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Moraes nega pedido de Zambelli para suspender processo sobre invasão ao sistema do CNJ

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Brasília (DF) 02/08/2023 Deputada Carla Zambelli durente coletiva no salão verde da Câmara dos Deputados.
Foto Lula Marques/EBC

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou nesta segunda-feira (12) o pedido da defesa da deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) para suspender o julgamento da Ação Penal 2428, que apura sua participação na invasão ao sistema eletrônico do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) em 2022.

Até o momento, a Primeira Turma da Corte já formou maioria de 4 votos a 0 pela condenação da parlamentar a 10 anos de prisão e à perda do mandato. O julgamento ocorre em ambiente virtual e deve ser concluído até sexta-feira (16), faltando apenas o voto do ministro Luiz Fux.

Defesa tentou usar precedente do caso Ramagem

A defesa de Zambelli e a liderança do Partido Liberal (PL) solicitaram à Câmara dos Deputados que interviesse com base no Artigo 53 da Constituição, que permite a suspensão de ações penais contra parlamentares por crimes cometidos após a diplomação. O argumento teria como base a ação do também deputado Alexandre Ramagem (PL-RJ), que havia tido seu processo suspenso na Câmara dos Deputados, mas com efeito anulado no STF.

Contudo, Moraes rejeitou o argumento, afirmando que os atos investigados ocorreram antes da atual legislatura, com início das tratativas para o crime em agosto de 2022, e a diplomação tendo ocorrido somente em dezembro daquele ano. Por isso, a regra constitucional não se aplica.

Além disso, o ministro destacou que o processo já está na fase final de julgamento, o que impossibilita qualquer paralisação por parte do Legislativo.

Acusação

Segundo a Procuradoria-Geral da República (PGR), Zambelli foi a autora intelectual da invasão, que teve como objetivo emitir um mandado de prisão falso contra o próprio Moraes. O crime foi executado pelo hacker Walter Delgatti Neto, que confessou ter atuado a mando da deputada.

Zambelli responde por invasão de dispositivo informático qualificada e falsidade ideológica, relacionados à adulteração de documentos no sistema do CNJ. Os votos pela condenação foram proferidos por Moraes, Cármen Lúcia, Flávio Dino e Cristiano Zanin.

A defesa da parlamentar nega qualquer envolvimento, e acusa Delgatti de mentir. Já os advogados do hacker reafirmam que ele agiu sob orientação direta de Zambelli.

INSS começa a notificar aposentados e pensionistas por descontos indevidos

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Prédio do INSS
Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

As notificações pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) para aposentados e pensionistas que foram lesados com os descontos irregulares começa nesta terça-feira (13). A mensagem será enviada pelo aplicativo Meu INSS, onde constará os valores e o nome da entidade.

O aposentado ou pensionista que for notificado deverá indicar se autorizou ou não o desconto já na quarta-feira (14). De acordo com o INSS, 9 milhões de beneficiários receberão a mensagem.

A central de atendimento do INSS está disponível para tirar dúvidas, pelo telefone 135. A central funciona de segunda a sábado, das 7h às 22h. Vale lembrar que somente o beneficiário ou um representante legal terão acesso ao serviço.

Ressarcimento de descontos indevidos

Terão direito aos valores os beneficiários que foram prejudicados com descontos realizados nos últimos cinco anos, a partir de março de 2020. O desconto contestado será notificado à entidade, que terá 15 dias úteis para comprovar o vínculo com o segurado.

Caso o vínculo não seja comprovado, a associação terá os mesmos 15 dias para ressarcir o valor ao INSS, que posteriormente será repassado ao beneficiário.

De acordo com o Instituto, o aposentado e pensionista não precisa apresentar qualquer documento para solicitar a devolutiva dos valores.

