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Governo institui programa que oferece incentivo para diminuir filas do INSS

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Prédio do INSS
Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

O Governo Federal publicou, em edição extra do Diário Oficial da União (DOU) desta terça-feira (15), a Medida Provisória 1.296/2025, que cria o Programa de Gerenciamento de Benefícios do INSS e da Perícia Médica Federal. O objetivo é agilizar a análise e revisão de benefícios previdenciários e assistenciais por meio de bonificações a servidores.

Bonificação e regras

O programa terá duração inicial de 12 meses, com possibilidade de prorrogação única, desde que respeitado o limite máximo de vigência até 31 de dezembro de 2026.

Os profissionais que atuarão no programa incluem:

  • Servidores da Carreira do Seguro Social;
  • Peritos Médicos Federais;
  • Supervisores Médico-Periciais;
  • Peritos Médicos da Previdência Social

A medida estabelece pagamentos entre R$ 68,00 e R$ 75,00 por serviço concluído, desde que sejam atividades extras à carga horária habitual e não comprometam o atendimento regular e os agendamentos nas agências do INSS.

Os pagamentos dependem de autorização orçamentária, prevista na Lei Orçamentária Anual (LOA) e na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO). Os valores recebidos não serão incorporados à base de cálculo de benefícios ou da contribuição previdenciária do servidor.

Regulamentação

O Ministro da Previdência Social, Carlos Lupi; a Ministra da Gestão e Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck; e o Ministro da Casa Civil, Rui Costa, editarão um ato conjunto para regulamentar o programa.

Os órgãos vão definir critérios de monitoramento, controle de metas e ordem de prioridade para análise dos processos. Além do INSS, o programa inclui processos e serviços administrativos com prazo judicial expirado, avaliações sociais do Benefício de Prestação Continuada (BPC) e determinados serviços médico-periciais.

Governo regulamenta o Programa Mover, com novas exigências para veículos

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Brasília (DF) 18/09/2023 – Semana Nacional do Trânsito começa nesta segunda-feira, com o tema No trânsito, escolha a vida, o objetivo da Semana é promover a reflexão sobre a forma como nos deslocamos nas cidades e os problemas que o uso excessivo dos veículos pode causar ao meio ambiente e ao bem-estar da sociedade
Foto: Joédson Alves/Agência Brasil

O Governo Federal publicou a regulamentação do Programa Mobilidade Verde e Inovação (Mover), criado para incentivar o desenvolvimento sustentável e inovador no setor automotivo. A medida foi oficializada nesta quarta-feira (16), com publicação no Diário Oficial da União (DOU).

A partir de 1º de junho de 2025, veículos novos, tanto nacionais quanto importados, só poderão ser comercializados se atenderem a requisitos obrigatórios que abrangem eficiência energética, emissões de carbono, segurança e reciclabilidade.

Controle de carbono será obrigatório a partir de 2027

A regulamentação do Programa Mover impõe metas ambientais rigorosas, incluindo a obrigatoriedade de informar a pegada de carbono dos veículos a partir de 2027. Os fabricantes e importadores devem obter um ato de registro de compromissos junto ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), com envio periódico de relatórios e comprovações técnicas.

O texto ainda alerta que o não cumprimento dos requisitos pode gerar multas compensatórias, cancelamento do registros e restrições para importar veículos.

Penalidades para importações fora das regras

Pessoas físicas ou jurídicas que importarem veículos sem o devido registro serão penalizadas com multa de 20% sobre o valor total, incluindo tributos e margem de comercialização. Além disso, deverão notificar o representante autorizado da marca no Brasil, como forma de controle e rastreamento.

Fundo e conselho para inovação na indústria automotiva

O novo decreto também prevê:

  • Criação de um conselho para gerenciar os recursos aplicados em pesquisa, desenvolvimento e inovação no setor;
  • Possibilidade de usar recursos no FNDIT (Fundo Nacional de Desenvolvimento Industrial e Tecnológico) para compensar a compra de peças não produzidas no Brasil;
  • Aquisição de veículos sucateados por fabricantes e importadores como forma de compensação ambiental.

