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Barroso rebate Trump e defende atuação do STF em carta

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Brasília (DF), 03/02/2025 - Presidente do STF Roberto Barroso e o presidente da república Luiz Inácio Lula da Silva durante sessão Solene de Abertura do Ano Judiciário do STF.
Foto: Antônio Cruz/Agência Brasil

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Luís Roberto Barroso, publicou neste domingo (13) uma carta aberta intitulada “Em Defesa da Constituição, da Democracia e da Justiça” para responder às críticas do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre o processo envolvendo o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e à imposição da tarifa de 50% sobre produtos brasileiros.

Barroso destacou que cabe ao Executivo e à diplomacia brasileira conduzir as respostas políticas imediatas à tarifa dos EUA, não ao Judiciário. Ele ressaltou que, passado o impacto inicial, é dever do Supremo reconstituir serenamente os fatos e explicar sua atuação recente.

Defesa do Estado de Direito

O ministro relembrou os 40 anos de estabilidade institucional no Brasil, com eleições livres e respeito às liberdades individuais. Barroso rejeitou a ideia de perseguição política, afirmando que apenas crimes são reprimidos e que todos os julgamentos seguem o devido processo legal, com transparência e direito à ampla defesa.

“O julgamento ainda está em curso. A denúncia da Procuradoria da República foi aceita, como de praxe em processos penais em qualquer instância, com base em indícios sérios de crime. Advogados experientes e qualificados ofereceram o contraditório. Há nos autos confissões, áudios, vídeos, textos e outros elementos que visam documentar os fatos. O STF vai julgar com independência e com base nas evidências. Se houver provas, os culpados serão responsabilizados. Se não houver, serão absolvidos. Assim funciona o Estado democrático de direito”, diz a carta.

Liberdade de expressão

Barroso refutou as alegações de censura feitas por Trump, destacando decisões do STF que garantiram a liberdade de imprensa e expressão, como a declaração de inconstitucionalidade da antiga Lei de Imprensa e a proteção de jornalistas contra assédio judicial. Ele frisou que conteúdos só são removidos por ordem judicial, exceto em casos graves como pornografia infantil ou terrorismo.

“Escapando dos extremos, demos um dos tratamentos mais avançados do mundo ao tema: conteúdos veiculando crimes em geral devem ser removidos por notificação privada; certos conteúdos envolvendo crimes graves, como pornografia infantil e terrorismo devem ser evitados pelos próprios algoritmos; e tudo o mais dependerá de ordem judicial, inclusive no caso de crimes contra honra”, defende Barroso.

O presidente do STF classificou a justificativa do tarifaço americano como baseada em uma compreensão equivocada dos fatos recentes do Brasil. Ele ressaltou que divergências e críticas ao Judiciário são naturais em uma democracia, mas não autorizam distorções da realidade.

Governo edita medida provisória que isenta taxista de tributo de taxímetro

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Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

O Presidente Lula (PT) assinou nesta segunda-feira (14) a Medida Provisória (MP) que isenta taxistas de todo o país do pagamento da taxa de verificação de taxímetros, tanto na aquisição do equipamento, como nas medições periódicas obrigatórias. A estimativa é de uma economia de R$ 9 milhões por ano aos motoristas. Além disso, as verificações, que antes eram anuais, passam a ser a cada dois anos.

A medida proposta pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), por meio do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro) reduz custos e desburocratiza a obrigação, sem perder a garantia de confiança e precisão nas medições dos taxímetros.

Circulação de táxis na região central do Rio.
Foto: Reprodução

O vice-presidente e ministro Geraldo Alckmin (PSB) ressaltou que mais de 100 mil taxistas deverão ser beneficiados.

“Essa é mais uma ação iniciada pelo Governo Federal, e pelo MDIC em particular, no sentido de reduzir custos e eliminar burocracia”, ressalta.

