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Perfis políticos em redes sociais podem ser excluídos como aval do Legislativo

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redes sociais
Foto: Reprodução/EBC

A exclusão ou o bloqueio de perfis de parlamentares em redes sociais terá decisão final do Poder Legislativo, dentro de sua respectiva esfera (federal, estadual, distrital ou municipal). O projeto de lei (PL 3046/22) que autoriza o bloqueio foi aprovado nesta quinta-feira (29) na Comissão de Comunicação da Câmara dos Deputados.

A decisão judicial de excluir contas ou perfis de qualquer detentor de mandato eletivo dos Poderes Executivo e Legislativo da União, dos estados, do Distrito Federal e dos municípios. Caso o texto vire lei, será incluída no Marco Civil da Internet, e valerá para plataformas com mais de 10 milhões de usuários registrados no país.

Regras para o bloqueio

Segundo o projeto, qualquer decisão judicial para excluir ou bloquear contas de parlamentares em redes sociais com mais de 10 milhões de usuários só terá efeito após análise do Legislativo correspondente (Câmara, Senado, assembleias ou câmaras municipais):

  • A fundamentação deverá ser robusta, devendo demonstrar cabalmente a indispensabilidade da medida;

  • A decisão deve conter a indicação clara do conteúdo considerado ilícito que motivou a medida, o tipo penal no qual teria incorrido o detentor de mandato eletivo, bem como a duração da medida;

  • A decisão, em qualquer hipótese, deve ter a participação do Ministério Público, sendo vedada a adoção de ofício;

  • Salvo no período do recesso forense, a medida cautelar somente poderá ser concedida por maioria absoluta dos membros do Supremo Tribunal Federal, do Superior Tribunal de Justiça, do Tribunal de Justiça, do Tribunal Superior Eleitoral e dos tribunais regionais eleitorais, conforme o caso.

Justificativa

O autor do projeto, deputado Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), argumenta que a proposta visa preservar a imunidade parlamentar sobre opiniões, palavras e votos, protegendo o exercício do mandato e evitando decisões arbitrárias ou de motivação política. Segundo ele, a medida não impede investigações ou a adoção de providências necessárias à ordem pública, mas garante que o Parlamento tenha palavra final sobre restrições ao exercício do mandato em ambiente digital.

O projeto ainda será analisado de forma conclusiva pelas comissões de Comunicação e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Se aprovado, segue para o Senado.

Projeto quer liberar uso de taser para defesa pessoal no Brasil

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Foto: Reprodução

O uso de tasers ou armas de eletrochoque por cidadãos comuns pode se tornar realidade no Brasil. O senador Eduardo Girão (Novo-CE) apresentou o Projeto de Lei 2472/2025, que busca regulamentar o acesso a esses dispositivos como alternativa não letal para defesa pessoal. Atualmente, o uso de tasers é restrito a forças policiais e profissionais autorizados, sem regras para civis.

O que diz o projeto

O texto propõe que o uso de tasers por cidadãos seja condicionado ao cumprimento de critérios de capacitação e controle, como:

  • Treinamento obrigatório para o uso do equipamento

  • Registro e rastreabilidade dos dispositivos

  • Controle de venda e porte, com regras para evitar abusos e garantir uso responsável

A justificativa do projeto destaca que o taser pode neutralizar uma ameaça por alguns instantes sem provocar danos mortais, sendo uma alternativa mais segura do que armas de fogo para defesa pessoal. Países como Estados Unidos, Alemanha, Coreia do Sul e Canadá já possuem regulamentações para o uso civil de armas de eletrochoque, com exigência de treinamento e comprovação de idoneidade.

Riscos e alertas para o uso civil de tasers

Apesar de classificados como “armas de baixa letalidade”, tasers não estão isentos de riscos e podem causar lesões graves ou até morte em situações específicas:

  • Risco cardíaco: Pessoas com problemas cardíacos, uso de marca-passo, ou sob efeito de drogas têm maior risco de arritmias, parada cardíaca ou morte após o choque.

  • Lesões secundárias: O impacto pode causar quedas, desmaios ou convulsões, levando a lesões graves, especialmente em pessoas muito magras, epilépticas ou com condições neurológicas.

