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Bolsa Família evitou mais de 700 mil mortes em 15 anos, aponta estudo

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Brasília (DF), 20/10/2023 - A ex-beneficiária do Bolsa Família, Raquel Lima Clemente, durante cerimônia comemorativa dos 20 anos de criação do programa Bolsa Família, no Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS).
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O Programa Bolsa Família evitou mais de 700 mil mortes e 8 milhões de internações hospitalares entre 2004 e 2019, segundo pesquisa publicada na última quinta-feira (29) na revista científica The Lancet Public Health. O estudo, conduzido por pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Universidade Federal da Bahia e Universidade de Barcelona, analisou dados de mortalidade e hospitalizações em 3.671 municípios brasileiros, abrangendo 87% da população do país.

Impacto direto na saúde pública

Os efeitos do Bolsa Família foram especialmente significativos para crianças menores de cinco anos e idosos acima de 70 anos. Em municípios com maior cobertura do programa e benefício médio mais alto, a mortalidade infantil caiu 33%, e as internações de idosos foram reduzidas pela metade.

Além de combater a pobreza, o Bolsa Família mostrou efeitos diretos sobre a saúde da população. “Nosso estudo mostra que políticas de transferência de renda bem estruturadas podem salvar vidas”, afirma Daniella Cavalcanti, uma das autoras da pesquisa.

Condicionalidades

O programa exige que famílias beneficiárias cumpram condicionalidades, como manter o calendário de vacinação em dia, acompanhamento nutricional das crianças e realização de pré-natal pelas gestantes. Essas exigências aproximam as famílias dos serviços de saúde e educação, favorecendo o diagnóstico precoce e o tratamento de doenças, e contribuindo para a redução das taxas de mortalidade e internação.

As projeções do estudo indicam que, se o Bolsa Família for expandido até 2030, poderá evitar outras 683 mil mortes e mais de 8 milhões de internações. Por outro lado, a redução do programa aumentaria significativamente a mortalidade no país.

Relevância social e econômica

Os pesquisadores destacam que o Bolsa Família não é apenas uma política de combate à pobreza, mas também um investimento em saúde pública e mobilidade social. O programa, atualmente, atende mais de 20 milhões de famílias, com valor médio do benefício de R$ 667,49. Especialistas ressaltam que, além do impacto ético, o programa reduz custos do sistema de saúde e gera ganhos econômicos de longo prazo.

Mercado reduz projeção de inflação para 2025 e eleva estimativa de crescimento para 2026

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Foto: Reprodução

Os analistas do mercado financeiro consultados pelo Banco Central (BC) revisaram para baixo a projeção da inflação para 2025 e elevaram a estimativa de crescimento econômico para 2026, segundo o Boletim Focus divulgado nesta segunda-feira (2).

Inflação

A expectativa para o IPCA em 2025 caiu de 5,50% para 5,46%, mas permanece acima do teto da meta de 4,50% estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). O centro da meta é de 3%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual. Para os anos seguintes, as projeções foram mantidas: 4,50% em 2026 e 4,00% em 2027. Para 2028, houve leve alta, de 3,81% para 3,85%.

PIB

A projeção para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 2025 recuou levemente, de 2,14% para 2,13%. Já para 2026, houve revisão para cima: de 1,70% para 1,80%. Para 2027 e 2028, as estimativas permanecem em 2,00% ao ano. A revisão ocorre após o IBGE divulgar alta de 1,4% no PIB do primeiro trimestre de 2025, impulsionada pelo agronegócio e pelo setor de serviços.

Câmbio

As projeções para o dólar não mudaram: a moeda americana deve encerrar 2025 em R$ 5,80, subir para R$ 5,90 em 2026 e voltar a R$ 5,80 em 2027. Para 2028, a expectativa é de R$ 5,80.

Juros

O mercado manteve a estimativa para a taxa Selic em 14,75% até o fim de 2025. A previsão é de queda gradual nos anos seguintes: 12,50% em 2026 e 10,50% em 2027, chegando a 10% em 2028.

Termômetro das expectativas

Boletim Focus é divulgado semanalmente pelo Banco Central, e reúne projeções de economistas, analistas e operadores do mercado financeiro. Ele serve como um termômetro das expectativas econômicas, e influencia decisões de empresas, investidores e do próprio governo.