Como é hoje

De acordo com a lei nº 12.468/2011, o uso de taxímetros é obrigatório em municípios com mais de 50 mil habitantes. A verificação metrológica é exigida por lei e realizada pelo Inmetro. A verificação inicial é de responsabilidade do fabricante ou importador, e as seguintes devem ser feitas pelo dono do veículo. O custo e a consequente economia de R$ 9 milhões levam em conta as verificações periódicas anuais e as decorrentes de manutenção ou atualização de tarifa.

Modernização

Estima-se que a isenção da verificação inicial será benéfica também para os fabricantes dos equipamentos, pois simplificará o processo de entrada de novos taxímetros no mercado, estimulando a inovação e a modernização tecnológica.

Análise: O que pode avançar na semana pré-recesso legislativo

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Foto: Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados

Após críticas nas redes sociais e tensões com o Palácio do Planalto, especialmente em torno do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), a indisposição entre parlamentares e governo arrefeceu levemente. Com isso, o Executivo espera avançar parcialmente sua pauta prioritária nesta última semana antes do recesso legislativo. As atenções estão voltadas sobretudo para a Câmara.

O destaque é o PL nº 1.087/25, que estabelece a isenção de Imposto de Renda até R$ 5 mil. Após leitura do parecer do relator, deputado Arthur Lira (PP-AL), e pedido de vista coletivo, a proposta deve ser votada na Comissão Especial nesta quarta-feira (16). A votação em plenário, no entanto, ocorrerá somente após o recesso.

Também relevante para o Executivo, a PEC da Segurança Pública (PEC nº 18/25) teve o parecer lido na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ), com pedido de vista. A votação está prevista também para quarta. Se aprovada, segue para análise em Comissão especial a partir de agosto.

Já a PEC dos Precatórios (PEC nº 66/23), embora não seja prioridade do governo, deve avançar. O texto, que impõe limites ao pagamento de precatórios municipais, deve ser votado na Comissão Especial e, na sequência, em dois turnos no plenário. Como já passou no Senado, alterações feitas na Câmara exigirão nova análise dos senadores, caso não seja possível promulgação parcial.

Outro item em fase final é o PL nº 2.159/21, que institui a Lei Geral do Licenciamento Ambiental. O projeto flexibiliza regras e simplifica trâmites para empreendimentos de menor impacto ao meio ambiente. Resta a análise das mudanças feitas no Senado, antes do envio à sanção presidencial.

Na área orçamentária, a Comissão Mista de Orçamento deve votar o projeto da LDO 2026 nesta terça-feira (15). O parecer do relator, deputado Gervásio Maia (PSB-PB), será discutido e votado. Até o momento, não há sinal de adiamento. A votação final em sessão conjunta, porém, ficará para o segundo semestre. Assim, o Congresso deve entrar em “recesso branco”, uma vez que a Constituição exige a aprovação da LDO para o início formal do recesso parlamentar.

Por fim, a instalação da Comissão Mista da Medida Provisória das Regras Tributárias (MP nº 1.303/25) está prevista para terça-feira. A MP altera regras tributárias para elevar a arrecadação e garantir o cumprimento da meta fiscal. Apesar da forte resistência à proposta – com defensores de sua devolução ou caducidade –, o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), tem sinalizado empenho em destravar a tramitação.

Montadoras credenciam modelos para Carro Sustentável com IPI zero

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Foto/. Marcello Casal Jr/Agência Brasil

As montadoras General Motors (Chevrolet), Renault, Volkswagen, Hyundai e Stellantis (Fiat) solicitaram ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) o credenciamento de cinco modelos de entrada para o programa Carro Sustentável. A medida garante isenção total do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para automóveis mais econômicos, sustentáveis e fabricados no Brasil.

Para ser contemplado com o IPI zero, o veículo deve emitir menos de 83 gramas de CO₂ por quilômetro rodado, conter mais de 80% de materiais recicláveis, ser fabricado no Brasil (incluindo etapas como soldagem, pintura, fabricação do motor e montagem) e se enquadrar como carro compacto de entrada da marca.

