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Paranaguá terá primeiro canal portuário concedido à iniciativa privada na América Latina

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Porto de Paranaguá
Foto: Claudio Neves/Portos do Paraná

O Tribunal de Contas da União (TCU) aprovou nesta quarta-feira (23) o projeto de concessão do canal de acesso aos portos de Paranaguá e Antonina, no Paraná, marcando um feito inédito no Brasil e na América Latina. Com o aval do órgão, o Ministério de Portos e Aeroportos lançará o edital para o leilão nos próximos meses. A concessão terá duração inicial de 25 anos, com possibilidade de prorrogação por até 70 anos.

O projeto prevê R$ 1 bilhão em investimentos, voltados para ampliação das atividades, dragagem, derrocagem e manutenção do canal, além de monitoramentos ambientais e modernização da sinalização náutica. A expectativa é de que o leilão ocorra no segundo semestre de 2025.

Canal mais profundo e logístico do Brasil

Com a concessão, o calado do canal de acesso deverá ser aumentado de 13 para 15,5 metros, o que permitirá a entrada de embarcações maiores e com maior volume de carga. Isso resultará em redução do custo logístico e maior competitividade para os operadores portuários.

“Vamos elevar o nível de serviço do Porto de Paranaguá, com previsibilidade e dragagens garantidas pelos próximos 25 anos”, afirmou Alex Ávila, secretário Nacional de Portos. Já o ministro Silvio Costa Filho, que cumpre missão oficial na Europa, destacou que o modelo será replicado em outros portos, como os de Santos e Itajaí.

Logística para o agronegócio

O Porto de Paranaguá é o segundo maior do Brasil em movimentação total de cargas, atrás apenas do Porto de Santos. É líder no escoamento do complexo soja (grãos, farelo e óleo) e responde por 33% da descarga de fertilizantes importados pelo país.

O complexo portuário deve superar as 60 milhões de toneladas movimentadas em 2024, batendo novo recorde este ano. Além disso, será o primeiro do país a regularizar 100% de suas áreas portuárias com arrendamentos e concessões.

Confiança do consumidor cresce em abril com expectativa de melhora na economia, aponta FGV

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Supermercado, consumidor, mercado, compras
Foto: Valter Campanato/Agência Brasil/Arquivo

A confiança do consumidor brasileiro apresentou leve melhora em abril, com alta de 0,5 ponto em relação a março, atingindo 84,8 pontos na série com ajuste sazonal. O dado foi divulgado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), que também destacou que este é o segundo avanço consecutivo do Índice de Confiança do Consumidor (ICC).

Segundo a economista Anna Carolina Gouveia, em nota do Instituto Brasileiro de Economia da FGV (Ibre/FGV), o aumento ainda representa uma recuperação modesta, equivalente a 11% das perdas acumuladas entre dezembro de 2024 e fevereiro de 2025. “O resultado de abril é impulsionado pela melhora das expectativas futuras, principalmente sobre a situação econômica local”, explicou.

Expectativas puxam o indicador

O Índice de Expectativas (IE) subiu 0,7 ponto, chegando a 88,1 pontos, enquanto o Índice de Situação Atual (ISA) teve leve avanço de 0,1 ponto, atingindo 81,1 pontos. Entre os destaques positivos, a perspectiva para a economia local nos próximos meses cresceu 2,7 pontos, para 102,0 pontos — o único item a ultrapassar a linha de otimismo (100 pontos).

Por outro lado, a intenção de compra de bens duráveis caiu 1,8 ponto, para 77,9 pontos, indicando cautela por parte dos consumidores em relação a gastos maiores.

Confiança melhora apenas em faixas intermediárias de renda

A pesquisa também mostrou que a confiança melhorou apenas entre famílias com renda entre R$ 2.100 e R$ 9.600. O maior crescimento foi observado no grupo de R$ 4.800 a R$ 9.600, com alta de 6 pontos, de 82,0 para 88,0 pontos.

Em contrapartida, o grupo com renda de até R$ 2.100 teve queda de 3,7 pontos, de 79,0 para 75,3 pontos, marcando o quinto recuo consecutivo. Famílias com renda superior a R$ 9.600 também registraram leve retração na confiança, de 89,9 para 88,9 pontos.