A norma revoga atos anteriores, como o Decreto nº 9.557/2018, a partir de junho de 2025. O novo decreto já está em vigor.

Senado pode criar um grupo de trabalho sobre guerra tarifária

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Plenário do Senado Federal durante sessão deliberativa ordinária. Ordem do dia. Na pauta, PEC 37/2022, que inclui guardas municipais e agentes de trânsito no sistema de segurança pública. Mesa: senador Nelsinho Trad (PSD-MS).
Foto: Andressa Anholete/Agência Senado

A Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional (CRE) do Senado Federal poderá aprovar, na próxima terça-feira (22), a formação de um grupo de trabalho com ao menos 10 consultores e assessores parlamentares. O objetivo é analisar políticas de incentivo à exportação e sugerir alternativas para proteger o país dos impactos negativos das tarifas dos EUA contra o Brasil.

O requerimento, de número REQ 6/2025, foi apresentado pelo presidente da comissão, senador Nelsinho Trad (PSD-MS), e será votado na reunião marcada para a próxima terça (22), as 9h.

Tarifa de 10% anunciada por Trump

O senador justifica a proposta com base nas recentes medidas do governo dos EUA, que elevaram tarifas de importação para diversos países. No caso do Brasil, as taxas subiram para 10%, o que gera preocupação com a perda de competitividade das exportações nacionais e o impacto sobre empregos e cadeias produtivas.

Segundo Trad, o cenário atual aponta para um ambiente de comércio internacional mais volátil e protecionista, exigindo resposta firme do Brasil.

“Esse Congresso Nacional não deve ser apenas um mero ratificador de acordos internacionais, mas um interlocutor proativo”, afirmou o parlamentar. “O Brasil precisa estar preparado para enfrentar esse momento crítico em suas relações comerciais.”

Comissão também deve sabatinar diplomatas

No início da mesma reunião, os senadores devem sabatinar e votar as indicações do governo federal para chefiar quatro embaixadas brasileiras no exterior:

  • Sérgio Rodrigues dos Santos, para a embaixada brasileira na Rússia e Uzbequistão (MSF 2/2025);
  • André Veras Guimarães, para a embaixada do Brasil no Irã (MSF 9/2025);
  • Eduardo Paes Saboia, para a embaixada brasileira na Áustria (MSF 4/2025);
  • Paulo Uchôa Ribeiro Filho, para a embaixada do Brasil no Iêmen (MSF 11/2025).

Se aprovados na CRE, os indicados ainda precisarão ter seus nomes votados em Plenário.

Futuro do crédito rural é uma incógnita

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O crédito rural é um instrumento financeiro de incentivo à agricultura e à pecuária brasileiras. Diante do crescimento acelerado do setor e da necessidade de investimentos, o agro demandou instrumentos alternativos para conquistar recursos, públicos ou privados. O setor, contudo, enfrenta desafios para conquistar crédito, tendo em vista o cenário de alta da inflação. Hoje, o Plano Safra não é mais do que 30% do que necessitamos, afirma o deputado Arnaldo Jardim (Cidadania-SP), vice-presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA).

A dificuldade de acesso ao crédito se deve, em parte, à alta dos juros. A Selic hoje está em 13,25% e a perspectiva do mercado é de alta crescente. O último boletim Focus projetou um crescimento da taxa básica de juros para 15% em 2025. Já o Plano Safra 2024-2025 foi lançado em 2024 em um cenário contrário, com queda na taxa de juros. Por isso disponibilizou juros anuais de 8% para custeio e comercialização e de 7% a 12% para investimentos, patamares significativamente inferiores à Selic atual. Diante disso, a capacidade de equalização por parte do governo fica comprometida, uma vez que precisa cobrir a diferença na taxa ofertada ao produtor.

