25.5 C
Brasília
Home Blog Page 186

IPC-S desacelera para 0,50% na primeira quadrissemana de maio, aponta FGV

0
São Paulo (SP), 06/01/2025 - Tarifa dos onibus em São Paulo sofreram aumento . inflação
Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil

O Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) desacelerou para 0,50% na primeira quadrissemana de maio, após registrar alta de 0,52% no fechamento de abril. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (8) pela Fundação Getulio Vargas (FGV).

Com o novo resultado, o índice acumula avanço de 2,70% em 2025 e alta de 4,47% nos últimos 12 meses, refletindo uma moderação na inflação ao consumidor.

Queda em transportes, saúde e alimentação

A desaceleração ocorreu com a moderação nos preços de três dos oito grupos pesquisados:

  • Saúde e cuidados pessoais: de 1,41% para 1,11%

  • Transportes: de 0,10% para 0,03%

  • Alimentação: de 0,72% para 0,67%

  • Comunicação: passou de alta de 0,03% para queda de -0,15%

Grupos com maior pressão

Em contrapartida, alguns grupos aceleraram a inflação:

  • Habitação: de 0,48% para 0,61%

  • Despesas diversas: de 0,88% para 1,18%

  • Vestuário: de 0,36% para 0,62%

  • Educação, leitura e recreação: deflação menor, de -0,36% para -0,29%

Maiores influências individuais

Itens que ajudaram a conter o índice:

  • Passagem aérea: -3,86% para -3,56%

  • Tarifa de ônibus urbano: -1,80% para -2,31%

  • Gasolina: -0,16% para -0,33%

  • Arroz: -3,59% para -3,65%

  • Tarifa de telefone móvel: -0,50% para -0,98%

Itens que mais pressionaram a inflação:

  • Tarifa de eletricidade residencial: 1,10% para 2,07%

  • Batata-inglesa: 16,18% para 20,61%

  • Café em pó: 6,50% para 6,26%

  • Serviços bancários: 0,74% para 1,21%

  • Tomate: 16,14% para 8,46%

Fraudes do INSS: Governo tenta evitar uso de dinheiro público para ressarcimento

0
Aplicativo Meu INSS
Foto: Divulgação

O governo federal divulgou, nesta quinta-feira (8), quais serão as estratégias para ressarcir os valores de beneficiários do INSS lesados por fraudes. A ideia é evitar, em um primeiro momento, o uso de dinheiro público para as devoluções. O governo não descartou, porém, que o Tesouro assuma o gasto caso a recuperação dos valores não seja suficiente.

De acordo com a investigação da Polícia Federal (PF), o esquema envolvia entidades de classe que realizavam descontos diretamente nos benefícios de aposentados e pensionistas, sem autorização.

Devolução e regras fiscais

Em coletiva no Palácio do Planalto, o ministro da AGU, Jorge Messias, declarou que o governo pretende preservar as regras do arcabouço fiscal, caso precise fazer desembolsos. “A fonte subsidiária é o Tesouro Nacional. Essa conta, quando apurada, será objeto de discussão na Junta de Execução Orçamentária para encontrarmos dentro do nosso marco de compromisso fiscal o espaço necessário para fazer frente a esse valor”, pontuou.

Cobrança direta

Em uma primeira frente, as entidades serão cobradas pelo INSS a comprovar que os descontos foram feitos regularmente. Para isso, na próxima terça-feira (13), a Previdência enviará uma mensagem aos segurados que tiveram algum desconto, perguntando sobre a legalidade da cobrança. Com a confirmação, as associações terão que comprovar a regularidade dos descontos.

Caso seja comprovada a irregularidade, a associação terá que ressarcir o valor ao INSS, que, por sua vez, devolverá os recursos ao beneficiário lesado. Para evitar novos golpes, todo o contato com o cidadão será feito por meio do canal oficial Meu INSS.

