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Financiamento global de saúde sofre maior crise da história, alerta OMS

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Brasília, DF 07/02/2024 O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom, participa do lançamento do programa Brasil Saudável, para eliminar doenças determinadas socialmente
Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

A Organização Mundial da Saúde (OMS) está enfrentando uma crise de financiamento sem precedentes, segundo o diretor-geral Tedros Adhanom Ghebreyesus. A situação foi agravada pela retirada dos Estados Unidos da agência, durante o atual governo de Donald Trump, decisão que reduziu de forma drástica as contribuições de seu principal financiador — responsável por cerca de 18% do orçamento da organização.

“Estamos vivendo a maior interrupção no financiamento global da saúde da história”, afirmou Tedros em coletiva na sede da OMS, em Genebra, na Suíça.

OMS depende de doações

Tedros reconheceu que a OMS tem uma estrutura de financiamento frágil, baseada excessivamente em doações voluntárias de poucos países, que hoje representam 80% do orçamento total. A organização agora busca diversificar suas fontes de recursos e reduzir essa dependência.

Apesar da ruptura, Tedros disse à Reuters que, mesmo sem contato direto com Trump, mantém comunicação com o governo dos EUA, respondendo a questionamentos e fornecendo informações técnicas.

O governo Donald Trump se retirou em janeiro, alegando que a OMS não atuou devidamente durante a pandemia de Covid-19. Apoiadores do presidente dos EUA afirmam que deveriam ter sido adotadas medidas que comprovadamente elevariam o número de mortos, como falta de vacinas e medidas de isolamento social.

Impacto global

O diretor-geral alertou que os cortes terão impactos profundos na saúde pública global, principalmente em ações de vigilância epidemiológica, resposta a emergências e programas de saúde em países em desenvolvimento. Escritórios em nações mais desenvolvidas também devem ser fechados para priorizar regiões mais vulneráveis.

A OMS é uma agência especializada da Organização das Nações Unidas (ONU), responsável por coordenar ações internacionais na área da saúde. A organização atua no monitoramento de doenças, elaboração de diretrizes sanitárias, promoção da saúde global e resposta a emergências médicas, como pandemias. A entidade também apoia países na formulação de políticas públicas e campanhas de vacinação, além de divulgar dados científicos sobre doenças, nutrição, saneamento e segurança alimentar.

Análise: O que esperar do futuro político de governadores em 2026

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Congresso Nacional
Foto: Antônio Cruz/ Agência Brasil

Levantamento realizado pela Arko Advice aponta que nove governadores podem disputar a reeleição em 2026. Outros 12 devem concorrer ao Senado. O número de governadores com possibilidade de disputar o Senado Federal poderá ser ainda maior, já que outros seis governadores, caso não concorram à Presidência da República, também despontam como potenciais candidatos ao cargo de senador.

O baixo número de governadores buscando um novo mandato ocorre porque 18 deles concluirão seu segundo mandato. Por conseguinte, podemos ter um índice considerável de renovação nos governos estaduais. Outro aspecto a ser destacado é que os governadores que terminarão o segundo mandato em dezembro de 2026 têm como incentivo disputar o Senado Federal.

Como haverá a renovação de dois terços da Câmara Alta no próximo ano, os governadores, por controlarem a máquina, têm boas chances de chegar ao Senado, principalmente os que tenham realizado gestões bem avaliadas em seus estados.

Além do baixo número de governadores que podem concorrer à reeleição – para efeito de comparação, 20 governadores disputaram um novo mandato em 2022 – e do alto número de candidaturas de governadores ao Senado, temos hoje seis governadores postados como pré-candidatos à Presidência: Ronaldo Caiado (União-GO); Romeu Zema (Novo-MG); Hélder Barbalho (MDB-PA); Ratinho Júnior (PSD-PR); Eduardo Leite (PSDB-RS); e Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP).