Economista da Fundação Getulio Vargas (FGV), o pesquisador Felippe Serigati estuda o setor do agronegócio. Segundo ele, o governo está com um cobertor curto para oferecer crédito rural no próximo Plano Safra, já que para garantir boas oportunidades para um lado, teria de sacrificar outro. Atualmente, além da alta da Selic, o governo Lula enfrenta condições desafiadoras devido à recessão. Assim Serigati resume a situação:

“Se reduzir muito a taxa de juros, vai ter que reduzir o volume de recursos disponibilizados. O governo federal claramente está com um capital político deteriorado e com dificuldade de resistir a algumas demandas. Então, por exemplo, se vier com ideia de taxar a exportação, vai dar errado em termos políticos e também em termos econômicos.”

Esse cenário causa insegurança entre os produtores, que se deparam com a insuficiência do Plano Safra e o receio de que a situação de suspensão das linhas de crédito rural se repita. No início deste ano, por exemplo, devido à não aprovação da Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2025, as linhas do Plano Safra 2024-2025 foram suspensas. A previsão inicial era de que elas só estariam disponíveis novamente após a votação do Orçamento, mas o governo acabou adiantando o valor em uma medida provisória que destinou R$ 4,17 bilhões de crédito extraordinário para o Plano.

A situação foi controlada por ora, mas o governo ainda não sabe como vai construir o próximo Plano Safra. O ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro (PSD), declarou à imprensa que o crescimento dos juros tende a dificultar a definição do próximo Plano. Segundo Fávaro, o governo estuda maneiras de deixar as taxas de juros mais atrativas para financiar culturas como arroz, feijão e hortaliças e incentivar a produção. Ainda de acordo com o ministro, o governo estaria procurando alternativas para o crédito rural, como taxas diferenciadas para cada cultura e aumento do uso das Letras de Crédito do Agronegócio (LCAs) para tentar reduzir os custos de financiamento.

Taxas diferentes por cultura é uma medida que já existe no Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), e o governo estaria estudando a possibilidade de replicá-la no Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp). Já as letras de crédito permitem que os títulos sejam usados na isenção do Imposto de Renda sobre os rendimentos dos investidores, o que barateia o custo de quem faz o empréstimo. A modernização do seguro rural, conforme o ministro, seria outra opção.

O impasse também existe no setor privado. A realidade é que o mercado tem dificuldade de ofertar crédito para o universo do agro, tendo em vista que o segmento depende de outras variáveis para garantir resultados, como clima propício, transporte e bom preço de mercado a fim de alcançar metas. Dessa forma, investir no agro é mais arriscado do que em outros setores, o que demanda a necessidade de o governo propor créditos a juros mais baixos. Além disso, as taxas favorecidas seriam justificadas pelo setor por produzir bens essenciais para a sociedade, como alimentos, fibras, biomassa e biocombustíveis.

Atual oferta de crédito rural para o setor

O Plano Safra 2024-2025 é o maior lançado pelo governo até agora, com R$ 400 bilhões disponíveis para a agricultura empresarial, valor 10% maior que o programa anterior. Do total, para custeio e comercialização foram destinados R$ 293,29 bilhões – crescimento de 8% – e para investimento R$ 107,30 bilhões – aumento de 16,5%. Com relação aos programas, R$ 65,23 bilhões foram destinados ao Pronamp, e outros R$ 76 bilhões ao Pronaf.

Os valores disponibilizados até então pelo governo Lula são 60% mais elevados que o total oferecido na gestão Jair Bolsonaro (PL) nos seus dois primeiros anos de mandato. Entretanto, foi durante o governo do ex-presidente que os produtores assistiram ao maior crescimento do montante financeiro ofertado, quando o Plano Safra 2022-2023 apresentou um aumento de 36% em relação ao anterior, o Plano Safra 2021-2022. Já o segundo maior aumento foi em 2023, com 26,8%.

Análise: Saída de Juscelino gera poucos danos ao Planalto

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Juscelino Filho oficializa demissão do Ministério das Comunicações.
Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil.