Projeto amplia opções de vencimento para contas de água e luz

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Foto: Reprodução/EBC

O Projeto de Lei 4371/23 determina que as concessionárias de serviço público deverão distribuir as datas de vencimento das contas de água e luz entre a primeira e a segunda quinzena do mês, com no mínimo dois dias de intervalo. A proposta aprovada altera a Lei das Concessões de Serviços Públicos. Pela norma, as concessionárias já são obrigadas a oferecer ao consumidor, no mínimo, seis datas opcionais para o vencimento dos débitos.

Como funciona hoje a cobrança

O prazo de vencimento é, no mínimo, de cinco dias após a entrega da fatura. Se, por exemplo, um funcionário da distribuidora de energia efetua a leitura em campo e entrega a conta ao cliente no dia 25 de janeiro, o vencimento será no dia 30.

A proposta torna obrigatória a distribuição das datas de vencimento opcionais entre a primeira e a segunda quinzena do mês, substituindo o modelo atualmente utilizado, em que essas datas costumam ser concentradas apenas no final do mês.

Tramitação

A proposta foi aprovada pela Comissão de Defesa do Consumidor da Câmara dos Deputados. Para virar lei, ainda precisa passar por mais duas comissões na Casa e, só depois, seguirá para o Senado. O texto ainda será analisado pelas comissões de Administração e Serviço Público; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Análise: Jornada de trabalho de volta à agenda

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Deputado Paulo Azi foi eleito presidente da comissão de constituição e justiça da Câmara.
Foto: Lula Marques/Agência Brasil.

O debate sobre a redução da jornada de trabalho entrou novamente no radar do Congresso. Tradicionalmente defendida pela esquerda a cada legislatura, mas sem grandes perspectivas, a ideia agora começa a atrair apoio de parlamentares de direita. O tema pegou novo impulso com a inclusão da proposta na lista de prioridades do governo e também com a sinalização do presidente da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC) da Câmara, deputado Paulo Azi (União-BA), de que pretende destravar a discussão.

Na prática, a disposição de Azi é estratégica, já que cabe a ele dar o start no andamento da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) nº 221/19, que propõe a redução gradual da jornada para 36 horas semanais em um prazo de dez anos. A proposta está parada na CCJC, aguardando a designação de um relator. Se Azi fizer essa nomeação, o texto poderá começar a avançar.

Há ainda outras propostas sobre o assunto. A mais comentada é a PEC nº 8/25, da deputada Érika Hilton (PSOL-SP), que ganhou destaque nas redes sociais. A parlamentar propõe o fim da escala 6×1 e a implementação de uma jornada de quatro dias de trabalho e três dias de descanso por semana. Embora tenha sido engavetada pelo presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), há expectativa de que em breve essa PEC seja incorporada à anterior.

O debate também ecoa no Senado. Duas PECs já tramitam na Casa: uma do senador Paulo Paim (PT-RS), defensor histórico da causa, que também propõe jornada de 36 horas semanais (PEC nº 148/15); e outra do senador Cleitinho (Republicanos-MG), que sugere jornada de 40 horas semanais distribuídas em cinco dias, com descanso preferencial nos fins de semana (PEC nº 4/25). A senadora Eliziane Gama (PSD-MA) também deve apresentar uma proposta nos próximos dias.

Mesmo com o crescente interesse, o avanço dessas propostas é incerto e o processo legislativo, longo. Na Câmara, as propostas precisam passar pela CCJC e por uma Comissão Especial antes de chegarem ao plenário para dois turnos de discussão e votação, com quórum de aprovação de 3/5 de votos (308). No Senado, o caminho é um pouco mais curto, mas também complexo, passando pela CCJ e por dois turnos no plenário, com 49 votos.

Quanto ao conteúdo, não se espera mudança drástica. A visão majoritária é de que uma eventual evolução terá como premissa a concessão de um período um pouco maior de descanso ao trabalhador com o menor impacto possível sobre o empresariado. Ainda assim, não se pode deixar de considerar que a proposta tem forte apelo eleitoral e tende a ganhar mais visibilidade à medida que se aproximam as eleições.

