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Lula cumpre agenda com empresários e líderes chineses em Pequim

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Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante audiência concedida ao CEO da Norinco, Cheng DeFang. Hotel St. Regis, Pequim - China.
Foto: Ricardo Stuckert / PR

O presidente Lula (PT) iniciou sua visita oficial à China com uma agenda dedicada ao setor empresarial nesta segunda-feira (12), em Pequim. Pela manhã (horário local), Lula se encontrou com os CEOs de duas importantes corporações chinesas: Lei Zhang, da Envision Energy — empresa focada em turbinas de energia eólica — e Cheng Fubo, da Norinco, conglomerado industrial que atua em diversas áreas, incluindo defesa e eletrônicos.

As reuniões ocorreram no hotel onde o presidente está hospedado e, segundo o Palácio do Planalto, fazem parte da estratégia de ampliar as relações comerciais e tecnológicas entre os dois países.

Durante a tarde, Lula participou de um encontro com representantes de empresas do setor de saúde. A atividade foi seguida pela assinatura de acordos de cooperação. No encerramento do dia, o presidente marcou presença no seminário Brasil-China, que reuniu empreendedores dos dois países e reforçou os laços comerciais e institucionais.

Celac-China e reuniões com líderes chineses

Na terça-feira (13), a agenda ganha um tom mais diplomático. Lula participa da cúpula entre a Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac) e o governo chinês, fórum que reúne quase todos os países da América Latina.

Ainda no mesmo dia, como parte da visita de Estado, o presidente brasileiro terá reuniões com autoridades chinesas de alto escalão. Entre elas estão Zhao Leji, presidente da Comissão Permanente da Assembleia Nacional Popular, o primeiro-ministro Li Qiang e o presidente Xi Jinping. Pelo menos 16 novos acordos entre Brasil e China devem ser firmados.

Visita à Rússia e retorno ao Brasil

Antes de chegar à China, Lula esteve na Rússia, onde se encontrou com o presidente Vladimir Putin e participou da cerimônia que celebrou os 80 anos da vitória soviética na Segunda Guerra Mundial. O retorno ao Brasil está previsto para quarta-feira (14).

Estados Unidos e China decidem interromper tarifaço por 90 dias

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Foto: Reprodução

Estados Unidos e China decidiram reduzir temporariamente as tarifas de importação entre os dois países, por um período de 90 dias. O anúncio foi feito na madrugada desta segunda-feira (12), após reuniões em Genebra, na Suíça.

As tarifas norte-americanas sobre produtos chineses cairão de 145% para 30%, enquanto as tarifas da China sobre produtos dos EUA serão reduzidas de 125% para 10%. A medida entra em vigor até quarta-feira (14), embora a data exata ainda não tenha sido divulgada.

Acordo sinaliza tentativa de evitar desacoplamento comercial

O secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, afirmou que ambas as nações defenderam seus interesses e buscaram um comércio mais equilibrado. Segundo ele, “nenhum dos lados deseja um desacoplamento” e as tarifas extremas estavam funcionando como um embargo econômico.

Apesar da trégua, Bessent explicou que setores estratégicos como medicamentos, semicondutores e aço continuarão sendo tratados com cautela, pois são considerados vulneráveis. Novas rodadas de negociação estão previstas para as próximas semanas.

Mercados reagem positivamente à trégua

A notícia do acordo provocou reações imediatas no mercado financeiro. O dólar subiu frente a outras moedas e os mercados acionários globais se valorizaram, refletindo o alívio diante da possibilidade reduzida de uma recessão mundial causada pelo tarifaço.

O economista Zhiwei Zhang, da Pinpoint Asset Management, classificou o acordo como mais positivo do que o esperado. “Achava que as tarifas seriam reduzidas para algo em torno de 50%”, afirmou. Segundo ele, a decisão traz alívio imediato às cadeias de suprimentos globais.

Relembre a escalada da guerra tarifária

A guerra comercial entre as duas maiores economias do mundo se intensificou no início de abril, após o governo de Donald Trump impor tarifas extras sobre produtos chineses, uma promessa que fez durante sua campanha à presidência dos Estados Unidos. A China retaliou com tarifas equivalentes, o que deu início a um ciclo de aumentos sucessivos de impostos de importação.