Na última semana, Juscelino Filho (União-MA) pediu demissão do Ministério das Comunicações, após a Procuradoria-Geral da República (PGR) denunciá-lo por suspeita de desvio de emendas parlamentares. Embora se trate de um ministro de Estado, a saída e a motivação do fato geram menos desgaste para o governo do que seria de esperar.

Primeiro, porque Juscelino era uma indicação do União Brasil, e não uma indicação pessoal do presidente Lula (PT). Segundo, porque os fatos narrados na investigação ocorreram supostamente em 2022, quando o agora ex-ministro estava no exercício do mandato de deputado federal. E, por fim, a pressão acaba recaindo mais sobre o partido, que já está tendo de lidar com brigas internas por conta da escolha do sucessor de Juscelino.

Dias após o pedido de demissão, o Palácio do Planalto anunciou que o deputado Pedro Lucas, líder do União Brasil na Câmara, assumiria o cargo. Entretanto, a notícia desencadeou uma disputa interna para decidir quem ocuparia o cargo de líder do partido na Casa, o que fez o possível sucessor de Juscelino emitir um comunicado afirmando que  discutiria o convite do governo com a bancada do União na Câmara. Além disso, outra discussão que deve voltar à carga são as investigações em torno de possíveis desvios de recursos de emendas. Isso coloca ainda mais pressão no União e em outras siglas do Congresso que possuem membros e parlamentares investigados pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

A imagem do União ficou um pouco mais desgastada com a incerteza sobre a aceitação do convite por Pedro Lucas. O nome do deputado foi chancelado por um dos membros mais fortes da legenda, o presidente do Congresso Nacional, senador Davi Alcolumbre (União-AP), e a indefinição revela ainda mais a turbulência por que passa a sigla. Vale ressaltar que Alcolumbre está buscando ampliar a presença de senadores na Esplanada dos Ministérios, e uma pasta comandada pelo próprio partido seria crucial neste momento, mesmo se tratando de um deputado.

A situação também não ajuda o governo do ponto de vista da tão aguardada Reforma Ministerial. A troca seria pontual, e a única indicação que se pode tirar é que o União deve permanecer com a participação atual na composição do governo. Por outro lado, a situação pode, na verdade, dar uma tímida favorecida ao governo do ponto de vista das negociações. No fim, com as disputas internas e o envolvimento em investigações no partido, o Executivo ganha mais armas para usar em eventuais pedidos de cargos e acordos com o União.

Envelhecimento populacional ameaça crescimento global, diz FMI

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Brasília (DF), 22/09/2023 - Natália Duarte e seu pai, Ítalo, que tem a doença de Alzheimer.
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O Fundo Monetário Internacional (FMI) acendeu um alerta sobre os impactos do envelhecimento da população na economia mundial. Segundo o capítulo especial do World Economic Outlook divulgado nesta terça-feira (15), o avanço da chamada “economia prateada” — segmento que engloba pessoas com mais de 50 anos — representa tanto um desafio quanto uma oportunidade.

Com base nas projeções demográficas, o FMI estima que o envelhecimento reduzirá significativamente o ritmo de crescimento global ao longo do século. No entanto, estratégias voltadas para um envelhecimento mais saudável podem reverter parte desse cenário.

Envelhecimento saudável pode elevar PIB em até 0,4 ponto percentual ao ano

De acordo com o relatório, medidas que promovam o envelhecimento saudável — como políticas de saúde preventiva, inclusão social e o estímulo à permanência dos idosos no mercado de trabalho — podem adicionar 0,4 ponto percentual ao crescimento anual do PIB global entre 2025 e 2050.

Quando combinadas com políticas que ampliem a oferta de mão de obra, como a redução das desigualdades de gênero no emprego, e o incentivo à contratação de trabalhadores mais velhos, o impacto pode chegar a 0,6 ponto percentual ao ano — compensando quase 75% da desaceleração causada pela demografia no mesmo período.