Bloqueio de bens

Em uma segunda estratégia, a AGU pediu o bloqueio de bens móveis e imóveis no valor de R$ 2,56 bilhões contra 12 entidades associativas investigadas pelos descontos irregulares no INSS. Também foi solicitada a apreensão dos passaportes de todos os dirigentes dessas entidades.

A AGU ainda afirmou que irá atrás de patrimônios em criptomoedas e atuará “com todo rigor para que esse processo seja concluído o mais rápido possível”, afirmou o ministro da AGU Jorge Messias.

Anfavea defende tarifa de 35% para carros importados e alerta para avanço chinês

0
Carro elétrico sendo carregado em ponto recarga em Brasília. Foto: José Cruz/Agência Brasil
Foto: José Cruz/Agência Brasil

A Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) voltou a defender a alíquota de 35% sobre a importação de veículos automotivos. A declaração foi feita em coletiva de imprensa nesta quinta-feira (8). De acordo com a entidade, a tarifa seria uma medida para equiparar a competição com o mercado nacional. 

Segundo o balanço feito pela Anfavea, o aumento de vendas de importados chegou aos 18,7% no primeiro quadrimestre deste ano em relação ao ano de 2024. A China é o líder das vendas dos veículos no Brasil, com um aumento de 28% durante o período. 

Alíquotas para carros elétricos

Atualmente, o imposto para carros elétricos é de 18% e 20% para híbridos. Em novembro de 2023, a Câmara de Comércio Exterior (Camex) deliberou uma medida que estabelecia a retomada gradual das alíquotas e criava cotas iniciais para importações com isenção até 2026.

De acordo com a resolução, as porcentagens de retomada progressiva de tributação iriam variar com os níveis de eletrificação e com os processos de produção de cada modelo, além da produção nacional. O objetivo era chegar a 30% em julho deste ano e alcançar os 35% apenas em julho de 2026.

Para a Anfavea, além da retomada integral das alíquotas, é necessário adotar um conjunto de medidas para equalizar a forma de competitividade do mercado. Na avaliação da associação, a guerra comercial e tarifária também são desafios para o setor. 

Aumento das exportações

Em contrapartida, as exportações da indústria automotiva cresceram em 47,8% ante ao primeiro quadrimestre de 2024. Com destaque para a América Latina, a Argentina foi responsável por 59,1% das compras de automóveis.

Robert Prevost, dos EUA, é eleito novo papa e escolhe o nome Leão XIV

0
Papa Leão XIV
Foto: Foto AP/Riccardo De Luca

O estadunidense Robert Prevost foi escolhido nesta quarta-feira (8), no Vaticano, o novo papa. Às 13h08 (horário de Brasília), a tradicional fumaça branca subiu das chaminés da Capela Sistina, indicando ao mundo que a Igreja Católica Apostólica Romana já possui um novo líder. A escolha ocorreu após quatro escrutínios (rodadas de votação), sob o olhar de cerca de 20 mil pessoas reunidas na Praça São Pedro.

Habemus Papam

Logo após o anúncio feito em latim pelo cardeal Dominique Mamberti, Prevost apareceu na sacada da Basílica de São Pedro e fez sua primeira saudação aos fiéis:

“A paz esteja com todos vocês. Esta é a primeira saudação do Cristo ressuscitado. Eu também gostaria que essa saudação de paz entrasse no coração de vocês.”

Nascido em Chicago e com ampla experiência missionária no Peru durante os anos 1980, Prevost ficou conhecido como o “pastor de duas pátrias”. Essa vivência lhe garantiu fluência em espanhol e um profundo vínculo com a realidade da Igreja na América Latina. Sua trajetória foi marcada por uma atuação prática e pastoral, que o aproximou do papa Francisco, responsável por promovê-lo a cardeal e um dos maiores influenciadores de sua ascensão.