Modelos credenciados

Os modelos enviados para credenciamento pelas montadoras incluem diferentes versões de:

  • Chevrolet Onix

  • Renault Kwid

  • Volkswagen Polo

  • Hyundai HB20

  • Fiat Argo

  • Fiat Mobi

Esses veículos representam os principais compactos de entrada do mercado brasileiro e, ao serem aprovados, passam a ser vendidos com isenção total do IPI até dezembro de 2026.

Impacto fiscal

Segundo o governo, a estimativa é de redução do IPI para cerca de 60% dos veículos comercializados no Brasil, sem impacto fiscal, pois o sistema é de soma zero: os descontos para modelos eficientes são compensados por acréscimos para modelos menos sustentáveis.

O Carro Sustentável e o IPI Verde fazem parte do Programa Nacional de Mobilidade Verde e Inovação (Mover), que prevê R$ 19,3 bilhões em créditos financeiros entre 2024 e 2028. A expectativa é que os investimentos do setor automotivo, incluindo fabricantes, autopeças e concessionárias, possam chegar a até R$ 190 bilhões nos próximos anos.

O objetivo central do programa é acelerar a descarbonização da frota nacional, incentivar a produção de veículos mais limpos, promover inovação tecnológica e ampliar o acesso da população a carros novos, seguros e econômicos, sem comprometer o equilíbrio fiscal do país.

Angélica Laureano assume diretoria de Transição Energética e Sustentabilidade da Petrobras

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Foto: André Motta de Souza/Banco de Imagens Petrobras

A engenheira Angélica Garcia Cobas Laureano foi eleita pelo Conselho de Administração como nova diretora executiva de Transição Energética e Sustentabilidade da Petrobras. Com sua nomeação, a diretoria executiva da companhia passa a contar com cinco mulheres entre nove integrantes, incluindo a presidente Magda Chambriard — é a primeira vez na história da estatal que há mais mulheres do que homens em sua alta administração.

Segundo a Petrobras, essa nova composição “representa o compromisso da companhia com a diversidade e a equidade de gênero e reforça sua posição de vanguarda no mercado brasileiro”. O cenário contrasta com a média do mercado nacional: estudo da B3 divulgado em setembro de 2024 mostra que apenas 6% das 359 empresas listadas na bolsa brasileira têm três ou mais mulheres em sua diretoria estatutária, enquanto em 59% delas não há nenhuma mulher na diretoria.

A presidente Magda Chambriard destacou o compromisso da Petrobras em ampliar a participação feminina em todos os setores, ressaltando que ambientes diversos são mais saudáveis e produtivos e que a liderança feminina pode inspirar outras mulheres, especialmente em setores historicamente masculinos como petróleo e gás.

Perfil

Angélica Laureano possui longa experiência na Petrobras, tendo atuado nas áreas de Materiais, Abastecimento, Gás e Energia. Foi presidente da Gaspetro, subsidiária da estatal em parceria com a Mitsui Gás S.A., responsável pela gestão de participações em 19 distribuidoras de gás natural em vários estados brasileiros.

Após se aposentar da Petrobras, trabalhou como consultora em projetos de gás natural e, até assumir a nova diretoria, presidia a Transportadora Brasileira Gasoduto Bolívia-Brasil SA.

Foco em transição energética e sustentabilidade

A diretoria de Transição Energética e Sustentabilidade foi criada em abril de 2023 para concentrar e potencializar as ações da companhia relacionadas à transição energética. A área abrange processos de gás e energia, mudanças climáticas, descarbonização e energias renováveis, além de atuar em sinergia com outras áreas em pesquisa e desenvolvimento de projetos ligados à transição.

Segundo Angélica Laureano, a Petrobras seguirá investindo fortemente em projetos de descarbonização, produção de combustíveis mais sustentáveis e diversificação de fontes renováveis.

“Como líderes na transição energética, reiteramos o compromisso de zerar nossas emissões operacionais, o net zero, até 2050”, disse.