TikTok negocia investimento de R$ 50 bilhões em data centers no Ceará

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Foto: Reprodução

O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira (PSD), informou que o Brasil negocia com a rede social TikTok um investimento de cerca de R$ 50 bilhões em data centers no estado do Ceará. Nesta terça-feira (13), ele se reunirá com a empresa para continuar alinhando o acordo.

Segundo o ministro, com a cooperação da ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico), o governo federal e estadual está adotando todas as medidas para recepcionar esse investimento. Os direcionamento dos esforços está, principalmente, em reforçar as linhas de transmissão no estado, para aprimorar o escoamento de energia até o Porto de Peçém, local com possibilidade de instalação do complexo de data centers.

Energia renovável atrai investimento

Por uma questão de compliance, os investimentos chineses em inteligência artificial e data centers exigem que a fonte de energia seja limpa. Dessa forma, a escolha do Ceará pela empresa chinesa se deve, de acordo com Silveira, pelo grande potencial de energia renovável do estado.

Ainda segundo o ministro, a medida integra o planejamento do Plano Nacional de Data Centers, com previsão de lançamento pelo governo para até o final do primeiro semestre de 2025. Para além da China, no início deste mês, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), viajou aos Estados Unidos (EUA) para também reunir investidores nessa área.

Brasil negocia com Rússia parceria para reatores nucleares

O ministro de Minas e Energia também afirmou que o Brasil e a estatal russa Rosatom — responsável pelo complexo nuclear do país — devem firmar parceria para desenvolver pequenos reatores nucleares no território brasileiro. O presidente da Rússia, Vladimir Putin, teria concordado e incentivado o acordo.

Além disso, Silveira defendeu que o Brasil tenha independência para produzir seu próprio combustível nuclear. Ele destacou que a chegada de investimentos em data centers e inteligência artificial ao país aumentará a demanda por energia limpa e renovável, como a gerada por usinas nucleares.

Por fim, o ministro argumentou que, com reatores nucleares em funcionamento no Brasil, o custo da energia ao consumidor pode cair. Atualmente, boa parte do valor pago é decorrente da transmissão. Com novas usinas, a geração ficaria mais próxima do consumo e dependeria menos de longos canais de transmissão.

Balança comercial registra superávit na segunda semana de maio

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navio, comércio
Foto: Agência de Notícias da Indústria

Na segunda semana de maio de 2025, a balança comercial chegou a um crescimento de US$ 1,44 bilhão. A corrente do comércio teve um aumento de 14,7%, atingindo US$ 17,06 bilhões. Os dados foram divulgados nesta segunda-feira (12) pela Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

Comparado ao mesmo período de 2024, as exportações cresceram 15,2% e somaram US$ 9,94 bilhões. Já as importações cresceram 13,9% e totalizaram US$ 7,12 bilhões.

No ano, as exportações totalizaram até essa segunda semana US$ 117,2 bilhões. As importações fecharam em US$ 96,7 bilhões.

Agronegócio foi o que mais cresceu

O desempenho do setor nas exportações aumentou em 15,8%, somando US$ 2,48 bilhões. Os destaque de venda foram os animais vivos – não incluído pescados ou crustáceos – (153,1%). Também lideraram o ranking o café não torrado (46,2%) e a soja (13,8%).

Senado avalia projeto que amplia repasse dos fundos constitucionais para pequenos negócios

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Presidente da CDR, senadora Dorinha Seabra (União-TO). desenvolvimento
Foto: Saulo Cruz/Agência Senado

Um projeto de lei que altera o repasse dos fundos constitucionais de financiamento das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste deve ser votado nesta quarta-feira (14) na Comissão de Desenvolvimento Regional e Turismo (CDR) do Senado Federal. 

A proposta (PL 2.592/2023) prevê que 25% dos recursos dos devem ser destinados para contratações com pequenos e microempresários. Caso não seja utilizado todo o valor destinado às micro e pequenas empresas, as verbas remanescentes serão distribuídas para as empresas em geral ao final de cada trimestre. 

Segundo o autor da proposta, senador Jayme Campos (União-MT), o objetivo é impulsionar pequenos negócios, de forma a gerar emprego e renda nas regiões.