O papa Leão XIV assume a liderança da Igreja Católica em um cenário de desafios: a perda gradual de fiéis, o legado popular de Francisco e a expectativa por reformas. Em seu discurso inicial, agradeceu ao antecessor — “Obrigado, papa Francisco” — sinalizando a continuidade de uma agenda progressista e pragmática, como antecipavam os analistas antes do conclave.

Escolha do sucessor

O novo papa Leão XIV foi escolhido exatamente 17 dias após a morte de seu antecessor, Francisco, que faleceu em 21 de abril aos 88 anos, vítima de um AVC e insuficiência cardíaca.

Participaram do conclave 133 cardeais com menos de 80 anos — idade máxima para ter direito a voto. Dois eleitores ficaram de fora por questões de saúde. Como exige a Constituição Apostólica Universi Dominici Gregis, a eleição requer o apoio de ao menos dois terços dos votantes. Isso significa que o novo papa recebeu no mínimo 89 votos.

O conclave de 2025 foi o mais geograficamente diverso da história da Igreja Católica, com cardeais de 70 países. Francisco havia priorizado a nomeação de cardeais de regiões até então pouco representadas, como Haiti, Sudão do Sul e Mianmar, com o objetivo de tornar a Igreja mais global.

Rito e tradição

Após a apuração dos votos, de acordo com a tradição, o então cardeal Robert Francis Prevost foi questionado sobre sua aceitação: “Aceita tua eleição canônica para Sumo Pontífice?” e “Como quer ser chamado?”.

Em seguida, o agora papa foi conduzido à chamada “sala das lágrimas” — um espaço reservado onde ele pôde se preparar emocional e espiritualmente antes de se apresentar ao mundo. A sala fica localizada à esquerda do altar maior da Capela Sistina, sob o célebre afresco “Juízo Final” de Michelangelo.

Presença brasileira no conclave

Sete dos oito cardeais brasileiros do Colégio Cardinalício participaram da votação:

  • Dom João Braz de Aviz, 77 anos, arcebispo emérito de Brasília
  • Dom Odilo Scherer, 75 anos, arcebispo de São Paulo
  • Dom Leonardo Ulrich Steiner, 74 anos, arcebispo de Manaus
  • Dom Orani Tempesta, 74 anos, arcebispo do Rio de Janeiro
  • Dom Sérgio da Rocha, 65 anos, arcebispo de Salvador
  • Dom Jaime Spengler, 64 anos, arcebispo de Porto Alegre e presidente da CNBB
  • Dom Paulo Cezar Costa, 57 anos, arcebispo de Brasília

O único cardeal brasileiro fora do processo de votação é Dom Raymundo Damasceno Assis, de 87 anos. Ele participou do conclave que elegeu Francisco em 2013 e agora atua como referência espiritual. Em coletiva de imprensa, ele reforçou o caráter espiritual da escolha, destacando que o conclave não é um processo político: “É uma obra de Deus, uma ação do Espírito Santo”.

Análise: Mudanças partidárias miram eleições de 2026

0
Federação União Brasil e Progressistas.
Foto: Reprodução

Duas importantes mudanças partidárias ocorridas na semana passada devem trazer reflexos sobre a sucessão de 2026: 1) a criação da “Superfederação” entre PP e União Brasil, batizada de União Progressista; 2) e o avanço das negociações entre o PSDB e o Podemos, que devem culminar em uma fusão e a criação de uma nova legenda.

Embora PP e União Brasil sejam partidos heterodoxos, integrando a base do governo Lula e, ao mesmo tempo, relacionando-se com o bolsonarismo, a federação União Progressista sinalizou um alinhamento com o campo da direita para 2026. Não por acaso, o manifesto de criação da “Superfederação” defende pautas como “um choque de prosperidade” e “menos intervenção do Estado na economia”.

