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Exportações de carne de frango caem 12,9% em maio, mas acumulado do ano segue positivo

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frango, galinha, aves, aviária
Foto: Jonathan Campos

As exportações brasileiras de carne de frango apresentaram queda em maio, de acordo com dados divulgados nesta sexta-feira (6) pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). No total, foram embarcadas 393,4 mil toneladas no mês, volume 12,9% menor do que o registrado no mesmo período de 2024, quando o país exportou 451,6 mil toneladas.

A receita também recuou: foram US$ 741,1 milhões obtidos com as vendas externas, valor 9,5% inferior ao apurado em maio do ano passado (US$ 818,7 milhões).

Desempenho

Mesmo com o recuo, a ABPA destaca que os embarques se mantiveram próximos das 400 mil toneladas, apesar das suspensões aplicadas por cerca de 20 mercados, incluindo destinos importantes. Para o presidente da entidade, Ricardo Santin, os dados indicam um redirecionamento das cargas para outros países como forma de manter o fluxo das exportações.

No acumulado do ano, no entanto, o desempenho segue positivo. De janeiro a maio, o Brasil exportou 2,256 milhões de toneladas de carne de frango, alta de 4,8% na comparação com o mesmo período de 2024. A receita somou US$ 4,234 bilhões, um avanço de 10,18%.

Entre os mercados que mais contribuíram para a queda nas exportações de maio estão:

  • China, com recuo de 28% (35,8 mil toneladas)
  • África do Sul (-20,5%, com 25,5 mil toneladas)
  • México (-18,8%, com 16,6 mil toneladas).

Por outro lado, a União Europeia apresentou alta de 46,2% nas importações, com 24,8 mil toneladas.

Oposição planeja ações caso CPMI do INSS demore para ser instalada

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Deputada federal Coronel Fernanda
Foto: Mario Agra / Câmara dos Deputados

Em entrevista à Arko Advice, a deputada Coronel Fernanda (PL-MT) uma das autoras do pedido de instalação de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) para investigar os descontos ilegais nas folhas de benefício de segurados do INSS, disse que o tema não irá desaparecer do Congresso Nacional. De acordo com a parlamentar, “se houver resistência ou demora na instalação da CPMI, vamos buscar alternativas. Já estamos articulando audiências públicas, requerimentos de informação, convocação de autoridades envolvidas e ações junto ao Ministério Público”.

A deputada ainda disse que há expectativa que a CPMI seja pautada. Veja a entrevista completa:

O pedido para a instalação de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) para investigar descontos ilegais no INSS foi protocolado. Qual a sua expectativa para que o tema seja pautado?

A nossa expectativa é de que a CPMI seja pautada o quanto antes. Estamos tratando de uma denúncia gravíssima, que afeta milhões de aposentados e pensionistas, justamente a parcela mais vulnerável da população. O Parlamento tem o dever de dar uma resposta rápida e contundente à sociedade. A pressão popular e o engajamento de deputados e senadores comprometidos com a verdade serão fundamentais para acelerar esse processo.

Se ocorrer “demora” para a matéria ser pautada, outros caminhos podem ser adotados? Quais seriam?

Se houver resistência ou demora na instalação da CPMI, vamos buscar alternativas. Já estamos articulando audiências públicas, requerimentos de informação, convocação de autoridades envolvidas e ações junto ao Ministério Público. O que não vamos aceitar é o silêncio ou a omissão diante de possíveis crimes contra os nossos aposentados. Existe, sim, a possibilidade de tentativa de obstrução, mas estaremos vigilantes e atuantes para que isso não aconteça.

Já há nomes favoritos para a presidência e a relatoria da CPMI?

As conversas estão em andamento e há nomes sendo ventilados nos bastidores. O mais importante é que esses cargos sejam ocupados por parlamentares comprometidos com a verdade e com a proteção dos direitos dos brasileiros. A CPMI não pode ser palco de manobras políticas, precisa ser técnica, séria e independente. Vamos trabalhar para garantir isso desde a escolha da presidência e da relatoria.