Contexto global e incertezas influenciam

O leve otimismo captado pela sondagem ocorre em um cenário internacional incerto, marcado por tensões comerciais como a recente declaração de guerra comercial de Donald Trump, que impacta as projeções de crescimento global — inclusive do Brasil.

A coleta de dados foi realizada entre os dias 1º e 21 de abril, com base em entrevistas com consumidores de todas as regiões do país.

Frederico de Siqueira Filho é empossado como ministro das Comunicações

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Brasília (DF), 24/04/2025 - Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, dá posse a Frederico de Siqueira Filho como Ministro de Estado das Comunicações, durante audiência no Palácio do Planalto.
Foto: Ricardo Stuckert/PR

O novo ministro das Comunicações, Frederico de Siqueira Filho, foi empossado nesta quinta-feira (24) pelo presidente Lula (PT). A indicação do ex-diretor da Telebrás partiu do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), já que a pasta é uma das que estão sob a liderança do partido, que integra a base do governo.

O nome de Frederico foi escolhido após o líder do União na Câmara, Pedro Lucas Fernandes (MA), recusar o convite para assumir o ministério. O comando da pasta estava vago há duas semanas, desde o dia 8 de abril – quando Juscelino Filho (União-MA), foi denunciado pela Procuradoria-Geral da República (PGR) ao Supremo Tribunal Federal (STF) por supostas irregularidades em emendas parlamentares e pediu demissão.

Trajetória de Frederico Siqueira

Frederico de Siqueira Filho é engenheiro civil formado pela Universidade de Pernambuco (UPE), e presidia a Telebrás desde 2023, onde chegou por indicação do senador Efraim Filho (União-PB). Trabalhou por 21 anos no grupo Oi, atuando nas áreas de telecomunicações e tecnologia da informação.

Análise: Anistia mostra ao governo o tamanho de sua base

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Congresso Nacional, Câmara dos Deputados
Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

Ainda que a pressão do PL pela anistia aos presos pelos atos antidemocráticos de 8 de janeiro, ocorridos em Brasília em 2023, não tenha força suficiente para travar a atuação das Comissões da Câmara, o atingimento do mínimo de assinaturas em prol de um requerimento de urgência em torno do tema explicita alguns fatos sobre a relação entre o governo e o Congresso. O primeiro é que o bolsonarismo continua produzindo forte pressão sobre o Parlamento. Ainda que o requerimento não tenha obtido o apoio de líderes representantes de suas bancadas, o número de assinaturas é um retrato fiel da divisão na Câmara. Os 264 apoiamentos individuais mostram que, se o projeto fosse pautado no plenário, haveria chance de aprovação, ainda que por placar apertado. São necessários 257 votos favoráveis.

No PP, que conta com um ministério, 25 dos 48 deputados (73%) assinaram o requerimento. No Republicanos, que, além de ser o partido de um ministro, é o partido do presidente da Câmara, houve apoio por parte de 28 dos 45 deputados (58%).

A situação não é menos grave em partidos mais próximos do governo. No União Brasil, partido que tem três ministros de sua indicação, 40 dos 59 deputados apoiam a anistia (67%). Isso reflete também o fato de que os ministros do União são mais amparados pela bancada do Senado do que pela bancada da Câmara. No PSD, com três ministérios, houve apoio de 23 dos 44 deputados (52%). No MDB, sigla de três ministros, 20 dos 44 (45%) assinaram o documento.

O fato de o PT ter entrado em campo tentando evitar que o requerimento obtivesse assinaturas suficientes transforma essa disputa em um bom termômetro da divisão existente hoje na Câmara. Ainda que já fosse um fato o racha em bancadas como PP, União e Republicanos entre lulistas e bolsonaristas, agora o Planalto tem em sua mesa um placar dos votos com os quais não pode contar no caso de temas mais difíceis. Interessante observar tudo isso ocorrer após o presidente Lula se reunir com as bancadas aliadas e mostrar mais disposição de diálogo.

Além disso, a composição dos votos indica que o governo tem cada vez menos controle sobre sua base. E que o chamado “centrão” deixa de ser uma base de apoio móvel para o governo de plantão e consolida sua transformação em um corpo independente de parlamentares de alinhamento economicamente liberal e culturalmente conservador, que chega a dar apoio a pautas que se alinham a seus interesses, mas preserva autonomia no que se refere a temas que geram divergência em seu campo ideológico.