O PP e o União Brasil somam 109 deputados, 14 senadores, 6 governadores e mais de 1.300 prefeitos. Juntas, as duas legendas terão, ainda, robustos recursos dos fundos partidário e eleitoral, além de dispor do maior tempo de televisão no horário eleitoral gratuito. Diante de tal força política, a União Progressista será muito cobiçada para 2026. Hoje, o presidenciável da “Superfederação” é o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil).

O PSDB, ao avançar nas negociações para uma fusão com o Podemos, a ser confirmada em convenção no dia 5 de junho, contará com uma estrutura bem mais modesta: 28 deputados federais, 7 senadores, 2 governadores e 400 prefeitos. Bastante enfraquecido desde as eleições de 2018, o PSDB tenta manter o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSDB), no novo partido. No dia 6 ele deve se filiar ao PSD.

Os tucanos, que já perderam a governadora de Pernambuco, Raquel Lyra, para o PSD, podem ficar também sem o governador do Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel, que deve migrar para o PSD ou o PL. Assim, o novo partido poderá ficar sem governadores.

Com a provável conquista de Eduardo Leite, a força do PSD aumentará, já que o partido contará com dois pré-candidatos ao Palácio do Planalto para 2026: o próprio Eduardo Leite e o governador do Paraná, Ratinho Júnior, que já é filiado ao PSD.

Embora os movimentos realizados pela União Progressista (PP e União Brasil), por PSDB e Podemos e pelo PSD não tenham sido articulados conjuntamente, esses partidos sinalizam que estão mais distantes do governo Lula enquanto analisam o andamento da conjuntura e esperam para ver o que fará o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Por ora, a insistência de Bolsonaro em sair candidato à Presidência em 2026, mesmo estando inelegível, trava as articulações no campo da direita.

Hábil observador do cenário político, o presidente nacional do PSD e secretário de Governo e Relações Institucionais do governo Tarcísio de Freitas (Republicanos) em São Paulo, Gilberto Kassab, declarou que somente Tarcísio conseguiria unir a centro-direita – PP, União Brasil, PSDB, Podemos e PSD. Uma eventual candidatura de Tarcísio também atrairia o MDB e o Republicanos. Caso o candidato não seja Tarcísio, a centro-direita deve se dividir em 2026. Entretanto, deverá estar aglutinada no segundo turno em torno do antagonista de Lula.

Kassab aposta neste momento que Tarcísio será candidato à reeleição em São Paulo, disputa em que o governador paulista é o favorito. Além disso, Tarcísio tem afirmado que não é candidato a presidente, pois apoia Jair Bolsonaro. Contudo, esse cenário não é definitivo, sobretudo se ocorrer um aceno de Bolsonaro em direção a Tarcísio.

Há também nesse jogo o nome da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) como alternativa. Tais indefinições no campo da direita, mesmo que atrapalhem as negociações e a construção do candidato anti-Lula, devem se postergar até o fim de abril do próximo ano, prazo-limite de desincompatibilização.

Enquanto isso, as pré-candidaturas de Ronaldo Caiado e Ratinho Júnior seguirão no páreo. O mesmo passará a ocorrer com Eduardo Leite, a partir do momento em que confirmar sua filiação ao PSD. Também não podemos esquecer o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo).

O desgaste registrado pelo presidente Lula (PT), em que pese sua leve recuperação na popularidade, combinada com a inelegibilidade e a considerável rejeição ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), leva a centro-direita a se movimentar.

O candidato desejado por esse campo tem o perfil de Tarcísio de Freitas, que depende de Jair Bolsonaro para, eventualmente, disputar o Planalto. Enquanto a indefinição persiste, a União Progressista, o PSDB e o Podemos, além do PSD, aguardam os desdobramentos da conjuntura. Mais distantes de Lula e com resistências em apoiar um candidato bolsonarista raiz, eles visam construir um nome de direita pragmático.