Ainda que dificilmente os seis governadores citados concorram ao Palácio do Planalto, chama atenção a pretensão nacional desses nomes. Mesmo os que não conseguirem viabilizar suas candidaturas à Presidência, terão uma eventual candidatura a senador como “plano B”.

Diante do elevado número de governadores concorrendo a presidente ou senador, eles serão atores fundamentais nas campanhas de 2026. Além de serem importantes cabos eleitorais de seus sucessores nos estados, os governadores serão players relevantes na disputa nacional, dando respaldo aos presidenciáveis que vierem a apoiar.

Haddad e Guedes: veja as diferenças entre as duas propostas para o Imposto de Renda

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Congresso discute reformas do Imposto de Renda propostas pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e pelo ex-ministro da Economia, Paulo Guedes.
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e o ex-ministro da Economia, Paulo Guedes. Fotos: Ministério da Fazenda/Economia

A proposta de reforma do Imposto de Renda apresentada pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), deve começar a tramitar nesta semana na Câmara dos Deputados. Uma das alternativas analisadas pelo relator, o ex-presidente da Câmara Arthur Lira (PP-AL), é retomar um projeto encaminhado ao Congresso ainda durante o governo Jair Bolsonaro, sob responsabilidade do então ministro da Economia Paulo Guedes. 

As propostas diferem principalmente em seus objetivos. O plano de Guedes (PL 2337/2021) priorizava a tributação de lucros e dividendos distribuídos pelas empresas, compensada pela redução da alíquota do Imposto sobre a Renda das Pessoas Jurídicas (IRPJ). A intenção era incentivar o reinvestimento dos lucros no próprio negócio.

Já a proposta de Haddad (PL 1887/2025) foca na ampliação da faixa de isenção do Imposto sobre a Renda da Pessoa Física (IRPF). Para isso, prevê contrapartidas, como a criação de uma alíquota mínima para contribuintes de alta renda e a taxação parcial de dividendos.

Apesar da polarização entre os dois governos, a ideia de retomar o texto de Guedes é considerada viável por parlamentares da base do governo Lula. Entenda por quê.

Tributação de lucros e dividendos

No que diz respeito à tributação dos lucros das empresas, a reforma de Paulo Guedes tinha mão mais pesada: previa uma cobrança direta de 20% sobre lucros e dividendos pagos por empresas. Para pessoas físicas residentes no Brasil, esse imposto seria exclusivo na fonte. Para contribuintes no exterior, a alíquota seria de 20%, subindo para 30% em casos de paraísos fiscais ou regimes tributários favorecidos. A justificativa era alinhar o Brasil às práticas da OCDE, onde a distribuição de lucros é normalmente tributada.

Já a proposta de Haddad adota uma abordagem indireta, por meio da criação do Imposto de Renda da Pessoa Física Mínimo (IRPFM), com início previsto para janeiro de 2026. A medida prevê a retenção de 10% na fonte sobre lucros e dividendos pagos por uma mesma empresa a uma mesma pessoa física no Brasil, quando ultrapassarem R$ 50 mil por mês. No caso de remessas ao exterior, a tributação também será de 10%, mas para rendimentos de qualquer valor, mesmo abaixo do piso de R$ 50 mil. Além disso,  o projeto possibilita a restituição do imposto pago quando a carga tributária conjunta de IRPJ e IR na fonte superar as alíquotas nominais de 34%, ou 45% no caso de empresas financeiras.

O governo argumenta que a medida promove maior progressividade, corrigindo distorções que hoje beneficiam os contribuintes mais ricos, cuja carga efetiva tende a ser menor por causa de isenções e deduções. O mecanismo de crédito visa evitar uma tributação excessiva e desincentivar investimentos.

Em resumo, a proposta de Guedes prevê uma alíquota fixa na fonte para todas as distribuições, enquanto a de Haddad estabelece um limite isento e aplica a alíquota mínima apenas sobre valores excedentes, com ajuste conforme a carga tributária global (empresa e pessoa física).

