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Mercado reduz previsão de inflação para 2025 pela nona semana seguida

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Brasília (DF), 26/10/2023, Prédio do Banco Central em Brasília.
Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

O Boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira (28) pelo Banco Central (BC), aponta que o mercado financeiro voltou a revisar para baixo, pela nona semana consecutiva, a projeção para o IPCA de 2025. A expectativa para o índice recuou de 5,10% para 5,09%.

Já para o câmbio, a projeção para o dólar baixou de R$ 5,65 para R$ 5,60. Para o PIB de 2025, o número seguiu estável em 2,23%, indicando manutenção de cenário de crescimento econômico moderado.

Próximos anos

Para os anos seguintes, as expectativas de inflação também recuaram ou foram mantidas:

  • IPCA de 2026: 4,44% (era 4,45% na semana passada)

  • IPCA de 2027: 4,00% (estável)

  • IPCA de 2028: 3,80% (estável)

No caso do IGP-M, principal referência para reajustes de contratos de aluguel:

  • 2025: 1,60% (era 1,72%)

  • 2026: 4,42% (era 4,45%)

  • 2027: 4,00% (estável há 28 semanas)

  • 2028: 3,96% (era 3,98%)

PIB e dólar

As expectativas para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) permanecem moderadas:

  • 2025: 2,23% (estável)

  • 2026: 1,89% (era 1,88%)

  • 2027 e 2028: 2,00% (essa última estável há 72 semanas)

Já com o dólar:

  • 2025: R$ 5,60 (era R$ 5,65)

  • 2026, 2027 e 2028: R$ 5,70 (estáveis)

Taxa Selic

A projeção para a taxa básica de juros permanece inalterada há semanas, refletindo consenso sobre estabilidade no cenário de política monetária:

  • 2025: 15% (mesmo valor há 5 semanas)

  • 2026: 12,50% (mesmo valor há 26 semanas)

  • 2027: 10,50% (mesmo valor há 24 semanas)

  • 2028: 10,00% (mesmo valor há 31 semanas)

Termômetro das expectativas

Boletim Focus é divulgado semanalmente pelo Banco Central, e reúne projeções de economistas, analistas e operadores do mercado financeiro. Ele serve como um termômetro das expectativas econômicas, e influencia decisões de empresas, investidores e do próprio governo.

Como será a semana – 28/7 a 01/8

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Como será a semana, agenda

Na sexta-feira, está prevista a entrada em vigor de uma tarifa de 50% para as exportações do Brasil aos Estados Unidos. Grande expectativa sobre as medidas que serão anunciadas pelo governo brasileiro. O Ministério da Indústria, Comércio e Turismo dará entrevista todos os dias ao longo da semana para tratar da questão. O Banco Central decide a taxa básica de juros (Selic).

AGENDA POLÍTICA DA SEMANA

Próxima semana

  • Equipe econômica deve apresentar ao presidente Lula opções de resposta ao governo dos Estados Unidos.

  • O Ministério da Indústria Comércio e Serviços concede entrevista coletiva todos os dias, às 11h, ao longo da semana para falar sobre as medidas brasileiras perante o tarifaço dos Estados Unidos.

Segunda-feira (28/07)

  • O presidente Lula (PT) sanciona o programa “Acredita Exportação”, que tem foco na atuação das micro e pequenas empresas no mercado internacional.

  • A Confederação Nacional da Indústria (CNI) divulga a Sondagem Indústria da Construção.

Terça-feira (29/07)

  • Início da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central para decidir a taxa de juros (Selic).

  • Parlamentares brasileiros viajam para Washington para negociar as tarifas impostas pelos EUA ao Brasil.

Quarta-feira (30/07)

  • O Comitê de Política Monetária do Banco Central anuncia taxa básica de juros (Selic).

  • O Ministério do Trabalho e Emprego divulga dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) de junho.

Quinta-feira (31/07)

  • O Banco Central divulga o resultado das contas do Setor Público em junho.

Sexta-feira (01/08)

  • Prevista entrada em vigor da tarifa de 50% imposta pelos Estados Unidos ao Brasil.