Análise: Desempenho de Haddad na Fazenda terá impacto em 2026

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Ministro Fernando Haddad fala sobre IOF. Foto: Diogo Zacarias/MF
Ministro Fernando Haddad fala sobre IOF. Foto: Diogo Zacarias/MF

No PT, há unanimidade em torno do nome do presidente Lula (PT) como candidato nas eleições presidenciais de 2026. No entanto, caso Lula não se candidate por motivos de saúde ou de baixa popularidade, há outros nomes sendo ventilados pela imprensa. Entre eles, está o do atual ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), que nega uma possível candidatura, mas é um nome de confiança do presidente.

Esta análise foi publicada primeiro no Cenários Políticos, exclusivo para clientes Arko Advice. Para saber como receber, CLIQUE AQUI.

Projetos enviados ao Congresso

Diante dessa possibilidade, o sucesso dos projetos econômicos enviados ao Congresso Nacional é determinante para uma possível candidatura de Haddad em 2026. Atualmente, a ampliação da isenção do Imposto de Renda para aqueles que recebem até R$ 5 mil mensais e a tributação dos super-ricos são as principais medidas populares do governo. Além disso, a concessão de crédito consignado mais acessível para trabalhadores do setor privado e a proposta de reajustes anuais do salário mínimo também são positivas nessa caminhada. Vale lembrar que a conclusão da Reforma Tributária seria ainda um grande feito do mandato. Outro elemento determinante nesse cenário é a inflação.

Inflação e mercado

A mais recente reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central elevou a taxa Selic a 14,75% ao ano. Com os juros altos, não só a população está descontente com o governo – também o mercado. À pesquisa Quaest divulgada em março, 58% dos entrevistados do mercado financeiro avaliaram o trabalho de Haddad como negativo, contra os 24% captados em dezembro de 2024. Um dos principais fatores a impactar a visão dos
empresários foi a ausência de um anúncio de corte de gastos por parte da União diante da
situação econômica do país. Afora isso, 93% dos entrevistados apontaram que a economia do governo está na direção errada e responsabilizaram o presidente Lula por tal situação.

Para o setor financeiro, Haddad definiu a medida do próprio sucesso ao apoiar o novo
arcabouço fiscal, que substituiu o antigo Teto de Gastos e que tem como objetivo equilibrar as contas públicas e reduzir os gastos do governo. A nova regra fiscal determina que os gastos da União não podem crescer mais do que a arrecadação e que a meta do déficit primário seja zero, com tolerância de 0,25% do PIB. Com regras mais claras, o mercado se sente mais seguro para direcionar investimentos ao país. Além disso, foi positivo para Haddad o recente anúncio de bloqueio de R$ 10,6 bilhões e o contingenciamento de R$ 20,7 bilhões do Orçamento 2025 para alcançar a meta de resultado primário.

Crise do IOF

No entanto, na mesma ocasião, a publicação do decreto que aumentou o Imposto de
Operações Financeira (IOF) causou um grande mal estar para o governo, principalmente, ao Haddad. A falta de um alinhamento prévio com o Legislativo e com o Banco Central (BC)
prejudicaram a imagem do ministro perante o mercado financeiro e demandou que a Fazenda voltasse atrás. O Congresso deixou bem claro a insatisfação perante medidas que que aumentem a quantidade de impostos e o presidente do BC, Gabriel Galípolo, apontou que o IOF é um instrumento de regulação e que não deveria ser usado para arrecadação.

Política

Além disso, há outro elemento que interfere neste cenário. Por mais que Haddad conquiste
popularidade no futuro, ainda há resistência dentro do partido e da base governista com
relação ao nome dele para o cargo de presidência da república. Além disso, o ministro também teria que trabalhar na imagem dele no interior do Norte e Nordeste, para além das capitais.