A Câmara debate a PEC da Segurança Pública. Qual a sua opinião sobre o assunto e como está a aceitação no Congresso Nacional?

A PEC da Segurança Pública é um avanço necessário. Ela trata da valorização e da estabilidade das forças de segurança pública, reconhecendo o papel essencial de quem está na linha de frente protegendo a sociedade. Sou totalmente favorável à PEC e tenho trabalhado para mobilizar apoio à proposta. A aceitação tem crescido no Congresso porque é uma pauta justa e urgente. Segurança pública não é gasto, é investimento em ordem, paz e cidadania.

Haddad e parlamentares se reúnem para discutir alternativas a IOF

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Coletiva de Imprensa. Dep. José Guimarães (PT - CE). Ministro da Fazenda do Brasil, Fernando Haddad. Presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (REPUBLICANOS - PB). Ministro de Secretaria de Relações Institucionais do Brasil, Alexandre Padilha. Foto: Marina Ramos/Câmara dos Deputados

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), se reúne na noite deste domingo (8) com líderes da Câmara dos Deputados para apresentar alternativas ao aumento do IOF. A reunião ocorre após o ministro apresentar as medidas para os presidentes da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). Na ocasião, ocorrida no Plácio do Alvorada com a presença do presidente Lula (PT) e de outros ministros do governo, Haddad disse que as medidas seriam publicizadas após a reunião com os líderes partidários.

A costura para contornar a reação negativa do Parlamento ao aumento do IOF tem ocorrido em diversas frentes. Parlamentares apresentaram diversos PDLs (Projetos de Decreto Legislativo) para sustar a norma do Executivo, após a publicação do decreto. A equipe economica defendeu a medida, afirmando ser necessário o aumento de receitas para fechar as contas deste ano. Dessa forma, Executivo e Legislativo tentam chegar a um acordo sobre medidas que possam promover a arrecadação.

Revisão de pontos do decreto do IOF

O ministro da Fazenda e o presidente do Congresso Nacional afirmaram que a revisão do decreto só deve ocorrer após um acordo pelas medidas alternativas. “Preciso de aprovação de parte das medidas antes de rever o decreto do IOF, para cumprir as metas deste ano previstas no arcabouço fiscal”, disse o ministro na terça-feira (3). Ele declarou, porém, que, se as lideranças partidárias apoiarem, “podemos resolver a questão em poucos dias”.

Por outro lado, Alcolumbre afirmou que não deve rever o decreto sem discutir uma agenda estruturante de país. “Não dá para tratar isoladamente o problema que estamos vivendo nas contas públicas do Brasil”, defendeu.

Segundo apuração da reportagem, o aumento do IOF para empresas do Simples Nacional e MEIs pode ter recuo, com sinalização positiva da Fazenda. Além disso, o IOF sobre VGBL também pode sofrer adequações. Segundo apuração, o tema está sendo discutido e a Fazenda defende a medida como forma de fechar brechas de evasão fiscal. Isso porque as autoridades detectaram que investidores usavam planos de previdência como se fossem fundos de investimento para alta renda, devido à baixa tributação desse tipo de aplicação. Entretanto, o Parlamento pressiona para que revisem o trecho. O decreto do governo definiu o IOF em 5% para operações de investimentos mensais a partir de R$ 50 mil nesses seguros.

Medidas alternativas a IOF

A revisão de benefícios fiscais está entre as alternativas que podem ser acatadas pelo Congresso. A ideia é promover também um corte permanente de despesa, que ajude no cumprimento da meta fiscal também de 2026.

O deputado Mauro Benevides (PDT-CE), vice-líder do governo na Câmara, apresentou um projeto para reduzir as renúncias fiscais do governo federal em 10%. A proposta inclui benefícios federais de natureza tributária, financeira e creditícia, os quais devem ser reduzidos em, no mínimo, 5% em 2025 e 5% em 2026.