FMI defende abordagem multifacetada para o desafio demográfico

Para o FMI, enfrentar o envelhecimento populacional exige uma resposta integrada. No relatório, a instituição recomenda:

  • Investimento em envelhecimento saudável e ativo;

  • Incentivos para aumentar a participação de idosos na força de trabalho;

  • Redução de barreiras de gênero no mercado de trabalho;

  • Reformas estruturais para fortalecer a sustentabilidade fiscal

“Ao adotar uma abordagem política multifacetada, os países podem ampliar a oferta de mão de obra, impulsionar o crescimento econômico e aliviar as pressões orçamentárias”, destaca o documento.

Japão e outras economias sentirão impacto maior

A gravidade do impacto demográfico varia entre os países. Nações com populações mais envelhecidas, como o Japão, devem sentir os efeitos de forma mais intensa, com risco de encolhimento econômico.

Já países emergentes, com populações ainda em fase de envelhecimento gradual, como é o caso do Brasil, têm uma janela de oportunidade para adotar políticas proativas e colher os benefícios de um crescimento sustentado.

Apesar das propostas, o FMI reconhece que o crescimento global deverá desacelerar significativamente ao longo do século XXI, e muitos países precisarão de “esforços consideráveis para estabilizar a relação dívida/PIB”.

LDO 2026 prevê superávit fiscal de R$ 34,4 bilhões e salário mínimo de R$ 1.630

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Brasília (DF), 15/04/2024, Fachada do prédio do Ministério do Planejamento e Orçamento (MPO), na Esplanada dos Ministérios.
Foto: Rafa Neddermeyer/ Agência Brasil

O Ministério do Planejamento e Orçamento (MPO) apresentou nesta terça-feira (15) a proposta da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para 2026. O projeto prevê uma meta de superávit primário de R$ 34,4 bilhões, o equivalente a 0,25% do Produto Interno Bruto (PIB).

Além disso, a proposta estabelece um limite de despesas primárias em R$ 2,43 trilhões, e fixa provisoriamente o salário mínimo em R$ 1.630 para o ano que vem — valor ainda sujeito a alterações, conforme a variação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC).

Parâmetros econômicos

A proposta da LDO 2026 adota projeções econômicas alinhadas com o cenário de estabilidade esperado pelo governo:

  • PIB: crescimento projetado de 2,5%;
  • Inflação: 3,5%, dentro da meta contínua do Banco Central;
  • Taxa Selic: estimada em 12,56% ao fim de 2026.

Nova regra para o salário mínimo vale até 2030

Promessa de campanha do presidente Lula (PT), o reajuste do salário mínimo passou a seguir uma nova regra, conforme a Lei nº 15.077/2024. A norma integra o pacote fiscal de revisão de gastos públicos e determina que:

  • O reajuste do salário mínimo será sempre acima da inflação;

  • O ganho real fica limitado a 2,5% acima do INPC;

  • A regra vale de 2025 a 2030.

Antes, a política considerava a inflação somada ao crescimento do PIB de dois anos anteriores, sem teto para o reajuste.

Salário mínimo pode ser alterado até agosto

Embora o valor de R$ 1.630 esteja previsto na LDO, ele poderá ser revisado quando a Lei Orçamentária Anual (LOA) for apresentada, o que deve ocorrer até 31 de agosto de 2025. A projeção depende da trajetória da inflação medida pelo INPC, que considera os preços pagos por famílias que recebem até cinco salários mínimos.

O governo também antecipou estimativas para os próximos anos:

  • 2027: R$ 1.724

  • 2028: R$ 1.823

  • 2029: R$ 1.925

Esses valores são indicativos, e podem variar de acordo com o desempenho da economia.

Tramitação no Congresso

A LDO deve ser votada até 17 de julho. Se isso não acontecer, não haverá recesso parlamentar de meio de ano, como determina a Constituição Federal.

