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Rota Bioceânica será inaugurada em 2026 com alfândega em operação

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O Ministério do Planejamento e Orçamento (MPO) desenhou as cinco rotas após consulta aos 11 Estados brasileiros que fazem fronteira com os países da América do Sul - Foto: Washington Costa/MPO
Foto: Washington Costa/MPO

A ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet (MDB), afirmou, nesta sexta-feira (9), que a Rota 4 de integração sul-americana será inaugurada em 2026, com a alfândega atuando. Conhecida pelo nome de Rota Bioceânica de Capricórnio, ela liga o Oceano Atlântico ao Pacífico, através do Brasil, Paraguai e Chile.

Em entrevista à CartaCapital, a ministra detalhou que, da parte brasileira, a ponte binacional que liga o Brasil ao Paraguai está 75% pronta. Com relação ao Paraguai, o país pegou financiamento para a construção de uma rodovia de mais de 400 km, que também conclui a obra concluída no ano que vem. Já o Chile amplia três portos do território, para receber o aumento de mercadorias vindas do Brasil e que vão para a China. A parte Argentina está pronta.

Segundo a ministra, a Rota 4 está entre as mais importantes, pois integra os países da América do Sul e permite que o comércio seja mais rápido e eficiente. A rota interliga os principais celeiros brasileiros do Mato Grosso do Sul, São Paulo, Rio Grande do Sul, Paraná e Santa Catarina com os outros países da América Latina.

Rota 2 de integração sul-americana será inaugurada ainda em 2025

Simone Tebet também adiantou que a Rota 2 de integração sul-americana será inaugurada no final deste ano, em outubro ou novembro. Conhecida como Rota Amazônia, ela está localizada no Norte da América Latina, e interliga a Amazônia ao Peru e à Colômbia.

Segundo a ministra, a rota tem potencial para fortalecer a indústria automobilística brasileira, pois facilitará o comércio desses produtos na Colômbia. Além disso, a Zona Franca de Manaus também estaria integrada a esta rota fluvial.

Rota 1 sem previsão de conclusão

Com relação à Rota 1, Ilha das Guianas, a ministra informou que ela não ficará pronta até 2026. Por mais que a rodovia brasileira esteja concluída, a parte que passa pela Guiana atravessa uma reserva ambiental e, portanto, estão planejando alternativas. A rota passa também pela Guiana Francesa, Suriname, Venezuela e Brasil, com destaque para o estado de Roraima.

STF suspende parcialmente ação contra Alexandre Ramagem, mas mantém investigação por tentativa de golpe

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Foto: Mário Agra/Câmara dos Deputados

A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria para suspender parcialmente a ação penal contra o deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ), investigado no contexto da tentativa de golpe de Estado. A decisão foi tomada após a Câmara dos Deputados aprovar, por 315 votos a 143, uma resolução para suspender todo o processo contra o parlamentar, que responde a cinco crimes na denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR).

Na prática, o STF decidiu que Ramagem seguirá réu por três crimes:

  • Abolição violenta do Estado Democrático de Direito,

  • Tentativa de golpe de Estado,

  • Organização criminosa.

Por outro lado, a Corte suspendeu as acusações de dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado, que teriam ocorrido após sua diplomação como deputado federal.

Crimes cometidos antes da diplomação

O julgamento, realizado no plenário virtual do STF, teve início nesta sexta-feira (9). O relator do caso, ministro Alexandre de Moraes, votou pela manutenção do processo em relação aos crimes cometidos antes da diplomação, ressaltando que a imunidade parlamentar não se aplica nesses casos, nem a réus não parlamentares. Moraes afirmou que a decisão da Câmara tem caráter personalíssimo, ou seja, válida apenas para Ramagem, e somente para fatos ocorridos após sua diplomação.

O ministro Cristiano Zanin acompanhou o relator, destacando que a imunidade parlamentar não pode ser ampliada para proteger crimes anteriores ao mandato, ou estender-se a outras pessoas envolvidas no processo. Ambos os ministros enfatizaram o respeito ao texto constitucional, que restringe a aplicação da imunidade.

O ministro Flávio Dino foi mais duro, escrevendo que “as funções típicas de cada Poder devem ser prestigiadas, enquanto que funções atípicas – em face da nota de excepcionalidade – exigem sempre interpretação restritiva”. Dino também apontou que “não faria sentido” o Legislativo suspender a ação de acusados que não possuem mandato parlamentar.