Até a trégua anunciada nesta semana, o clima era de endurecimento, com Trump mantendo a China como exceção em sua promessa de pausa tarifária global.

Projeção para inflação cai pela quarta semana seguida, aponta boletim Focus

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Brasília (DF), 26/10/2023, Prédio do Banco Central em Brasília. Boletim Focus, mercado
Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

O Boletim Focus divulgado nesta segunda-feira (12) pelo Banco Central trouxe uma nova redução nas estimativas de inflação para os próximos anos. A previsão do IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) caiu para 5,51% em 2025, marcando a quarta queda seguida. Para 2026, a projeção também foi revista para baixo, chegando ao teto da meta de 4,5% estipulada pelo BC.

A revisão vem na esteira da divulgação do IBGE, que revelou uma desaceleração da inflação para 0,43% em abril, após registrar 0,56% em março. Em 12 meses, no entanto, o IPCA acumula alta de 5,53%, ultrapassando o teto da meta inflacionária.

Previsões para o dólar também recuam

As expectativas para o câmbio também apresentaram retração. A moeda americana deve fechar 2025 em R$ 5,85 e 2026 em R$ 5,90. Trata-se da segunda queda consecutiva para este ano e da sexta revisão para baixo no caso de 2026.

Essas estimativas refletem as recentes negociações comerciais entre Estados Unidos e China, com destaque para a redução tarifária anunciada pelo secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent. O acordo prevê queda das tarifas americanas sobre produtos chineses de 145% para 30%, enquanto a China promete baixar suas tarifas de 125% para 10%.

Juros seguem elevados e previsão de crescimento econômico permanece modesta

A taxa Selic foi mantida em 14,75% para 2025 e 12,5% para 2026, repetindo a mesma projeção pela 15ª semana consecutiva. A estimativa reflete a decisão recente do Copom (Comitê de Política Monetária), que elevou a Selic ao maior patamar em 20 anos. No comunicado, o colegiado do BC destacou a necessidade de cautela diante do cenário de incerteza econômica.

As previsões para o PIB (Produto Interno Bruto) também foram mantidas: 2% para 2025 e 1,7% para 2026. As projeções estão estáveis há três semanas, após uma leve alta anterior.

Termômetro das expectativas

Boletim Focus é divulgado semanalmente pelo Banco Central, e reúne projeções de economistas, analistas e operadores do mercado financeiro. Ele serve como um termômetro das expectativas econômicas, e influencia decisões de empresas, investidores e do próprio governo.

Crédito consignado: plano de trabalho deve ser apresentado dia 21

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Mesa: relator-revisor deputado Giacobo (PL-PR); presidente da CMMPV 1292/2025, deputado Fernando Monteiro (Republicanos- PE); relator da CMMPV 1292/2025, senador Rogério Carvalho (PT-SE). Foto: Andressa Anholete/Agência Senado.

A Arko Advice apurou que o relator da Medida Provisória do Consignado Privado (MP 1.292/25), senador Rogério Carvalho (PT-SE), deve apresentar o cronograma de trabalho no dia 21 de maio. Segundo fontes, a expectativa é que o plano ocorra em um período de 20 dias, com audiências públicas e privadas, que terão a presença de segmentos interessados, incluindo fintechs e federações bancárias.

O texto da MP enviado pelo governo permite que trabalhadores de carteira assinada tenham acesso a crédito consignado mais barato por meio de plataformas digitais. Nessa quarta-feira (7), o Congresso Nacional instalou a comissão especial mista para tratar sobre a matéria e elegeu o deputado Fernando Monteiro (Republicanos-PE) como presidente.

Também integram a comissão os senadores: Alessandro Vieira (MDB-SE); Confúcio Moura (MDB-RO); Jayme Campos (União-MT); Zequinha Marinho (Podemos-PA); Omar Aziz (PSD-AM); Angelo Coronel (PSD-BA); Cid Gomes (PSB-CE); Dra. Eudócia (PL/AL); Rogerio Marinho (PL/RN); Leila Barros (PDT/DF); Laércio Oliveira (PP/SE); Mecias de Jesus (REPUBLICANOS/RR).