Imposto sobre a Renda da Pessoa Jurídica (IRPJ)

Um ponto central da proposta de Guedes era a redução do IRPJ, o que não consta na proposta de Haddad. No texto original apresentado em 2021, o governo Bolsonaro propunha cortar o imposto de 15% para 10%, com um adicional de 10% para os lucros que superam os R$ 20 mil. Na época, Paulo Guedes justificou que a redução evitaria os impostos sufocassem o empresariado brasileiro. A redução do IRPJ era vista como parte de um movimento para aliviar a carga tributária sobre as empresas e, em conjunto com a tributação de dividendos, incentivar o investimento e o crescimento econômico. Isso porque valeria mais a pena para o empresário reinvestir do que distribuir lucros. Ou seja, o objetivo era transferir a carga tributária para o indivíduo, retirando-a da empresa.

A redução do IRPJ tinha apoio massivo do setor empresarial. Tanto que o texto aprovado pela Câmara trazia uma redução ainda maior no imposto – para 8% em vez de 10%.

Imposto sobre a Renda da Pessoa Física (IRPF)

Ambas as propostas tratam da atualização da tabela do IRPF, mas com diferenças significativas. A proposta de Guedes aumentava a faixa de isenção de R$ 1,9 mil para R$ 2,5 mil mensais — um reajuste de até 31,3%. O mesmo percentual seria aplicado à isenção para aposentados e pensionistas com mais de 65 anos. Além disso, limitava o uso do desconto simplificado (20% dos rendimentos tributáveis) a contribuintes com rendimentos de até R$ 40 mil anuais. Também previa a atualização de valores de imóveis adquiridos até uma data específica.

A proposta de Haddad eleva a faixa de isenção para R$ 5 mil mensais (R$ 60 mil anuais), frente aos atuais R$ 3 mil. A principal novidade, no entanto, é a instituição do IRPFM, que introduz uma alíquota mínima para contribuintes de alta renda a partir de 2026.

Outras diferenças

Outra diferença importante diz respeito aos juros sobre capital próprio (JCP). A proposta de Guedes previa a extinção do mecanismo como despesa dedutível do IRPJ. O governo Lula chegou a enviar um projeto com foco semelhante, o PL 3394/2024, que aumentava a tributação sobre JCP. No entanto, sob forte resistência do setor industrial, o texto foi engavetado e nunca deixou a mesa da presidência da Câmara.

O projeto de Paulo Guedes também detalhava regras para a tributação de aplicações financeiras, incluindo fundos abertos, fechados, FIPs e fundos imobiliários e previa uma alíquota única de 15% para diversos investimentos. Parte dessas medidas acabou sendo implementada gradualmente no governo Lula, como na lei que passou a tributar fundos exclusivos e aplicações mantidas em offshores — empresas no exterior usadas para abrigar investimentos.

Eros Biondini propõe uso de criptomoeda como reserva do Tesouro Nacional

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Deputado federal Eros Biondini (PL-MG)
Foto: Bruno Spada / Câmara dos Deputados

O deputado federal Eros Biondini (PL-MG) apresentou um projeto de lei que institui o uso de criptomoedas como ativo de reserva do Tesouro Nacional. Em entrevista exclusiva à Arko Advice ele comentou sobre esse projeto de lei e as expectativas para a carreira política. Confira:

Qual é a espinha dorsal desse projeto de lei?

Fui o segundo no mundo a propor uma reserva de Bitcoin para um país. Depois disso, dezenas — posso até dizer centenas — de outras iniciativas semelhantes surgiram pelo mundo. No meu caso, estou concentrado no Bitcoin, que é o rei das moedas digitais. É uma moeda descentralizada, inviolável e deflacionária, já que existem apenas 21 milhões de unidades e não haverá mais. No caso do Brasil, se pegarmos nossa reserva em dólar, ouro e euro e a convertermos em Bitcoin, garantiremos a soberania econômica do país. Apresentei esse projeto, como disse, de forma muito precoce. Agora, nossa preocupação é que não sejamos o chamado “cavalo paraguaio”, que começa na frente e termina atrás. Estamos mobilizando deputados, senadores e o governo federal, que têm demonstrado compreender essa necessidade — inclusive, com senso de urgência.