A tramitação segue o seguinte rito:

  1. Análise na Comissão Mista de Orçamento (CMO), formada por deputados e senadores;

  2. Emissão de parecer, com possibilidade de alterações pelos parlamentares;

  3. Votação em sessão conjunta do Congresso Nacional;

  4. Sanção ou veto presidencial, total ou parcial.

A LDO serve como base para a Lei Orçamentária Anual (LOA), que detalha os gastos do governo e é analisada no segundo semestre.

“Não é festa, é luta”, diz Marina Silva sobre COP30

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Brasília (DF), 03/04/2025.- A ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, durante entrevista após a 11ª reunião dos ministros de Meio Ambiente do Brics, sob a presidência brasileira.
Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil

A ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, voltou a enfatizar nesta terça-feira (15) a necessidade urgente de se planejar a substituição dos combustíveis fósseis por fontes de energia renováveis, a chamada transição energética. O alerta foi feito durante o simpósio “Conectando Clima e Natureza: Recomendações para Negociações Multilaterais”, realizado em Brasília.

Segundo Marina, sem um planejamento coordenado, o mundo será forçado a mudar de forma caótica, com efeitos já visíveis como secas, temporais, incêndios e desemprego.

“Se não nos planejarmos para uma transição justa, seremos mudados. E já estamos sendo”, afirmou a ministra.

Entrega das NDCs até a COP30 é essencial

Marina Silva reforçou que o planejamento da transição energética deve ser concretizado na entrega das Contribuições Nacionalmente Determinadas (NDCs) por parte dos países signatários do Acordo de Paris. O Brasil será sede da COP30, marcada para novembro, em Belém (PA).

“Não é festa, é luta. Não é a Copa do Mundo, nem a Olimpíada. É uma COP. E ela vem em um momento de luto, de dor e de ameaça ao multilateralismo e à solidariedade entre os povos”, declarou. A ministra também reforçou a seriedade do compromisso ao lembrar da ECO 92, há 32 anos, no Rio de Janeiro.

Seriedade diante da crise ambiental

A ministra também destacou que a elevação da temperatura média global em 1,5ºC acima do período pré-industrial exige sobriedade e responsabilidade nas decisões internacionais.

Ela alertou para a desconexão entre o clima e a natureza nas discussões atuais, resultado da degradação provocada pela ação humana:

“O clima é parte da natureza, mas fizemos algo tão grave que agora temos que reconectar clima e natureza, como se fossem separados.”

Sonia Guajajara cobra protagonismo indígena

A ministra dos Povos Indígenas, Sonia Guajajara, também participou do simpósio e defendeu maior protagonismo dos povos indígenas na política ambiental internacional.

Segundo ela, os conhecimentos tradicionais devem ser reconhecidos como ciência no contexto das mudanças climáticas, conforme prevê o próprio Acordo de Paris.

“Nos preocupamos com a qualidade da participação indígena. O conhecimento indígena também é científico”, afirmou Sonia.

A ministra ressaltou que os povos originários sempre tiveram uma relação harmoniosa com a natureza, e que isso é visível na conservação da Floresta Amazônica.

“Os povos indígenas não construíram grandes cidades, mas construíram uma grande floresta. Essa biodiversidade existe graças ao trânsito livre desses povos, levando sementes e riquezas por todo o território”, destacou.

Bolsa Família impulsiona a economia e o PIB, diz Wellington Dias

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Brasília (DF), 15/04/2025 - O ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Wellington Dias, dá entrevista ao programa Bom Dia, Ministro.
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Wellington Dias, afirmou nesta terça-feira (15) que os efeitos positivos do Bolsa Família vão além da redução da pobreza, contribuindo diretamente para o crescimento da economia brasileira. A declaração foi feita durante o programa “Bom Dia, Ministro”, da EBC.

Segundo o ministro, o programa movimenta economias locais e estimula o Produto Interno Bruto (PIB) ao aumentar a circulação de dinheiro em comunidades de todas as regiões do país.