  • Uso inadequado: Disparos múltiplos, exposição prolongada ou aplicação em áreas críticas (como pescoço ou tórax) aumentam o risco de complicações sérias.

  • Potencial de abuso: Organizações de direitos humanos alertam para o risco de tortura, uso excessivo da força e sofrimento intenso, especialmente em situações de abuso policial ou falta de treinamento.

  • Fatalidades registradas: Nos EUA, centenas de mortes foram associadas ao uso de tasers por forças policiais, segundo relatórios da Anistia Internacional e de órgãos médicos.

Especialistas recomendam cautela e treinamento rigoroso, além de protocolos claros para evitar abusos e proteger pessoas em grupos de risco.

Experiências internacionais

No Brasil, dispositivos de choque elétrico são legalmente usados apenas por forças policiais, conforme determina a Lei 13.060/2014. Projetos anteriores para liberar o uso por civis não avançaram no Congresso. Nos Estados Unidos, o porte civil é permitido em vários estados, desde que o cidadão passe por treinamento e comprove idoneidade. Em países como Austrália e Canadá, o uso por civis é restrito ou proibido.

Estudo revela que ouro do núcleo da Terra está “vazando” para a superfície

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Foto: Sebastián Crespo/Getty Images

Mais de 99% do ouro existente no planeta está enterrado no núcleo metálico da Terra, a cerca de 3 mil quilômetros de profundidade, onde as temperaturas ultrapassam 5.000 °C. Se essa reserva fosse acessível, haveria ouro suficiente para cobrir toda a superfície do planeta com uma camada de 50 centímetros de espessura.

Mas um novo estudo, liderado por pesquisadores da Universidade de Göttingen (Alemanha) e publicado na revista Nature, revelou que parte desse ouro está lentamente “vazando” do núcleo para o manto e, eventualmente, chega à superfície terrestre.

Como o ouro chega à superfície?

A equipe analisou rochas vulcânicas das ilhas do Havaí e encontrou nelas concentrações anormais do isótopo rutênio-100, um metal raro mais abundante no núcleo do que no manto da Terra. Os resultados indicam que parte do material do núcleo, incluindo ouro, platina, paládio, ródio e rutênio, está migrando para o manto terrestre e, por meio do magma vulcânico, chega à crosta e à superfície.

De acordo com os pesquisadores, grandes volumes de material superaquecido do manto — centenas de quadrilhões de toneladas de rocha — originam-se na fronteira entre o núcleo e o manto e sobem até formar ilhas oceânicas como o Havaí.

Isso mostra que o núcleo da Terra não é tão isolado quanto se pensava, e que existe um intercâmbio de materiais entre as camadas internas do planeta.

Implicações para a ciência e exploração

A descoberta muda a compreensão sobre a dinâmica interna da Terra. Até então, sabia-se que gases como hélio podiam escapar do núcleo, mas não havia comprovação de que metais pesados faziam o mesmo caminho. Agora, há evidências de que elementos siderófilos — aqueles que migraram para o núcleo durante a formação da Terra — estão retornando lentamente à superfície.

Apesar do fenômeno, a extração comercial desse ouro é inviável: o processo é extremamente lento, e o núcleo está a quase 3 mil quilômetros de profundidade. Ainda assim, a pesquisa abre novas perspectivas para entender a evolução do planeta e a origem dos metais preciosos usados em setores como tecnologia e energia renovável.

“Nossas descobertas abrem uma perspectiva totalmente nova sobre a evolução da dinâmica interna do nosso planeta”, afirma o geoquímico Nils Messling, que liderou o estudo.

Elon Musk anuncia saída do DOGE no governo Trump

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Elon Musk e Donald Trump
Foto: Kevin Lamarque

O bilionário Elon Musk anunciou sua saída do governo Trump, após liderar uma campanha turbulenta de cortes e reestruturação no setor público dos Estados Unidos. Musk ocupava, desde janeiro, o cargo de funcionário especial à frente do recém-criado Departamento de Eficiência Governamental (DOGE), responsável por implementar cortes e enxugar a máquina federal. Sua saída foi confirmada por autoridades da Casa Branca na noite desta quarta-feira (28).