  • Entidades sindicais fazem atos pela “sobetania nacional e contra os ataques de Trump ao Brasil”.

Rosana Valle apresenta projeto para que companhias aéreas rastreiem bagagens com chips

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Rosana Valle
Foto: Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados

A deputada federal Rosana Valle (PL-SP) conversou com a Arko Advice sobre um projeto de lei, de sua autoria, que tramita na Câmara dos Deputados e tem como objetivo aumentar a segurança das bagagens despachadas por empresas aéreas. De acordo com a parlamentar, a ideia é usar chips para rastrear esses pertences.

“Sabemos que o tema é fundamental para quem utiliza o transporte aéreo. Queremos que as empresas sejam responsabilizadas passem a rastrear as bagagens despachadas, para que saibam se houve qualquer tipo de violação ou alteração. Assim, as companhias aéreas serão obrigadas a disponibilizar aos passageiros lacres identificadores ou chips rastreáveis que deverão ser fixados nas bagagens despachadas”, explicou.

Esta matéria foi publicada primeiro no Arko Alerta, exclusivo para clientes Arko Advice. Para saber como receber, CLIQUE AQUI.

O projeto está apensado e, neste momento, tramita na Comissão de Trabalho. A deputada também comentou sobre a proximidade com a ex-primeira dama Michelle Bolsonaro e as expectativas para 2026.

Veja a entrevista na íntegra:

Tramita na Câmara um PL, de autoria da senhora, que pretende aumentar a segurança das bagagens despachadas por empresas aéreas. Qual a espinha dorsal desse projeto?

O projeto visa à segurança dos passageiros. Sabemos que o tema é fundamental para quem utiliza o transporte aéreo. Queremos que as empresas sejam responsabilizadas e passem a rastrear as bagagens despachadas, para que saibam se houve qualquer tipo de violação ou alteração. Assim, as companhias aéreas serão obrigadas a disponibilizar aos passageiros lacres identificadores ou chips rastreáveis que deverão ser fixados nas bagagens despachadas. O projeto está apensado e, neste momento, tramita na Comissão de Trabalho. Essa segurança no rastreio também pode coibir o transporte de drogas e o tráfico.

A senhora preside o PL Mulher em São Paulo e é muito próxima da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro. Atualmente, cogita-se o nome dela para o Senado Federal ou para a vice-Presidência da República em 2026. A ex-primeira-dama revela algum desejo nesse sentido?

Acredito que ela vem realizando um trabalho excepcional no incentivo e na valorização das mulheres na política, algo que está acontecendo desde que assumiu a presidência do PL Mulher. Creio que ela se sairia bem em qualquer cargo que escolher, pois é uma mulher determinada, que trabalha muito. Atualmente, está viajando por diversos estados. E o partido tem a expectativa de aumentar a participação feminina nas próximas eleições. Hoje, quando se fala em mulher na política, lembra-se do PL e, principalmente, de Michelle Bolsonaro. Ela é a mulher com maior evidência no país nesse campo. Portanto, acredito que terá grandes chances de vitória na disputa para qualquer cargo a que deseje concorrer. Sua presença nos estados evidencia o quanto é querida pela população.

Como estão as tratativas sobre a anistia aqui na Câmara dos Deputados?

O PL não desistiu de tentar fazer com que o projeto seja pautado. Este é o momento de se posicionar. Já conquistamos grandes vitórias, como na questão do IOF [Imposto sobre Operações Financeiras], e isso se deve à pressão exercida pelos partidos de direita. A obstrução é uma opção legítima. Todos sabem que a anistia é uma das pautas prioritárias para a direita em geral. Já há um entendimento em andamento para que o projeto seja pautado. Estamos percebendo avanços na CPMI do INSS, e este é o momento certo para continuarmos pressionando.

Análise: Executivo e Legislativo em novo clima de tensão

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva reunido com os presidentes do Senado, Davi Alcolumbre, e da Câmara dos Deputados, Hugo Motta. Legislativo
Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil.