Lula e Putin podem discutir formas de pagamentos entre países

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(Moscou - Rússia, 16/02/2022) Presidente da República, Jair Bolsonaro acompanhado do Presidente da Federação Russa, Vladmir Putin durante declaração à Imprensa. BRICS
Foto: Alan Santos/PR

O presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), e o presidente da Rússia, Vladimir Putin, devem discutir meios de pagamento entre os países do BRICS e o fortalecimento da atuação do Novo Banco de Desenvolvimento durante um encontro em Moscou, marcado para o próximo dia 9 de maio, durante as comemorações do 80º aniversário do Dia da Vitória, data em que se comemora a derrota da Alemanha nazista na Segunda Guerra Mundial.

A informação foi confirmada pelo embaixador russo no Brasil, Alexey Labetskiy, durante conversa com jornalistas nesta quarta-feira (23). Segundo ele, o diálogo entre os líderes deverá abordar formas de integração financeira entre os países do bloco, formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, além de outras nações que passaram a integrar o grupo nos últimos anos.

Moeda ainda está distante, diz embaixador

Apesar das expectativas em torno de uma possível moeda comum do BRICS, o embaixador ressaltou que o tema ainda está em estágios iniciais de discussão. “Há expectativas para encontrar soluções de problemas. Mas isso não pode ser feito em um dia só, ou um ano só”, afirmou Labetskiy, reforçando que a criação de uma nova moeda ou sistema de pagamentos alternativo ao dólar ainda é um plano de longo prazo.

Cooperação com o Banco do BRICS

Outro ponto importante do encontro será o Novo Banco de Desenvolvimento (NDB), também conhecido como Banco do BRICS, criado para financiar projetos sustentáveis e de infraestrutura nos países membros. O embaixador destacou que “toda cooperação prática com os BRICS é muito importante”, indicando que a ampliação das atividades do banco e a inclusão de novos projetos poderão estar na pauta da conversa entre os presidentes.

AGU cria grupo para recuperar R$ 6,3 bi desviados de aposentados do INSS

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Brasília (DF), 03/11/2023, Prédio da AGU. Fachada da Advocacia Geral da União.
Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

A Advocacia-Geral da União (AGU) anunciou nesta quarta-feira (23) a criação de um grupo especial para recuperar valores descontados indevidamente de aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). A iniciativa vem na esteira da Operação Sem Desconto, da Polícia Federal, que investiga um esquema de descontos associativos não autorizados, realizados de forma sistemática em benefícios previdenciários.

Segundo as estimativas da investigação, cerca de R$ 6,3 bilhões foram desviados entre 2019 e 2024 por meio de cobranças indevidas de mensalidades para entidades de classe e associações, sem o consentimento dos beneficiários.

Equipe atuará para responsabilizar entidades e propor medidas contra fraudes

O grupo será composto por oito advogados públicos, que ficarão encarregados de propor ações judiciais e medidas administrativas para recuperar os valores desviados e responsabilizar os envolvidos. Além disso, eles devem sugerir ações preventivas e de combate a fraudes no sistema de seguridade social.

O advogado-geral da União, Jorge Messias, declarou que o objetivo da medida é garantir a proteção da renda de cidadãos vulneráveis. “O Estado brasileiro, os aposentados e pensionistas foram lesados por esse esquema. Vamos buscar a responsabilização das entidades e recuperar cada centavo desviado”, afirmou Messias.

Presidente do INSS é afastado por envolvimento no caso

No mesmo dia, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) determinou a demissão do presidente do INSS, Alessandro Stefanutto, que já havia sido afastado pela Justiça no contexto das investigações da Polícia Federal. A medida foi publicada no fim do dia no Diário Oficial da União (DOU).

Consumo de suplementos alimentares é tema de debate no Senado

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suplementos alimentares
Foto: Reprodução/Freepik

O consumo de suplementos alimentares tem crescido de forma expressiva nos últimos anos, impulsionado por promessas de benefícios à saúde, ganho de massa muscular e emagrecimento rápido. Esse fenômeno, no entanto, tem levantado preocupações sobre a falta de fiscalização, os riscos à saúde e a disseminação de informações sem respaldo científico.