Além da anistia, quais são os outros pleitos? Os pedidos de impeachment de ministros do STF podem ser uma das pautas da oposição?

Pode ser uma realidade. É um instrumento legítimo do Senado e, como pré-candidato a senador, se estiver lá, irei sim abordar esse pleito. É um instrumento que já deveria ter sido utilizado para equilibrar os Poderes e evitar a arbitrariedade e a usurpação de poder por parte do STF. Precisamos sustar essas decisões inconstitucionais que estão sendo tomadas pelo Supremo Tribunal Federal.

O senhor está cotado para o Senado. Quais serão as principais propostas?

Pesquisas apontam que a própria sociedade mineira deseja que eu dê esse passo e me torne senador. A principal característica do senador é defender o estado de origem como um todo. Sou o deputado que atendeu o maior número de hospitais filantrópicos no Brasil, o que mais destinou recursos para a segurança pública e o que mais investiu na recuperação de dependentes químicos. Essas ações já me colocam como um protagonista de políticas que interessam ao Senado. Também defendo o parlamento e a liberdade no Brasil. Por exemplo: em relação à votação de impeachment de ministros do STF, não tenha dúvidas de que essa será uma das minhas bandeiras.

Governo aprova convênio para combater fraudes no setor de combustíveis

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Brasília (DF), 06/06/2024 - Consumidores fazem fila em posto de combustíveis durante o Dia Livre de Impostos
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O Ministério de Minas e Energia (MME) anunciou a aprovação de uma iniciativa voltada ao combate de fraudes e irregularidades no setor de combustíveis no Brasil. Em parceria com o Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), foi firmado um convênio que permitirá à Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) acessar dados fiscais eletrônicos dos agentes regulados no mercado de combustíveis.

A medida resulta de uma decisivo do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), que, por meio da Resolução nº 12/2019, reconheceu como de interesse da política energética nacional o aprimoramento da disponibilidade de informações sobre a comercialização de combustíveis automotivos e gás liquefeito de petróleo (GLP) no segmento de revenda varejista — especialmente dados sobre preços e volumes. Essa diretriz foi incorporada à agenda regulatória da ANP em 2020, por meio da Ação Regulatória nº 4.15.

Prejuízo bilionário

Segundo o Instituto Combustível Legal (ICL), estima-se que as fraudes no setor geram um prejuízo anual de aproximadamente R$ 29 bilhões, sendo R$ 15 bilhões decorrentes de adulterações e fraudes operacionais, e R$ 14 bilhões relacionados à sonegação fiscal e outras irregularidades administrativas.

Para o ministro Alexandre Silveira, “o mercado de combustíveis precisa ser cada vez mais transparente e justo. A cooperação entre a ANP e as secretarias estaduais de Fazenda é fundamental para coibir fraudes e adulterações, além de fortalecer a fiscalização do setor. A aprovação desse convênio é uma grande vitória da nossa gestão e um passo decisivo no combate ao crime organizado nesse mercado”.

O MME enviou ofício à Diretoria Colegiada da ANP, sobre a necessidade da aprovação para que a Agência avance na celebração do convênio com os estados e dê continuidade às demais ações previstas na Ação Regulatória nº 4.15. O Ministério também acionou o Tribunal de Contas da União (TCU), ressaltando a importância da medida para a política energética nacional e solicitando o acompanhamento do processo de implementação da cooperação institucional.

Ataque de drones israelense atinge navio de ajuda humanitária em águas internacionais

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Navio rebocador auxilia a embarcação Conscience, da Flotilha da Liberdade. Ataque de drones israelenses atingiram o navio em águas internacionais
Foto: Governo de Malta

Um navio da Flotilha da Liberdade que transportava ajuda humanitária para Gaza foi atingido por drones na madrugada desta sexta-feira (2), em águas internacionais próximas a Malta, segundo informações confirmadas pelo governo maltês. O ataque causou explosões, incêndio e danos estruturais à embarcação, mas nenhum dos 30 voluntários a bordo ficou ferido.