Contexto da investigação

A denúncia contra Ramagem foi aceita pelo STF em março de 2025, no âmbito da investigação sobre o suposto “núcleo crucial” de uma trama golpista, que também envolve o ex-presidente Jair Bolsonaro, ex-ministros e militares. O deputado é apontado como figura central na suposta tentativa de subverter a ordem democrática.

Com a decisão parcial do STF, o processo segue tramitando contra Ramagem em relação aos principais crimes políticos atribuídos a ele, mesmo com a tentativa da Câmara de barrar completamente a ação.

O texto aprovado na Câmara na última quarta-feira (7) é visto por parlamentares como uma manobra para abrir precedente jurídico que possa ser utilizado para suspender ações contra Jair Bolsonaro. Apesar de tratar da situação de Ramagem, o texto não limita explicitamente o alcance da suspensão, o que abre margem para que Bolsonaro e outros réus, como ex-ministros e militares, também sejam beneficiados.

O líder do PT na Câmara, Lindbergh Farias (PT-RJ), classificou a medida como um “puxadinho para a anistia”, e alertou que a decisão inflama ainda mais a militância bolsonarista contra o Supremo Tribunal Federal.

Tebet: Temos que direcionar todas as nossas energias para nos aproximar da China

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Brasília (DF), 25/03/2025 - A ministra do Planejamento, Simone Tebet, participa do programa Bom Dia, Ministra.
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Nesta sexta-feira (9), a ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet (MDB), defendeu a importância de o Brasil intensificar a aproximação com a China, considerando a mudança no eixo econômico mundial, que se desloca para a Ásia. “O próprio agronegócio, que antes tinha muito receio, hoje sabe que o nosso maior parceiro comercial é a China e que precisamos direcionar todas as nossas energias para nos aproximar nessa relação”, afirmou em entrevista à CartaCapital.

Rotas da América Latina para a Ásia

Segundo a ministra, as rotas sul-americanas de integração comercial também são de extrema importância para essa aproximação. As cinco rotas ainda estão em processo de construção, e têm como objetivo integrar a América Latina, facilitar a importação e exportação de produtos entre os países e reduzir o tempo de transporte de mercadorias vindas da Ásia. De acordo com Tebet, até o final do mandato do presidente Lula, ao menos parte dessas rotas será concluída.

Cenário favorece reorientação global

A ministra também defendeu que um dos meios para fortalecer a relação é o cultivo de um bom relacionamento entre o presidente Lula (PT) e o governo chinês. Segundo ela, a viagem do presidente à China deve render “boas notícias”, já que o país demonstra interesse em investir em projetos ferroviários no Brasil.

Além disso, para Tebet, o cenário mundial, marcado pelo aumento de tarifas imposto pelos Estados Unidos, favorece a aproximação do Brasil com a Ásia e com outros parceiros comerciais. Segundo ela, o raciocínio é simples: “Já que levar produto para lá (Estados Unidos) está muito caro, eu vou comercializar com o Brasil”.

Petrobras anuncia poço de petróleo “de excelente qualidade” na Bacia de Santos

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Rio de Janeiro (RJ), 28/09/2023 - A técnica de operação, Josy Araújo, segura recipiente com petróleo no Navio-plataforma P-71, instalado no campo de Itapu, no pré-sal da Bacia de Santos, a 200 km da costa do Rio de Janeiro. Petrobras
Foto:Tânia Rêgo/Agência Brasil

A Petrobras anunciou, nesta sexta-feira (9), uma nova descoberta de petróleo leve e sem contaminantes na região do pré-sal da Bacia de Santos, uma das mais estratégicas para a produção brasileira. A revelação foi feita no Rio de Janeiro, e reforça a importância do bloco Aram, onde já havia sido registrada uma outra descoberta relevante no início deste ano.

O poço 3-BRSA-1396D-SPS, onde foi feita a nova perfuração, está localizado a 248 quilômetros da cidade de Santos (SP) e encontra-se a uma profundidade de 1.952 metros de lâmina d’água. Segundo a Petrobras, a perfuração foi concluída, e a presença de petróleo foi confirmada por meio de perfis elétricos, indícios de gás e amostras de fluido.

Análises e próximos passos

Essa é a segunda descoberta no bloco Aram em 2025. Em março, a estatal já havia identificado indícios de petróleo no poço 4-BRSA-1395-SPS, a uma profundidade de 1.759 metros e 245 quilômetros da costa paulista.