Inscrições para o Mais Médicos terminam nesta quinta; programa oferece 3.174 vagas

0
Brasília (DF), 17/03/2025 - O ministro da Saúde, Alexandre Padilha (Costas), anuncia a expansão do programa mais médicos com a oferta de novas vagas no primeiro edital de 2025.
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Terminam nesta quinta-feira (8) as inscrições para o novo edital do programa Mais Médicos, que atualmente oferece 3.174 vagas para profissionais da saúde interessados em atuar na atenção primária em regiões prioritárias, remotas e vulneráveis, além de áreas indígenas.

De acordo com o Ministério da Saúde, a iniciativa visa suprir a escassez de médicos em locais de difícil acesso, promovendo o fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS) e ampliando o atendimento à população.

Distribuição das vagas

Das vagas disponíveis:

  • 3.066 serão distribuídas entre 1.620 municípios de todas as regiões do país;

  • 108 vagas são destinadas a 26 Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEIs).

A lista completa com os municípios e distritos participantes pode ser consultada na página oficial do programa.

Quem pode se inscrever

O edital do 41º ciclo do Mais Médicos contempla três perfis de profissionais:

  1. Médicos formados no Brasil com registro no CRM;

  2. Médicos brasileiros formados no exterior (intercambistas brasileiros);

  3. Médicos estrangeiros com habilitação no país de origem (intercambistas estrangeiros).

Para os intercambistas (brasileiros ou estrangeiros), é obrigatória a aprovação no Módulo de Acolhimento e Avaliação (MAAv), que prepara o médico para atuar em situações de emergência e doenças prevalentes nas regiões mais vulneráveis.

Além disso, todos os candidatos devem atender a requisitos como:

  • Estar em dia com a justiça criminal (estadual e federal);

  • Regularidade com as obrigações militares (para homens);

  • Situação regular na justiça eleitoral (para brasileiros).

Como se inscrever

A inscrição deve ser feita por meio do Sistema de Gerenciamento de Programas (SGP). No ato da inscrição, o candidato precisa anexar uma declaração de próprio punho atestando:

  • Conhecimento da língua portuguesa, no caso de estrangeiros;

  • Compreensão das normas do SUS e dos protocolos da atenção primária.

Benefícios e duração do programa

Os participantes do Mais Médicos, sejam brasileiros ou estrangeiros, têm direito a:

  • Bolsa-formação;

  • Ajuda de custo;

  • Auxílios adicionais, conforme local de atuação.

A permanência no programa pode ser de até 48 meses, sem vínculo empregatício formal.

Cadastro reserva

Este edital também traz uma novidade: a criação de cadastro reserva para 2.450 municípios e 8 DSEIs que já preencheram vagas anteriormente. Essa medida visa ampliar a cobertura da política pública e permitir reposições rápidas em caso de desistência.

Mais Médicos em números

Atualmente, o Mais Médicos atende mais de 63 milhões de brasileiros em 4,2 mil municípios. São 24,9 mil médicos em atividade, sendo 601 em territórios indígenas. Cerca de 1,7 mil localidades atendidas apresentam altos índices de vulnerabilidade social.

O governo federal destaca que o programa contribui para a redução do tempo de espera por atendimento, fortalece a saúde indígena e promove o uso de tecnologias como o prontuário eletrônico (e-SUS APS) para qualificar os serviços prestados.

Copom eleva Selic em 0,5 p.p. e taxa vai a 14,75% ao ano

0
PIB, dinheiro, dívida, selic, copom
Foto: Reprodução/EBC

O Comitê de Política Monetária (Copom) decidiu elevar em 0,5 ponto percentual a Selic, levando a taxa básica de juros a 14,75%. No último encontro, em março, o comitê aumentou 1 p.p. e sinalizou um ajuste menor se o cenário adverso persistisse.

A justificativa é que o cenário segue sendo marcado por expectativas desancoradas, projeções de inflação elevadas, e outras pressões no indicador. “Tal cenário prescreve uma política monetária em patamar significativamente contracionista por período prolongado para assegurar a convergência da inflação à meta”.

