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Lula garante permanência de Carlos Fávaro no Ministério da Agricultura até 2026

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Brasilia (DF), 04.04.2023 - Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante reunião com Ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, Secretário-Executivo do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Fernando Elias Rosa, e o Presidente da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), Jorge Viana. Palácio do Planalto, Brasília - DF.
Foto: Ricardo Stuckert/PR

Durante cerimônia na França nesta sexta-feira (6), o presidente Lula (PT) elogiou a condução de Carlos Fávaro (PSD) à frente do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), e garantiu que o ministro permanecerá no cargo até o início do ano que vem. Segundo Lula, Fávaro “certamente se afastará para ser candidato outra vez de alguma coisa”, indicando que o ministro pode disputar um novo cargo nas eleições de 2026, embora ainda não haja definição sobre qual será sua candidatura.

Fávaro é atualmente senador licenciado pelo Mato Grosso. Lula já havia sinalizado anteriormente que não pretendia trocar o comando da Agricultura, mesmo diante de pressões políticas e rumores de reforma ministerial.

Trajetória política

Carlos Fávaro nasceu no Paraná, e construiu sua carreira no agronegócio antes de ingressar na política. Foi presidente da Associação dos Produtores de Soja e Milho do Estado de Mato Grosso (Aprosoja-MT) e da Cooperativa Agroindustrial dos Produtores de Lucas do Rio Verde (Cooperbio Verde). Sua entrada na política se deu em 2014, quando foi eleito vice-governador do Mato Grosso. Entre 2016 e 2017, ocupou a Secretaria de Meio Ambiente do estado.

Em 2020, após a cassação da senadora Selma Arruda (PSL), Fávaro assumiu interinamente uma das vagas do Mato Grosso no Senado e, posteriormente, foi eleito em eleição suplementar, garantindo mandato até 2027. Em dezembro de 2022, foi anunciado como ministro da Agricultura para o terceiro mandato de Lula.

Inscrições para o Enem 2025 terminam nesta sexta-feira (6)

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São Paulo (SP), 10/11/2024 - Estudantes no segundo dia de provas do ENEM na UNIP Vergueiro em São Paulo.
Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil

O prazo para inscrição no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2025 termina às 23h59 desta sexta-feira (6). As inscrições devem ser feitas exclusivamente na Página do Participante, no site do Inep. O prazo também vale para pedidos de atendimento especializado e de tratamento por nome social.

As provas do Enem 2025 serão aplicadas nos dias 9 e 16 de novembro em todos os estados e no Distrito Federal. Em Belém, Ananindeua e Marituba (PA), as provas serão em 30 de novembro e 7 de dezembro, devido à realização da COP 30.

O exame mantém o formato de quatro provas objetivas (45 questões cada) e uma redação. O primeiro dia terá questões de linguagens, ciências humanas e redação; o segundo dia, matemática e ciências da natureza.

Quem deve se inscrever

  • Todos os interessados devem se inscrever, inclusive quem teve isenção da taxa ou justificativa de ausência aprovada em 2024.

  • Estudantes do 3º ano do ensino médio em escola pública têm inscrição pré-preenchida, mas precisam acessar o sistema, atualizar dados e confirmar participação. Esse grupo está isento da taxa.

  • O Enem 2025 volta a ser opção para obter certificado de conclusão do ensino médio ou declaração parcial de proficiência. Podem se inscrever maiores de 18 anos que não concluíram essa etapa e atingirem as notas mínimas exigidas (450 pontos por área e 500 na redação).

  • “Treineiros” (quem só concluirá o ensino médio após 2025 ou quer se autoavaliar) também podem participar.

Inscrição

A taxa é de R$ 85 e deve ser paga até 11 de junho, por boleto, Pix, cartão de crédito, débito em conta corrente ou poupança. O boleto fica disponível na Página do Participante após a inscrição. Estudantes concluintes do ensino médio em escola pública e inscritos no CadÚnico para certificação não precisam pagar a taxa.

Participantes que precisam de atendimento especializado devem enviar documentação comprobatória durante a inscrição. Quem já teve o pedido aprovado entre 2021 e 2024 não precisa apresentar novamente. Travestis, transexuais e transgêneros podem solicitar tratamento por nome social, que será usado em todos os documentos do exame.

Oportunidades

O Enem é a principal porta de entrada para o ensino superior no Brasil, valendo para o Sisu, Prouni e Fies. O Inep alerta para golpes e sites falsos de inscrição: o procedimento deve ser feito apenas pela Página do Participante oficial. O edital completo está disponível em Libras e em texto no site do Inep.