A iniciativa internacional, formada por voluntários de mais de 21 países, tenta romper simbolicamente o bloqueio israelense à Faixa de Gaza, levando alimentos, água potável e medicamentos à população palestina. O navio atacado, chamado Conscience, é um barco de pesca convertido para fins humanitários.

Israel não comenta sobre o ataque

De acordo com o governo de Malta, duas explosões atingiram a proa do navio, iniciando um incêndio às 00h23 (horário local). A tripulação solicitou socorro às 00h30, relatando que as chamas estavam fora de controle. O incêndio foi controlado às 1h28 por um rebocador e, às 2h13, foi confirmado que todos os ocupantes estavam em segurança. A embarcação permanece fora das águas territoriais, e segue monitorada por autoridades marítimas.

O Exército de Israel não respondeu aos pedidos de esclarecimento da imprensa internacional. Em comunicado, a Flotilha da Liberdade (FFC) condenou o ataque, e exigiu que os embaixadores de Israel sejam responsabilizados por violação do direito internacional, já que o episódio ocorreu em águas internacionais.

A organização também instou a comunidade internacional a condenar a agressão, solicitando investigação independente e ampla mobilização civil para proteger os ativistas e o direito à ajuda humanitária.

Brasileiro entre os voluntários

Entre os voluntários a bordo do navio está o brasileiro Thiago Ávila, conhecido pela sua defesa dos direitos humanos e da causa palestina. Ele viajava com outros civis da sociedade civil global, incluindo representantes de movimentos de paz, religiosos e médicos voluntários. A ativista ambiental Greta Thunberg também estaria entre as pessoas a bordo.

Na última terça-feira (29), o Brasil solicitou à Corte Internacional de Justiça (CIJ), em Haia, que declare ilegal o bloqueio imposto por Israel à entrada de ajuda humanitária na Faixa de Gaza, que já dura mais de 50 dias. A petição foi apresentada pelo embaixador Marcelo Viegas durante audiência pública da Corte, convocada a pedido da Assembleia Geral da ONU para analisar as obrigações de Israel em garantir suprimentos essenciais à população da Palestina.

A Faixa de Gaza é um dos dois territórios restantes da Palestina, juntamente com a Cisjordânia. Israel controla todos os acessos do povo palestino às regiões, frequentemente culminando em violência.

Ataque relembra episódio de 2010

A Flotilha da Liberdade atua em meio ao agravamento da crise humanitária na Faixa de Gaza, após dois meses sem entrada de ajuda humanitária, consequência do bloqueio e da ofensiva militar de Israel. Segundo a Cruz Vermelha, Gaza está “à beira do colapso total”. Estima-se que mais de 50 mil palestinos já morreram desde o início da guerra, com dezenas de milhares de feridos, e infraestrutura devastada.

O ataque à embarcação humanitária revive a memória do incidente de 2010, quando forças israelenses invadiram o navio turco Mavi Marmara, matando nove pessoas. O episódio gerou forte repercussão e levou à ruptura das relações diplomáticas entre Israel e a Turquia.

INSS começa a pagar primeira parcela do décimo terceiro nesta sexta (2)

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Aplicativo Meu INSS
Foto: Divulgação

A partir desta sexta-feira (2), beneficiados do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) que recebem mais de um salário mínimo (atualmente em R$ 1.518), começaram a receber a primeira parcela do décimo terceiro. Segundo o Ministério da Previdência Social, no total, R$ 73,3 bilhões beneficiarão 34,2 milhões de brasileiros.