Com relação a Câmara dos Deputados, os representantes são os deputados: Giacobo (PL/PR); Capitão Alberto Neto (PL/AM); Zé Neto (PT/BA); Bohn Gass (PT/RS); Gisela Simona (UNIÃO/MT); Rodrigo Valadares (UNIÃO/SE); Zé Adriano (PP/AC); Isnaldo Bulhões Jr. (MDB/AL); Saulo Pedroso (PSD/SP); Rodrigo Gambale (PODEMOS/SP); Adolfo Viana (PSDB/BA) e Ricardo Salles (NOVO/SP).

Texto principal terá poucas mudanças

Segundo fontes ouvidas pela Arko Advice, a expectativa é que o texto da MP enfrente poucas mudanças no Congresso Nacional.

Além disso, há um desejo pela transferência ao Conselho Monetário Nacional (CMN) da competência de fixar o teto de juros do consignado para beneficiários do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Atualmente, o CNPS (Conselho Nacional de Previdência Social) é responsável por definir o limite dos juros a serem cobrados, enquanto o INSS fixa.

A fonte ouvida pela Arko não descartou a medida – tendo em vista que o CMN tem competência para tal ação – mas não garantiu que será acatada.

Crédito consignado

O programa já está em vigor desde o final de abril e, segundo dados do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), até o momento, já movimentou R$10,1 bilhões em empréstimos consignados. Por meio da Carteira de Trabalho Digital (CTPS Digital), o trabalhador solicita a proposta de crédito diretamente às instituições financeiras habilitadas pelo governo. Dentro de 24 horas, ele recebe ofertas e seleciona a que mais atende as necessidades.

Segunda edição do CPNU terá 3.352 vagas em 35 órgãos federais

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Brasília (DF), 18.08.2024 - Ministra da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, Ester Dweck, durante entrevista coletiva sobre o balanço do Concurso Público Nacional Unificado – CPNU.
Foto: Bruno Peres/Agência Brasil

A segunda edição do Concurso Público Nacional Unificado (CPNU) oferecerá 3.352 vagas em 35 órgãos federais, com oportunidades para candidatos de nível médio e superior. O edital do certame está previsto para ser publicado em julho de 2025, conforme anunciado pelo Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI).

Segundo a ministra Esther Dweck, os órgãos participantes são diferentes dos que integraram a primeira edição do CPNU, realizada no início de 2024. A distribuição de vagas contempla carreiras técnicas, administrativas, científicas e na área da saúde, incluindo ainda duas novas carreiras transversais: analista técnico de defesa e justiça e analista técnico de desenvolvimento socioeconômico.

Principais órgãos com vagas no CPNU 2

Entre os destaques do novo concurso estão:

  • Ministério da Gestão e da Inovação: 1.672 vagas, incluindo analista técnico-administrativo, assistente social, médico, psicólogo e as duas novas carreiras transversais;

  • Agências reguladoras (Anatel, Anvisa, ANTT, ANP, Ancine, entre outras): diversas vagas para técnicos e especialistas;

  • Instituições culturais e científicas, como Fundação Biblioteca Nacional, Funarte, Instituto Brasileiro de Museus, Fundação Palmares e Iphan;

  • Institutos da área da saúde, como Inca, INC, INTO, IEC e Centro Nacional de Primatas, com vagas em funções hospitalares, técnicas e de pesquisa;

  • Comandos das Forças Armadas (Exército, Marinha e Aeronáutica): oportunidades para pesquisadores, médicos, engenheiros e tecnólogos.

A relação completa com todos os órgãos e cargos pode ser consultada no comunicado oficial do MGI e será detalhada no edital.

Vagas por localidade e diversidade regional

Embora a maioria das vagas seja para Brasília, o concurso também oferecerá oportunidades em outros estados, fortalecendo a distribuição regional do serviço público. Algumas delas:

  • 315 vagas no Rio de Janeiro (INCA, INC, INTO e Biblioteca Nacional);

  • 65 vagas em São Paulo (Fundacentro);

  • 66 vagas no Pará (Instituto Evandro Chagas e Centro Nacional de Primatas);

  • 20 vagas em Pernambuco (Fundação Joaquim Nabuco).