O cenário atual não é positivo para a candidatura do ministro. Contudo, olhando para o futuro, há a possibilidade de uma melhora, caso Lula não se candidate. Há também a expectativa de que Haddad possa se candidatar ao governo de São Paulo ou ao Senado. Em São Paulo, ele colocaria o atual governador, Tarcísio de Freitas (Republicanos), em uma saia-justa: Tarcísio deixaria de lado uma quase certa reeleição para uma possível candidatura como presidente, abrindo espaço para Haddad tentar o cargo?

De qualquer forma, a aprovação das medidas fiscais enviadas ao Congresso Nacional é essencial em todos esses cenários, tanto para a aprovação de Lula quanto para uma possível candidatura de Haddad a outros cargos.

TCU aprova repactuação do contrato da Autopista Fluminense (BR-101/RJ)

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Foto: Divulgação/Arteris Fluminense

O Tribunal de Contas da União (TCU) aprovou a repactuação do contrato da Autopista Fluminense, da concessionária Arteris, responsável por mais de 300 quilômetros da BR-101, entre Niterói (RJ) e a divisa do estado fluminense com o Espírito Santo. A decisão do tribunal garante a continuidade das obras paralisadas e a execução de novos projetos estruturantes, com investimentos superiores a R$ 10 bilhões.

“A repactuação será conduzida segundo a nova Política Pública de Outorgas, que estabelece a gestão por desempenho, com reajuste do pedágio condicionado à entrega das obras. Essa metodologia incentiva investimentos e assegura uma rodovia mais segura e eficiente”, disse a secretária nacional de Transporte Rodoviário, Viviane Esse.

O TCU liberou a formalização do ajuste contratual após o cumprimento das exigências definidas em julgamento anterior, de 2023. O aval da Corte permite dar continuidade a obras essenciais, marcando uma etapa fundamental para a modernização da via.

O contrato original da Autopista Fluminense foi assinado em 2008, com prazo inicial de 25 anos. Com o acerto entre a concessionária e o poder concedente, foi prorrogado por mais 14 anos.

Os investimentos da rodovia (Capex) previstos para essa nova etapa atingem R$ 6,18 bilhões. Os gastos operacionais (Opex) foram estimados em R$ 4,12 bilhões. Além da autorização, o TCU acompanhará a execução do contrato, reforçando a transparência e o cumprimento das obrigações pactuadas, segundo informou o Ministério dos Transportes em seu site.

Instituído pela Portaria nº 848/23, o modelo adotado em relação a concessões que enfrentam problemas, ou a contratos que precisam de atualização, promove a antecipação das obras e a vinculação do reajuste tarifário à entrega efetiva dos serviços.

“A política padroniza os contratos, simplifica processos e exige comprovação técnica e financeira para assegurar a segurança jurídica e acelerar os investimentos em infraestrutura”, afirmou Viviane Esse.

Retomada da BR-393/RJ

O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) acionou, na quarta-feira passada (9), a Polícia Rodoviária Federal (PRF) e, assim, recuperou a gestão da Rodovia do Aço, a BR-393/RJ. A rodovia liga Barra Mansa (RJ) à BR-040, perto da divisa entre os estados do Rio de Janeiro e Minas Gerais.

A concessionária K-Infra, que teve a caducidade decretada pelo governo, havia anunciado que voltaria gradualmente a operar a concessão e a cobrança de pedágio, a partir de decisão liminar do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF). O governo, porém, não viu na determinação judicial base para a K-Infra voltar à rodovia.

Ainda assim, a concessionária agiu para retomar a operação, o que gerou a ação do DNIT com a PRF. Em nota, o Ministério dos Transportes classificou de “indevida” a tentativa de retomada da rodovia. Já a K-Infra informou que entrará com recurso na Justiça contra a decisão do Dnit.

