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Rio de Janeiro oficializa pedido para sediar permanentemente o BRICS

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Rio de Janeiro (RJ), 07/07/2025 - O presidente, Luiz Inácio Lula da Silva participa da fotografia de família dos Chefes de Estado e de Governo dos países-membros, parceiros e de engajamento externo. BRICS
Foto: Joédson Alves/Agência Brasil

O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PSD), entregou nesta segunda-feira (7) uma carta de intenção ao presidente Lula (PT), oficializando o pedido para que a cidade seja a sede permanente do BRICS. O bloco, criado em 2009, ainda não possui uma sede oficial.

A proposta da prefeitura é disponibilizar ao BRICS o edifício do Jockey Club Brasileiro, localizado na região central do Rio. O prédio, projetado pelo renomado arquiteto Lúcio Costa, possui 83,5 mil metros quadrados e está atualmente subutilizado, sendo considerado ideal para abrigar as futuras operações do grupo.

Fortalecimento internacional

Segundo a prefeitura, sediar o BRICS traria impactos positivos diretos, como aumento da visibilidade internacional, fortalecimento da imagem global da cidade, geração de empregos e estímulo a investimentos estrangeiros. O prefeito Eduardo Paes afirmou que o Rio está pronto para receber representantes dos países-membros e garantir a infraestrutura necessária para que o bloco avance em suas discussões de forma permanente.

“Ao reconhecer a importância do Brics na reforma da governança global em direção a um desenvolvimento mais equitativo, o Rio de Janeiro reafirma seu compromisso com o multilateralismo e busca facilitar o diálogo contínuo entre os países-membros, promovendo a cooperação e transformando teorias em práticas concretas”, destaca a prefeitura, em nota.

Durante a 17ª Cúpula do BRICS, realizada no Rio de Janeiro nos dias 6 e 7 de julho, o evento reuniu autoridades de 36 países e cerca de 4 mil participantes, movimentando cerca de R$ 70 milhões na economia local. A prefeitura destaca que a cidade já se consolida como um centro global de diplomacia, negócios e inovação, além de registrar aumento expressivo no fluxo turístico de países do BRICS em 2025.

Expansão do bloco

O BRICS, originalmente formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, expandiu-se e hoje inclui também Arábia Saudita, Irã, Emirados Árabes Unidos, Indonésia, Egito e Etiópia como membros plenos. Além disso, dez países participam como parceiros: Bielorrússia, Bolívia, Cazaquistão, Cuba, Malásia, Nigéria, Tailândia, Uganda, Uzbequistão e Vietnã. Todos os países juntos correspondem a cerca de 55% da população mundial e 44% do PIB global.

Análise: Consequências da disputa pelo IOF

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Foto: Reprodução

Quando o governo federal decidiu questionar no Supremo Tribunal Federal (STF) a decisão do Congresso Nacional de sustar o decreto do presidente Lula (PT) que aumenta o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), houve muitos questionamentos se esse teria sido um caminho acertado ou não. Afinal, a ação poderia acirrar ainda mais os ânimos políticos.

A ida ao STF acabou se mostrando uma decisão acertada. E por quê? Em primeiro lugar, porque o governo já tinha perdido a batalha. Apelando para a Corte, o governo teria alguma chance de vitória. Em segundo lugar, porque a decisão do ministro Alexandre de Moraes, relator das ações sobre a matéria, foi propor uma reunião de conciliação. Assim, todos voltarão à mesa para negociar.

E, conforme afirmou na semana passada o ex-presidente da Câmara, deputado Arthur Lira (PP-AL), seria necessário todos darem um passo atrás em busca de uma solução negociada. O voto do ministro Alexandre de Moraes na última sexta-feira (4), embora seja uma decisão preliminar, já que o tema ainda terá de passar pelo plenário da Casa, aponta para algumas direções importantes.

A primeira delas é que há um indício forte de inconstitucionalidade no decreto do presidente da República. O ministro disse que, se comprovada a intenção meramente arrecadatória do governo, o decreto seria inconstitucional. Ora, na apresentação do Ministério da Fazenda sobre o IOF, o título do PowerPoint é “Medidas Fiscais”. E, no final, a apresentação ainda destaca o potencial de arrecadação em 2025 (R$ 20 bilhões) e em 2026 (R$ 40 bilhões). Pouco antes e logo depois da votação do decreto, os ministros Fernando Haddad e Gleisi Hoffmann alertavam para a necessidade de novos cortes e de contingenciamento, no caso de aprovação pelos parlamentares.