Motivos da saída

A decisão foi tomada após Musk criticar publicamente o pacote de gastos e cortes de impostos defendido por Donald Trump, afirmando que a medida “aumenta o déficit orçamentário e mina o trabalho da equipe do DOGE”. Em entrevista à CBS News, Musk declarou: “Fiquei decepcionado ao ver o enorme projeto de gastos, que aumenta o déficit em vez de reduzi-lo”. O comentário gerou irritação entre membros do alto escalão da Casa Branca, especialmente o vice-chefe de gabinete Stephen Miller, e acelerou o processo de desligamento.

Musk não teve uma conversa formal com Trump antes de anunciar a saída, que foi decidida em nível sênior da equipe. Sua nomeação já era temporária: como funcionário especial, o limite de atuação era de 130 dias, prazo que se encerraria por volta de 30 de maio.

Gestão Musk no DOGE

Durante o período à frente do DOGE, Musk impulsionou cortes que resultaram na eliminação de cerca de 12% do funcionalismo federal — aproximadamente 260 mil servidores — por meio de demissões, incentivos à aposentadoria e fechamento de agências. O bilionário prometia economizar até US$ 2 trilhões, mas as estimativas oficiais apontam para economias de US$ 150 a 175 bilhões, valores que não correspondem a 10% do prometido.

Musk tornou-se figura central e polêmica no governo: entrou em conflito com secretários de Estado, e criticou abertamente o teletrabalho no setor público. Sua atuação gerou protestos de sindicatos e pressão de investidores, para que ele se dedicasse mais aos negócios da Tesla e SpaceX, suas empresas.

Próximos passos

Em sua rede social, Musk agradeceu a Trump pela oportunidade, e disse acreditar que a missão do DOGE “vai se fortalecer com o tempo, tornando-se um modo de vida no governo”. O governo Trump informou que os esforços do DOGE para reestruturar e reduzir o tamanho do Estado continuarão.

Análise: Novo desgaste de Fernando Haddad

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Fernando Haddad
Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), sofreu um novo desgaste político com a revogação de parte do decreto que estabelecia o aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) para aplicações de fundos nacionais no exterior.

Apesar da tentativa de Haddad de minimizar a revogação de alguns aumentos do IOF, afirmando que a revisão ocorreu para “evitar especulação” e que “não tem nenhum problema corrigir rotas”, o episódio indica certa falta de rumo na economia. Segundo informações divulgadas pela imprensa, o presidente do Banco Central (BC), Gabriel Galípolo, além de não ter sido informado previamente sobre as alterações na tributação do IOF, seria contra a medida.

O episódio não apenas gerou ruídos e aumentou a desconfiança do mercado, como também evidenciou divergências entre o pensamento nas áreas econômica e política do governo. O presidente Lula (PT), preocupado em melhorar a popularidade e de olho nas eleições de 2026, resiste em implementar medidas estruturantes, optando por ações paliativas no campo fiscal.

Este não foi o primeiro revés de Fernando Haddad. Vale recordar que, em janeiro deste ano, o Palácio do Planalto precisou derrubar a instrução normativa que estabelecia uma fiscalização do Pix, após forte repercussão negativa que chegou a atingir a imagem do governo.

Haddad também foi derrotado no fim do ano passado, quando anunciou cortes de gasto juntamente com a proposta que isenta de Imposto de Renda (IR) quem ganha até R$ 5 mil por mês. Na oportunidade, prevaleceu o entendimento de que o governo deveria amenizar o custo político ao anunciar corte de gastos. Contudo, a medida foi mal recebida pelo mercado, provocando a elevação do dólar, que chegou a ultrapassar os R$ 6,30, além de derrubar a Bolsa.

Posteriormente, a indicação de Gleisi Hoffmann (PT) para a Secretaria de Relações Institucionais também foi vista como um revés para Fernando Haddad, já que Gleisi, assim como o ministro-chefe da Casa Civil, Rui Costa (PT), tem o entendimento de que a política deve ditar os rumos da economia e não o inverso.

Mesmo que a revogação do decreto que aumentava o IOF não deva repercutir negativamente na popularidade de Lula, o ruído na comunicação intensifica a falta de credibilidade dos agentes econômicos no governo, tornando mais difícil uma melhora consistente dos indicadores econômicos, em especial no campo fiscal.

