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Senado adia discussão do fim da reeleição no Executivo

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Brasília - 22.05.2023 - Foto da Fachada do Congresso Nacional, em Brasília. Senado adia discussão do fim da reeleição no Executivo
Foto: Antônio Cruz/ Agência Brasil

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado adiou a análise da PEC do Fim da Reeleição (PEC 12/2022). Pelo relatório do senador Marcelo Castro (MDB-PI), a possibilidade de reeleição deixaria de existir a partir de 2034 para os cargos de presidente e governador. A partir dessa data, o mandato passaria a ser de 5 anos.

Além disso, a PEC propõe a coincidência das datas das eleições gerais (presidente, governadores, deputados e senadores) e municipais (prefeitos e vereadores). A principal vantagem seria a economia de recursos públicos com as campanhas eleitorais. Além disso, o relator argumenta que haveria maior estabilidade política e produtividade no Parlamento, que, atualmente, acaba paralisado a cada dois anos.

Senadores teriam mandato de 10 anos

O adiamento decorre de pedido de vista apresentado pelo líder do PL, Carlos Portinho (RJ). Assim, a discussão será retomada na próxima semana. Apesar do consenso sobre o mandato de cinco anos, alguns senadores divergiram sobre alguns elementos da PEC. Senadores questionaram a regra de transição, que define o fim da reeleição somente em 2034, pedindo que passasse a valer já em 2026.

Além disso, foi questionada a regra para os mandatos no Senado Federal. O relatório prevê mandatos de 10 anos, o que, para alguns senadores, é um prazo muito longo para se manter os perdedores da eleição sem a possibilidade de concorrer novamente ao cargo.

Indicado ao Ministério das Comunicações recusa o cargo

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Deputado Pedro Lucas Fernandes, indicado ao Ministério das Comunicações
Deputado Pedro Lucas Fernandes (União-MA). Foto: União/Divulgação

Após quase duas semanas de espera, o deputado Pedro Lucas Fernandes (União-MA), indicado ao Ministério das Comunicações, decidiu recusar o cargo. Em nota oficial divulgada na noite desta terça-feira (22), ele justificou que, no papel de líder partidário do União, pode “dialogar com diferentes forças políticas e construir consensos”, ajudando mais o governo neste cargo do que como ministro.

“Minhas mais sinceras desculpas ao presidente Lula por não poder atender a esse convite. Recebo seu gesto com gratidão e reafirmo minha disposição para o diálogo institucional, sempre em favor do Brasil”, publicou o deputado em nota.

O União Brasil ainda não se posicionou sobre uma nova indicação para assumir a pasta.

A vaga foi aberta já que Juscelino Filho (União-MA) pediu demissão do Ministério das Comunicações, após a Procuradoria-Geral da República (PGR) denunciá-lo por suspeita de desvio de emendas parlamentares. Se, inicialmente, a queda do ministro causava pouco danos ao Planalto, a recusa passa a representar um constrangimento ao governo.

Nos bastidores, alguns elementos são elencados como sendo a real justificativa para a recusa. Primeiro, há a indisposição da bancada do União de se aproximar do governo Lula sendo que o partido pode acabar alinhado à direita nas próximas eleições.

Porém, uma disputa interna na legenda também pode explicar o constrangimento. O União nasceu pela fusão de dois partidos, os antigos DEM e PSL. Desse modo, o partido é marcado por uma disputa entre as alas provenientes das siglas extintas. Se Pedro Lucas aceitasse o ministério, a liderança do partido na Câmara seria novamente definida por eleição. Assim, a ala de Pedro Lucas e do atual presidente Antônio Rueda temia perder a liderança para o outro grupo, mais oposicionista.

Análise: Filiação de Eduardo Leite ao PSD fortalecerá o partido para 2026

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Eduardo Leite (PSD)
Foto: Foto: Alexssandro Loyola/Lid. do PSDB na Câmara

As próximas semanas devem ser marcadas por articulações visando às eleições de 2026. Ganha força a possibilidade de o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSDB), trocar de partido. O mais provável é que se filie ao PSD.