André Mendonça vota pela responsabilização das plataformas caso descumpram ordem judicial

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Mendonça retoma voto sobre responsabilização das redes sociais.
Foto: Nelson Jr./SCO/STF

Nesta quinta-feira (5), o STF retomou o julgamento do Marco Civil da Internet com o voto do ministro André Mendonça, que pediu vista do processo no final de 2024. O ministro votou pela constitucionalidade do artigo 19 do Marco Civil da Internet, que define a responsabilização das plataformas pelos conteúdos disponíveis nelas, quando estas descumprirem decisões judiciais que definiram a exclusão da publicação. No entanto, houve adendos.

Limites para remoção de perfis

Em Plenário, o ministro defendeu, em inúmeros momentos, a liberdade de expressão dos usuários na manifestação e acesso de ideias no ambiente digital. Nesse sentido, apontou a inconstitucionalidade da retirada e suspensão de perfis de usuários, exceto aqueles comprovadamente falsos, guiados por robôs ou que estão ligados a práticas criminosas.

Segundo ele, cabe às plataformas identificar os usuários que promovem a ofensa e o indivíduo deve ser responsabilizado via ação judicial. Quando excluído o conteúdo sem ordem judicial, é necessário assegurar que o indivíduo tenha acesso às motivações da exclusão do conteúdo, havendo possibilidade de recorrer a decisão e que também se obtenha respostas das plataformas sobre os processos adotados.

Sugestões para regulação

O ministro propôs também que o Executivo e Legislativo aprimorem a legislação da temática, mas aponta a necessidade de uma “auto regulação regulada”, realizada por um órgão independente como a CGU (Controladoria Geral da União). Segundo ele, nessa situação, o Judiciário equacionaria eventuais controvérsias.

Até o momento, além de André Mendonça, também votaram os ministros Dias Toffoli, Luiz Fux e Luís Roberto Barroso. No entanto, outros sete ministros ainda precisam votar e não há proibição para que haja outro pedido de vista.

Balança comercial registra superávit de US$ 7,24 bilhões em maio

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porto, exportação, importação
Foto: Divulgação/Porto de Santos
A balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 7,24 bilhões em maio, segundo dados divulgados nesta quinta-feira (5) pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). O resultado representa uma queda de 12,8% em relação ao mesmo mês do ano passado.
As exportações somaram US$ 30,16 bilhões, com leve retração de 0,1% na comparação com maio de 2024. Já as importações cresceram 4,7%, totalizando US$ 22,92 bilhões. A corrente de comércio (soma das exportações e importações) aumentou 1,9%, atingindo US$ 53,07 bilhões.
Entre os principais produtos que registraram queda nas exportações estão:
  • Minérios de metais preciosos e concentrados: -89,8%
  • Milho não moído: -78,7%
  • Óleos combustíveis (exceto brutos): -33,0%
  • Açúcares e melaços: -28,0%
  • Carnes de aves: -12,9%
  • Óleos brutos de petróleo: -9,7%
  • Soja: -3,9%
 Produtos apresentaram crescimento nas exportações:
  • Outros minérios de metais de base: +183,8%
  • Especiarias: +155,8%
  • Alumina (óxido de alumínio): +112,2%
  • Animais vivos (exceto pescados e crustáceos): +111,5%
  • Veículos automóveis de passageiros: +86,2%
  • Minérios de alumínio: +66,9%
  • Minérios de cobre: +30,6%
  • Café não torrado: +30,5%
  • Carne bovina: +18,8%

Importações

No acumulado de janeiro a maio, a Agropecuária teve alta de 14,3%, somando US$ 2,79 bilhões. A Indústria Extrativa apresentou forte queda de 29,5%, totalizando US$ 5,07 bilhões. Já a Indústria de Transformação cresceu 12,1%, com US$ 103,92 bilhões em importações.
De janeiro a maio de 2025, o superávit comercial acumulado foi de US$ 24,43 bilhões, uma queda expressiva de 30,6% em relação ao mesmo período do ano anterior. As exportações recuaram 0,9% e somaram US$ 136,93 bilhões, enquanto as importações cresceram 9,2%, chegando a US$ 112,49 bilhões. A corrente de comércio no período aumentou 3,4%, alcançando US$ 249,42 bilhões.