“É a economia dos mais pobres que está alavancando o crescimento no Brasil. São milhões de pessoas que agora têm renda de trabalho ou empreendem”, destacou Dias.

Durante o programa, o ministro também anunciou a antecipação de R$ 14 bilhões do Bolsa Família para beneficiários de municípios em situação de emergência, causadas por enchentes ou seca. Os pagamentos foram liberados já nesta terça-feira (15).

Programa passa por mudanças para beneficiar quem trabalha

Dias também explicou mudanças nos critérios do Bolsa Família, implementadas desde 2023, para evitar que quem consegue um emprego perca automaticamente o benefício.

“Ter carteira assinada não pode ser critério de cancelamento. Agora, quem entra no Bolsa Família só sai para cima, ao superar a linha da pobreza. E se perder a renda, volta automaticamente”, explicou o ministro.

Previsões do mercado ignoram o impacto das políticas sociais

Wellington Dias criticou a visão do mercado, que projeta crescimento de 1,5% para o PIB em 2025, enquanto o governo estima algo entre 3% e 4%.

Para ele, essas previsões ignoram o impacto de políticas públicas como o Bolsa Família, o seguro-desemprego e a aposentadoria rural, que atuam como um “colchão de proteção” social e econômico.

O ministro ressaltou que 33,1 milhões de brasileiros foram retirados da fome, graças às medidas implementadas pelo governo desde o início da gestão Lula, e que a circulação de dinheiro nesses lares impulsiona o comércio local e gera empregos.

Governo federal publica regulamentação que permite renegociar dívidas dos Estados com a União

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Fachada do Ministério da Fazenda, atualmente liderado pelo ministro Fernando Haddad. Propag é regulamentado
Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

O governo federal abriu, nesta terça-feira (15), o prazo para adesão ao Programa de Pleno Pagamento da Dívida dos Estados (Propag). A medida, voltada aos estados e ao Distrito Federal, permite a renegociação das dívidas estaduais com a União até o dia 31 de dezembro de 2025.

Aqueles estados que ingressarem no programa vão direcionar recursos para o Fundo de Equalização Federativa (FEF), que por sua vez destina esses valores para áreas como educação, segurança pública, saneamento, habitação e transportes.

Mais investimentos para quem deve menos

Uma das principais inovações do Propag é o Fundo de Equalização Federativa (FEF), que redistribui os recursos pagos pelos estados de maneira proporcional: quanto menor a dívida de um estado, maior o retorno em forma de investimentos por meio do fundo.

Com isso, o governo busca criar um modelo de incentivo à responsabilidade fiscal, ao mesmo tempo que promove o desenvolvimento de políticas públicas em áreas estratégicas.

Como vai funcionar

Para participar do programa, os estados precisam:

  • Enviar um ofício ao Tesouro Nacional manifestando interesse;
  • Aprovar uma lei estadual que autorize a adesão ao programa;
  • No caso dos estados que já participam do Regime de Recuperação Fiscal (RRF), é necessário pedir a exclusão desse regime antes de aderir ao Propag;
  • Caso desejem amortizar a dívida com ativos, devem indicar quais ativos serão utilizados já no momento da solicitação, com base em leis autorizativas estaduais.

Possibilidades de amortização

Os estados poderão fazer a transferência ou cessão de ativos que possuam para amortizar o saldo devedor. Segundo o Tesouro, a entrega de ativos depende de interesse e acordo entre o ente e a União. As hipóteses são de transferência de: participações societária, bens móveis e imóveis, créditos junto ao setor privado e à União, dívida ativa da Fazenda Estadual ou Distrital, e recebíveis de petróleo e outros.

Participações societárias

O estado interessado em amortizar o saldo devedor transferindo participações societárias para a União deve manifestar a intenção de transferência, acompanhada de minuta do acordo de transferência das ações, do laudo de avaliação do BNDES e de parecer da Procuradoria do Estado. A intenção deve ser protocolada até 30 de outubro, e deverá ter autorização mediante leis específicas da União e do Estado.