A empresa informou que dará início às análises laboratoriais para avaliar as condições dos reservatórios e dos fluidos, etapa fundamental para determinar o potencial comercial da descoberta. Também estão previstos dois novos poços e a realização de um teste de formação, tudo dentro do Plano de Avaliação da Descoberta (PAD), que vai até 2027.

Segundo a presidente da Petrobras, Magda Chambriard, os resultados positivos confirmam a eficácia da estratégia da empresa:

“Estamos investindo fortemente na busca de novas reservas e os resultados estão vindo. Este ano já anunciamos descobertas também em Brava e Búzios.”

Regime de partilha e consórcio

O bloco Aram foi adquirido na 6ª rodada de licitação da ANP, em março de 2020, e é operado pela Petrobras, que detém 80% de participação, em consórcio com a chinesa CNPC (que possui os outros 20%). A exploração acontece sob o regime de partilha de produção, com gestão da Pré-Sal Petróleo S.A. (PPSA).

O PAD prevê, além das perfurações e testes, a possibilidade de aquisição adicional de dados, conforme obrigações contratuais estabelecidas junto à Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

Alerta do Inpe aponta aumento de 55% no desmatamento da Amazônia em abril

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Foto: Bruno Kelly/Amazonia Real

O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) identificou um aumento de 55% nos alertas de desmatamento na Amazônia em abril de 2025, em comparação com o mesmo mês de 2024. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (8) por meio do sistema Deter, que monitora em tempo real alterações na vegetação dos biomas brasileiros. Apesar de o acumulado entre agosto de 2024 e abril de 2025 apontar queda de 5% no desmatamento, o crescimento pontual em abril acendeu um sinal de alerta no governo federal.

Em entrevista coletiva, o secretário-executivo do Ministério do Meio Ambiente, João Paulo Capobianco, afirmou que o aumento pode representar uma reversão na tendência de queda observada nos últimos meses. Segundo ele, uma comissão interministerial foi mobilizada para analisar detalhadamente os dados e ajustar as ações de controle. “O objetivo é chegar em 31 de julho com o desmatamento em queda em relação ao ano anterior”, afirmou.

Estados mais afetados

Os alertas de supressão florestal se concentraram principalmente nos estados do Amazonas, Mato Grosso e Pará. Entre janeiro e abril, a queda no desmatamento foi de apenas 1%, indicando desaceleração no ritmo de redução. Na comparação mais ampla com 2022, a queda continua expressiva, chegando a 45,7%, segundo o Inpe.

A ministra Marina Silva destacou que 19 ministérios estão envolvidos na resposta ao problema. “Queremos uma queda consistente e duradoura”, disse, lembrando que o monitoramento preventivo permite ajustes antes da publicação da taxa anual oficial.

Cerrado, Pantanal e novos planos

O Cerrado também registrou aumento nos alertas em abril, com alta de 26% em relação ao mesmo mês de 2024. No entanto, o acumulado desde agosto mostra uma queda de 25%, reforçando uma tendência de controle após anos de alta. Já no Pantanal, os alertas de desmatamento caíram 77% em abril, com nenhum foco de incêndio registrado.

Durante a reunião da Comissão Interministerial Permanente de Prevenção e Controle do Desmatamento, foram aprovados os planos de prevenção da Mata Atlântica e do Pampa, que ainda não possuíam estratégias específicas em vigor. Com isso, todos os biomas brasileiros agora contam com planos ativos.

Sistema Deter e controle do desmate

O Sistema Deter, mantido pelo Inpe, é uma ferramenta de alerta rápido que aponta indícios de desmatamento em tempo quase real. Ele não mede com precisão a área desmatada, tarefa que éatribuída ao sistema Prodes, que divulga dados anuais entre julho e agosto.

Segundo o secretário extraordinário de Controle do Desmatamento, André Lima, o salto de abril pode ser um pico isolado, mas pode também representar uma tendência preocupante. “A ferramenta nos permite agir com antecedência, e é isso que estamos fazendo”, concluiu.

Análise: O remédio para Lula 3 pode não ser o mesmo de Lula 1

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Presidente Lula
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

A crise do INSS deixa o governo Lula desconfortável em um ano pré-eleitoral. O impacto do tema sobre a popularidade do governo ainda não foi captado nas pesquisas publicadas na última semana, que refletiram uma trajetória de leve melhora no último mês. A Arko, porém, teve acesso a dados de pesquisas em tempo real (tracking) que já antecipam um movimento brusco, com a desaprovação do governo voltando a ultrapassar a aprovação. Essa queda de popularidade, caso seja duradoura, coloca o governo Lula em posição semelhante à vivida em 2005, quando o escândalo do mensalão veio à tona e gerou um forte impacto sobre a opinião pública, abrindo um período de grande sensibilidade do eleitorado a temas envolvendo corrupção. Naquele ano, após o esquema ganhar a mídia, a aprovação (“bom” e “ótimo”), que era de 45%, entrou em queda livre, atingindo 28% em agosto, segundo o Datafolha.