A outra direção importante na decisão do ministro do STF aponta para a inconstitucionalidade do decreto aprovado pelo Congresso. Isso porque não caberia ao Legislativo sustar, já que “a sustação é excepcional e deve recair em ato normativo que, de fato, exorbite do poder regulamentar, não podendo atingir sua eficácia por mera discricionariedade ou por existir uma dissidência legislativa que se oponha momentaneamente ao seu conteúdo”. Nesse caso específico, a Constituição dá aos partidos o poder de questionamentos sobre a constitucionalidade ao Supremo.

Alexandre de Moraes também destacou em seu voto a importância do Supremo para resolver conflitos entre os Poderes. Ele diz que “as ações propostas, igualmente, demonstram a importância de não se confundir o exercício da legítima competência constitucional do Supremo Tribunal Federal com um suposto e indefinido ativismo judicial”.

Ao propor uma reunião de conciliação para o dia 15 de julho, Moraes também faz um significativo gesto de distensionamento com o Executivo e, em especial, com o Legislativo.

Novo presidente do PT defende unificação do partido e reeleição de Lula

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Edinho Silva, presidente do PT, ex-prefeito de Araraquara
Foto: José Cruz/Agência Brasil

Edinho Silva, o novo presidente nacional do PT, disse em seu discurso de posse que irá trabalhar para unificar o partido, e que tem como objetivo reeleger o presidente Lula (PT). O anuncio foi feito durante coletiva a jornalistas, no início da noite desta segunda-feira (7).

Ele ainda afirmou que vai trabalhar para o partido ser reconhecido por pautas como a transição energética e a urgência climática. O novo chefe da legenda ainda disse que irá trabalhar para aprimorar a política de comunicação do PT.

Edinho era o candidato favorito de Lula e o mais cotado para vencer as eleições, já que representa a corrente majoritária do partido, a Construindo um Novo Brasil (CNB).

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Processo eleitoral

O PT realizou nesse domingo (6) o chamado Processo de Eleições Diretas (PED), que escolheu os novos dirigentes do partido nos níveis nacional, estadual e municipal. Porém, houve um entrave no estado de Minas Gerais com a indefinição sobre o pleito no diretório, que havia sido judicializado. Nessa terça-feira (8) haverá uma reunião para decidir o futuro da disputa no estado mineiro.

Visando 2026, o novo chefe do partido avaliou que irá focar em temas como segurança pública e recuperar bandeiras históricas da legenda como a importância da democracia, inteligência artificial, orçamento participativo, carga horária, tarifa zero e um estado forte.

Perfil de Edinho Silva

Edinho irá assumir o cargo pela segunda vez, já que em 2009 ele foi eleito presidente do partido pela primeira vez. O novo chefe da legenda também já foi deputado estadual por São Paulo de 2011 a 2015 e coordenou a campanha presidencial de Lula em 2022.

Por quatro mandatos atuou como prefeito de Araraquara e exerceu o cargo máximo na Secretaria de Comunicação Social no governo da ex-presidenta Dilma Rousseff (PT).

O novo presidente do PT é graduado em Ciências Sociais pela Unesp (Universidade Estadual Paulista de Araraquara), com mestrado em Engenharia de Produção pela UFSCar (Universidade Federal de São Carlos).

Silva terá um mandato de quatro anos, e será responsável por conduzir o partido durante o ciclo eleitoral de 2026, que incluirá disputas para os governos estaduais, Senado, Câmara e Presidência da República.

Frentes parlamentares defendem derrubada de vetos do BPC, fundos de investimentos e RenovaBio

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Fachada do Congresso Nacional, a sede das duas Casas do Poder Legislativo brasileiro. As cúpulas abrigam os plenários da Câmara dos Deputados (côncava) e do Senado Federal (convexa), enquanto que nas duas torres - as mais altas de Brasília, com 100 metros - funcionam as áreas administrativas e técnicas que dão suporte ao trabalho legislativo diário das duas instituições.
Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado

A coalizão de Frentes Parlamentares do setor produtivo está se articulando diante da próxima sessão conjunta do Congresso Nacional, que discutirá os 32 vetos presidenciais restantes. A expectativa é que a nova reunião ocorra até dia 17 de julho, antes do início do recesso parlamentar. As 20 frentes defendem a derrubada de vetos do Benefício de Prestação Continuada (BPC), da reforma tributária e do RenovaBio.

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Reforma tributária

As frentes querem a derrubada dos vetos da reforma tributária que impedem a isenção dos fundos de investimento, a alíquota zero na importação. Além disso, há a derrubada da isenção do imposto seletivo sobre exportações para o exterior de bens e serviços nocivos à saúde ou ao meio ambiente.