Em nota, o Copom afirmou que “para a próxima reunião, o cenário de elevada incerteza, aliado ao estágio avançado do ciclo de ajuste e seus impactos acumulados ainda por serem observados, demanda cautela adicional na atuação da política monetária e flexibilidade para incorporar os dados que impactem a dinâmica de inflação”.

O comunicado afirma que o Copom manterá vigilância, ajustando o aperto monetário conforme a inflação, expectativas, hiato do produto e riscos.

Comissão aprova suspensão de processo contra Ramagem, e brechas podem beneficiar Bolsonaro

0
Brasília (DF), 07/05/2025 - Reunião da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara para votar requerimento que pede a suspensão de ação penal contra o deputado Ramagem.
Foto: Lula Marques/Agência Brasil

A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC) da Câmara dos Deputados aprovou, nesta terça-feira (7), um relatório que recomenda a suspensão da ação penal movida pelo Supremo Tribunal Federal (STF) contra o deputado Alexandre Ramagem (PL-RJ), acusado de envolvimento na tentativa de golpe de Estado investigada no inquérito das invasões do 8 de Janeiro.

Com 44 votos favoráveis e 18 contrários, a CCJC, de maioria de oposição, entendeu que o processo no STF fere a imunidade parlamentar de Ramagem, diplomado deputado em dezembro de 2022. A decisão agora segue para o plenário da Câmara, onde serão necessários 257 votos (maioria absoluta) para que a ação penal seja efetivamente suspensa por meio do Legislativo.

Relatório com brechas beneficia mais acusados de trama golpista

O parecer foi elaborado pelo deputado Alfredo Gaspar (União-AL), ex-promotor e aliado do ex-presidente Jair Bolsonaro. Apesar de tratar da situação de Ramagem, o texto não limita explicitamente o alcance da suspensão, o que abre margem para que Bolsonaro e outros réus, como ex-ministros e militares, também sejam beneficiados.

“O sobrestamento [ou seja, interrupção] da ação penal em sua integralidade” é defendido no parecer, o que pode permitir uma interpretação ampla da decisão no plenário, algo já percebido por aliados do ex-presidente como uma brecha jurídica estratégica.

Ramagem acusa STF

Durante a sessão da CCJC, Alexandre Ramagem teve 20 minutos para se defender. Disse ser um “joguete do STF”, e alegou que a Corte estaria “procurando um deputado para incriminar”. Para ele, o processo desrespeita diversos princípios jurídicos e garantias constitucionais.

Ramagem é acusado pela Procuradoria-Geral da República (PGR) de fazer parte do “núcleo crucial” da tentativa de golpe. À época, ele chefiava a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) e, segundo a acusação, teria usado a estrutura do órgão para desacreditar o sistema eleitoral brasileiro.

Abertura de precedente pode beneficiar Bolsonaro

A esquerda vê a aprovação do parecer como uma manobra para abrir precedente jurídico que possa ser utilizado para suspender ações contra Jair Bolsonaro. O líder do PT na Câmara, Lindbergh Farias (PT-RJ), classificou a medida como um “puxadinho para a anistia”, e alertou que a decisão inflama ainda mais a militância bolsonarista contra o Supremo Tribunal Federal.

Os governistas tentarão novamente limitar o alcance da medida ao nome de Ramagem quando o caso for votado em plenário, na tentativa de impedir uma extensão generalizada do benefício.

Senado sabatina sete indicados para embaixadas

0
CRE - Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional
Foto: Geraldo Magela/Agência Senado

A Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional (CRE) do Senado realizou nesta quarta-feira (7) a sabatina de sete diplomatas indicados para chefiar embaixadas brasileiras no exterior.  Os nomes analisados incluem ministros de primeira e segunda classe do Ministério das Relações Exteriores (MRE).