Segundo a justificativa da proposta, a recente elevação das alíquotas do IOF pelo governo federal “evidencia a urgência de medidas estruturais que ampliem a base tributária e reduzam distorções no sistema fiscal brasileiro”. De acordo com o projeto, os benefícios tributários, financeiros e creditícios atualmente somam R$ 678 bilhões e, caso avance, o PLP pode promover um corte permanente de R$ 67 bilhões nas despesas do governo.

Outras propostas ventiladas são a sobretaxação das apostas, chamadas “bets”, além da tributação sobre criptoativos. A sugestão partiu do setor financeiro à equipe economica da Fazenda.

Senado pode votar projeto que retira prioridade da Petrobras na exploração do pré-sal

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Petrobras
Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

A Petrobras pode perder o direito de preferência nas licitações para exploração de petróleo no pré-sal. A mudança está prevista no Projeto de Lei 3.178/2019, que deve ser votado na próxima terça-feira (10) pela Comissão de Infraestrutura (CI) do Senado.

A proposta foi apresentada pelo ex-senador José Serra (PSDB-SP) e estava parada desde 2022. Em dezembro, foi desarquivada e passou a ser relatada pelo presidente da comissão, senador Marcos Rogério (PL-RO). O texto transfere ao Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), com apoio da Agência Nacional do Petróleo (ANP), a decisão sobre qual regime de exploração será adotado: concessão ou partilha.

Caso seja aprovada na Comissão de Infraestrutura, a proposta seguirá para análise da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) e da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), antes de ir ao plenário do Senado.

O que pode mudar

Pelas regras atuais, a Petrobras tem prioridade para atuar como operadora nos blocos do pré-sal, com ao menos 30% de participação nos consórcios. Essa exigência faz parte da Lei 12.351/2010, que instituiu o regime de partilha de produção.

O projeto em discussão pretende acabar com esse direito de preferência. A ideia é permitir que outras empresas, inclusive estrangeiras, participem dos leilões em condições iguais.

Essa flexibilização teve início em 2016, com a aprovação do PL 4.567, que retirou a obrigatoriedade de a Petrobras ser a única operadora do pré-sal. A nova proposta aprofunda essa mudança.

Mongaguá, Panorama e Bocaina realizam eleições suplementares para prefeito neste domingo (8)

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Urna eletrônica, eleições, título de eleitor
Foto: Antonio Augusto/Ascom/TSE

Neste domingo (8), os eleitores de Mongaguá, Panorama e Bocaina, em São Paulo, voltam às urnas para escolher prefeitos e vice-prefeitos em eleições suplementares. O novo pleito foi convocado pelo Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) após o indeferimento do registro dos candidatos eleitos em 2024. A votação ocorre das 8h às 17h, e a diplomação dos eleitos deve acontecer até 11 de julho.

Mongaguá

Em Mongaguá, a 189ª Zona Eleitoral, de Itanhaém, organiza a eleição, que terá 17 locais de votação e 146 seções eleitorais. Aproximadamente 50 mil eleitores estão aptos a votar. A nova disputa foi motivada pelo impedimento do candidato eleito em 2024, Paulo Wiazowski Filho (PP), que teve as contas rejeitadas pela Câmara Municipal em 2012. O TSE cancelou seu registro e convocou novas eleições. Os candidatos são:

  • Cristina Wiazowski (PP), vice Júlio Cezar de Carvalho Santos (PDT)

  • Rodrigo Cardoso Biagioni, o Rodrigo Casa Branca (União Brasil), vice Renato Carvalho Donato (PSB)

Panorama

Em Panorama, a 175ª Zona Eleitoral, de Tupi Paulista, é responsável pelo pleito, com seis locais de votação e 39 seções eleitorais. O prefeito eleito em 2024, Edson de Assis Maldonado (PP), teve a candidatura indeferida por condenação criminal e pela Lei da Ficha Limpa. Disputam a eleição:

  • Dr. Giulio Pires (PL), vice Valdez de Brito (União Brasil)

  • Daniel Genova (PSB), vice Inês Francisca da Silva Chiararia (Republicanos)

Bocaina

Em Bocaina, a 241ª Zona Eleitoral, de Dois Córregos, organiza o pleito, com cinco locais de votação e 31 seções eleitorais para cerca de 8,6 mil eleitores. O prefeito eleito em 2024, Moacir Donizete Gimenez (Republicanos), foi condenado por improbidade administrativa. As chapas inscritas são:

  • Caio Crepaldi e André de Moraes (MDB)

  • Jonas Marques e Evandro de França Antunes (PDT)

  • Camila dos Santos e Marcos Antônio Bodin (PL)

  • Roberto Donizete (PV) e Marlene Aparecida Meleto Tosi Zanutto (Republicanos)

Orientações para o eleitor

O voto é obrigatório para quem tem entre 18 e 70 anos e facultativo para analfabetos, maiores de 70 e jovens entre 16 e 17 anos. Para votar, é necessário apresentar documento oficial com foto ou o aplicativo e-Título (com foto cadastrada). O uso de celular na cabina de votação é proibido.

Quem não puder comparecer deve justificar a ausência pelo aplicativo e-Título ou pelo sistema Justifica no site do TSE até o dia 7 de agosto.

Preços da indústria caem 0,36% em abril e acumulam terceira queda consecutiva, aponta IBGE

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indústria, agricultura
Foto: Reprodução/EBC

Em abril de 2025, os preços da indústria brasileira registraram uma queda de 0,36% em relação a março, marcando o terceiro mês consecutivo de retração, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira (6). No acumulado do ano, a variação foi de -0,93%, enquanto nos últimos 12 meses, os preços acumularam alta de 7,27%.

Desempenho

Das 24 atividades industriais pesquisadas, 8 apresentaram variações negativas de preço em abril. As quedas mais expressivas foram observadas nas indústrias extrativas (-4,43%) e no setor de refino de petróleo e biocombustíveis (-3,37%). Por outro lado, os setores farmacêutico (2,87%) e de perfumaria, sabões e produtos de limpeza (1,26%) registraram as maiores altas no período.

Em termos de influência no resultado agregado, o setor de refino de petróleo e biocombustíveis destacou-se, contribuindo com -0,35 ponto percentual (p.p.) para a variação total de -0,36% da indústria geral. As indústrias extrativas também tiveram impacto significativo, com -0,20 p.p., seguidas por alimentos (0,18 p.p.) e outros produtos químicos (-0,09 p.p.).

Na análise das grandes categorias econômicas, os preços dos bens intermediários apresentaram queda de 1,23%, enquanto os bens de consumo registraram alta de 0,83%. Dentro desta última categoria, os bens de consumo semiduráveis e não duráveis tiveram aumento de 0,95%, e os bens de consumo duráveis subiram 0,21%. Os bens de capital mantiveram-se praticamente estáveis, com variação de 0,01%.

Influência em 12 meses

Comparando com abril de 2024, os setores que mais influenciaram a alta de 7,27% nos últimos 12 meses foram alimentos (3,17 p.p.), metalurgia (0,95 p.p.), outros produtos químicos (0,94 p.p.) e indústrias extrativas (-0,47 p.p.) .

O Índice de Preços ao Produtor (IPP) mede a variação dos preços de produtos na “porta de fábrica”, excluindo impostos e fretes, abrangendo as indústrias extrativas e de transformação. A sequência de quedas nos preços industriais pode indicar uma desaceleração na pressão inflacionária no setor produtivo, refletindo ajustes nas cadeias de produção e demanda do mercado.