Em audiência conjunta das Comissões de Ciência e Tecnologia (CCT) e de Fiscalização e Controle (CTFC) do Senado, realizada nesta quarta-feira (23), senadores e especialistas discutiram os desafios regulatórios do setor e cobraram ações mais eficazes por parte da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Parlamentares querem reforço na Anvisa

O senador Astronauta Marcos Pontes (PL-SP) defendeu o fortalecimento da Anvisa, com mais recursos e pessoal, para que o órgão possa atuar de forma mais eficiente no controle desses produtos. Ele também criticou a ausência de um representante da agência na audiência, lembrando que a indicação à diretoria da Anvisa ainda aguarda sabatina no Senado.

Já o senador Izalci Lucas (PL-DF) alertou para o papel das redes sociais na propagação de suplementos sem comprovação científica. “É só entrar na internet e aparecem propagandas de emagrecimento imediato, promovidas até por autoridades e artistas”, afirmou, ao defender maior vigilância sobre a publicidade desses produtos.

Especialistas alertam para riscos à saúde

Representando o Conselho Federal de Nutrição (CFN), Caio Victor Coutinho de Oliveira destacou os riscos do consumo sem orientação profissional e a falta de informação qualificada nas redes sociais. “Suplementos não são inofensivos; há riscos cardiovasculares, neurológicos e interações medicamentosas importantes”, alertou.

Do lado da indústria, o presidente da Associação Brasileira das Empresas de Produtos Nutricionais (Abenutri), Marcelo Bella, defendeu a segurança dos suplementos alimentares baseados em evidências científicas, citando exemplos como creatina e whey protein. No entanto, criticou a deficiência estrutural da Anvisa para a realização de testes de qualidade e sugeriu a corresponsabilização das plataformas on-line pela comercialização de produtos irregulares.

Importação irregular e disputa regulatória

O diretor do Centro de Pesquisa em Direito Sanitário da Universidade de São Paulo (USP), Fernando Aith, lembrou que a regulamentação dos suplementos alimentares passou por mudanças importantes em 2018, quando foi criada uma norma específica para esse tipo de produto. Apesar do avanço, Aith pontuou que ainda há disputas entre a Anvisa e o setor produtivo sobre quais ingredientes e concentrações podem ser utilizadas.

Um dos pontos mais polêmicos, segundo o especialista, é a permissão para que pessoas físicas importem suplementos. “Essa norma permite que consumidores brasileiros adquiram produtos no exterior com ingredientes ou concentrações proibidas no país, o que gera uma concorrência desleal com a indústria nacional. Isso desestimula a inovação e prejudica o desenvolvimento do setor no Brasil”, afirmou.

Ao final da audiência, os senadores reforçaram o compromisso com a criação de medidas legislativas que fortaleçam a regulação do setor e garantam mais autonomia e recursos à Anvisa.

Comércio e Serviços pressionam governo por solução sobre trabalho em feriados

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Brasília (DF), 13/09/2023, O ministro do Trabalho, Luiz Marinho, durante entrevista ao programa Bom dia, Ministro, nos estúdios da EBC.
Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

A Frente Parlamentar do Comércio e Serviços (FCS) decidiu, em reunião nesta quarta-feira (23), que solicitará uma audiência com o ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho (PT), para o mês de maio. O encontro tem como foco a portaria do MTE de 2023, que estabelece que o funcionamento de atividades essenciais aos domingos e feriados só pode ocorrer mediante acordo coletivo com os sindicatos.

A medida vem sendo alvo de forte resistência do setor empresarial, que alega prejuízos à economia e ao emprego formal caso a portaria entre em vigor. Desde sua publicação, a norma já foi adiada quatro vezes, e uma nova postergação está em debate.

Setor quer revogação ou nova regulamentação

Segundo o deputado Zé Neto (PT-BA), a conversa determinará qual caminho seguir. Até o momento, a portaria foi adiada por quatro vezes e o setor empresarial não aceita que ela entre em vigor, sugerindo a possibilidade de um novo adiamento. Portanto, a reunião permitirá que seja construída uma solução conjunta para essa situação, que se estende a mais de um ano. Entre as possibilidade, está a revogação da portaria, construção de outra medida ou andamento do PDL (Projeto de Decreto Legislativo) em tramitação na Câmara dos Deputados que reverte a medida.