BPC

As frentes orientam a derrubada do veto relacionado ao BPC. Assim, voltariam ao texto a necessidade do atestado de deficiência de grau moderado ou grave para recebimento de benefício. Além disso, o outro trecho permitiria que famílias do Bolsa Família cuja renda mensal seja superior a R$ 218 sejam mantidas no programa pelo período de até dois anos.

RenovaBio

Além disso, as frentes defendem a derrubada dos vetos do Renovabio, que tratam sobre o creditamento tributário do PIS/Pasep e da Cofins na aquisição de CBIOs (Créditos de Descarbonização) por distribuidores de combustíveis, e da equiparação dos CBIOs aos valores mobiliários.

Brasil e China assinam acordo de sistema integrado de transporte

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Lula e Xi Jinping, Brasil e China
Foto: Ricardo Stuckert/PR

Na manhã desta segunda-feira (7), o Ministério dos Transportes, por meio da estatal Infra S.A., assinou um memorando de entendimento com a China para desenvolver pesquisas e estudos de planejamento voltados à criação de um sistema de transporte integrado no Brasil.

O secretário Nacional de Transporte Ferroviário, Leonardo Ribeiro, classificou o acordo como “um programa de sinergia entre os dois países”, destacando que a iniciativa contribui para fortalecer “pontes de confiança entre as instituições”.

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Bioceânica

Segundo o governo brasileiro, o objetivo do memorando é ampliar a participação chinesa no setor ferroviário brasileiro e fomentar a integração logística entre os dois países, com foco na conexão entre o Brasil e o Porto de Chancay, no Peru. A ação marca o início da estruturação do plano de viabilidade do Corredor Ferroviário Bioceânico Brasil–Peru. A proposta é que a ferrovia tenha início no Porto de Chancay, um dos maiores empreendimentos portuários da China na América Latina, e siga pelo território peruano, passando por Cusco e Pucallpa, até alcançar o estado do Acre, no Brasil.

“O eixo analisado poderá se tornar a espinha dorsal de uma nova rota bioceânica, reposicionando o Brasil no comércio internacional e trazendo vantagens para as exportações à Ásia”, afirma nota divulgada à imprensa.

Como funcionará

A estatal Infra S.A., vinculada ao Ministério dos Transportes, será responsável pela articulação institucional, coleta de dados, estudos ambientais e apoio técnico ao projeto. Pelo lado chinês, os trabalhos serão conduzidos por um grupo técnico liderado pelo China Railway Economic and Planning Research Institute.

Agências da área de transporte fecharam o semestre comandadas por interinos

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Sede da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ)
Foto: Antaq

As três agências reguladoras da área de transporte encerraram o primeiro semestre do ano sem que houvesse as sabatinas, e aprovação no plenário do Senado, de indicados para o comando dessas autarquias.

A Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) e a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) vem sendo dirigidas por interinos, integrantes de seus quadros, como superintendentes ou diretores.

Há casos, como na Antaq, em que o nome para ocupar o cargo de diretor-presidente sequer foi enviado ao Senado. A situação vem somar-se ao quadro de restrição orçamentária e redução de pessoal.

Há duas semanas intensificam-se reclamações sobre o cenário enfrentado pelas agências, situação que se agrava com anúncios de paralisação de serviços pela falta de recursos.

Existe a avaliação de que servidores, temerosos com a situação de instabilidade, começam a buscar oportunidades na iniciativa privada. Cortes de viagens de capacitação, acenderam alerta no corpo técnico dessas autarquias.

Em decorrência das restrições fiscais, que têm levado agências reguladoras o Ministério dos Transportes reforçou o apoio à Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), buscando preservar sua atuação institucional.

O ministério vem atuando na cessão de servidores e na destinação de recursos de seu orçamento para diminuir os impactos do contingenciamento e preservar programas estruturantes, como o pipeline de concessões em infraestrutura rodoviária e ferroviária previsto para este ano.

Já foram aportados R$ 10 milhões para recompor parcialmente o orçamento da agência neste ano e há a previsão de mais R$ 20 milhões até agosto, em repasses mensais escalonados.

Audiência no Senado

A Comissão de Infraestrutura do Senado marcou para esta terça-feira (8) a realização de audiência pública para tratar da situação financeira das agências reguladoras e seus impactos sobre a prestação de serviços essenciais.

O encontro deve reunir representantes de sete das onze agências – aquelas que atuam nos segmentos de transportes, telecomunicações, energia elétrica, petróleo e mineração.