O decreto que aumenta o IOF faz eco às críticas de que a gestão de Haddad aumenta impostos. Não por acaso, os memes “Taxxad” voltaram a circular, fazendo com que o governo temesse a repetição do desgaste provocado pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) no episódio da fiscalização do Pix, quando um vídeo de sua autoria criticando o governo teve grande engajamento nas redes sociais.

Brasil cria 257,5 mil empregos formais em abril, melhor resultado para o mês desde 2020

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Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

O Brasil registrou saldo positivo de 257.528 empregos com carteira assinada em abril, segundo dados do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged) divulgados nesta quarta-feira (28) pelo Ministério do Trabalho e Emprego. O resultado superou as expectativas de analistas, que previam cerca de 175 mil vagas, e representa o melhor desempenho para o mês desde o início da série histórica do Novo Caged, em 2020.

No acumulado do ano, o país já gerou 922 mil vagas formais. Nos últimos 12 meses (maio de 2024 a abril de 2025), o saldo positivo é de 1,64 milhão de novos empregos. O estoque total de vínculos celetistas ativos chegou a 48,12 milhões em abril, com variação de +0,54% em relação ao mês anterior.

Setores e regiões

O saldo de abril decorreu de 2.282.187 admissões e 2.024.659 desligamentos. Todos os grandes setores apresentaram saldo positivo:

  • Serviços: +136.109 vagas

  • Comércio: +48.040 vagas

  • Indústria: +35.068 vagas

  • Construção: +34.295 vagas

  • Agropecuária: +4.025 vagas

Todas as 27 unidades da federação tiveram variação positiva. Os maiores saldos foram registrados em São Paulo (+72.283), Minas Gerais (+29.083) e Rio de Janeiro (+20.031). Os menores saldos ficaram com Alagoas (+414), Roraima (+669) e Acre (+760).

Perfil das contratações

  • Homens: 133.766 vagas

  • Mulheres: 123.762 vagas

  • Faixa etária com maior saldo: 18 a 24 anos (+126.300)

  • Maior saldo por escolaridade: ensino médio completo (+191.084)

  • Faixa salarial predominante: até 1,5 salários mínimos (+178.593)

  • Raça/cor: pardos (+171.377), brancos (+78.400)

Salários

O salário médio real de admissão em abril foi de R$ 2.251,81, alta de 0,71% em relação a março e de 0,28% em relação a abril de 2024, já descontada a inflação.

Avaliação do governo

O ministro do Trabalho, Luiz Marinho, destacou que o resultado reflete o esforço do governo para manter a economia funcionando, mas voltou a criticar o patamar elevado da taxa Selic, atualmente em 14,75%. Segundo Marinho, os juros altos dificultam a geração de empregos e o crescimento econômico.

“Os juros estão excessivamente elevados e a gente sempre registra isso. O empresariado reclamando dos juros e a gente sempre alerta para a bússola do Banco Central ser melhor calibrada do ponto de vista de pensar o futuro. O que está acontecendo é a projeção de um crescimento um pouco menor do que foi o ano passado”, disse.

Zoológico de Brasília é fechado temporariamente por suspeita de gripe aviária

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Brasília (DF), 28/05/2025 - O Zoológico de Brasília precisou fechar as portas por suspeitas de casos de gripe aviária. Segundo informações preliminares, um pombo e um pato foram encontrados mortos e levantaram suspeitas sobre a infecção.
Foto: Joédson Alves/Agência Brasil

O Jardim Zoológico de Brasília foi fechado temporariamente a partir desta quarta-feira (28), após a identificação de duas aves silvestres mortas — um pombo e um marreco irerê — nas dependências do local. As aves eram de vida livre, e não faziam parte do plantel do zoológico. Amostras dos animais foram recolhidas pela Secretaria de Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural do Distrito Federal (Seagri-DF) e enviadas ao Laboratório Federal de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) para análise de possíveis casos de gripe aviária.

Segundo o governo do DF, a medida é preventiva e segue protocolos de biossegurança para proteger a saúde dos animais, dos colaboradores e dos visitantes. Não há previsão para a reabertura do zoológico, que dependerá dos resultados laboratoriais e da ausência de risco à saúde pública. A Seagri-DF reforçou que não há nenhum outro caso suspeito registrado no Distrito Federal, seja em animais de vida livre, domésticos ou comerciais.