As provas serão aplicadas em 228 municípios, abrangendo todos os estados e o Distrito Federal, repetindo o modelo de alcance nacional da primeira edição do CPNU.

Carreiras transversais modernizam o serviço público

O MGI destaca que o CPNU 2 é parte de um projeto de modernização do serviço público federal, com foco em carreiras transversais que possam atuar em diferentes órgãos com mais flexibilidade. A previsão é de 1.676 vagas para essas funções.

As novas carreiras — analista técnico de defesa e justiça e analista técnico de desenvolvimento socioeconômico — buscam integrar profissionais com formação diversa em áreas estratégicas da administração pública.

Atenção a golpes: inscrições ainda não começaram

O Ministério da Gestão alerta que as inscrições para o CPNU 2 ainda não estão abertas. Não há cobrança de taxas ou qualquer outro tipo de pagamento autorizado neste momento. O edital será publicado no Diário Oficial da União em julho, e todas as informações oficiais serão divulgadas exclusivamente nos canais do MGI:

Mesmo com tarifaço, exportações do Brasil para os EUA crescem 21,9% em abril

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Trump
Foto: Alan Santos / PR

A tarifa de 10% imposta no começo de abril pelo presidente norte-americano, Donald Trump, sobre produtos importados do Brasil acendeu um alerta em vários setores da economia. Apesar da expectativa negativa sobre os impactos na corrente comercial com os Estados Unidos, a realidade vem se consolidando de outra forma.

O que parecia ser um desafio, se tornou, na verdade, uma surpresa. A balança comercial divulgada pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviço (MDIC) nesta semana demonstrou que as exportações com o país norte-americano cresceram 21,9% e somaram US$ 3,57 bilhões.

Mesmo assim, o mercado comercial com os Estados Unidos deu uma balançada em alguns setores da economia brasileira. Na indústria de transformação, a queda de 13%, resultou em recuo de US$ 78 milhões nas vendas.

Vale lembrar que o Brasil possui uma alíquota de 25% sobre importações de aço e alumínio, também imposta por Trump neste segundo mandato.

Argentina cresce e China recua

Alguns especialistas da área de comércio internacional acreditavam que a imposição tarifária seria um contexto favorável à abertura de novos mercados com outros países, já que os danos com o gigante norte-americano se tornariam certos. A China era o principal fator nessa equação, porque também estava sofrendo com as sanções e ocupava o posto de principal parceiro comercial do Brasil desde 2009.

A expectativa se consolidou, mas com um outro país que não estava sendo cotado para a expansão comercial. Quem entra no jogo, dessa vez, é a Argentina. Com um aumento de 45,2% nas exportações, o número chegou a US$ 1,60 bilhões em abril.

O cenário com a potência asiática foi diferente, fechando com uma queda de 12,0% nas exportações.

Brasil adota tom diplomático

O governo vem adotando uma postura mais diplomática ante às sanções impostas por Trump. O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Geraldo Alckmin, afirmou que a guerra comercial aberta pelos Estados Unidos beneficia o agronegócio brasileiro, mas demanda atenção da indústria do país. A declaração foi feita em um evento promovido pela FPE (Frente Parlamentar do Empreendedorismo) na terça-feira (6).

As tratativas com auxiliares de Trump já estavam sendo feitas antes mesmo de o tarifaço dos EUA entrar em vigor. O contato entre os dois países tem sido mantido por Alckimin.

Mesmo em meio à guerra tarifária, o Brasil não exclui a possibilidade de recorrer à Organização Mundial do Comércio (OMC), mas segue apostando nas negociações.

Título de eleitor tem prazo de regularização até 19 de maio

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Título de eleitor, TSE
Foto: Antonio Augusto/Ascom/TSE

Os eleitores brasileiros com pendências na Justiça Eleitoral têm até o dia 19 de maio para regularizar sua situação e evitar o cancelamento do título de eleitor. Segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), cerca de 5,3 milhões de pessoas em todo o país estão sujeitas à penalidade, por não terem votado em três turnos consecutivos, nem justificado a ausência ou quitado as respectivas multas.