Governo regulamenta gestão de pátios ferroviários e terminais logísticos da Infra

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Trecho 1 da Ferrovia de Integração Oeste-Leste (FIOL). ferroviário, ferroviária
Foto: Ministério da Infraestrutura

Foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) desta segunda-feira (7) a regulamentação da gestão e exploração dos pátios ferroviários, terminais logísticos e demais instalações de armazenagem e movimentação de produtos administrados pela Infra S.A.. A estatal é responsável, por exemplo, pelas obras do trecho da Ferrovia de Integração Oeste-Leste (FIOL 2) e faz o acompanhamento dos investimentos realizados na Ferrovia Centro-Oeste (FICO).

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A empresa também possui 14 áreas na Ferrovia Norte-Sul (FNS) destinadas à construção de pátios e terminais ferroviários. Além disso, possui 17 outorgas vigentes para pátios e terminais de transbordo, abrangendo granéis sólidos agrícolas (10), combustíveis (6) e minério (1), com 12 empresas envolvidas.

Parceria de investimentos

A portaria determina que, em 60 dias, a Infra S.A. deverá apresentar ao Ministério dos Transportes proposta de qualificação de seus pátios ferroviários, terminais logísticos e demais instalações de armazenagem e movimentação de produtos no Programa de Parcerias de Investimentos (PPI). Após a qualificação dos empreendimentos no PPI, a Infra S.A. deverá elaborar estudos técnicos da modelagem da licitação.

Outras regras

A portaria trata da integração entre os diferentes modos de transporte e orienta a padronização de cláusulas contratuais e de parâmetros de precificação e modelagem econômico-financeira entre os diferentes contratos. Entre as recomendações está a previsão de que o prazo de vigência para novos contratos seja, preferencialmente, de 30 anos, para prover estabilidade para investimentos de longo prazo.

TCU discute renegociação de contrato de concessão da BR-163, entre MT e PA

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Foto: Rota do Oeste

A renegociação do contrato de concessão (otimização contratual) do trecho das BRs-163/230, entre Mato Grosso e Pará foi tema de debate promovido pelo Tribunal de Contas da União (TCU) na semana passada. Este segmento de 1000 km de extensão da BR-163 liga o principal centro produtor de grãos de Mato Grosso (Sinop) ao porto fluvial de Miritituba, no rio Tapajós, em conexão de 30 km com a BR-230 (Rodovia Transamazônica).

O trecho foi leiloado em 2022, após ter sua pavimentação concluída em 2020. O contrato de concessão tem duração de dez anos, tempo que o então Ministério de Infraestrutura calculava para a implantação da Ferrovia (Ferrogrão), projeto que segue em paralelo à rodovia.

O projeto da ferrovia continua em discussão, enquanto o fluxo de carretas na rodovia aumenta a cada ano, em função da ampliação da safra de grãos e outros produtos em Mato Grosso e no Sul do Pará. Periodicamente ocorrem acidentes e engarrafamentos na estada.

“A gente tem acompanhado como a produção de grãos vem crescendo e entende que essa rodovia vai ser demandada com volume cada vez maior para os próximos anos”, afirmou o ministro dos Transportes em exercício, George Santoro, durante a abertura do encontro no TCU. A concessionaria Via Brasil enviou representante para o evento.

“Essa é a única concessão no âmbito federal com prazo de 10 anos. Hoje, nós estruturamos projetos de concessão de rodovias com duração de 30 anos, há um equilíbrio entre capacidade de execução, interferência no tráfego e financiabilidade. Por isso este projeto, estruturado com 10 anos, tem quantidade de obras previstas bastante limitada”, explicou a secretária Nacional de Transporte Rodoviário, Viviane Esse.

A renegociação, sob a supervisão do TCU, vai possibilitar ampliação do prazo do contrato e novos investimentos para melhoria da rodovia, como duplicação nos trechos mais movimentados. A iniciativa do TCU repete o modelo já adotado na BR-381 (entre Belo Horizonte e São Paulo; BR-101 (Espírito Santo) e em outro trecho da BR-163, em Mato Grosso do Sul.

Caducidade de concessão

A concessionária K-Infra, que administra a BR-393, no Rio de Janeiro (Rodovia do Aço – entre Barra Mansa e o trecho da BR-040, próximo à divisa dos estados MG/RJ) informou na sexta-feira que vai retomar a estrada.

Foi pedida a caducidade da concessão pelo Ministério dos Transportes e pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). A K-Infra alega que retorno à administração do trecho foi autorizado por decisão liminar do ministro do STF, Gilmar Mendes.