Endividamento familiar volta a crescer em março e chega a 48,6%, aponta BC

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Foto: Reprodução/EBC

O endividamento das famílias brasileiras retornou ao patamar de 48,6% no mês de março, segundo dados do Banco Central. O indicador havia alcançado esse patamar em janeiro deste ano, mas apresentou recuo no mês de fevereiro.

As oscilações, entretanto, não representam desaceleração, mas mostram que o endividamento segue elevado, com alta de 0,8 p.p. nos últimos doze meses. A última vez que o endividamento chegou a valores maiores que os atuais foi em maio de 2023, quando foi registrado em 48,8%.

A alta do endividamento converge com os períodos de alta da Selic. Em 2023, por exemplo, a taxa básica de juros da economia estava em 13,75%, patamar restritivo. Já neste primeiro trimestre de 2025, o BC voltou a elevar a Selic, que se encontra em 14,75% atualmente.

Outro dado que mostra a pressão sobre o orçamento família brasileiro é a inadimplência. Considerados os atrasos superiores a 90 dias, o indicador situou-se em 3,5% da carteira, com aumento mensal de 0,3 p.p. Nos último doze meses, a inadimplência no crédito às famílias cresceu 0,4 p.p.

Comprometimento da renda

A nota de estatísticas de crédito do BC traz ainda dados sobre o comprometimento da renda das famílias com dívidas, que chegou a 27,2%, incluindo financiamentos imobiliários. Apesar de apresentar queda de 0,1 p.p. em março, na comparação com fevereiro, o indicador apresenta alta de 1 p.p. nos últimos doze meses.

O comprometimento foi verificado também em patamar recorde desde 2023. Em julho daquele ano, o percentual foi verificado em 27,3%, mesmo valor alcançado em fevereiro deste ano. Com a tendencia de manutenção da Selic em patamares elevados, ou uma queda mais lenta, a tendencia é que a renda brasileira permaneça com o comprometimento elevado.

Análise: A posição estratégica do PSD para 2026

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Eduardo Leite (PSD)
Foto: Foto: Alexssandro Loyola/Lid. do PSDB na Câmara

O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSD), durante passagem por Brasília na semana passada, encontrou-se na Câmara dos Deputados, pela primeira vez, com a bancada do partido ao qual recentemente se filiou. Leite também confirmou que é pré-candidato ao Palácio do Planalto nas eleições de 2026. Por sua vez, o governador do Paraná, Ratinho Júnior (PSD), posicionou-se igualmente como pré-candidato à Presidência em entrevista concedida à Jovem Pan.

As manifestações de Leite e de Ratinho não são novidade. Vale lembrar que o presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, já havia dito que os governadores do Rio Grande do Sul e do Paraná são pré-candidatos do partido ao Planalto. Até o próximo ano, Leite e Ratinho farão movimentos com o objetivo de viabilizar uma eventual candidatura própria do PSD à Presidência.

Entretanto, o futuro do partido dependerá do futuro político do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos). O próprio Kassab tem afirmado que o futuro do PSD depende de Tarcísio. Ou seja, caso Tarcísio concorra à Presidência da República, o PSD vai apoiá-lo, o que inviabilizaria o projeto nacional de Eduardo Leite e de Ratinho Júnior.

Por outro lado, caso Tarcísio opte por concorrer à reeleição – o que também é defendido publicamente por Kassab –, abrem-se possibilidades para o PSD. Apesar das indefinições que cercam a sucessão de 2026 no campo da centro-direita, Leite e Ratinho continuarão suas movimentações políticas, já que caso Tarcísio não dispute a eleição presidencial poderá ser aberto um espaço para a construção de uma candidatura própria do PSD. Nesse caso, uma disputa interna entre Leite e Ratinho no PSD poderá ocorrer.

Robustecido após o desempenho nas eleições municipais do ano passado, quando elegeu o maior número de prefeitos no país, o PSD ocupa uma posição estratégica no tabuleiro de 2026. Assim, o apoio do PSD a Tarcísio pode fortalecer a construção de uma aliança de centro-direita. Por outro lado, se Tarcísio não disputar o pleito e o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) insistir em escolher seu candidato sem uma articulação com as demais forças de centro e direita, o PSD poderá traçar um caminho próprio, fragmentando a centro-direita.