Entre os indicados está o ministro Ricardo José Lustosa Leal, proposto para assumir a Embaixada do Brasil na República Democrática de Timor-Leste. Também será sabatinado João Mendes Pereira, indicado para chefiar a missão diplomática brasileira no Panamá. Brasil e Panamá têm relações comerciais importantes. A cooperação econômica abrange diversos setores, incluindo agronegócio, indústria, serviços e infraestrutura. O comércio entre os dois países pode envolver exportações e importações de diferentes produtos e serviços.

A ministra Maria Clara de Abreu Rada foi indicada para exercer o cargo de embaixadora na Sérvia, com atuação cumulativa em Montenegro. Já Silvio José Albuquerque e Silva poderá assumir a embaixada no Reino da Bélgica, com atuação também no Grão-Ducado de Luxemburgo.

Outro nome em análise é o de Júlio Cesar Fontes Laranjeira, indicado para a República da Belarus. Bernard Jorg Leopold de García Klingl foi escolhido para representar o Brasil no Azerbaijão. Por fim, Pablo Duarte Cardoso foi indicado para a Embaixada do Brasil na Guiné-Bissau.

Processo de aprovação

A sessão da CRE é presidida pelo senador Nelsinho Trad (PSD-MS), que coordena os trabalhos da comissão. Após a sabatina e votação na comissão, os nomes precisam ser aprovados em plenário pelo Senado Federal para que os diplomatas possam assumir oficialmente seus postos no exterior.

Indústria cresce 1,2% em março e tem melhor resultado para o mês desde 2018

0
Foto: Wilson Dias/Agência Brasil

A produção da indústria brasileira cresceu 1,2% na passagem de fevereiro para março de 2025, segundo dados da Pesquisa Industrial Mensal divulgada pelo IBGE nesta quarta-feira (7). O resultado representa a maior alta mensal desde junho de 2024, quando o setor avançou 4,3%, e rompe uma sequência de cinco meses com desempenho fraco ou negativo.

Na comparação com março de 2024, a produção industrial também subiu 3,1%, registrando a décima alta consecutiva nesse tipo de análise. No acumulado dos últimos 12 meses, a indústria mantém crescimento de 3,1%.

Atualmente, a atividade industrial está 2,8% acima do nível pré-pandemia (fevereiro de 2020), mas ainda 14,4% abaixo do pico da série histórica, alcançado em maio de 2011.

Comportamento recente do setor

Veja a evolução da indústria nos últimos seis meses (variação mensal):

  • Março 2025: +1,2%

  • Fevereiro 2025: 0%

  • Janeiro 2025: +0,1%

  • Dezembro 2024: -0,3%

  • Novembro 2024: -0,7%

  • Outubro 2024: -0,1%

Segundo o gerente da pesquisa, André Macedo, o desempenho de março representa uma compensação pelos meses anteriores de baixa atividade. Ele destaca que o crescimento foi amplamente distribuído, com segmentos importantes em retomada.

Segmentos industriais em destaque

Três das quatro grandes categorias econômicas tiveram expansão:

  • Bens de consumo duráveis: +3,8%

  • Bens de consumo semi e não duráveis: +2,4%

  • Bens intermediários: +0,3%

  • Bens de capital: -0,7% (única queda)

Entre as 25 atividades pesquisadas, 16 registraram crescimento. As maiores contribuições positivas vieram de:

  • Coque, petróleo e biocombustíveis: +3,4%

  • Indústrias extrativas: +2,8%

  • Produtos farmoquímicos e farmacêuticos: +13,7%

  • Veículos automotores, reboques e carrocerias: +4%

O índice de difusão, que mostra a proporção dos 789 produtos que aumentaram sua produção, foi de 59,7% em março.

Tendência positiva

A média móvel trimestral — indicador que suaviza oscilações mensais — ficou em +0,4%, indicando uma reversão da tendência negativa iniciada em novembro de 2024. É o primeiro resultado positivo desde outubro, o que reforça sinais de retomada gradual da atividade industrial no país.