a indústria nacional com empregos de qualidade. Isso porque, com menos horas de trabalho, o trabalhador teria mais tempo para descansar e, consequentemente, ser mais produtivo nas atividades da empresa.

Próximos passos

A CCJ receberá quatro sessões sobre o assunto, seguindo para a Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH) e a de Assuntos Sociais (CAS).

Deputado defende Presiq para recuperar indústria química

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Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados

Em entrevista exclusiva ao Times Brasil, o deputado federal Júlio Lopes (PP-RJ) reforçou a importância do Programa Especial de Sustentabilidade da Indústria Química (Presiq), que será analisado pelo Congresso Nacional. A proposta busca recuperar a competitividade de um setor estratégico que emprega cerca de 2 milhões de pessoas no Brasil e é fundamental para áreas como agricultura, saúde e tecnologia.

O programa prevê dois mecanismos principais de incentivo:

  • Dedução de créditos para aquisição de insumos, limitada a R$ 4 bilhões;
  • Dedução de investimentos produtivos, com teto de R$ 1 bilhão.

Para o parlamentar, a medida é urgente e necessária. “Estamos dando a outros países a oportunidade de fortalecer suas indústrias enquanto negligenciamos a nossa”, afirmou.

Impacto global e oportunidade para o Brasil

Júlio Lopes também destacou os desafios impostos pelo cenário internacional, especialmente a política protecionista dos Estados Unidos. Segundo ele, mesmo com as novas tarifas comerciais, o Brasil respondeu de forma “serena” e pode se beneficiar das mudanças no comércio global. “Essa realidade vai evidenciar ainda mais a importância do projeto”, disse.

Atualmente, o setor químico nacional enfrenta um déficit de US$ 40 bilhões na balança comercial, e o Presiq é visto como alternativa para reverter esse quadro.

Geração de empregos e sustentabilidade

Com a implementação do Presiq, estima-se que o país possa:

  • Adicionar R$ 112 bilhões ao Produto Interno Bruto (PIB);
  • Criar cerca de 1,7 milhão de novos empregos.

O deputado também frisou o compromisso ambiental da indústria química brasileira, citando como exemplo a planta sustentável da Braskem, no Rio de Janeiro. “Temos uma das matrizes energéticas mais limpas do mundo, e a indústria química brasileira é mais verde do que a de muitos países”, declarou.

Anatel autoriza Starlink a lançar novos satélites e amplia faixas de frequência até 2027

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Foto: Sinclair Maia/Anatel

A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) aprovou nesta terça-feira (8) a ampliação da operação da Starlink no Brasil, autorizando o lançamento de 7.500 novos satélites e a utilização de mais faixas de frequência até o ano de 2027. A empresa, controlada por Elon Musk e parte do grupo SpaceX, oferece internet de alta velocidade via satélites de órbita baixa, com foco em áreas remotas e de difícil acesso.

Riscos à concorrência e à soberania digital

Apesar da autorização unânime, a Anatel destacou a necessidade de revisar o atual marco regulatório. O conselheiro Alexandre Freire, relator do processo, ressaltou que a ampliação da presença da Starlink exige atenção para questões concorrenciais, sustentabilidade espacial e soberania digital — temas ainda não contemplados pelas regras em vigor.

“Embora tenhamos deferido o pedido de ampliação, é fundamental avançar na atualização das normas regulatórias”, afirmou Freire. A preocupação da agência é que o crescimento rápido de empresas como a Starlink possa gerar lacunas legais, dificultando a supervisão adequada e criando riscos para a competição saudável no setor de telecomunicações. Atualmente a empresa estrangeira tem 200 mil usuários no Brasil, com forte presença nas regiões Norte e Centro-Oeste.

Análise: Os desafios da isenção do IR

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Após o governo federal enviar ao Congresso Nacional o projeto que isenta de Imposto de Renda (IR) quem ganha até R$ 5 mil por mês, uma nova etapa da discussão se inicia, agora sobre sua tramitação. Na sexta-feira (4), o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), determinou a criação da Comissão Especial que tratará da matéria. O colegiado será composto por 33 membros titulares e 33 suplentes, além de um titular e um suplente, atendendo ao rodízio entre as bancadas não contempladas com participação na comissão.

O deputado Arthur Lira (PP-AL), ex presidente da Câmara, já foi escolhido como relator do projeto, e o deputado Rubens Pereira Jr. (PT-MA) vai presidir a Comissão Especial. A escolha dos nomes indica que a ideia é chegar a um consenso entre o que deseja o governo e o que deseja a maior parte dos parlamentares da Casa que estão em partidos de centro, como o PP. Entre os principais pontos de discussão do projeto, estão a forma de compensação da medida e as perdas de receita de estados e municípios.