Buscando posicionar-se no debate nacional, Leite se encontraria em melhores condições para tal no PSD, já que o partido conta com uma estrutura robusta, considerável tempo de televisão no horário eleitoral gratuito e recursos do fundo partidário. Além da boa relação com o presidente nacional da legenda, Gilberto Kassab, Leite tem dialogado com líderes importantes da sigla, como o governador do Paraná, Ratinho Júnior, e o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes.

Eduardo Leite tem assumido seu desejo de participar do debate nacional, contribuindo com a construção de um projeto de terceira via. Mas hoje, mesmo com o presidente Lula (PT) e o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) desgastados, o espaço para a terceira via é restrito, já que o lulismo e o bolsonarismo são as duas narrativas hegemônicas na política brasileira, a ponto de manterem o país polarizado.

Mesmo na hipótese de Bolsonaro não conseguir reverter sua inelegibilidade e concorrer ao Palácio do Planalto, Leite dependeria de o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), não se candidatar à Presidência. Ainda assim, teria no PSD a concorrência com Ratinho Júnior, apontado por Kassab como o “ficha 1” do partido, caso a sigla apresente candidatura própria ao Planalto.

Apesar de Eduardo Leite ter de enfrentar obstáculos pela frente, sua possível ida para o PSD aumenta o peso político do partido para 2026. Além de ser um aliado estratégico em um eventual projeto nacional de Tarcísio, o PSD atraiu recentemente a governadora de Pernambuco, Raquel Lyra, que estava no PSDB. Além de Leite e Raquel, o governador do Mato Grosso do Sul, o tucano Eduardo Riedel, também pode mirar o PSD, o que deixaria o PSDB sem governadores.

O futuro do PSDB por ora está indefinido. Ainda que ocorra uma fusão com o Podemos, ou uma incorporação, é improvável que as lideranças tucanas saiam unidas desse processo. O mais provável é uma divisão na legenda, que seguiria como coadjuvante no tabuleiro político.

Em resumo, o PSD ganha mais força para 2026, tanto por poder contar com dois presidenciáveis – Leite e Ratinho –, quanto por ser um aliado estratégico para um eventual projeto Tarcísio, ocupando um espaço de protagonista ao centro que, no passado, pertenceu ao PSDB e ao MDB.

Prazo para regularizar título de eleitor termina em 19 de maio

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Urna eletrônica, eleições, título de eleitor
Foto: Antonio Augusto/Ascom/TSE

Termina no dia 19 de maio de 2025 o prazo para a regularização do título de eleitor para cidadãos que deixaram de votar, não justificaram a ausência e não pagaram as multas correspondentes em três eleições consecutivas. Segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), essa situação pode levar ao cancelamento do documento, o que traz diversas restrições civis.

O risco atinge, por exemplo, quem não compareceu aos dois turnos das eleições municipais de 2024 e ao segundo turno das eleições presidenciais de 2022, sem ter justificado ou quitado a multa de nenhum dos turnos.

O que acontece com o título cancelado?

O título de eleitor cancelado impede o cidadão de votar e ser votado, mas as consequências vão além do campo eleitoral. O eleitor irregular também não poderá:

  • Se inscrever em concursos públicos

  • Receber salários de cargos públicos

  • Obter passaporte ou carteira de identidade

  • Renovar matrícula em instituições de ensino oficiais

  • Participar de licitações públicas

  • Regularizar pendências com o serviço militar ou Imposto de Renda

Aqueles com voto facultativo — menores de 18 anos, maiores de 70 e pessoas não alfabetizadas — não terão o título cancelado, mesmo que estejam ausentes há três pleitos.

Quem são os eleitores em risco?

De acordo com o TSE, mais de 5,3 milhões de eleitores estão em risco de cancelamento. Desses:

  • 58% são do gênero masculino

  • 42% do gênero feminino

  • Cerca de 3 mil utilizam nome social

  • 30% têm ensino fundamental incompleto

  • 25% têm ensino médio incompleto

  • 23% possuem ensino médio completo

  • A faixa etária mais afetada é de 25 a 29 anos

Como saber se seu título será cancelado?