O projeto de lei recebeu relatório favorável do senador Efraim Filho (União-PB). Se for aprovado na comissão, seguirá para a análise da Comissão de Assuntos Sociais (CAS).

Fundo constitucional de financiamento

Estabelecido por lei em 1989, os fundos constitucionais de financiamento do Norte, Nordeste e Centro-Oeste têm por objetivo contribuir para o desenvolvimento econômico e social das regiões com a execução de programas de financiamento aos setores produtivos. 

De acordo com a norma, os fundos deverão destinar crédito diferenciado dos usualmente adotados pelas instituições financeiras, em função das reais necessidades das regiões beneficiárias.

Empresas chinesas firmam acordo de R$ 27 bilhões em investimentos no Brasil

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Presidente Lula durante a assinatura de uma série de acordos entre empresas brasileiras e chinesas, em Pequim.

Durante o Fórum Empresarial Brasil-China, que aconteceu nesta segunda-feira (12), em Pequim, foi anunciado que empresas da China farão investimentos no Brasil que somam R$ 27 bilhões. O número foi divulgado pelo presidente da Agência Brasileira de Promoção de Exportações (ApexBrasil), Jorge Viana.

GWM e Meituan lideram os maiores aportes

A GWM, conhecida como uma das maiores montadoras chinesas, anunciou investimento de R$ 6 bilhões para a expansão de suas operações no Brasil, de onde exportará para toda a América do Sul e o México.

Já a Meituan, plataforma chinesa de delivery, investirá cerca de R$ 5 bilhões para atuar no mercado de entregas, por meio do aplicativo Keeta. O investimento prevê, nos próximos cinco anos, a geração de 100 mil empregos indiretos e a instalação de uma central de atendimento no Nordeste, com 3 a 4 mil empregos diretos.

Ainda segundo Viana, 25% de tudo o que o Brasil importa vem da China. “Estamos aqui com 20 setores da economia do Brasil: só do agronegócio e da agricultura são 13. E, quando nós analisamos a segurança alimentar, a produção agrícola e agropecuária que a China importa, esse valor chega a US$ 215 bilhões e 25% disso vem de empresas e grupos brasileiros”, afirmou.

Parcerias em saúde, energia e tecnologia

O presidente Lula (PT) também esteve presente no evento e afirmou: “É importante lembrar que, em 50 anos de relações bilaterais, nosso comércio evoluiu de maneira extraordinária. Só para se ter ideia, o nosso comércio de 2003 até 2025 cresceu aproximadamente 30 vezes. Uma demonstração de que o potencial da relação entre China e Brasil é inesgotável (…)”.

Foram firmados acordos entre as seguintes empresas:

  • Eurofarma e Sinovac criarão o Instituto Brasil-China para a Inovação em Biotecnologia e Doenças Infecciosas e Degenerativas.
  • Raízen Energia e SAFPAC estabeleceram as bases para discussão e um potencial acordo de longo prazo para fornecimento de bioetanol pela Raízen à SAFPAC, visando à produção de Combustível Sustentável de Aviação (SAF) na China.
  • REAG Capital Holding e CITIC Construction cooperam no âmbito do programa nacional de conversão de pastagens degradadas em sistemas de produção agrícola e florestal sustentável no Brasil.
  • ABES (Associação Brasileira das Empresas de Software) e o ZGC, mais importante parque tecnológico chinês, fomentam parcerias em inteligência artificial, infraestrutura de dados, expansão de mercados e capacitação de talentos.
  • Fiocruz e a empresa chinesa Biomm, do setor farmacêutico, investem na produção local de insulina, fortalecendo o fornecimento estável do medicamento no Brasil e beneficiando 16 milhões de pessoas com diabetes.