Análise: Crise nº 4 por agir antes de negociar

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Presidente Lula (PT).
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Além de gerar uma forte reação do setor privado, o governo Lula reabriu uma antiga crise com o Congresso ao editar o decreto que eleva o IOF sobre seguros, crédito e câmbio. O verbo está correto: “reabrir”. Isso porque não é de hoje que os parlamentares alertam que o governo precisa estar mais atento aos humores no Congresso antes de tomar decisões polêmicas. O Palácio do Planalto fica a menos de 300 metros da Câmara e do Senado e, mesmo assim, insiste no erro de agir por conta própria, em vez de atravessar uma faixa de pedestres para negociar com deputados e senadores.

Se o decreto do IOF for realmente derrubado, ou o governo for obrigado a recuar, não será a primeira vez que uma derrota relevante ocorrerá por falta de diálogo prévio. Em julho de 2023, o presidente Lula (PT) teve de recuar de um decreto sobre o setor de saneamento. O texto previa que empresas estaduais prestassem serviço em áreas metropolitanas, aglomerados urbanos e microrregiões sem necessidade de licitação. Na prática, Lula tentava manter as estatais de saneamento em jogo, ainda que sem licitação nem comprovação de capacidade financeira. O setor privado reagiu, o Congresso passou semanas demonstrando descontentamento e, no final, o presidente retirou trechos do decreto para evitar derrotas maiores.

Quatro meses depois, veio o “strike dois”. O Ministério do Trabalho publicou um decreto revogando a autorização permanente para trabalho nos feriados e domingos. Seria retomada a exigência de decisão em convenção coletiva para esse tipo de jornada. A Câmara ameaçou derrubar o decreto e, para evitar uma derrota, o ministério adiou a mudança da regra para julho de 2025 – prazo que se aproxima e pode provocar um novo atrito com o Congresso.

Em 2024, “strike três”: Lula editou a medida provisória que impunha restrições à compensação de créditos das contribuições ao PIS/Pasep e à Cofins. Era uma alternativa à manutenção da desoneração da folha de pagamento para 17 setores. Mas a notícia gerou revolta entre os agentes econômicos e, consequentemente, entre parlamentares. Dessa vez, coube ao então presidente do Congresso, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), reagir. Ele devolveu parcialmente a MP após uma mobilização que contou com a ação conjunta de 26 frentes parlamentares.

Assim, com o decreto do IOF, Lula chega à quarta crise gerada por medidas unilaterais. E a paciência do Congresso parece estar acabando. Se, no início do governo, Lula via o senador Davi Alcolumbre (União-AP) como um aliado próximo, agora coube justamente a Alcolumbre, presidente da Casa desde fevereiro, dar o ultimato. “Que este exemplo do IOF, dado pelo governo federal, seja o último daqueles e daquelas decisões tomadas pelo governo tentando, de certo modo, usurpar as atribuições legislativas do Poder Legislativo”, declarou. Segundo o senador, “fizeram e tomaram uma decisão unilateral que dá direito ao Parlamento de tomar uma decisão unilateral de colocar em votação o projeto de decreto legislativo”.

Países discutirão financiamento da transição energética e novos voos para o Caribe

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Caribe
Foto: Divulgação

A 55ª Reunião Anual do Conselho de Governadores do Banco de Desenvolvimento do Caribe (BDC), que será realizada em Brasília de segunda (9) a quarta-feira (12), terá como um dos principais temas a COP 30 e a necessidade de financiamento da transição energética. Uma das bandeiras é a mobilização de, no mínimo, US$ 1,3 trilhão para que o mundo se descarbonize até 2035 e o aquecimento global seja limitado a 1,5°C o quanto antes.

O tema será debatido na próxima quinta-feira (12), com a presença do governo federal e do setor empresarial. O objetivo é estudar estratégias para arrecadar esse montante.

Voos para o Caribe

Na terça-feira (10), ocorrerá o painel “Desafios e oportunidades para a melhoria da conectividade física entre Brasil e Caribe”. O objetivo, de acordo com informações divulgadas pelo Ministério do Planejamento e Orçamento (MPO), é ampliar o número de voos entre os países.

Com isso, espera-se alcançar benefícios como o aumento do fluxo turístico e das exportações de alimentos brasileiros.

O evento poderá contar com a presença da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), de ministros da Economia dos países envolvidos e de representantes do setor privado.

Trump e Xi Jinping conversam sobre tarifaço e sinalizam continuidade das negociações

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Donald Trump, Xi Jinping
Foto: AP

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quinta-feira (5) que conversou por telefone com o presidente da China, Xi Jinping, sobre as “complexidades” do acordo comercial firmado recentemente entre os dois países. Segundo Trump, a conversa durou cerca de uma hora e meia, e teve “uma conclusão muito positiva para ambos os países”, embora não tenham sido divulgados detalhes adicionais.