O pagamento ocorre de forma escalonada até dia 8 de maio e varia de acordo com o código final do Número de Inscrição Social (NIS). Aqueles que recebem o benefício no mesmo valor do salário mínimo acessaram a primeira parcela antecipadamente no dia 24 de abril. É possível consultar o décimo terceiro por meio do aplicativo Meu INSS ou no site.

Datas para aqueles que ganham até um salário mínimo (R$ 1.518):

  • Final do NIS: 1. 1° parcela: 24/04; 2° parcela: 26/05
  • Final do NIS: 2. 1° parcela: 25/04; 2° parcela: 27/05
  • Final do NIS: 3. 1° parcela: 28/04; 2° parcela: 28/05
  • Final do NIS: 4. 1° parcela: 29/04; 2° parcela: 29/05
  • Final do NIS: 5. 1° parcela: 30/04; 2° parcela: 30/05
  • Final do NIS: 6. 1° parcela: 30/04; 2° parcela: 30/05
  • Final do NIS: 7. 1° parcela: 05/05; 2° parcela: 03/06
  • Final do NIS: 8. 1° parcela: 06/05; 2° parcela: 04/06
  • Final do NIS: 9. 1° parcela: 07/05; 2° parcela: 05/06
  • Final do NIS: 0. 1° parcela: 08/05; 2° parcela: 06/06

Datas para aqueles que ganham mais que um salário mínimo (R$ 1.518):

  • Final do NIS: 1 e 6. 1° parcela: 02/05; 2° parcela: 02/06
  • Final do NIS: 2 e 7. 1° parcela: 05/05; 2° parcela: 03/06
  • Final do NIS: 3 e 8. 1° parcela: 06/05; 2° parcela: 04/06
  • Final do NIS: 4 e 9. 1° parcela: 07/05; 2° parcela: 05/06
  • Final do NIS: 5 e 0. 1° parcela: 08/05; 2° parcela: 06/06

Termina hoje (2) prazo para pedir isenção da taxa pro Enem 2025

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Rio de Janeiro(RJ), 10/11/2024 - Primeiros estudantes deixam o local de prova no segundo dia do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2024, na universidade UNINASSAU, no Flamengo, zona sul da cidade.
Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

O prazo para solicitar isenção da taxa de inscrição do Enem 2025 termina às 23h59 desta sexta-feira (2 de maio). A data foi prorrogada pelo Ministério da Educação (MEC), e os pedidos devem ser feitos exclusivamente pela internet, na Página do Participante, com login da conta Gov.br.

Além disso, quem faltou ao Enem 2024 mesmo tendo isenção e deseja fazer o Enem 2025 gratuitamente precisa justificar a ausência dentro do mesmo prazo. O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) exige documentos comprobatórios da ausência para liberar a nova gratuidade.

Quem pode pedir isenção da taxa

Segundo o MEC, têm direito à isenção:

  • Estudantes matriculados na 3ª série do ensino médio, em escola pública, em 2025;

  • Pessoas que cursaram todo o ensino médio em escola pública, ou como bolsista integral em escola particular;

  • Candidatos em situação de vulnerabilidade socioeconômica, pertencentes a famílias inscritas no CadÚnico;

  • Participantes do programa federal Pé-de-Meia.

Como justificar ausência no Enem 2024

Quem teve isenção no Enem 2024 e não compareceu à prova do ano passado deve apresentar uma justificativa válida.

Situações como acidente de trânsito, furto, morte de familiar, motivos de saúde e de trabalho devem ter ocorrido nos dias das provas regulares (3 ou 10 de novembro de 2024) ou nas datas de reaplicação (10 e 11 de dezembro de 2024).

Cronograma

  • Prazo para solicitar isenção e justificar ausência: até 2 de maio.

  • Resultado preliminar: 12 de maio.

  • Período para recursos (caso o pedido seja negado): 12 a 16 de maio.

  • Resultado final dos recursos: 22 de maio.