Segundo a Frente, a vinculação da decisão a negociações coletivas não funciona, pela ausência de sindicatos atuantes e a dificuldade de celebrar esses acordos. Além disso, a portaria impactaria negativamente os comércios, reduzindo o consumo e a quantidade de empregos formais. Também diminuiria a competitividade de pequenas e médias empresas, e geraria um aumento de custo operacional.

Tarifas de Trump afetam matérias-primas de produtos das big techs, diz CEO da Arko Internacional

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Foto: Reprodução/Times Brasil

As big techs vem sendo afetadas pelas tarifas de Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, em função dos componentes sofisticados que os produtos delas exigem, disse Thiago de Aragão, CEO da Arko Advice Internacional, em entrevista ao Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC.

“A maioria desses componentes são fornecidos pela China, que é uma fornecedora muito grande não só de matérias-primas mais básicas, mas também de matérias-primas sofisticadas, como semicondutores e metais raros, para produtos mais avançados dessas big techs”, ele explicou.

Aragão destacou que a China tem uma vantagem no mercado global devido à sua abordagem única em relação à propriedade intelectual. “A partir do momento que uma empresa chinesa desenvolve uma tecnologia, o Partido Comunista Chinês consegue pegar essa tecnologia, diluir e distribuir entre dezenas, centenas de empresas, o que barateia muito o custo”.

De acordo com ele, isso permite que a China crie variações mais baratas de tecnologias avançadas, afetando diretamente as empresas ocidentais que dependem de componentes desse mercado.

 

O especialista afirmou que a pausa de 90 dias nas tarifas oferece um alívio temporário para as big techs, mas não resolve o problema estrutural. “A China ainda mantém as tarifas proibitivas, e, apesar da pausa, o impacto nos custos e no fornecimento de componentes continuará. Não gera uma solução, apenas diminui um pouco o espectro do problema”, ele disse.

Para Aragão, um outro fator importante é a pressão que o setor de tecnologia nos EUA enfrenta pela expectativa de Trump de que as empresas movam suas produções para os Estados Unidos.

“O que o Trump espera é que as empresas comecem a produzir nos EUA, mas a produção de certos componentes envolve uma expertise que é difícil de replicar rapidamente. Esse processo pode levar meses ou até anos”.

Publicado originalmente em Times Brasil

Câmara aprova projeto que endurece penas para furto de cabos de energia

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Câmara aprova projeto que endurece penas para furto de cabos de energia
Foto: Reprodução

A Comissão de Indústria, Comércio e Serviços (CICS) da Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (23) o Projeto de Lei 4250/2024, que estabelece penas mais severas para furto, roubo e receptação de cabos e equipamentos utilizados em redes de energia elétrica e telecomunicações.

De autoria do deputado Yury do Paredão (MDB-CE) e relatado por Kim Kataguiri (União-SP), o texto aprovado foi um substitutivo que endurece a legislação penal, prevendo:

  • Reclusão de 3 a 8 anos e multa de no mínimo o dobro do valor dos materiais furtados;
  • Aumento de dois terços da pena em caso de roubo, com multa mínima de quatro vezes o valor estimado do material;
  • Pena dobrada para comerciantes flagrados com produtos oriundos de receptação;
  • Classificação dos crimes como hediondos, o que implica regime mais rígido de cumprimento da pena.

Fiscalização e obrigações regulatórias

Além das punições, o projeto endurece as exigências para o comércio de fios de cobre, impondo:

  • Licenciamento obrigatório para os comerciantes;
  • Emissão de nota fiscal com identificação das partes envolvidas;
  • Comprovação da origem legal dos materiais.

Em caso de roubo ou furto, concessionárias de energia e empresas de telecomunicações poderão ter as obrigações regulatórias suspensas por até dez dias, medida que visa reduzir prejuízos e agilizar a reposição dos serviços.

Próximos passos

Após aprovação na CICS, o PL 4250/24 segue para análise na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC). Se aprovado, será encaminhado ao Plenário da Câmara dos Deputados e, posteriormente, ao Senado Federal.