O republicano destacou que “não deve haver mais dúvidas quanto à complexidade dos produtos de Terras Raras”, e anunciou que representantes de alto escalão dos dois governos se reunirão em breve para aprofundar as negociações.

Trégua na guerra tarifária

O telefonema ocorre em meio a um cenário de tensão e incerteza. Na véspera, Trump havia classificado Xi como “muito duro” e “extremamente difícil de fazer um acordo”. O acordo temporário firmado em 12 de maio, após reunião em Genebra, estabeleceu a redução, por 90 dias, das tarifas americanas sobre importações chinesas de 145% para 30%, e das tarifas chinesas sobre produtos dos EUA de 125% para 10%. Desde então, no entanto, as negociações têm enfrentado dificuldades, com acusações dos EUA de que a China teria violado o acordo — algo negado por Pequim, que prometeu “medidas firmes” para proteger seus interesses.

Xi Jinping, por sua vez, afirmou nesta quinta-feira que a China cumpriu o acordo “de maneira séria e sincera” e defendeu que “diálogo e cooperação são a única escolha correta para China e Estados Unidos”. O presidente chinês também ressaltou a necessidade de respeito mútuo e de resultados que beneficiem ambos os países.

Terras Raras

O tema das tarifas sobre produtos de Terras Raras foi um dos pontos sensíveis da conversa, em meio a medidas recentes da China de restringir exportações de minerais estratégicos. Trump informou que os EUA serão representados nas próximas reuniões pelo secretário do Tesouro, Scott Bessent, pelo secretário do Comércio, Howard Lutnick, e pelo representante comercial Jamieson Greer.

Além da China, Trump afirmou que espera avançar em novos acordos comerciais com a Alemanha e outros parceiros, prometendo incluir cláusulas sobre petróleo e gás nos futuros tratados.

Motta e Alcolumbre fazem balanço do BRICS Parlamentar

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11º Fórum Parlamentar do Brics - Brasil 2025 - Entrevista Coletiva. Presidente do Senado Federal, senador Davi Alcolumbre (União-AP), e o presidente da Câmara dos Deputados, deputado Hugo Motta (Republicanos-PB), fazem declaração conjunta sobre o Brics.
Foto: Carlos Moura/Agência Senado

Durante coletiva do 11º Fórum Parlamentar do BRICS nesta quinta-feira (5), o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), foi questionado se o projeto de lei sobre o licenciamento ambiental (PL 2.159/21) pode atrapalhar acordos com a União Europeia, e afetar investimentos na área ambiental. Segundo ele, o tema não foi citado nas reuniões do evento, e, nos debates sobre meio ambiente, não houve nenhuma preocupação manifestada a respeito das mudanças na legislação ambiental.

Hugo Motta afirmou que o texto do projeto será tratado com equilíbrio na Câmara dos Deputados.

“Eu penso que o equilíbrio está entre a preservação do meio ambiente e a melhoria da qualidade de vida das pessoas por meio do desenvolvimento econômico, que é gerado através das oportunidades de trabalho”, disse o presidente.

Motta acrescentou que, em reunião com a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva (Rede), se comprometeu a ouvir sugestões de todos os setores envolvidos antes de escolher o relator da proposta. O projeto de licenciamento ambiental foi aprovado no Senado no mês passado, e agora tramita na Câmara.

O 11º Fórum Parlamentar do BRICS contou com delegações de 15 países que fazem parte do bloco de forma permanente, ou que são parceiros.

Moeda do Brics

Motta e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), comentaram sobre a proposta de criação de uma moeda comum para o bloco.

Alcolumbre afirmou: “Eu ainda não percebi uma prioridade clara na agenda. Estou tentando entender melhor. Do ponto de vista internacional, é algo muito difícil. Acho que essa conversa já existe, já ouvi de alguns autores do governo sobre essa proposta, mas ainda precisa ser amadurecida.”

Já Hugo Motta comentou que os países do BRICS estão discutindo formas de facilitar os pagamentos e promover o comércio dentro do bloco. “Há outras alternativas sendo analisadas para facilitar o comércio entre os países. Existe um longo caminho a ser percorrido”, afirmou. Ele acrescentou que há um alinhamento crescente entre os países que integram o grupo.

PSDB aprova incorporação do Podemos, que ainda não se decidiu

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Membros da Executiva Nacional do PSDB durante convenção.
Foto: PSDB/Divulgação

Os membros do PSDB aprovaram a incorporação do Podemos em um único partido, em convenção nacional nesta quinta-feira (5). Foram contabilizados 201 votos a favor e 2 contrários. Com a decisão, os filiados delegaram à cúpula tucana o poder de negociar diretamente com o Podemos os termos da união.