Já no pós-mensalão, o governo conseguiu reverter essa trajetória. Lula terminou o mandato com aprovação recorde e, como sabemos, foi reeleito. Vinte anos depois, o governo Lula 3 será capaz de fazer movimento semelhante? Acreditamos que o cenário político em 2025 é bastante diferente daquele de 2005 e que alguns elementos podem dificultar a recuperação da popularidade.

Polarização acentuada

A cristalização do antipetismo como ideologia política no Brasil no período Dilma Rousseff tornou a polarização um elemento preponderante na política brasileira. Assim, em 2005 Lula tinha menos barreiras para recuperar sua popularidade. Vale pontuar que, desde a eleição de Dilma para o segundo mandato, iniciado em 2015, as eleições estão sendo decididas por margens cada vez menores. O pleito de 2022 foi o mais acirrado da História, com apenas 2,1 milhões de votos de diferença entre os dois candidatos no segundo turno. A diferença é menor do que o total de votos nulos e brancos registrados.

Menor impacto da taxa de emprego na avaliação do governo

Um dos fatos comumente apontados como mais relevantes para a aprovação dos governos é o nível do desemprego. Seguindo esse pensamento, Lula deveria ter ótimas taxas de aprovação, já que tem batido recordes de empregabilidade. Atualmente, porém, esse fator parece estar sendo menos relevante para a aprovação do que a inflação, que tem gerado grande dificuldade entre o eleitorado mais carente.

A natureza do escândalo pode importar

A crise do INSS é diferente da crise do mensalão. De acordo com relatório da Polícia Federal divulgado em 2012, as “mesadas” para compra de apoio parlamentar no Lula 1 teriam custado aos cofres públicos algo em torno de R$ 101 milhões (ou R$ 364 milhões, com a correção inflacionária, contando a data da divulgação do escândalo como base). Já a fraude do INSS pode passar dos bilhões de reais em valores desviados. Além disso, enquanto o mensalão causou danos ao contribuinte de forma indireta (mau uso dos recursos públicos), a fraude do INSS retirou dinheiro diretamente do bolso do cidadão. Assim, o impacto midiático e, portanto, na popularidade pode ser diferente.

Munição limitada

Em 2005, Lula tinha a seu favor a novidade do Bolsa Família, que ainda estava em fase de estruturação e de crescimento no número de beneficiários. Segundo o Ministério do Desenvolvimento Social, em janeiro de 2005, 6,5 milhões de famílias recebiam o Bolsa Família, valor que saltou para 11 milhões até junho de 2006, quando o número de beneficiários estabilizou. Um trunfo desse gênero pode ser difícil de exibir este ano. Ainda assim, há algumas cartas na manga que o governo pode utilizar.

Estratégias que podem ser usadas

O projeto que pretende elevar a faixa de isenção do Imposto de Renda para R$ 5 mil deve ser uma das cartas utilizadas pelo Planalto para impulsionar a avaliação positiva do governo. Os próximos meses serão de negociação em torno desse projeto de reforma da renda, e o empenho deverá ser intenso, já que a oposição deve promover obstrução de pauta em prol da anistia e utilizar uma futura CPMI para desgastar o governo. Logo, esses temas podem desacelerar e sobrepor a discussão do projeto.

Pé de meia: A política de remuneração de estudantes de escola pública para evitar a evasão pode ser um outro caminho para o governo. A política pública pode se converter em um eleitorado jovem que usufrui do programa, e surtir efeito já em 2026. Entretanto, o governo tem a missão de promover ajustes orçamentários para conseguir cumprir a obrigação neste exercício, já que o orçamento 2025 prevê apenas R$ 1 bilhão em recursos, enquanto a projeção é que o custo total seja de R$ 13 bilhões.

Fim da jornada 6×1: Outra pauta que o governo deve abraçar é a redução da jornada de trabalho 6×1, hoje permitida pela CLT. O tema teve adesão popular ao ser sugerido por parlamentares de esquerda, e o governo sofreu críticas ao não defender a discussão. Entretanto, após a operação contra as fraudes no INSS e a popularidade em queda livre, o presidente Lula (PT) fez um pronunciamento em rede nacional no 1º de maio apoiando o debate. O governo embarca, contudo, em um tema espinhoso, já que tem muita resistência dentro do Parlamento, principalmente pelo impacto econômico da medida.