Católicos caem a menor nível histórico e evangélicos batem recorde no Brasil

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Belém (PA) 14/12/2024 – Basílica Santuário de Nossa Senhora de Nazaré. religião
Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

O Censo 2022 confirmou uma reconfiguração no cenário religioso brasileiro, segundo dados divulgados pelo IBGE nesta sexta-feira (6). Pela primeira vez, a proporção de católicos caiu para 56,7% da população, o menor índice desde o início da série histórica em 1872, quando eram 99,7%. Já os evangélicos chegaram a 26,9%, maior patamar já registrado, embora o ritmo de crescimento desse grupo tenha desacelerado em relação às décadas anteriores.

O levantamento mostra ainda que 9,3% dos brasileiros se declaram sem religião, superando os espíritas (1,8%) e religiões afro-brasileiras (1%). Praticantes de umbanda e candomblé triplicaram em 12 anos, passando de 0,3% para 1%. O grupo “outras religiosidades” também cresceu, de 2,7% para 4%.

Religiões no Brasil 2010 2022
Católica apostólica romana 65% 56,7%
Evangélicas 21,6% 26,9%
Espírita 2,1% 1,8%
Umbanda e candomblé 0,3% 1%
Tradições indígenas 0% 0,1%
Outras religiosidades 2,7% 4%
Sem religião 7,9% 9,3%
Não sabe/sem declaração 0,1% 0,2%

Dados: Censo2022/IBGE

Outros destaques do Censo

  • O catolicismo ainda é maioria em todas as regiões, com maior concentração no Nordeste (63,9%) e no Sul (62,4%).

  • Os evangélicos têm maior presença no Norte (36,8%) e Centro-Oeste (31,4%).

  • O grupo “sem religião” é maioria em três municípios e atinge sua maior proporção no Chuí (RS), com 37,8%.

  • Praticantes de umbanda e candomblé triplicaram, enquanto espíritas caíram para 1,8% da população.

  • “Outras religiosidades” (judaísmo, islamismo, budismo, etc.) passaram de 2,7% para 4%.

  • O crescimento evangélico foi mais expressivo entre os mais jovens: 31,6% dos brasileiros de 10 a 14 anos se declaram evangélicos.

Análise: O cabo de guerra entre Legislativo e Executivo

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva reunido com os presidentes do Senado, Davi Alcolumbre, e da Câmara dos Deputados, Hugo Motta. Legislativo
Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil.

Na última semana, o aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) marcou os debates na Praça dos Três Poderes. De um lado, o governo defendeu a decisão pela necessidade de elevar a arrecadação para cumprir a meta fiscal. De outro, os parlamentares criticaram duramente a medida e apontaram que a sociedade não deveria pagar pela irresponsabilidade fiscal do governo. Nesse cabo de guerra, ambos possuem algo em comum: não querem abrir mão do recurso financeiro público.

Na semana anterior, ao mesmo tempo que os parlamentares criticavam o alto gasto do governo e o aumento do IOF, aprovavam um reajuste no salário dos servidores públicos que custará aos cofres públicos cerca de R$ 26,76 bilhões, em 2026, e R$ 29,17 bilhões, em 2027. A medida beneficia os parlamentares que articularam a pauta, mas, para o governo, trata-se de aumento de gastos em um momento não oportuno, com problemas fiscais.

No fim do ano passado, o Executivo enviou um pacote de projetos ao Congresso com um pente-fino nos programas sociais como forma justamente de conter as despesas públicas. Por fim, os parlamentares flexibilizaram medidas importantes, principalmente a do Benefício de Prestação Continuada (BPC), pelo peso popular da medida.

O governo depende do anúncio de programas para fazer a manutenção do eleitorado e, da mesma forma, os parlamentares dependem das emendas para aquecer a base eleitoral. Mas o que se faz quando não se tem dinheiro suficiente?