Mesmo com a isenção aprovada, o candidato ainda deverá fazer a inscrição do Enem 2025, quando o edital for publicado. Quem tiver o pedido de isenção negado e não apresentar recurso, ou tiver o recurso rejeitado, deverá pagar a taxa de inscrição para ter a participação confirmada.

O valor da taxa para o Enem 2025 ainda não foi divulgado, mas em 2024 foi de R$ 85. Na edição passada, cerca de 63,6% dos participantes foram isentos do pagamento.

Fraude no INSS: Como pedir ressarcimento das mensalidades indevidas e bloquear descontos?

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Brasília (DF), 03/11/2023, Prédio do Instituto Nacional do Seguro Social. Edfício sede do INSS. Fachada do INSS. Setor de autarquia sul
Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

Milhões de aposentados e pensionistas do INSS foram vítimas de descontos indevidos relacionados a mensalidades associativas — cobranças feitas por entidades que, supostamente, prestariam serviços como assessoria jurídica, convênios médicos ou outros benefícios. No entanto, a maioria dessas cobranças foi feita sem autorização dos beneficiários, com uso de documentos falsificados, com as investigações apontando o início para 2019.

Segundo as estimativas da investigação da operação Sem Desconto, cerca de R$ 6,3 bilhões foram desviados entre 2019 e 2024 por meio de cobranças indevidas de mensalidades para entidades de classe e associações, sem o consentimento dos beneficiários.

De acordo com a Controladoria-Geral da União (CGU), 72% das entidades que realizaram descontos não apresentaram documentação obrigatória ao INSS. Só em 2024, mais de 190 mil pedidos de revisão foram protocolados, e o prejuízo saltou de R$ 617 milhões em 2019 para R$ 2,8 bilhões em 2024. A Polícia Federal já abriu 12 inquéritos sobre o caso.

Como saber se você foi prejudicado

Para descobrir se houve descontos indevidos:

  1. Acesse o site ou app Meu INSS e faça login com CPF e senha Gov.br.

  2. Clique em “Extrato de pagamento de benefício”.

  3. Selecione o número do benefício.

  4. Verifique os descontos listados, especialmente os identificados como “mensalidade associativa” ou “débito associação”.

  5. Consulte extratos entre 2019 e 2024, período onde a maior parte das fraudes foi identificada.

Como pedir ressarcimento dos valores descontados

Se identificar desconto não autorizado, siga o passo a passo:

  • Entre em contato com a entidade responsável (o número de telefone 0800 deve aparecer no contracheque).

  • Envie um e-mail para acordo.mensalidade@inss.gov.br, informando:

    • Nome da entidade

    • Valor e período dos descontos

    • Relato da irregularidade

Depois disso:

  1. Solicite o ressarcimento no Meu INSS, diretamente pela plataforma ou aplicativo.

  2. Se preferir, agende atendimento presencial em uma agência do INSS.

  3. Reúna documentos como extratos bancários, comprovantes de desconto, documentos pessoais e, se possível, boletim de ocorrência.

  4. Acompanhe o processo no Meu INSS ou pelo telefone 135.

  5. Em caso de dúvidas, procure um advogado previdenciário.

Como excluir e bloquear mensalidades no INSS

Também é possível bloquear os descontos, se prevenindo de futuros descontos indevidos enquanto a investigação está acontecendo.

Para interromper descontos associativos:

  1. Acesse o Meu INSS com login e senha.

  2. Busque por “mensalidade associativa” no campo de pesquisa (ícone de lupa).

  3. Selecione a opção “Excluir mensalidade de associação ou sindicato”.

  4. Atualize seus dados e clique em Avançar.

  5. Siga as instruções, preencha os dados, anexe documentos (se necessário) e finalize o pedido.

Para evitar novos descontos:

  • Acesse “Solicitar bloqueio ou desbloqueio de mensalidade” no Meu INSS.

  • Faça login com CPF e senha Gov.br.

  • Siga os passos até concluir o bloqueio.

Também é possível solicitar o bloqueio pelo telefone, pela Central 135.