Lula se reúne com Putin e participa do Dia da Vitória na Rússia nesta sexta

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Rússia- 08/05/2025 Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante jantar oferecido pelo Presidente da Federação da Rússia, Vladimir Putin. Grande Palácio do Kremlin.
Foto: Ricardo Stuckert / PR

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) participa nesta sexta-feira (9), em Moscou, da cerimônia que celebra os 80 anos da vitória da União Soviética sobre a Alemanha nazista na Segunda Guerra Mundial. O evento é conhecido na Rússia como Dia da Vitória e marca a rendição alemã em 1945, encerrando oficialmente o conflito na Europa.

A celebração inclui uma parada cívico-militar na Praça Vermelha, evento com forte simbolismo histórico e nacional. Lula está na Rússia desde a última quarta-feira (7), atendendo a um convite oficial do presidente Vladimir Putin.

Programação na Rússia

A agenda de Lula em Moscou começou às 10h (4h em Brasília), com a participação na cerimônia principal na Praça Vermelha. Depois, ele comparece à tradicional oferta de flores ao túmulo do soldado desconhecido.

O presidente também participa de um almoço oficial no Palácio do Kremlin, seguido por uma reunião bilateral com Vladimir Putin. Durante o encontro, são esperados anúncios de parcerias comerciais e assinaturas de acordos nas áreas de ciência e tecnologia.

Além disso, Lula terá uma reunião com o primeiro-ministro da Eslováquia, Robert Fico, e finaliza o dia com um jantar oferecido pela Embaixada do Brasil em Moscou.

Próxima parada: China

Lula está acompanhado da primeira-dama Janja da Silva e de uma comitiva de ministros e autoridades, incluindo o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). Neste sábado (10), a delegação embarca para Pequim, onde Lula participará da cúpula entre a China e países da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac) nos dias 12 e 13 de maio.

Na China, o governo brasileiro também deve firmar ao menos 16 atos bilaterais, incluindo acordos comerciais e de cooperação estratégica.

Brasil bate recordes de importação e exportação no 1º quadrimestre de 2025

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Indústria
Foto: IBGE

O Brasil fechou com recordes de importação e exportação no primeiro quadrimestre do ano. Foram US$ 30,41 bilhões em exportações, um aumento de 0,3% em relação ao mesmo período em 2024. As importações chegaram ao montante de US$ 22,26 bilhões. Os números foram divulgados na quarta-feira (7) pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). 

A corrente de comércio fechou o mês totalizando US$ 52,67 bilhões, com saldo de US$ 8,15 bi. Em relação ao primeiro quadrimestre do ano passado, a corrente cresceu 0,8%.

Setor de transformação lidera ranking

Nas exportações, a indústria de transformação teve um aumento de US$ 0,35 bilhão (2,4%). No acumulado do ano, o setor atingiu US$ 2,3 bilhões (4,1%). Nas importações o cenário não é muito diferente. Abril teve crescimento de US$ 0,86 bilhão (4,4%) na indústria. 

Já no setor de agropecuária, houve uma queda de US$ 0,05 bilhão (0,7%). Em relação às importações, abril fechou com crescimento de US$ 0,02 bilhão (3,3%). 

Câmara aprova novo marco legal das concessões e PPPs

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Aeroporto Salgado Filho em Porto Alegre alagado pelas enchentes.
Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

A Câmara dos Deputados aprovou, na noite de quarta-feira (7), o novo marco legal das Concessões e PPPs (PL 7.063/17). O projeto visa sanar os problemas que causam disputas judiciais em torno das concessões e atualizar as regras às novas realidades enfrentadas pelas empresas.

“O Aeroporto Salgado Filho, de Porto Alegre, é gerido por uma concessionária. E quem poderia imaginar, ao tempo do contrato, que ele ficaria, durante 9 meses, submerso e inoperante, impondo desafios na relação entre o poder concedente e a concessionária? Quem de nós poderia imaginar os avanços tecnológicos, o free flow que hoje se faz nas rodovias, o que permite não ter uma tarifa de pedágio estável, mas, agora, cada vez mais se aproximando do trecho efetivamente utilizado pelo consumidor?”, destacou o relator, Arnaldo Jardim (Cidadania-SP).