Em nota oficial publicada em seu site na internet, o Ministério dos Transportes afirma que a decisão do Supremo não modifica o cenário de caducidade do contrato. Segundo o ministério, a caducidade do contrato foi declarada pelo Decreto Presidencial nº 12.479/25 (de 2 de junho), com base em sucessivos descumprimentos contratuais comprovados em processo administrativo regular.

Contratação obrigatória de pequenas centrais hidrelétricas é promulgada

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Itaipu, energia elétrica, hidrelétrica
Foto: Caio Coronel/Itaipu

Foram publicados no Diário Oficial da União (DOU) desta segunda-feira (7) trechos da lei das eólicas offshore, que teve veto derrubado pelo Congresso em junho. Foi promulgado a obrigação do governo federal contratar, já a partir deste ano, pequenas centrais hidrelétricas (PCHs) e usinas movidas a hidrogênio líquido. Além disso, é autorizada a prorrogação de contratos de centrais a biomassa e centrais eólicas.

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Obrigatoriedade de contratação regional de PCHs

A medida havia sido vetada pelo Poder Executivo. No entanto, o Congresso decidiu restaurar os dispositivos, alegando que eles são fundamentais para estimular o desenvolvimento regional e acelerar a transição energética.

A lei agora em vigor determina que o governo federal contrate, já a partir deste ano, 3.000 MW de PCHs com potência de até 50 MW, distribuídos regionalmente:

  • Centro-Oeste: 2.000 MW até o segundo semestre de 2024 (entrega até 31/12/2029) e mais 1.000 MW até o primeiro trimestre de 2025 (entrega até 13/12/2030).
  • Sul e Sudeste: 1.000 MW até o segundo semestre de 2024 (entrega até 2029) e 500 MW até o primeiro trimestre de 2025 (entrega até 2030).
  • Norte e Nordeste: 400 MW até o segundo semestre de 2024 (entrega até o final de 2029).

Aumento de custo

A derruba desse veto preocupa o governo Lula (PT). Isso porque vem em um momento em que o Ministério de Minas e Energia (MME) tenta reduzir o preço dos combustíveis. Por outro lado, a contratação obrigatória pode gerar impacto de até R$ 197 bilhões até 2050, com aumento médio de 3,5% a 9% nas tarifas de energia elétrica para todos os consumidores brasileiros.

O líder do governo no Congresso, senador Randolfe Rodrigues (PT-AP), afirmou que o governo estuda uma nova medida provisória no âmbito das eólicas offshores. Segundo ele, eventuais impactos econômicos gerados pela derrubada dos vetos desse tema não recairão sobre a conta de luz do consumidor, tendo em vista que o governo equalizaria essas distorções nessa nova MP, prevista para ser enviada ao Congresso Nacional em breve.

Trump ameaça tarifa extra a países alinhados ao BRICS

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Donald Trump
Foto: Carlos Barria

Enquanto acontece a Cúpula do BRICS no Rio de Janeiro, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou uma tarifa extra de 10% sobre produtos de países que se alinharem às políticas do grupo. O anúncio foi feito em sua conta na sua rede social, a Truth Social, reforçando que não haverá exceções à medida:

“Qualquer país que se alinhe às políticas antiamericanas do BRICS será taxado com tarifa extra de 10%. Não haverá exceções a essa política. Obrigado pela atenção em relação a essa questão”, escreveu Trump.

BRICS critica medidas protecionistas

A resposta do BRICS veio rapidamente. Em declaração oficial divulgada durante a cúpula, os líderes do bloco condenaram o aumento de tarifas e outras medidas protecionistas no comércio global, defendendo o sistema multilateral de comércio com a Organização Mundial do Comércio (OMC) em seu núcleo.

“Reiteramos nosso apoio a um sistema multilateral de comércio baseado em regras, aberto, transparente, justo, inclusivo, equitativo, não discriminatório e consensual, com a OMC em seu núcleo, com tratamento especial e diferenciado para seus membros em desenvolvimento”, destaca o documento do Brics.

Em coletiva de imprensa, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Mao Ning, afirmou que “o uso de tarifas não serve a ninguém”, sem mencionar o presidente estadunidense, mas criticando o método de coerção.

Expansão do bloco

O BRICS, originalmente formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, expandiu-se e hoje inclui também Arábia Saudita, Irã, Emirados Árabes Unidos, Indonésia, Egito e Etiópia como membros plenos. Além disso, dez países participam como parceiros: Bielorrússia, Bolívia, Cazaquistão, Cuba, Malásia, Nigéria, Tailândia, Uganda, Uzbequistão e Vietnã.

Desde o início de seu mandato, Trump adotou uma política de aumento de tarifas sobre produtos importados, o que gerou críticas e respostas de diversos países e blocos econômicos.