A compensação proposta pelo governo não foi completamente rechaçada, segundo pesquisa da Arko. De acordo com o levantamento, 51,88% dos entrevistados apoiam a tributação para quem ganha mais de R$ 50 mil mensais, e a maioria dos deputados (55,66%) concorda com a cobrança de 10% sobre a remessa de dividendos ao exterior. Entretanto, uma proposta alternativa, apresentada pelo presidente do PP, senador Ciro Nogueira (PP-PI), pode vir a ser fortemente debatida devido à proximidade óbvia do senador com o relator da matéria. A sugestão do PP seria elevar a Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) aplicada exclusivamente às grandes instituições financeiras, e a alteração do valor mínimo considerado “alta renda” iria para R$ 150 mil.

Além da compensação, outro tópico de discussão deve ser a recomposição de receitas para estados e municípios. Apesar de parcela do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) e do Fundo de Participação dos Estados (FPE) estar resguardada por conta da compensação, os entes terão perdas nas receitas próprias do IR de servidores públicos. Segundo apurou a Arko, a ideia que deve ser apresentada para resolver essa questão é a criação de um fundo de devolução de recursos para estados e municípios, compensando eventuais perdas.

Os próximos passos serão de muita negociação e discussão, com participação da equipe econômica. A expectativa é de que ocorra a parceria montada ao longo da discussão em torno da Reforma Tributária, quando a equipe técnica auxiliou parlamentares com simulações de eventuais mudanças na proposta. O principal desafio é garantir que a compensação não se torne uma colcha de retalhos que possa colocar em xeque a neutralidade fiscal da medida.

Colômbia escolhe caça Gripen e Brasil se torna polo de exportação

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Foto: Ricardo Stuckert/PR

Após anos de discussões, a Colômbia escolheu o Gripen E/F, caça sueco fabricado pela Saab, como seu novo avião de combate. A decisão fortalece a parceria com o Brasil, que também adquiriu o modelo e agora se consolida como futuro exportador de caças supersônicos.

O presidente colombiano Gustavo Petro anunciou a escolha no X (antigo Twitter), destacando que o Gripen já está em operação no Brasil. A aeronave será montada na linha de produção da Embraer, em Gavião Peixoto (SP), o que deve gerar empregos e movimentar mais de 60 empresas brasileiras envolvidas no projeto.

Gripen supera F-16 e Rafale

A Colômbia pretende adquirir 16 unidades para substituir seus antigos Kfir israelenses. O modelo venceu concorrentes de peso, como o F-16 americano e o Dassault Rafale francês. A relação tensa entre Petro e Donald Trump pode ter pesado contra os EUA na disputa.

Além do impacto na indústria, a escolha colombiana fortalece a posição do Brasil no setor de defesa. A Força Aérea Brasileira (FAB) poderá auxiliar no treinamento de pilotos colombianos, e o governo brasileiro já negocia mais 14 unidades do Gripen, em um contrato estimado em R$ 4 bilhões.

Oportunidades na América Latina

A Saab também busca expandir sua presença na América Latina, com negociações avançadas com o Peru. O Gripen brasileiro, que combina tecnologia sueca e nacional, ganha assim mais credibilidade no mercado internacional.

A compensação negociada entre Colômbia e Saab envolve investimentos sociais, como a instalação de uma fábrica de painéis solares e a restauração de equipamentos médicos de última geração.

Congresso pode reduzir espaço das mulheres, alertam parlamentares

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Foto: Saulo Cruz/Agência Senado

O novo Código Eleitoral (PLP 112/21), atualmente em análise na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, propõe mudanças significativas nas regras de participação feminina na política brasileira. Uma das alterações mais impactantes é a substituição da atual exigência de que 30% das candidaturas sejam preenchidas por mulheres por uma nova regra que reserva 20% das cadeiras no Legislativo para candidatas eleitas do sexo feminino.

A mudança, segundo os defensores, busca acabar com o uso de candidaturas laranja, em que mulheres são registradas apenas para cumprir a cota mínima, mas não recebem apoio real dos partidos. “[Com a cota,] o que vai acontecer é que não vão se criar candidatas laranjas”, argumenta a deputada Renata Abreu (SP), presidente nacional do Podemos.

Proposta levanta alerta sobre possível retrocesso

O novo modelo, no entanto, não seria cumulativo, ou seja, a reserva de cadeiras substituiria a atual obrigatoriedade de candidaturas femininas, e essa substituição teria validade por 20 anos. O projeto ainda elimina as punições para partidos que não cumprirem a nova regra, o que gerou forte reação entre parlamentares da bancada feminina.

A senadora Leila Barros (PDT-DF) criticou duramente a proposta: “Para mim, como mulher e senadora da República, é muito ruim, depois de tanta luta das mulheres que vieram antes de mim, termos qualquer tipo de retrocesso. É retrocesso, sim, tirar a punição [no caso de descumprimento da cota de candidaturas]”.

Além disso, há preocupação com a perda de recursos, já que a reserva de candidaturas é hoje a base legal que garante financiamento público e tempo de propaganda proporcional para mulheres. Sem a obrigatoriedade de lançar candidatas, partidos poderiam investir menos em campanhas femininas.

Participação feminina no Brasil ainda está abaixo da média global

O impacto da nova medida seria sentido, principalmente, nas câmaras municipais e assembleias legislativas estaduais, que em muitos estados ainda têm composição predominantemente masculina. Apesar da intenção de garantir presença mínima de mulheres eleitas, muitas parlamentares consideram os 20% insuficientes, citando países que já alcançaram paridade de gênero em seus Parlamentos.