Hábil articulador, Gilberto Kassab tem a dimensão dessa força do PSD. Ao mesmo tempo que atrela o futuro do partido a Tarcísio, revela poder ao colocar dois pré-candidatos no tabuleiro. Até mesmo uma eventual aliança com o presidente Lula (PT) – apesar de improvável – não é totalmente descartada.

Como será a semana – 02/6 a 06/6

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Como será a semana, agenda

Semana com pouca atividade no Congresso Nacional devido ao XI Fórum Parlamentar do BRICS em Brasília. Na segunda-feira, a Câmara pode votar a urgência para o projeto que beneficia a indústria química. No Supremo, destaque para o julgamento sobre a responsabilidade das big techs em relação ao Marco Civil da Internet.

AGENDA POLÍTICA DA SEMANA

Segunda-feira (02/06):

  • A Câmara pode votar a urgência para o projeto de lei (PL 892/25) que institui o Programa Especial de Sustentabilidade da Indústria Química (Presiq).

Terça-feira (03/06):

  • O Congresso recebe o XI Fórum Parlamentar do Brics, com participação de 31 casas legislativas e cerca de 150 parlamentares de outros países.

  • O IBGE divulga a produção industrial de abril.

Quarta-feira (04/06):

  • O Supremo Tribunal Federal (STF) julga dois recursos extraordinários (RE 1.037.396 e RE 1.057.258) que questionam a constitucionalidade do artigo 19 do Marco Civil da Internet, dispositivo que isenta as plataformas de responsabilidade civil por conteúdos de terceiros, salvo em caso de descumprimento de ordem judicial de remoção.

  • O STF também pode continuar o julgamento de ação que discute a incidência da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide) sobre o envio de recursos ao exterior, com impacto estimado de R$ 19,6 bilhões para os cofres públicos em caso de derrota.

  • Prevista divulgação de pesquisa Quaest sobre avaliação do governo Lula.

  • O ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, viaja para França e Santarém para participar de agenda para promoção da carne brasileira e da cerimônia de recebimento, pelo Brasil, da certificação do status sanitário de livre de Febre Aftosa sem vacinação, reconhecido pela Organização Mundial da Saúde Animal, além da abertura oficial do Pavilhão BRASIL na 61ª Feira Nacional de Agricultura e reuniões bilaterais com o Ministro da Agricultura e Pescas de Portugal e com o Comissário Europeu para a Agricultura e Alimentação.

  • O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, e os diretores Renato Gomes e Gilneu Vivan participam, em São Paulo, às 9h30, do lançamento do Pix Automático.

Quinta-feira (05/06):

  • A ADBID promove o Fórum: Infraestrutura, caminho para o desenvolvimento sustentável, com participação de ministros e juízes de tribunais superiores.

  • O ex-presidente Jair Bolsonaro deve prestar depoimento à Polícia Federal no inquérito aberto no STF sobre a atuação do filho, deputado Eduardo Bolsonaro, contra instituições brasileiras nos EUA, incluindo o STF.

  • A Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do MDIC divulga o resultado da balança comercial em maio.

Sexta-feira (06/06):

  • O STF julga, por meio do plenário virtual, ação sobre a incidência do IRPJ e da CSLL sobre o lucro de controladas ou coligadas localizadas em países com tratado com o Brasil para evitar a bitributação. O julgamento vai até o dia 13.

  • O STF julga, também pelo plenário virtual, ação sobre revisão da vida toda das aposentadorias do INSS, com julgamento até o dia 13.

  • O STF pode concluir julgamento da ação sobre a incidência de PIS/Cofins e CSLL sobre valores resultantes dos atos cooperativos próprios das sociedades cooperativas.

  • O STF pode concluir julgamento sobre a contribuição previdenciária das cooperativas em alíquotas superiores à das empresas em geral.

  • O STF pode concluir julgamento sobre a possibilidade de candidaturas independentes no Brasil, permitindo a candidatura sem filiação partidária.

  • A Confederação Nacional da Indústria divulga boletim com Indicadores Industriais.