O órgão também destacou que não há risco à saúde humana no consumo de carne de frango e ovos devidamente inspecionados. A gripe aviária não é transmitida por meio da ingestão desses alimentos, desde que estejam bem cozidos. A transmissão ocorre por contato direto com aves vivas infectadas, sendo o risco de infecção humana considerado baixo.

Foco controlado no RS

O fechamento do Zoológico de Brasília ocorre em meio à atenção nacional após a confirmação do primeiro foco de gripe aviária em granja comercial no município de Montenegro, no Rio Grande do Sul, em maio. O ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, afirmou nesta terça-feira (27) que o foco está controlado e que o Brasil aguarda o prazo de 28 dias sem novos registros para se autodeclarar livre da doença. A expectativa é de que, com o controle do surto, exportações de carne de frango para mercados internacionais que suspenderam temporariamente as compras possam ser retomadas.

Sobre a gripe aviária

A influenza aviária (H5N1) afeta principalmente aves, mas pode infectar mamíferos em casos raros. A transmissão ocorre pelo contato com aves doentes, água ou materiais contaminados. O consumo de carne de frango e ovos permanece seguro, desde que os alimentos sejam devidamente preparados.

Coreia do Norte alerta que “Domo de Ouro” dos EUA pode desencadear guerra nuclear no espaço

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Donald Trump e Kim Jong-un
Foto: Leah Millis

A Coreia do Norte emitiu um comunicado nesta terça-feira (27), condenando o projeto dos Estados Unidos de criar o “Domo de Ouro” (Golden Dome), um sistema de defesa antimísseis que inclui componentes espaciais. Segundo Pyongyang, a iniciativa pode “transformar o espaço sideral em um potencial campo de guerra nuclear” e desencadear uma corrida armamentista global. A China também expressou preocupação, classificando o plano como uma ameaça ao equilíbrio estratégico internacional.

O que é o “Domo de Ouro”?

O sistema, proposto pelo presidente Donald Trump, visa “proteger” os EUA de ameaças aéreas de “próxima geração”, incluindo:

  • Mísseis balísticos intercontinentais;

  • Mísseis hipersônicos;

  • Mísseis de cruzeiro avançados;

  • Ataques com drones e veículos aéreos não tripulados.

O projeto prevê uma arquitetura multicamadas, com interceptores espaciais capazes de destruir mísseis inimigos durante a fase de lançamento (“boost phase”), além de sensores orbitais para rastreamento em tempo real. A previsão é que o sistema seja operacional até o final do atual mandato de Trump, em janeiro de 2029.

Críticas da Coreia do Norte e da China

O Ministério das Relações Exteriores norte-coreano acusou os EUA de buscar “segurança absoluta a qualquer custo”, violando o princípio de segurança coletiva entre nações. Em comunicado divulgado pela agência estatal KCNA, Pyongyang afirmou:

“O Domo de Ouro é o ápice da arrogância e da autossuficiência. Os EUA, obcecados em militarizar o espaço, estão pavimentando o caminho para uma corrida armamentista nuclear espacial.”

A China também se posicionou contra o projeto. Na semana passada, o Ministério das Relações Exteriores chinês declarou que o sistema tem “fortes implicações ofensivas” e mina a estabilidade global. Pequim pediu que Washington abandone o plano.

Desafios técnicos e financeiros

Especialistas alertam que o Domo de Ouro enfrenta obstáculos significativos:

  • Custos exorbitantes: Orçamento inicial de US$ 25 bilhões (R$ 141 bilhões), com previsão de chegar a US$ 500 bilhões (R$ 2,8 trilhões) em décadas;

  • Complexidade tecnológica: Interceptação de mísseis em fase inicial exige precisão milimétrica e satélites em órbitas sincronizadas;

  • Riscos políticos: Projeto pode intensificar tensões com Rússia e China, que já desenvolvem sistemas hipersônicos avançados.

Senado analisa incentivo para companhias aéreas operarem rotas regionais no Norte

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Foto: FAB

O Senado analisa o Projeto de Lei 1.600/2025, que cria o Programa de Aviação Regional da Região Norte (Parno) e propõe incentivos econômicos para empresas aéreas operarem voos regulares em aeroportos regionais dos estados do Acre, Amapá, Amazonas, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins. O objetivo é ampliar a oferta de voos, reduzir o isolamento de cidades afastadas e tornar o transporte aéreo mais acessível e eficiente na região.