O Congresso Nacional está em recesso “branco” (informal), já que o Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO) não foi votado, o que só deve acontecer em agosto. E as atividades legislativas do primeiro semestre foram encerradas em um ambiente ruim em relação ao Palácio do Planalto.

Isso porque os parlamentares não ficaram satisfeitos com a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) quanto ao aumento do Imposto sobre Operações Financeiros (IOF), proposto pelo Executivo. O Congresso havia derrubado o decreto do presidente Lula (PT) por meio de um decreto legislativo, mas o governo recorreu ao STF.

Na Câmara, repercutiu muito mal o veto do presidente Lula (PT) ao aumento do número de deputados federais de 513 para 531 a partir das eleições de 2026. E Lula não comunicou previamente sua decisão ao presidente da Casa, deputado Hugo Motta (Republicanos-PB).

Em resposta, a Câmara aprovou o Projeto de Lei nº 5.122/23, que trata da renegociação de dívidas dos produtores rurais, incluindo a autorização para o uso de até R$ 30 bilhões de recursos do Fundo Social do Pré-Sal para a criação de linha de crédito para a quitação dos débitos, sobretudo de agricultores e pecuaristas do Rio Grande do Sul. O governo trabalhava pelo adiamento dessa votação.

Outro projeto que enfrentava resistência por parte do governo, em especial no Ministério de Minas e Energia, era o projeto sobre o licenciamento ambiental. Uma emenda de autoria do senador Davi Alcolumbre (União-AP), que cria um novo tipo de licenciamento ambiental, chamado de Licença Ambiental Especial (LAE), foi particularmente criticada. Esse tipo de licença será aplicado a projetos previamente listados como prioritários pelo Poder Executivo, com base em manifestação do Conselho de Governo. O prazo máximo de análise para a emissão da licença será de um ano.

O distanciamento entre os dois Poderes tende a aumentar no segundo semestre, ainda que haja melhora nos índices de popularidade do presidente Lula, conforme pesquisas de opinião divulgadas recentemente.

Para o segundo semestre, alguns focos de tensão devem advir de possíveis vetos do presidente ao projeto de lei do licenciamento ambiental, da questão das emendas parlamentares (que ainda aguarda uma decisão do Supremo), da esperada condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro (que colocará o debate sucessório na agenda com mais intensidade) e da intensificação das negociações com vistas às eleições de 2026, tanto no plano federal quanto no estadual.

Investimentos brasileiros crescem em 52,3% nos Estados Unidos, aponta CNI

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Foto: The White House

Segundo mapeamento da Confederação Nacional da Indústria (CNI), pelo menos 70 empresas brasileiras investem atualmente em 23 dos 50 estados americanos. Esses investimentos somaram um estoque de US$ 22,1 bilhões em 2024, o que representa um crescimento de 52,3% em relação a 2014.

Apenas entre 2020 e 2024, foram mais de US$ 3,3 bilhões anunciados em novas operações. Os EUA seguem como principal destino do investimento greenfield do Brasil, tendo recebido 142 projetos produtivos de empresas brasileiras entre 2013 e 2023, segundo Apex-Brasil e Amcham.

A concentração geográfica dos investimentos, de acordo com a CNI, privilegia estados como Flórida (12 empresas), Geórgia (7), Michigan, Minnesota, Missouri e Nova York (6 cada), além de Tennessee e Texas (5 cada).

Setores e empresas

Os maiores focos de aporte brasileiro em solo americano são:

  • Alimentos e bebidas: 22,8%

  • Plásticos: 12,4%

  • Produtos de consumo: 9,8%

  • Software e serviços de TI: 9,6%

  • Metais: 9,3%

Entre os destaques recentes (2020-2025) estão JBS (US$ 807 milhões), Omega Energia (US$ 420 milhões), Companhia Siderúrgica Nacional (US$ 350 milhões), Bauducco Foods (US$ 200 milhões) e Embraer (US$ 192 milhões). Só nos primeiros cinco meses de 2025, nove corporações nacionais anunciaram projetos, dois deles superiores a US$ 100 milhões.

