Na manhã desta sexta-feira (11), o vice-presidente e ministro do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Geraldo Alckmin (PSB), conversou, por videoconferência, com o ministro do Comércio da China, Wang Wentao. As tarifas anunciadas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, foram um dos tópicos abordados.
Durante a conversa, Alckmin e Wang reafirmaram o compromisso com o multilateralismo e o fortalecimento da Organização Mundial do Comércio (OMC) como instrumento para evitar disputas comerciais unilaterais, e assegurar um comércio internacional mais justo e previsível.
O contexto da reunião foi marcado pelas novas tarifas anunciadas pelos EUA. Trump, que inicialmente recuou de algumas medidas, manteve a China fora do alívio tarifário, o que intensificou a tensão entre os dois países.
Escalada de guerra comercial
Atualmente, os produtos da China enfrentam tarifas de 145% nos Estados Unidos, enquanto produtos estadunidenses recebem tarifas de 125% por parte da China.. Alckmin demonstrou preocupação com esse cenário, destacando os reflexos dessas medidas para países emergentes como o Brasil e defendendo a retomada de uma agenda global baseada em regras.
BRICS
Além do comércio bilateral e da OMC, a reunião também tratou do BRICS, bloco econômico fundado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul. O Brasil atualmente exerce a presidência rotativa do grupo e será o anfitrião do próximo encontro dos países-membros, que ocorrerá em maio, em Brasília.
Segundo nota oficial do gabinete do vice-presidente, a reunião reforçou a cooperação entre Brasil e China, com foco na ampliação das parcerias estratégicas em comércio, investimentos e desenvolvimento industrial.
“A China é importante parceiro econômico do Brasil e os dois países mantêm diálogo estratégico, com papel de destaque à COSBAN, a Comissão Sino-Brasileira de Alto Nível de Concertação e Cooperação, presidida por seus vice-presidentes”, pontua a nota.