Veja como como será o clima no Brasil em Junho

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Foto: Reprodução/EBC

A previsão climática para o mês de junho, divulgada nesta quinta-feira (29) pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), indica volumes de chuva acima da média nas porções norte e leste da Região Nordeste, no Rio Grande do Sul e no norte da Região Norte. Já nas regiões Centro-Oeste, Sudeste, interior do Nordeste, sul da Amazônia, Paraná e Santa Catarina, a expectativa é de chuvas dentro ou abaixo da média climatológica.

No Nordeste, os maiores acumulados devem ocorrer no norte do Maranhão, Piauí e Ceará, além da faixa litorânea entre a Paraíba e Sergipe. Nessas áreas, os volumes podem ultrapassar os 80 mm. No interior da região, porém, é esperada redução significativa das chuvas, com acumulados abaixo de 60 mm, especialmente no oeste da Bahia, sul do Maranhão e do Piauí, onde há possibilidade de dias consecutivos sem precipitação.

Chuva

Na maior parte das regiões Centro-Oeste e Sudeste, as chuvas devem ficar próximas à média histórica, com volumes inferiores a 100 mm. Em estados como Mato Grosso do Sul e São Paulo, a previsão é de precipitações entre 30 mm e 80 mm, com tendência de ficarem abaixo dessa faixa.

No Sul do país, Paraná e Santa Catarina devem registrar chuvas próximas ou abaixo da média (tons cinza e amarelo no mapa), com acumulados inferiores a 180 mm. O Rio Grande do Sul, por outro lado, deve receber volumes acima da média, com possibilidade de ultrapassarem os 140 mm ao longo do mês.

Temperaturas acima da média

A previsão de temperatura indica que os termômetros devem ficar acima da média em grande parte do país (regiões em laranja no mapa da Figura 1b). Nas regiões Norte e Nordeste, as temperaturas devem se manter próximas à climatologia, variando entre 25°C e 28°C.

Mesmo com tendência de elevação térmica no Centro-Sul, os valores devem permanecer abaixo de 20°C em áreas do centro-sul de Minas Gerais, leste de São Paulo, sul de Mato Grosso do Sul, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Em regiões de maior altitude do Sul e Sudeste, a entrada de massas de ar frio pode provocar quedas acentuadas nas temperaturas, que podem chegar abaixo dos 15°C.

Impactos nas lavouras

Segundo o Inmet, os efeitos das condições climáticas previstas podem afetar de forma diferente as culturas agrícolas do país. As chuvas acima da média no leste do Nordeste tendem a beneficiar os cultivos de feijão e milho da terceira safra na região do Sealba (Sergipe, Alagoas e Bahia). Já no Matopiba (Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia), a tendência de redução das chuvas pode gerar restrição hídrica, especialmente durante a fase de floração do milho segunda safra, período que exige maior disponibilidade de água.

Foto: Reprodução

No Centro-Oeste e Sudeste, os volumes de chuva previstos devem ser suficientes para favorecer a maturação e a colheita da cana-de-açúcar e do café. Em Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, as condições climáticas não devem impactar negativamente as culturas de trigo e milho segunda safra.

Na Região Sul, o cenário de chuvas próximas ou abaixo da média no Paraná e Santa Catarina favorece a finalização da colheita dos cultivos de primeira safra e do feijão da segunda safra.

Retrovisor Político: aumento do IOF pressiona governo, STF investiga Eduardo Bolsonaro e Senado aprova medidas importantes

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A semana (26-30) no cenário político foi marcada por embates no Congresso, decisões relevantes do Supremo Tribunal Federal e movimentações internacionais que impactam a economia global. O Retrovisor Político dessa semana traz os principais destaques:

IOF

O aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) anunciado pelo governo gerou forte repercussão negativa no Congresso. Com o risco de o decreto ser derrubado, os presidentes da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), reuniram-se com o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e definiram um prazo de 10 dias para que o Executivo apresente uma alternativa ao reajuste. O vice-presidente da Arko Advice, Cristiano Noronha, comentou os efeitos políticos da medida e os desafios enfrentados por Haddad para manter apoio no Parlamento.