Brasil e China firmam parceria para produzir combustível sustentável de aviação

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Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante audiência concedida ao Presidente da Envision, Lei Zhang. Hotel St. Regis, Pequim - China. combustível aviação
Foto: Ricardo Stuckert / PR

Brasil e China anunciaram, nesta segunda-feira (12), investimentos de US$ 1 bilhão na produção de combustível renovável para aviação (SAF) por meio da Envision Group, e na criação de um Centro de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) em parceria entre a Windey Technology e a SENAI CIMATEC na área de energia renovável.

O SAF é uma alternativa ao combustível aeronáutico de origem fóssil, produzido a partir de matérias-primas e processos que atendam a padrões de sustentabilidade. O presidente Lula (PT) está em agenda oficial em Pequim. Na ocasião, ele participou de quatro audiências com executivos de empresas chinesas ligadas aos setores de energia sustentável e defesa.

Brasil pode liderar produção de combustível verde

De acordo com o ministro Rui Costa (Casa Civil), “o presidente atendeu separadamente várias empresas que vão investir no Brasil, fazer parcerias com instituições brasileiras, montar centros de pesquisa, e gerar desenvolvimento de tecnologia na área de energia”, disse.

O ministro ainda ressaltou que o Brasil se tornará um dos maiores produtores de combustíveis verdes de aviação. “O Brasil é um dos países que mais investiu em eólico e solar, mas hoje é carente de poder armazenar essa energia”, complementou.

Análise: O governo ainda não se encontrou

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Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Em janeiro, durante uma reunião ministerial, o presidente Lula (PT) projetou que 2025 seria o ano da “colheita”. Naquele momento, Lula prognosticou que 2025 seria o ano em que o seu terceiro governo construiria uma marca, com o objetivo de colher os frutos na campanha da reeleição.

Entretanto, após cinco meses, o quadro se revela diferente do otimismo projetado pelo presidente. Os equívocos começaram ainda no fim de 2024. O corte de gastos então anunciado foi bastante tímido, gerando mais ruídos na relação com o governo, sobretudo porque as medidas vieram acompanhadas da proposta de isentar do Imposto de Renda quem recebe até R$ 5 mil por mês.

Posteriormente, Lula sofreu um forte desgaste com a polêmica criada em torno da medida que buscava fiscalizar o PIX. Por meio de uma eficiente campanha nas mídias sociais, a oposição impôs a narrativa sobre uma suposta tentativa do governo de tributar esse sistema gratuito de transferência de recursos.

A perda de confiança do mercado no governo fez piorar as expectativas econômicas, gerando uma inflação persistente, principalmente em torno dos alimentos, e abalando a popularidade de Lula. Desde o fim do ano passado, a desaprovação ao presidente e seu governo vem superando a aprovação. Apesar de anúncios sobre medidas sociais populares, a conjuntura adversa ainda não foi revertida.

Nas últimas semanas, o cenário político ficou ainda mais complexo para Lula. A descoberta de uma fraude bilionária no INSS, lesando aposentados e pensionistas, levou à queda de Carlos Lupi (PDT) do Ministério da Previdência Social. Aproveitando o cenário ruim para o governo, a oposição trabalha para emplacar uma CPI do INSS. Dada a repercussão do episódio envolvendo a fraude, a tendência é que a popularidade de Lula seja impactada negativamente.

Como consequência da queda de Lupi do ministério, e mesmo com o PDT mantendo o controle da pasta, os deputados federais pedetistas anunciaram a saída da base aliada. Ainda que a bancada do PDT no Senado permaneça na base, a governabilidade de Lula ficou mais frágil.

Outro aspecto a ser observado é que PP e União Brasil, dois partidos que integram a base e contam com ministérios na Esplanada, anunciaram a criação da federação União Progressistas. De olho em 2026, a federação passou a sinalizar uma inclinação mais à direita. Além disso, MDB e Republicanos, que também integram a base, iniciaram conversas que podem culminar igualmente em uma federação.

Em suma: a elevada inflação e a fraude no INSS, que pressiona o governo a encontrar uma forma de ressarcir os aposentados e pensionistas, têm potencial para impactar negativamente a imagem de Lula, aumentando o custo da governabilidade.