Mercado reduz projeção da inflação pela sétima semana seguida

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Foto: Reprodução

O mercado financeiro voltou a reduzir a estimativa de inflação para 2025, segundo o Boletim Focus divulgado pelo Banco Central (BC) nesta segunda-feira (14). A previsão para o IPCA caiu de 5,18% para 5,17%, permanecendo acima do teto da meta, que é de 4,5%. Para 2026, a expectativa ficou estável em 4,50%, enquanto para 2027 e 2028 as projeções são de 4,00% e 3,80%, respectivamente.

Sistema de metas

Desde o início deste ano, o sistema de metas de inflação é contínuo, com objetivo central de 3% e intervalo de tolerância entre 1,5% e 4,5%. Se a inflação acumulada em 12 meses ficar fora desse intervalo por seis meses seguidos, a meta é considerada descumprida.

Na semana passada, o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, enviou uma carta ao ministro da Fazenda Fernando Haddad (PT) explicando que o estouro da meta em junho foi causado por fatores como atividade econômica aquecida, pressão cambial, custos elevados de energia elétrica e anomalias climáticas.

Projeções

A projeção de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) para 2025 permaneceu em 2,23%, enquanto para 2026 subiu para 1,89%.

A taxa básica de juros (Selic) deve encerrar 2025 em 15% ao ano, recuando para 12,5% em 2026 e 10,5% em 2027.

O dólar deve fechar 2025 cotado a R$ 5,65, com leve alta para R$ 5,70 em 2026.

Expectativas para balança comercial

O superávit da balança comercial para 2025 foi revisado para US$ 70,9 bilhões e deve ficar em US$ 77,9 bilhões em 2026. O ingresso de investimento estrangeiro direto está projetado em US$ 70 bilhões para ambos os anos.

Essas previsões refletem um cenário de incerteza, com inflação acima da meta e juros elevados, o que pressiona o custo de vida e desafia o crescimento econômico.

Termômetro das expectativas

Boletim Focus é divulgado semanalmente pelo Banco Central, e reúne projeções de economistas, analistas e operadores do mercado financeiro. Ele serve como um termômetro das expectativas econômicas, e influencia decisões de empresas, investidores e do próprio governo.

Comissão mista da MP com alternativas ao IOF será instalada na próxima terça (15)

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Fachada do Congresso Nacional, a sede das duas Casas do Poder Legislativo brasileiro. As cúpulas abrigam os plenários da Câmara dos Deputados (côncava) e do Senado Federal (convexa), enquanto que nas duas torres - as mais altas de Brasília, com 100 metros - funcionam as áreas administrativas e técnicas que dão suporte ao trabalho legislativo diário das duas instituições.
Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado

Na próxima terça-feira (15), ocorre a instalação da Comissão Mista da Medida Provisória com alternativas ao aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) (MP 1303/25). A expectativa é que o senador Renan Calheiros (MDB-AL) seja o presidente e o deputado Carlos Zarattini (PT-SP) o relator. Até o momento, a MP recebeu 678 emendas, sendo que 15 foram retiradas pelos autores.

Propostas

Entre outras medidas propostas pelo governo para equilibrar as contas públicas, a matéria aumenta a taxação sobre apostas de alíquota fixa de 12% para 18%. Além disso, o texto acaba com a isenção do Imposto de Renda de títulos incentivados, como LCI (Letra de Crédito Imobiliário) e LCA (Letra de crédito do agronegócio), tributados em 5%.

Outro ponto de mudança interfere nas fintechs e bancos digitais, que recebem um aumento na alíquota do IR, passando para 15% ou 20%. O texto também altera a alíquota de tributação de rendimentos de aplicação financeira e de ativos virtuais no exterior.

Tramitação

Após publicação no Diário Oficial da União (DOU), cria-se a Comissão Mista, composta por 12 deputados e 12 senadores. Com a matéria aprovada na comissão, o texto segue para apreciação do Plenário da Câmara e, depois, no Plenário do Senado. Aprovada, o presidente sanciona a matéria com ou sem vetos.