A consulta pode ser feita gratuitamente nos sites oficiais da Justiça Eleitoral — TSE ou Tribunais Regionais Eleitorais (TREs) — na aba de autoatendimento eleitoral, clicando em “Consultar situação eleitoral”. O serviço também está disponível presencialmente nos cartórios eleitorais.

Como pagar a multa?

Caso haja multa, o valor é cobrado por turno ausente. O pagamento pode ser realizado:

  • Pelo autoatendimento eleitoral

  • Pelo aplicativo e-Título

  • Nos cartórios eleitorais

São aceitos boleto, Pix ou cartão. O registro da quitação é feito automaticamente após a confirmação do pagamento. Em casos de dificuldades financeiras, o juiz eleitoral pode dispensar o pagamento mediante justificativa formal.

Amcham define melhoria no texto da reforma da renda como uma das prioridades legislativas para 2025

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Congresso Nacional
Foto: Antônio Cruz/ Agência Brasil

Nesta terça-feira (22), a Câmara Americana de Comércio para o Brasil (Amcham) apresentou aos parlamentares a agenda de prioridades legislativas para 2025. Entre os temas de interesse, a instituição se posicionou contra a tributação de lucros e dividendos prevista na reforma da renda (PL 1087/2025).

A organização aponta que essa medida gera dupla tributação e aumenta a carga tributária das empresas, o que afasta o Brasil de possíveis novos investimentos estrangeiros. Além disso, foi apontada a necessidade de ajustes das alíquotas às práticas globais da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico) e a simplificação dos mecanismos de restituição e créditos tributários.

Economia

No ambiente de negócios, as prioridades são a continuidade da regulamentação da reforma tributária e do Comitê Gestor (PLP 108/2024), além de avanços na regulação da propriedade intelectual e do Devedor Contumaz.

No âmbito do comércio exterior, destaca-se a lei geral de comércio exterior (PLP 4423/2024) e os projetos sobre crédito de ICMS (PLP 154/2022 e/ou PLP 36/2023). Também constam o projeto que define critérios para isenção de Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza (PLP 467/2017) e de devolução de resíduos tributários (PLP 167/24) de pequenas empresas.

Sustentabilidade e minerais

Na área de sustentabilidade, o maior destaque é o projeto que institui a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos e o Comitê de Minerais Críticos e Estratégicos (PL 2780/2024). Além disso, importam os projetos que estabelecem diretrizes para a implementação da taxonomia ambiental e social (PL 2838/2022 e PL 5209/2023) e a economia circular (PL 3899/2012). Por fim, a criação da Agência Reguladora do Mercado de Carbono é um passo considerado fundamental para a estruturação deste mercado.

Por fim, sobre a transformação digital e inovação, as prioridades são a melhoria do marco da inteligência artificial (PL 2338/2023), atualização da Lei do Bem (PL 4944/2020) e autonomia da Autoridade Nacional de Proteção de Dados (PL 615/2024).

STF aceita denúncia contra auxiliares de Bolsonaro por tentativa de golpe

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Diretor Geral da PRF, Inspetor Silvinei Vasques  , participa do programa Brasil em Pauta
Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

Em decisão unânime nesta terça-feira (22), a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) aceitou a denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) contra seis ex-auxiliares do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), acusados de integrarem o chamado “núcleo dois” do plano de golpe de Estado.

“Tentativa de golpe está clara”, afirma Moraes

O ministro Alexandre de Moraes, relator do caso, enfatizou que o Brasil sofreu uma tentativa real de golpe no dia 8 de janeiro de 2023, e que a denúncia apresenta provas suficientes para o prosseguimento da ação penal.

“A materialidade é extremamente clara. Cada um dos denunciados terá o direito de se defender, mas não é possível negar a tentativa de golpe”, declarou Moraes.