Como funcionará o incentivo

De acordo com o texto, a União arcará com o pagamento das tarifas de navegação aérea nos aeroportos regionais e subsidiará parte dos custos de até 60 passageiros por voo em trechos que tenham origem ou destino nesses aeroportos. O benefício será destinado a aeroportos de pequeno ou médio porte, com movimentação inferior a um milhão de passageiros por ano.

O subsídio será limitado a até 20% dos recursos do Fundo Nacional de Aviação Civil (FNAC) e só poderá ser concedido para voos domésticos regulares e ligações sistemáticas. As empresas interessadas deverão firmar contrato com a União e operar a rota por pelo menos 180 dias após cada pagamento.

Critérios e fiscalização

As subvenções serão calculadas levando em conta o aeroporto atendido, os quilômetros voados, o consumo de combustível e outros critérios definidos em regulamento. Caso descumpram as regras, as empresas deverão devolver os valores recebidos, corrigidos pela inflação, referentes ao período restante da operação originalmente prevista.

Todas as empresas que atenderem aos requisitos legais e regulamentares poderão ser contempladas, sem restrição de concorrência. O projeto prevê ainda que o Parno vigore por cinco anos, prorrogáveis por igual período, mediante avaliação anual do Executivo.

Impacto esperado

O senador Dr. Hiran (PP-RR), autor do projeto, destaca que o Parno busca viabilizar voos em regiões onde a demanda é baixa e os custos operacionais são elevados, tornando possível a atuação de empresas que hoje não conseguem atender cidades isoladas. A expectativa é que o programa aumente a concorrência, reduza o preço das passagens e fortaleça a integração regional, já que, em muitos casos, a única alternativa de transporte é o fluvial.

O texto tramita na Comissão de Desenvolvimento Regional e Turismo (CDR) e ainda passará pela Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), responsável pela decisão final antes do envio ao plenário.

BNDES atinge R$ 2 bilhões em aprovações com recursos do FUST

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Foto: Shutterstock

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) atingiu a marca de R$ 2 bilhões em aprovações para operações com recursos do Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações (FUST), em parceria com o Ministério das Comunicações. O resultado, anunciado nesta terça-feira (27), reflete um avanço de políticas públicas voltadas à democratização do acesso à internet, fortalecimento da concorrência e redução das desigualdades regionais no Brasil.

Expansão da conectividade e apoio a pequenos provedores

Desde setembro de 2023, 104 empresas de telecomunicações foram apoiadas em 923 municípios das cinco regiões do Brasil. Apenas em 2025, 79 provedores receberam apoio, mais que o triplo do registrado em todo o ano anterior. Cerca de 90% das operações beneficiam micro, pequenas e médias empresas, que são fundamentais para levar internet a áreas remotas e periferias, especialmente nas regiões Norte e Nordeste.

O FUST também viabilizou projetos de infraestrutura em 538 municípios, com implantação de 8 mil km de fibra óptica e potencial para atender 770 mil lares brasileiros. Além disso, 679 favelas foram incluídas em projetos de conectividade móvel, beneficiando populações antes desassistidas.

Educação, inclusão e resposta emergencial

Os investimentos apoiaram a conexão de 1,8 mil escolas públicas, beneficiando mais de 40 mil alunos. Em resposta à tragédia climática no Rio Grande do Sul, o BNDES destinou R$ 322 milhões em crédito emergencial, beneficiando 85 provedores e 350 municípios, o que permitiu restabelecer ou garantir 794 mil acessos à internet, essenciais para a retomada da vida e da economia local.

O programa BNDES FUST Automático oferece três modalidades de apoio: Crédito Conectividade, FUST Emergencial e FUST Equipamentos, permitindo que até 4 mil pequenos provedores possam acessar financiamentos de até R$ 5 milhões, desde que ampliem sua base de assinantes. O orçamento para pequenos provedores foi ampliado em 75%, de R$ 200 milhões para R$ 350 milhões, facilitando o acesso ao crédito por meio de bancos parceiros como BRDE, Itaú e Bradesco.