O cancelamento do título pode trazer diversas restrições civis, como a impossibilidade de:

  • Tirar passaporte ou carteira de identidade;

  • Renovar matrícula em instituições públicas de ensino;

  • Assumir cargo público após aprovação em concurso.

A medida não se aplica a menores de 18 anos e maiores de 70, já que o voto é facultativo para essas faixas etárias.

Como regularizar o título de eleitor

Os eleitores em situação irregular podem resolver o problema de três formas:

  1. Presencialmente nos cartórios eleitorais;

  2. Pelo site da Justiça Eleitoral (www.tse.jus.br);

  3. Por meio do aplicativo e-Título, disponível para Android e iOS.

Para verificar a situação eleitoral, o cidadão deve acessar o menu “Consultar a situação eleitoral” no site do TSE. Caso haja pendências, será necessário quitar as multas eleitorais usando boleto bancário, Pix ou cartão de crédito.

Após o pagamento, o pedido de regularização pode ser acompanhado online.

Senado busca criar grupo de trabalho para proteger Brasil de tarifaço de Trump

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Senador Nelsinho Trad preside sabatina CRE 22-04-25
Foto: Sheyla Leal

O presidente da Comissão de Relações Exteriores (CRE) do Senado, senador Nelsinho Trad (PSD-MS), está coordenando a criação de um grupo de trabalho voltado à discussão de medidas e iniciativas para proteger o Brasil de eventuais sanções comerciais impostas pelos Estados Unidos. A iniciativa é fruto de uma parceria entre a CRE, o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços — comandado pelo vice-presidente Geraldo Alckmin — e a Embaixada dos Estados Unidos no Brasil.

“Foi sugerido que montássemos um grupo de trabalho para dialogar diretamente com parlamentares americanos”, afirmou Nelsinho Trad, ao destacar a importância de buscar estratégias que defendam os interesses brasileiros no comércio internacional.

Diálogo direto com o Congresso dos EUA

Em conversa com o Política Brasileira, o presidente da CRE (Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional), senador Nelsinho Trad (PSD-MS), afirmou que a questão do tarifaço deve ser resolvida de forma pacífica. “Temos mais de 200 anos de relações diplomáticas com os Estados Unidos. É importante lembrar que, para eles, a balança comercial é bastante favorável, e cabe a nós buscar equilíbrio e respeito nessa relação”, afirmou o senador.

Quem integra o grupo de trabalho

O grupo de trabalho será composto por parlamentares, consultores legislativos, assessores e membros da CRE:

  • Nelsinho Trad – Senador, presidente do GT

  • Artur Junqueira Lascala, Túlio Leal, Marcos Felix, Diego Benedetti, Arthur Leone, Rafael Paiva – Consultores Legislativos
  • Marcos Aurélio Pereira – Secretário da CRE

  • Thaisa Lima e Bruna Macedo – Assessoras Parlamentares

  • Representantes dos gabinetes dos membros da CRE

Tarifaço de Trump

Desde que reassumiu a presidência dos Estados Unidos, em janeiro de 2025, Donald Trump implementou uma série de tarifas comerciais agressivas. Em 2 de abril de 2025, o governo norte-americano impôs uma tarifa adicional de 10% sobre todas as exportações brasileiras para os EUA. Essa medida se soma às tarifas já existentes sobre setores como aço, alumínio e automóveis, e foi criticada pelo governo brasileiro por violar compromissos assumidos pelos EUA na Organização Mundial do Comércio.

Além disso, o presidente Trump está considerando a imposição de um arancel fixo de 20% sobre todas as importações, como parte de uma estratégia para aumentar os ingressos fiscais e enfrentar práticas comerciais consideradas injustas.

Análise: A campanha eleitoral permanente de Jair Bolsonaro

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Jair Bolsonaro
Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Em 2023, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) condenou o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) a oito anos de inelegibilidade. Mesmo assim, ele continua mirando o pleito de 2026. Embora o governo Lula tenha a máquina pública a seu favor, é proibido usá-la para fins de promoção eleitoral. Em contrapartida, Bolsonaro não tem as mesmas restrições e, portanto, permanece mobilizando o eleitorado desde 2023.