Os ministros Flávio Dino, Luiz Fux, Cármen Lúcia e Cristiano Zanin também votaram a favor do recebimento da denúncia.

Quem são os denunciados?

Numa lista que conta com ex-assessores de Bolsonaro, militares e ex-integrantes da PF e da PRF, seis acusados foram denunciados de gerenciar ações ilegais para manter Bolsonaro no poder. Se destacam os nomes do ex-diretor-geral da PRF, Silvinei Vasques; do ex-assessor especial de Assuntos Internacionais, Filipe Martins; e da única mulher que faz parte dos 34 acusados, Marília Ferreira de Alencar:

  • Fernando de Sousa Oliveira, delegado da Polícia Federal
  • Filipe Garcia Martins Pereira, ex-assessor para Assuntos Internacionais da Presidência da República
  • Marcelo Costa Câmara, coronel da reserva do Exército e ex-assessor da Presidência da República
  • Marília Ferreira de Alencar, delegada da Polícia Federal
  • Mário Fernandes, general da reserva do Exército
  • Silvinei Vasques, ex-diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal

No mês passado, o STF já aceitou denúncia contra o ex-presidente Jair Bolsonaro e mais sete aliados, tornando-os réus pelo mesmo caso.

Denúncia envolve uso da PRF, plano golpista e minuta do decreto

Entre os réus estão Silvinei Vasques, Marília Alencar e Fernando de Sousa Oliveira, acusados de usarem a Polícia Rodoviária Federal (PRF) e estruturas do Ministério da Justiça para interferir nas eleições de 2022. De acordo com a PGR, eles produziram relatórios para montar operações que dificultassem o voto no Nordeste, base eleitoral do presidente Lula (PT).

Outros envolvidos, como Mário Fernandes e Marcelo Câmara, teriam articulado o Plano Punhal Verde e Amarelo, incluindo ações para monitorar e neutralizar autoridades públicas e mobilizar apoiadores nos atos de 8 de janeiro.

Já Filipe Martins teria sido o responsável pela minuta do decreto do golpe, que previa medidas como a prisão dos ministros Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes, além do então presidente do Senado, Rodrigo Pacheco.

“Essa minuta passou de mão em mão e chegou ao presidente da República”, destacou Moraes.

Processo será instruído antes do julgamento final

A aceitação da denúncia não significa condenação. Agora, o processo entra na fase de instrução, quando serão colhidos depoimentos e novas provas. A participação específica de cada acusado será analisada no julgamento do mérito.

Segundo o relator, se houver qualquer “dúvida razoável, os réus serão absolvidos”. No entanto, neste momento, prevalece o princípio in dubio pro societate, ou seja, a dúvida deve beneficiar a sociedade ao permitir o avanço do processo.

Núcleos do inquérito

Os 34 denunciados foram divididos em 5 núcleos que, juntos, formariam uma “organização criminosa estruturada para impedir que o resultado da vontade popular fosse cumprida”, de acordo com a PGR. Os réus de hoje fazem parte do segundo núcleo.

Na prática, explica a denúncia, todos agiam em conjunto, visando manter Bolsonaro no poder, contrariando o resultado das eleições de 2022, que elegeram Lula (PT) presidente.

COP30: Países apresentarão propostas de como farão a transição energética

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Energia elétrica, luz, iluminação, infraestrutura
Foto: Tauan Alencar/MME

Os países que participarão da COP30 estudam apresentar propostas de como farão a transição energética, durante o Encontro Virtual de Líderes pelo Clima e Transição Justa, previsto para esta quarta-feira (23). Segundo o embaixador André Corrêa do Lago, presidente-designado da COP30, o uso de petróleo consta na estratégia de transição de alguns países.

“Sobre a transição, acredito que todos os participantes já sabem que isso é algo que já foi acordado entre todos nós. Chegamos a esse acordo em Dubai. No entanto, cada país apresentará sua própria resposta sobre como fará essa transição. Para alguns países o petróleo é o caminho mais fácil, porque têm grandes reservas; outros, porém, precisam importar muito petróleo”, avaliou André Corrêa do Lago, em conversa com jornalistas, na manhã desta terça-feira (22).