A proposta da cota de cadeiras já foi tentada anteriormente, mas nunca avançou no Congresso. Desta vez, para viabilizar a aprovação, a bancada feminina articula uma reunião com o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), com o objetivo de garantir que o texto seja votado assim que for analisado pelo Senado.

Ameaças de Trump provocam reações da China e impacto global nos mercados

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Donald Trump
Foto: Isac Nóbrega/PR

Na segunda-feira (7), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, retomou a guerra comercial com a China ao ameaçar impor tarifas extras de até 50% sobre produtos chineses, caso Pequim não retire suas taxas retaliatórias de 34% até o dia seguinte. Em resposta, o Ministério do Comércio da China declarou que “lutará até o fim” e “nunca aceitará a chantagem dos EUA”.

As tensões comerciais entre as duas maiores economias do mundo provocaram fortes reações nos mercados globais. Nesta terça-feira (8), mesmo com apelos chineses por diálogo, o clima foi de instabilidade. A expectativa de impostos que podem chegar a 104% para empresas americanas que importam produtos chineses gerou pânico entre investidores.

Quedas históricas nas bolsas asiáticas

As bolsas de valores da Ásia registraram perdas significativas. A Bolsa de Hong Kong teve seu pior dia em 28 anos, com queda de 13,22%, superando os índices da crise de 1997. Taiwan caiu 9,7%. Outras quedas relevantes incluem:

  • Nikkei 225 (Japão): -6,5%
  • Shanghai Composite (China): -6,4%
  • ASX 200 (Austrália): -3,8%
  • Kospi (Coreia do Sul): -5,2%
  • STI (Singapura): -7,5%
  • Nifty 50 (Índia): -4,0%

No Brasil, o Ibovespa ontem caiu 1,38% e o dólar subiu para R$ 5,91.

Além dos ativos financeiros, os preços de commodities também sofreram. O petróleo bruto caiu 10% na semana anterior e teve nova queda de 4% na segunda. O cobre recuou 6% no início do pregão.

EUA ameaçam aliados

Trump também falou em tarifas de até 200% sobre o álcool europeu, e 50% sobre aço e alumínio do Canadá, embora esses aumentos não tenham se concretizado. Mesmo aliados históricos dos EUA, como Japão, Coreia do Sul e Austrália, foram afetados. As montadoras Toyota, Honda e Nissan registraram perdas após anúncio de tarifa de 25% sobre carros importados.

O primeiro-ministro japonês, Shigeru Ishiba, pediu isenções, sem sucesso até o momento.

Governo prorroga atuação da Força Nacional no combate a incêndios na Amazônia Legal e no Pantanal

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Equipes da Força Nacional, que ajudarão no combate ao incêndio na Amazônia, embarcam na Base Aérea de Brasília
Foto: Agência Brasil

O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) prorrogou, nesta segunda-feira (7), a atuação da Força Nacional de Segurança Pública nas regiões da Amazônia Legal e do Pantanal, com foco no combate a incêndios florestais. A medida foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) e terá vigência entre 16 de abril e 14 de julho de 2025.

O objetivo é conter o avanço do fogo, especialmente em períodos críticos de seca, e intensificar a repressão a crimes ambientais, como queimadas ilegais e desmatamento provocado por ação humana.

Cooperação entre forças federais e estaduais

De acordo com a portaria do MJSP, o combate aos incêndios será realizado em parceria entre a Força Nacional e as polícias civis e federais dos estados afetados, além de outros órgãos de segurança e defesa civil. A atuação conjunta visa:

  • Investigar focos de incêndio de origem criminosa
  • Atuar na prevenção e combate a queimadas
  • Reforçar a segurança em áreas ambientalmente sensíveis

A medida reforça a articulação entre União e estados, alinhada às estratégias do governo federal para enfrentar emergências ambientais e proteger os biomas ameaçados, como a Floresta Amazônica, o Cerrado e o Pantanal.

Importância da Amazônia Legal e do Pantanal

A Amazônia Legal engloba nove estados brasileiros: Acre, Amapá, Amazonas, Maranhão (parte), Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins. Essa região corresponde a 59% do território nacional e abriga:

  • A maior parte da população indígena do Brasil
  • Diversos ecossistemas de alta biodiversidade
  • Reservas naturais, áreas de preservação e terras indígenas

Já o Pantanal, considerado o maior bioma úmido do mundo, sofre com a destruição causada por queimadas recorrentes, especialmente durante o período de estiagem.

Prevenção em período crítico

A decisão de manter a Força Nacional até julho se antecipa ao período mais crítico de incêndios nas regiões, que normalmente ocorre entre maio e setembro. A permanência das tropas no terreno visa proteger vidas, o meio ambiente e populações tradicionais e indígenas, além de contribuir com a estabilização de áreas em risco.

A ação também faz parte dos compromissos assumidos pelo Brasil em acordos internacionais de proteção ambiental e enfrentamento da crise climática.