O texto autoriza que concessões comuns possam receber aportes de recursos públicos pela administração pública, o que antes era permitido apenas para PPPs. Também permite que concessionárias utilizem os próprios bens da concessão como garantia em operações de financiamento e regulamenta as concessões multimodais. Assim, as licitações poderão incluir obras de setores correlatos, de modo a garantir maior eficiência econômica e ganhos de escala.

Listado como prioritário pelo Executivo para destravar investimentos do PAC, o projeto de lei agora segue para análise do Senado.

Reequilíbrio econômico-financeiro

O projeto estabelece critérios para o reequilíbrio econômico-financeiro dos contratos, em caso de eventos imprevistos. Os pedidos devem identificar a causa exata do desequilíbrio (como mudanças legais ou crises econômicas), ser fundamentados tecnicamente e acompanhados de documentação comprobatória. O prazo máximo para solicitar o ajuste é de cinco anos a partir do evento causador.

Compartilhamento de riscos

O texto prevê o compartilhamento de riscos entre concessionárias e governo, com o objetivo de oferecer ferramentas para enfrentar eventos imprevisíveis, como mudanças climáticas. O relator citou como exemplo a inundação no aeroporto Salgado Filho, no Rio Grande do Sul.

Reajustes de tarifa

O projeto permite reajustes automáticos de tarifas quando definidos por índices e fórmulas matemáticas, sem necessidade de aval prévio do governo ou da agência reguladora, desde que o poder concedente não homologue os valores em até 30 dias após a data-base contratual.

Prazo para o TCU

O texto fixa prazo máximo de 120 dias para que órgãos de controle externo, como o TCU, analisem projetos de concessão. Assim, caso o governo opte por submeter o edital à análise do tribunal, ele terá até quatro meses para emitir parecer sobre a conformidade do projeto.

Crimes ambientais

O PL exclui a modalidade culposa do crime de expedição de licença ambiental em desacordo com as normas. Segundo o relator, a medida traz mais segurança para analistas ambientais, evitando que se sintam constrangidos a assinar licenças por receio de responder pessoalmente, mesmo sem intenção de cometer ilícito.

Contratos por adesão

A proposta permite que municípios menores aproveitem termos já estabelecidos em licitações de cidades maiores. O relator defende que a medida pode assegurar preços mais vantajosos aos pequenos municípios. O texto prevê salvaguardas para evitar abusos, como a exigência de estudo justificando a vantagem da adesão e limites ao número de adesões em relação ao contrato original.

Alexandre Silveira reforça acordo para exploração de urânio no Brasil

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Alexandre Silveira em reunião sobre exploração de urânio e lítio
Foto: Divulgação/MME

Durante reunião nesta quinta-feira (8), o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, com executivos da Tenex, subsidiária da Rosatom — estatais russas de energia nuclear — destacou os avanços do Brasil na construção de uma matriz energética plural, estável e sustentável, com foco especial na energia nuclear e no aproveitamento de minerais estratégicos, como o lítio e o urânio, e reforçou o interesse na parceria com empresas que são referência no setor.

A viagem do ministro é para cumprir agenda de trabalho na Rússia, voltada para o fortalecimento das relações bilaterais em áreas prioritárias para o Brasil, entre elas energia nuclear, mineração sustentável, combustíveis limpos e transição energética.

“O Brasil é plural na geração de energia e temos trabalhado na reestruturação de toda a cadeia energética, com foco na estabilidade e sustentabilidade, prioridades do Ministério de Minas e Energia e do governo do presidente Lula. Temos grandes reservas de urânio e potencial para liderar esse setor globalmente. Essa cooperação com a Tenex acelera a produção nacional, fortalece nossa cadeia produtiva e contribui para a descarbonização da economia”, disse Silveira.

Reservas de urânio

O Brasil possui uma das maiores reservas de urânio do mundo, com estimativas de cerca de 280 mil toneladas do minério, além de figurar entre os seis maiores produtores globais de lítio e deter a oitava maior reserva mundial.

Silveira também destacou o potencial do Vale do Jequitinhonha (MG) como polo estratégico do lítio — mineral essencial para a transição energética. “Temos reservas já em desenvolvimento e buscamos relações sólidas e de reciprocidade com parceiros estratégicos como a Tenex”, destacou.

Agenda

O ministro Alexandre Silveira está acompanhando a comitiva oficial do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que também cumprirá agenda na China. Em abril, o ministro esteve no país asiático para preparar a visita presidencial e avançar em articulações voltadas à mobilidade elétrica, produção de baterias e implantação de data centers.