Como será a semana – 14/7 a 18/7

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Como será a semana, agenda

Última semana de atividade legislativa do Congresso, que entra em recesso a partir do dia 18. A Câmara pode votar propostas sobre precatórios e licenciamento ambiental. O STF promove reunião de conciliação entre Executivo e Legislativo sobre aumento do IOF e medidas compensatórias. Decisão dos EUA de taxar o Brasil continua repercutindo.

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AGENDA POLÍTICA DA SEMANA

Segunda-feira (14/07)

  • Termina o prazo para que a Procuradoria-Geral da República (PGR) apresente as alegações finais na ação contra Jair Bolsonaro (PL) e mais sete aliados do ex-presidente acusados de tentativa de golpe de Estado.

  • O Supremo Tribunal Federal inicia tomada de depoimento das testemunhas dos réus denunciados do Núcleo 2 por suposta tentativa de golpe de Estado (o grupo, formado por seis réus, é acusado de elaborar a chamada “minuta do golpe”, monitorar o ministro Alexandre de Moraes e articular ações com a Polícia Rodoviária Federal (PRF) para dificultar o voto de eleitores do Nordeste nas eleições de 2022). Os depoimentos vão até o dia 21.

  • O Banco Central pode divulgar o IBC-Br (prévia do PIB) de maio.

Terça-feira (15/07)

  • O presidente Lula participa de reunião do Comitê Interministerial para a Transformação Digital.

  • O Supremo Tribunal Federal promove reunião de conciliação entre Executivo e Legislativo sobre o aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF).

  • A Comissão Especial que discute a PEC dos Precatórios (PEC 66/23) pode votar o parecer do relator, deputado Baleia Rossi (MDB-SP).

  • A Câmara pode votar PL 2159/21, que trata do Licenciamento Ambiental.

  • A Câmara pode votar Projeto de Lei Complementar 41/19, que prevê a definição de padrões mínimos em regulamento para a concessão ou renovação de benefícios tributários, como metas de desempenho e impacto na redução de desigualdades regionais.

  • Prevista instalação da Comissão Mista destinada a analisar a MP 1303/25, que aumentou imposto para bets e aplicações financeiras.

  • A Comissão de Relações Exteriores do Senado promove, a partir das 10h, debate a estratégia do Brasil diante da recente tarifa de importação imposta pelo Governo dos Estados Unidos – Donald Trump.

Quarta-feira (16/07)

  • Divulgação de pesquisa Genial/Quaest sobre avaliação do governo federal.

  • O Senado discute projeto que legaliza jogos de azar, cassinos e bingos no país.

  • A Câmara realiza Comissão Geral, às 09 horas, para debater “COP30 diante dos desafios ambientais em curso no Parlamento Brasileiro”.

  • Prazo final para sanção do projeto de lei que aumenta o número de deputados federais de 513 para 531.

  • A Comissão Especial da Câmara que analisa o PL 1087/25, que trata da reforma do imposto de renda, pode votar o parecer do relator, deputado Arthur Lira (PP-AL).

  • A Comissão de Finanças e Tributação da Câmara realiza audiência pública a partir das 9h30 sobre os impactos à economia brasileira com o aumento das tarifas dos EUA com representantes da Confederação Nacional da Indústria, Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil, e outras entidades.

  • As Comissões de Minas e Energia (CME), de Saúde (CS), de Viação e Transportes (CVT), de Ciência, Tecnologia e Inovação (CCTI) e de Desenvolvimento Urbano (CDU) da Câmara promovem audiência conjunta para tratar de mecanismos de fortalecimento das agências reguladoras.

Quinta-feira (17/07)

  • O presidente Lula participa, em Goiânia, do 60º Congresso Nacional da UNE. Depois, na Bahia, participa de cerimônia de anúncios e entregas do Agora Tem Especialistas na Bahia.

Sexta-feira (18/07)

  • O presidente Lula faz visita às obras de infraestrutura no Ceará.

  • Início do recesso do Congresso Nacional.

  • A Confederação Nacional da Indústria divulga Sondagem Industrial.