STF investiga Eduardo Bolsonaro

No Judiciário, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, autorizou a abertura de inquérito contra o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP). Ele é investigado por suspeita de coação, tentativa de obstrução de justiça e incitação a golpe de Estado. O CEO da Arko Advice, Murillo de Aragão, analisou o impacto do inquérito sobre o ambiente político e o discurso da oposição.

Regulação das apostas esportivas

No Senado, foi aprovado o projeto que impõe restrições à publicidade de apostas esportivas, as chamadas “bets”. A proposta proíbe a participação de artistas, influenciadores digitais e atletas nas propagandas, além de vetar elementos que atraiam o público infantil. A divulgação também ficará restrita a determinados horários.

Agora, o texto segue para análise na Câmara dos Deputados. O analista político Pedro Leal explica que o projeto enfrentará forte lobby do setor, e negociações devem se intensificar nos próximos dias.

Cenário internacional: tarifas e tensões

Nos Estados Unidos, o Tribunal de Comércio Internacional de Nova York suspendeu o chamado “tarifaço” proposto pelo ex-presidente Donald Trump. A Casa Branca recorreu da decisão, mas por enquanto, a medida segue barrada.

Além disso, Trump adiou a imposição de tarifas de 50% contra produtos da União Europeia. Prevista para entrar em vigor em 1º de junho, a cobrança foi remarcada para 9 de julho, em meio às tentativas de negociação com o bloco europeu. O analista Pedro Carvalho destacou como essas decisões influenciam as estratégias políticas e econômicas do republicano em ano eleitoral.

Reajuste e reforma administrativa

No Brasil, o Senado aprovou o projeto que concede reajuste a servidores do Poder Executivo e cria novas carreiras. O texto já havia passado pela Câmara e agora segue para sanção presidencial, sem alterações.

Em outra frente, o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), determinou a criação de um grupo de trabalho para discutir a reforma administrativa. Segundo ele, a proposta é um dos caminhos para o equilíbrio fiscal e o controle dos gastos públicos.

Reforma administrativa reduzirá supersalários e privilégios do setor público, diz coordenador

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Pedro Paulo
Foto: Agência Câmara

Em conversa com a Arko Advice, o deputado Pedro Paulo (PSD-RJ) — coordenador do grupo de trabalho (GT) sobre a reforma administrativa – antecipou elementos acordados com o Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) para o relatório final. Segundo o deputado, o texto trará a redução dos supersalários e de privilégios do servidor público, como também, ampliará a digitalização do governo, trabalhará a meritocracia, mas sem retirar direitos dos servidores. Nesta semana, o grupo de trabalho se reuniu com a ministra da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos do Brasil, Esther Dweck, e a equipe técnica da área.

Na última quinta (29), a mesa diretora da Casa publicou, oficialmente, a criação do GT. A partir de então, em um prazo de 45 dias, o grupo deve apresentar uma proposta a Casa. No total, 14 parlamentares integram o grupo, sendo eles os deputados André Figueiredo (PDT-CE), Capitão Augusto (PL-SP), Dr. Frederico (PRD-MG), Fausto Santos Jr. (União-AM), Dep. Julio Lopes (PP-RJ), Luiz Carlos Hauly (Pode-PR) e Pedro Uczai (PT-SC), além do coordenador Pedro Paulo.

Constituem também o grupo líderes partidários da Casa como Aureo Ribeiro (Solidariedade-RJ), Gilberto Abramo (Republicanos-MG), Marcel van Hattem (Novo-RS), Talíria Petrone (Psol-RJ), Neto Carletto (Avante-BA) e Pedro Campos (PSB/PE).

Tema tem apoio de Hugo Motta

Segundo o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), a expectativa é votar o texto final em Plenário ainda neste semestre, antes do recesso parlamentar de julho. Motta também compartilhou aos parlamentares, em Plenário na última quarta (28), que considera o assunto da reforma administrativa mais urgente que, por exemplo, o do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF).

Nesta semana, em repercussão ao decreto do governo que aumenta o imposto, deputados, senadores e frentes parlamentares ligadas ao setor produtivo se uniram para derrubar a medida. “Reforma administrativa é urgente para o país e pode ir em substituição a essa infeliz medida que o governo adotou”, afirmou.