O presidente-designado da COP30 ainda disse que é muito importante mostrar à comunidade internacional que existe um compromisso com a pauta, apesar das diferentes estratégias e circunstâncias de cada país.

Marina Silva: “Se não nos planejarmos, seremos mudados”

Durante o simpósio “Conectando Clima e Natureza: Recomendações para Negociações Multilaterais”, realizado em Brasília no último dia 15, a ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, alertou para a necessidade urgente de uma transição energética planejada, justa e coordenada.

“Se não nos planejarmos para uma transição justa, seremos mudados. E já estamos sendo”, afirmou a ministra, ao se referir aos efeitos climáticos extremos como secas, enchentes, incêndios e perda de empregos.

Ela defendeu que os países entreguem suas Contribuições Nacionalmente Determinadas (NDCs) até a COP30, conforme previsto pelo Acordo de Paris. Essas metas nacionais de redução de emissões são consideradas fundamentais para guiar a ação climática global.

“Não é festa, é luta”

Marina Silva também chamou atenção para a seriedade da COP30, que será sediada em um dos biomas mais importantes do mundo, a Amazônia. Em tom enfático, a ministra afirmou:

“Não é festa, é luta. Não é a Copa do Mundo, nem a Olimpíada. É uma COP. E ela vem em um momento de luto, de dor e de ameaça ao multilateralismo e à solidariedade entre os povos.”

Ela ainda evocou a memória da ECO-92, evento histórico realizado há 32 anos no Rio de Janeiro, e alertou para a necessidade de reconectar o debate climático à natureza.

“O clima é parte da natureza, mas fizemos algo tão grave que agora temos que reconectar clima e natureza, como se fossem separados”, disse.

Comissão do Senado aprova sabatina de cinco embaixadores 

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CRE - Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional
Foto: Geraldo Magela/Agência Senado

A Comissão de Relações Exteriores (CRE) do Senado aprovou, nesta terça-feira (22), a realização da sabatina de cinco diplomatas indicados pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para representar o Brasil nas embaixadas da Alemanha, Arábia Saudita, Irã, Áustria e Rússia.

Confira os nomes de cada indicado:

  • Rodrigo de Lima Baena Soares – Indicado para exercer o cargo de embaixador do Brasil na República Federal da Alemanha. Diplomata de carreira, é ministro de primeira classe do Itamaraty e já serviu em postos no Japão, Estados Unidos e França.
  • Paulo Uchôa Ribeiro Filho – Designado para atuar na Arábia Saudita e, cumulativamente, na República do Iêmen. Com longa trajetória no Ministério das Relações Exteriores, já representou o Brasil em países do Oriente Médio e África.
  • André Veras Guimarães – Será sabatinado para o cargo de embaixador na República Islâmica do Irã. É ministro de segunda classe e possui experiência em temas ligados à Ásia e à diplomacia multilateral.
  • Eduardo Paes Saboia – Indicado para a Embaixada do Brasil na República da Áustria. É conhecido por seu trabalho na área de direitos humanos e já foi embaixador no Peru.
  • Sérgio Rodrigues dos Santos – Indicado para a Embaixada da Rússia, com atuação cumulativa na República do Uzbequistão. Tem experiência diplomática na Ásia Central e já desempenhou funções relevantes no Itamaraty.

Como funciona a sabatina

Normalmente, os nomes são escolhidos entre ministros de primeira ou segunda classe do Itamaraty. Após a indicação ser publicada no Diário Oficial da União (DOU), ela é encaminhada ao Senado, onde precisa ser analisada pela Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional (CRE).

O presidente da CRE escolhe um senador para apresentar o currículo e elaborar um parecer sobre o indicado. O relator e os demais integrantes da comissão têm um prazo para analisar a indicação. Em seguida, é marcada uma reunião para a sabatina, momento em que os senadores fazem perguntas sobre a formação, trajetória profissional e a postura esperada do candidato em relação ao país onde atuará.