Ainda nesse sentido, diante da possibilidade de derrubada do aumento do IOF, é possível que o governo cresça o contingenciamento de R$ 31,3 bilhões, o que significaria um congelamento proporcional de, no mínimo, cerca de R$ 7,8 bilhões em emendas parlamentares. Por mais que líderes partidários e até mesmo o presidente da Câmara tenham sinalizado que estão dispostos a abrir mão desses recursos, sabe-se que, no momento em que o governo efetivar esse bloqueio, haverá duras críticas. Afinal, os parlamentares são os maiores defensores das emendas e a conta é simples: com menos emendas, eles não podem enviar recursos para suas bases nos estados e, diante da aproximação das eleições de 2026, há prejuízos à imagem dos políticos.

Assim, os olhares se voltam novamente para o governo, à espera de que, nos próximos dias, ele traga uma alternativa para compensar o aumento do IOF. O Congresso deixou bem claro que não permitirá que o caminho seja por aumento de impostos, portanto, as opções se reduzem. Sabe-se que tanto o Legislativo quanto o Executivo não estão dispostos a, realmente, cortar gastos. Mas é preciso um alinhamento para que uma crise política e econômica não se estabeleça. Só não se sabe quem abrirá mão desta vez.

Governo autoriza nomeação de 263 servidores no Inmetro e MCTI

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Ministério Ciência e Tecnologia
Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado

O Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) autorizou a nomeação de 263 aprovados em concursos públicos do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro). A decisão foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) desta sexta-feira (6). 

De acordo com o texto, a autorização está condicionada à existência de vagas no momento da nomeação e à comprovação de adequação orçamentária e financeira pelos responsáveis pela despesa. 

MCTI

No ministério, foram abertas as nomeações para 94 cargos de Pesquisador e 69 cargos de Tecnologista para as diferentes unidades de pesquisa. São elas:

Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE):

  • Pesquisador: 43 servidores;
  • Tecnologista: 49 servidores.

Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA):

  • Pesquisador: 51 servidores;
  • Tecnologista: 12 servidores.

Laboratório Nacional de Astrofísica (LNA):

  • Tecnologista: 8 servidores.

Inmetro

Para o Instituto, foram disponibilizadas 100 vagas em diferentes cargos. São 40 nomeações para Analista Executivo e 60 para Pesquisador-Tecnologista. Ambos os cargos necessitam da comprovação de nível de escolaridade superior. 

Brasil livre de febre aftosa sem vacinação significa grandes oportunidades comerciais, diz Fávaro

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Ministro da Agricultura, Carlos Fávaro.
Foto Valter Campanato/Agência Brasil.

O presidente Lula (PT) e o ministro da Agricultura e Pecuária (MAPA), Carlos Fávaro (PSD), participaram nesta sexta-feira (6), em Paris, da cerimônia de certificação do Brasil como país livre de febre aftosa sem vacinação, conferida pela Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA). Na ocasião, o ministro afirmou que a classificação possibilita grandes oportunidades comerciais ao país.

Novos mercados

Segundo o ministro, o certificado possibilita que o Brasil acesse mercados mais exigentes, como o do Japão, e aumente a exportação de carnes bovina e suína. Ricardo Santin, presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), também mencionou o alcance do mercado chinês que, atualmente, importa carne suína sem osso, mas que, com o reconhecimento, poderá importar carne com osso e miúdos suínos brasileiros. Essa mudança, de acordo com ele, geraria cerca de US$ 120 milhões ao estado do Rio Grande do Sul.

No mesmo sentido, o presidente executivo da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras (ABIEC), Roberto Perosa, também vê o certificado como uma possibilidade de ampliar mercados e, inclusive, permite aumento nas exportações para o continente europeu. 

Diante desse cenário, o ministro também sugeriu que o Brasil receba uma conferência mundial de sanidade animal ainda em 2026, para discutir um modelo sanitário animal com regionalização e vacina. Segundo ele, países como o Brasil – com extensão continental – precisam ser analisados de forma repartida, separando as regiões com focos de doenças do restante do país, de forma que não impeça a importação de produtos brasileiros em geral. A diretora da OMSA, Emmanuelle Soubeyran, também defendeu a importância da estratégia.