França e Brasil debaterão IA, tarifaço e lei de antidesmatamento

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24.08.2023 - Presidente, Luiz Inácio Lula da Silva, durante coletiva de imprensa, no Hotel Leonardo. Joanesburgo - África do Sul.
Foto: Ricardo Stuckert / PR

O presidente Lula (PT) viaja para a França na próxima semana, para tratar de temas como Inteligência Artificial, o tarifaço dos EUA e a lei de antidesmatamento. Lula permanece no país do dia 4 ao dia 9 de junho.

Segundo o Itamaraty, esses temas serão levados pelo próprio presidente Lula.

Lei de antidesmatamento

A nova lei sobre o assunto do bloco econômico, entrará em vigor em 30 de dezembro de 2025. Em 22 de maio, a União Europeia fez a classificação preliminar de risco sob a nova lei antidesmatamento. Nesse texto, o Brasil foi classificado como “risco padrão”. Isso significa que, embora suas exportações sejam submetidas a verificações de rastreabilidade, essas análises serão menos rigorosas do que as aplicadas a países de alto risco.

Outro tema: Durante o encontro, o presidente brasileiro irá receber, de forma oficial, o certificado de zona livre de febre aftosa sem vacinação. Nesta quinta-feira (29), em cerimônia realizada pela OMSA (Assembleia Geral da Organização Mundial de Saúde Animal), em Paris, o Brasil teve o status reconhecido, mas Lula irá também receber a certificado.

Porque importa

A França lidera um grupo de países europeus que se opõem à ratificação do acordo negociado entre a Comissão Europeia e os países do bloco sul-americano (Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai). Uma das principais queixas era em relação a qualidade da carne brasileira. Um exemplo disso foi no ano passado, quando o CEO do Carrefour na França, Alexandre Bompard afirmou que a rede iria deixar de comercializar carnes oriundas do Brasil.

Entrevista: Mourão não descarta entrar em chapa para eleições de 2026

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O vice-presidente da República, Hamilton Mourão, durante audiência na Comissão de Relações Exteriores da Câmara.
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS) contou em conversa com o Política Brasileira que não descarta entrar em alguma chapa nas eleições de 2026. O parlamentar afirmou: “As eleições de 2026 ainda estão em um horizonte distante e muitas definições precisam ocorrer até lá. Na minha vida, sempre fui um soldado e nunca fugi das missões. Por ora, meu foco está restrito às ações do meu mandato, mas não excluo possibilidades. A direita tem nomes muito bons. Precisamos nos unir em torno deles para não deixarmos chances para a esquerda”, alertou.

O Política Brasileira também questionou o parlamentar sobre outros temas. Veja:

A anistia e a candidatura do ex-presidente Jair Bolsonaro à Presidência são temas com possibilidade de avançar no Congresso Nacional?

A anistia é um dos temas mais relevantes para o Brasil atualmente, mas sua aprovação não é simples. O ex-presidente Bolsonaro [PL] é, sem dúvida, a maior liderança nacional do campo conservador e não deveria permanecer injustamente inelegível. Assim, não há dúvida de que essa pauta precisa avançar. Só assim pacificaremos o país.

A Comissão de Agricultura e Reforma Agrária do Senado aprovou o Projeto de Lei nº 320/25, que autoriza a securitização das dívidas de produtores rurais afetados por desastres climáticos. Qual a espinha dorsal desse projeto e qual a sua importância?

Conseguimos aprovar, na Comissão de Agricultura do Senado, meu relatório favorável ao PL nº 320/25, de autoria do senador Luis Carlos Heinze [PP-RS]. O projeto garante a securitização das dívidas dos produtores rurais, minimizando as perdas ocasionadas por tragédias climáticas, como a que ocorreu no Rio Grande do Sul. Condições especiais de pagamento, como a amortização das dívidas em até 20 anos, e a renegociação de valores são medidas importantes que contam com meu irrestrito apoio. A matéria segue, agora, para a decisão final na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado.

Como estão as negociações para a formação de uma federação entre o MDB e o Republicanos?

A federação entre o Republicanos e o MDB é uma possibilidade que será avaliada pelos dirigentes das siglas, levando em consideração as vantagens que possam advir da iniciativa, especialmente diante dos cenários políticos para 2026.