No último mês, o ex-presidente foi internado em 12 de abril devido a uma obstrução intestinal. Nas quase três semanas em que permaneceu na UTI, da qual saiu na quarta-feira passada (30/04), Bolsonaro utilizou o estado de saúde para gerar comoção e conquistar ganhos políticos e eleitorais. Ele realizou lives de dentro do hospital, concedeu entrevista, inundou as redes sociais com imagens do pós-cirúrgico e recebeu aliados políticos e familiares. A espetacularização da internação permitiu manter alguns temas em alta na mídia. Ainda do hospital, convocou para a próxima quarta-feira (07/05) uma manifestação em Brasília em defesa da anistia dos presos pelos atos de 8 de janeiro de 2023. O ex-presidente já recebeu alta.

Bolsonaro vê no tema da anistia uma oportunidade para fortalecer o vínculo com o eleitorado, ao mesmo tempo que defende interesses próprios. Em março, São Paulo recebeu uma manifestação em defesa do tema. Em abril, foi a vez do Rio de Janeiro. Agora, em maio, o palco será Brasília. Esta, no entanto, será a única vez que o ex-presidente não estará presente, devido ao fato de estar em recuperação da cirurgia pela qual passou. Nos outros atos, ele liderou a manifestação, mas tangenciou o tema da anistia. O foco foi, principalmente, a defesa da própria inocência e da candidatura à Presidência em 2026.

Também no ano passado Bolsonaro encontrou um jeito de se manter firme no meio político e garantir alianças para 2026. Praticamente durante o ano inteiro o ex-presidente atuou como cabo eleitoral das eleições municipais, o que resultou na vitória de 12 nomes apoiados por ele. Já em 2023, perdeu capital político significativo devido às acusações e condenações, mas contava com uma base de apoiadores forte. Assim, o ex-presidente se manteve presente na mídia e dialogando com o eleitorado, ao convocar manifestações em defesa da anistia e de outras pautas da época, por exemplo, contra o aborto.

O fato de Bolsonaro estar inelegível até 2030 não o impede de exercer os próprios direitos políticos e de praticar política normalmente, o que inclui fazer campanha eleitoral. Além disso, ele acredita que pode reverter a condenação de 2023 e se candidatar. Portanto, manter-se presente na mídia e em contato com o eleitorado – o que tem sido feito principalmente por meio da pauta da anistia – permite que ele alimente a base eleitoral para 2026. Caso não se candidate, o nome que apoiar receberá os votos que terá acumulado desde 2023.

Mirando 2026, Eduardo Leite se filia ao PSD

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Eduardo Leite (PSD)
Foto: Foto: Alexssandro Loyola/Lid. do PSDB na Câmara

O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, se filiou ao PSD. A cerimônia foi realizada no gabinete da direção nacional do partido, em São Paulo, nesta sexta-feira (9).

Na quinta-feira (8), o governador anunciou sua desfiliação do PSDB. Leite, afirmou que “não foi uma decisão simples” deixar o PSDB e que segue “guiado” pelos valores tucanos. Leite deixou a legenda depois de 24 anos.

Também, na nota divulgada à imprensa, a Executiva Nacional do PSDB lamentou “que essa decisão ocorra exatamente no momento em que o PSDB está se reconstruindo e se fortalecendo para voltar a liderar um projeto nacional de centro, longe dos extremos”, diz trecho da nota.

Candidato a presidente em 2026

Na ocasião, Leite afirmou que irá se lançar a presidente em 2026:

“Eu aspiro ser candidato a presidente, e trabalharei para formar um projeto de país ao lado de todos aqueles líderes políticos e da sociedade civil que pensam que o Brasil precisa avançar”, disse o governador, que ainda frisou que a sua campanha será focada no equilíbrio e modernização.

Nos bastidores se especulava qual caminho Leite iria tomar, cogitando até o Senado. Vale ressaltar que o atual governador do Paraná, Ratinho Junior (PSD), já se colocou como pré-candidato à presidência pelo partido.

Sobre um apoio de Bolsonaro, o governador comentou: “Não acredito que seja o presidente Jair Bolsonaro que determinará a sucessão. Não estou satisfeito com a polarização, nenhum desses polos ou líderes representam o que eu quero para o Brasil”, ressaltou.