Presidente do INSS é afastado por envolvimento no caso

No dia 24 de abril, data da divulgação das investigações, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) determinou a demissão do presidente do INSS, Alessandro Stefanutto, que já havia sido afastado pela Justiça no contexto das investigações da Polícia Federal. Stefanutto foi indicado pelo ministro da Previdência, Carlos Lupi (PDT), que disse assumir as consequências da nomeação.

O presidente Lula decidiu na quarta (30) indicar o sucessor, o procurador federal Gilberto Waller Júnior. O novo presidente do INSS é bacharel em Ciências Jurídicas e Sociais, com pós-graduação em Combate à Corrupção e Lavagem de Dinheiro, e começou na carreira pública no próprio INSS, como procurador, em 1998, tendo atuado também nos cargos de corregedor-geral e subprocurador-geral.

Análise: Congresso se impõe e PL repensa anistia

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Líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante defende PL da Anistia para acusados de atos terroristas a favor do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Foto: Pablo Valadares/Câmara dos Deputados

Tanto o ex-presidente Jair Bolsonaro quanto o seu partido, o Partido Liberal (PL), elegeram a anistia dos presos do 8 de janeiro de 2023 como a pauta prioritária da hora. Da parte do ex-presidente, houve discursos e manifestações populares em defesa do tema. Já na Câmara dos Deputados, os parlamentares escolheram outro caminho: a obstrução da pauta legislativa e a coleta de assinaturas para requerer a urgência do Projeto de Lei (PL) da Anistia. Apesar dessa intensa mobilização, o presidente da Casa, deputado Hugo Motta (Republicanos-PB), anunciou que a prioridade é a agenda econômica, com destaque para a isenção do Imposto de Renda.

A perspectiva é que o PL da Anistia não seja aprovado da forma como está. Hoje, o texto concede perdão a todos os participantes de manifestações em qualquer lugar do território nacional do dia 30 de outubro de 2022 ao dia em que a lei entrar em vigor. Assim, a matéria não se limitaria aos condenados pelos atos antidemocráticos do dia 8 de janeiro, abrindo brechas para anular possíveis condenações também de Jair Bolsonaro relacionadas às eleições de 2022.

Além da abrangência do texto, há outros elementos que dificultam o andamento do projeto. Como o tema da anistia não tem o apelo popular de outras pautas sociais, não mobilizando, portanto, boa parte da população, não conquista apoio significativo de outros partidos. Afora isso, o modo como o PL conduziu a tentativa de andamento da medida não foi positiva para a sigla. As inúmeras obstruções da pauta legislativa atrapalharam votações importantes e incomodaram parlamentares. Ainda nesse sentido, a coleta de assinaturas para o requerimento de urgência do PL da Anistia também foi controversa. Em entrevista à CNN, o líder do União Brasil na Câmara, deputado Pedro Lucas (MA), afirmou que “a grande questão é que a assinatura do texto de urgência era uma e o que foi passado para as bancadas foi outra”.

Assim, um outro texto foi sinalizado como caminho alternativo para a pauta. Motta afirmou que os partidos concordaram em discutir o mérito da matéria e o líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), anunciou que haverá mudanças no texto. O esboço, que, segundo ele, já estaria pronto, contemplaria apenas os envolvidos nos atos de 8 de janeiro e definiria penas para aqueles que depredaram patrimônio com comprovação do fato por imagens. É provável, porém, que a matéria final seja fruto de consenso entre Executivo, Legislativo e Judiciário.

Dessa forma, fica evidente que, apesar de o Partido Liberal ser forte no Congresso, a sigla não avança sem o apoio de outras figuras. Fica evidente ainda que, embora outros partidos tenham apoiado a causa da anistia, o PL foi o único que “vestiu a camisa” da proposta. O partido precisou ceder para o tema andar e por isso terá de trabalhar em um texto alternativo. Isso mostra também que a relutância diante da pauta na Casa é forte e que não há saída para o seu andamento sem mudanças no conteúdo.