Após a sabatina, é realizada uma votação secreta na comissão. Se aprovado, o nome segue para o plenário do Senado, onde precisa da maioria absoluta dos votos favoráveis — ou seja, ao menos 41 senadores presentes devem votar a favor da nomeação.

Trump deveria considerar poder de retaliação da China, diz Thiago de Aragão

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Thiago de Aragão, CEO da Arko Advice Internacional, fala sobre medidas de Trump
Foto: YouTube/CNN Brasil

O embate comercial entre Estados Unidos e China continua a se intensificar, com o presidente americano Donald Trump mantendo uma postura agressiva. No entanto, o analista político Thiago de Aragão, CEO da consultoria Arko Advice Internacional, questiona se essa abordagem é realmente estratégica ou se Trump está subestimando o poder de retaliação chinês.

A situação permanece tensa, com ambos os países aplicando medidas retaliatórias e o mercado global atento aos próximos movimentos desse embate comercial entre as duas maiores economias do mundo.

Em entrevista à CNN, Aragão analisou a situação atual entre as duas potências econômicas. Segundo ele, Trump demonstra uma confiança contínua e elevada, mas há dúvidas sobre a existência de uma estratégia formal por parte do governo americano.

Aragão ressalta um ponto crucial que Trump parece ignorar: “Quando ele aplica essas tarifas em relação à China, ele tem que sempre levar em consideração que a China tem um poder de retaliação tão grande ou talvez até maior”.

O analista político cita exemplos desse poder: “50% de todos os antibióticos nos Estados Unidos dependem da China de uma forma pura e simplesmente. Além disso, a China controla mais de 90% da produção global de gálio e germânio, minerais críticos para a fabricação de semicondutores, incluindo os chips da Nvidia recentemente proibidos de serem exportados para a China”, afirma.

“Isso mostra que ou o Trump não está bem posicionado em relação à sua estratégia e que, de fato, ele vai avançando dia após dia, ou ele sabe algo que nós não sabemos”, questiona.

Thiago de Aragão pondera que, se Trump realmente possui informações privilegiadas que justifiquem sua postura, ele pode ser considerado um grande estrategista. No entanto, o analista ressalta que, no momento, não é exatamente isso que está sendo demonstrado nas ações do presidente americano.

Texto originalmente publicado em CNN Brasil

Queda dos juros no Brasil depende de reformas, diz presidente do Banco Central

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Presidente do Banco Central do Brasil, Gabriel Muricca Galípolo.
Foto: Saulo Cruz/Agência Senado

Segundo o presidente do Banco Central (BC), Gabriel Galípolo, o Brasil só deve conseguir reduzir significantemente sua taxa de juros depois de “uma série de reformas contínuas”. Ele argumentou que essas reformas não dependem apenas do BC.

Galípolo justificou essa avaliação no fato de que as altas de juros no Brasil têm efeito menor do que o comum na atividade econômica. “Essa taxa de juros, para outra economia, deveria representar uma taxa muito restritiva. Com essas taxas de juros, o Brasil está convivendo com a menor taxa de desemprego e com maior nível de renda das famílias da sua série histórica, e com diversos recordes de atividade econômica”, argumentou.

Alta taxa de juros

A Selic, a taxa de juros, está acima de 10% desde fevereiro de 2022. Atualmente, a taxa está em 14,25, a mais alta desde 2015. Mesmo com o valor mais alto, a expectativa do mercado financeiro é de ainda outras elevações.

A Selic é a taxa básica de juros do país, usada como referência para empréstimos, financiamentos e investimentos. É a principal ferramenta do Banco Central (BC) para controlar a inflação. Em resumo, quando a Selic está alta, obter empréstimos se torna mais caro, o que tende a diminuir a atividade econômica. O BC atua no mercado para manter a taxa alinhada à meta definida pelo Comitê de Política Monetária (Copom).