Após a fusão, a nova sigla passará a ter uma bancada de 28 deputados e 5 senadores, caso não sejam registradas desfiliações. Hoje, o PSDB conta com 13 deputados e um senador. Já o Podemos tem 15 deputados e 4 senadores. O partido tucano, que já elegeu e reelegeu presidente da República, vem de um longo processo de redução de suas fileiras desde que perdeu o posto de principal polarizador da política nacional ao lado do PT. Recentemente, dois dos três governadores da sigla migraram para o PSD de Gilberto Kassab.

Segundo o deputado Aécio Neves (PSDB-MG), a incorporação também deve impulsionar a busca por novos filiados, o que, esperam os membros do PSDB, pode reverter o processo de redução do ninho tucano. A expectativa é atingir 40 deputados na janela partidária de março de 2026.

Para conseguir voltar a ter protagonismo nacional, o PSDB agora busca uma posição mais de centro, furando a polarização entre Lula (PT) e Bolsonaro (PL). “O compromisso nosso é de radicalizar pelo Brasil, radicalizar no que é certo, radicalizar contra uma política de responsabilidade fiscal, a falta de uma política social efetiva, a falta de uma política de geração de emprego”, disse o presidente da sigla, Marconi Perillo.

Podemos ainda não se decidiu

Após a deliberação pelo PSDB, o próprio Podemos precisará aprovar a incorporação internamente. Conforme o estatuto do partido, o processo também depende de aprovação em convenção nacional.

Algumas decisões seguem pendentes, como a definição de quem comandará a nova legenda e a redação do estatuto unificado. Também está em debate o nome da nova sigla, dentro do PSDB, há defensores da proposta “PSDB+Podemos”, com o objetivo de preservar as identidades das duas agremiações.

Os dois partidos devem realizar uma reunião conjunta na próxima semana. Se houver acordo, e o Podemos aprovar a incorporação, o pedido será protocolado no TSE. A expectativa é que a homologação ocorra em setembro.

Por que incorporação

O PSDB optou pelo modelo de incorporação, e não de fusão, pois hoje precisaria da autorização do Cidadania, com quem mantém federação, para realizar uma fusão formal. Ainda que PSDB e Cidadania já estejam em processo de separação, a desvinculação só será oficializada em março.

Exportações do setor automotivo têm melhor mês em quase 7 anos, mas produção recua em maio

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carro, veículo, indústria automotiva
Foto: Freepik

O início de junho trouxe o marco de 1 milhão de veículos emplacados no ano, atingido no dia 3 — uma semana antes do que em 2024. O mês de maio registrou o melhor resultado de exportações desde agosto de 2018, com 51,5 mil unidades embarcadas, quase o dobro do volume de maio do ano anterior.

No acumulado de 2025, as exportações já somam mais de 200 mil veículos, alta de 56,6% em relação ao mesmo período do ano passado, impulsionadas pelo aquecimento do mercado argentino.

Produção recua e importados avançam

Apesar do bom ritmo de vendas e exportações, a produção de veículos caiu 5,9% em maio na comparação com abril, totalizando 214,7 mil unidades. O resultado, segundo a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), reflete cautela dos fabricantes e perda de participação para veículos importados, especialmente chineses, que responderam por 65% do crescimento do mercado de automóveis no mês. A base de comparação anual é afetada pelas enchentes de 2024 no Rio Grande do Sul, mas no acumulado do ano a produção ainda é 10,6% superior ao mesmo período do ano passado.

O presidente da Anfavea, Igor Calvet, destacou que “há um saudável aumento do fluxo comercial com a Argentina, mas no caso dos modelos vindos da China, verificamos um ingresso atípico, beneficiados por uma taxação bem inferior à que vemos em outros países produtores, o que gera uma perigosa distorção em nosso mercado”.

O setor também expressa preocupação com a elevação do IOF e o aumento da inadimplência, que pode pressionar a demanda e afetar as vendas nos próximos meses.

Veículos elétricos

O emplacamento de veículos cresceu 8,1% em maio, alcançando 225,7 mil unidades, com destaque para automóveis, comerciais leves e ônibus. Caminhões seguem em baixa, afetados por juros altos. No acumulado do ano, foram 986,1 mil unidades emplacadas, alta de 6,1%. Os veículos híbridos e elétricos já representam 10,4% dos emplacamentos de maio, o maior nível da série histórica.