Relação bilateral

A integração econômica avança em ambas as direções: 2.962 empresas brasileiras têm investimentos variados nos EUA, enquanto 3.662 empresas americanas operam no Brasil. Os investimentos dos EUA no Brasil saltaram para US$ 357,8 bilhões em 2024 — crescimento de 228,7% em 10 anos — com destaque para comunicações (31% do total), setor automotivo (13,5%), energia (11,4%), serviços financeiros (10,9%) e renováveis (7,1%).

Entre 2015 e 2025, empresas americanas também anunciaram robustos investimentos no Brasil, com destaque para Bravo Motor Company (US$ 4,3 bilhões), Microsoft (US$ 3 bilhões), CloudHQ e Amazon.

Exemplos de projetos recentes

Segundo o SelectUSA, programa oficial americano, empresas brasileiras executaram 65 projetos no país, totalizando mais de US$ 1 bilhão investido e geração de 2.500 empregos diretos. Entre os principais projetos atuais estão:

  • Embraer: centro de manutenção no Texas (US$ 70 milhões, 250 empregos diretos)

  • JBS: nova planta industrial em Iowa (US$ 135 milhões, 500 empregos)

  • Sustainea: previsão de US$ 400 milhões investidos em Indiana

Empresas como Wyda, Precicast, Braip, GreyLogix, MedYes e Plooral também investem em segmentos como alimentos, TI, biotecnologia, aeroespacial e logística.

Ricardo Alban, presidente da CNI, ressalta que a crescente movimentação de investimentos bilaterais reforça o caráter complementar e os benefícios mútuos da relação econômica entre os países.

“Essa é a prova de que o setor produtivo brasileiro vê na integração com os Estados Unidos muito mais que comércio: vê parceria. O avanço dos investimentos de ambos os lados, ao longo dos anos, reforça o caráter complementar e os benefícios mútuos dessa relação”, afirma Ricardo Alban.

Nova lei cria política de juventude rural e autoriza crédito facilitado para jovens do campo

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Foto: Lucas Nascimento/Seduc-TO

Entrou em vigor nesta quinta-feira (24) a Lei 15.178, que institui a Política Nacional de Juventude e Sucessão Rural. O objetivo central da nova norma é reduzir a migração dos jovens do campo para os centros urbanos, promovendo qualidade de vida e novas oportunidades para quem deseja permanecer e construir carreira nas comunidades rurais.

Direcionada a jovens de 15 a 29 anos da agricultura familiar, a lei estabelece diretrizes para facilitar o acesso à terra, ao crédito rural, à educação no campo e à formação de cooperativas e associações de jovens agricultores.

Entre os principais pontos, a lei amplia a articulação com instituições de ensino, pesquisa e entidades do Sistema S, além de autorizar a criação de linhas de crédito específicas para o público jovem, com condições diferenciadas que reduzam o risco dos empréstimos e incentivem o empreendedorismo rural entre as novas gerações.

Tramitação

A proposta, apresentada em 2017 pelo deputado Patrus Ananias (PT-MG), ex-ministro do Desenvolvimento Agrário, foi aprovada pelo Congresso Nacional no início de julho deste ano e relatada no Senado pela senadora Professora Dorinha Seabra (União-TO).

O presidente Lula sancionou a lei, mas vetou o artigo que previa a obrigatoriedade de destinar no mínimo 30% dos recursos federais, estaduais e municipais para a compra de alimentos da agricultura familiar destinados à alimentação escolar.

O argumento do governo é que a determinação seria inconstitucional por impor obrigação a estados e municípios, algo que só pode ser feito por lei federal sobre recursos próprios da União. O percentual já é exigido atualmente apenas para recursos do Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae), de origem federal.

Prévia da inflação de julho sobe, puxada por energia elétrica e passagens aéreas

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Foto: Reprodução/EBC

A inflação medida pelo IPCA-15 acelerou para 0,33% em julho, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (25) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A alta supera a prévia de junho (0,26%) e leva o acumulado em 12 meses para 5,3%, acima da meta oficial de 4,5%. Em julho de 2024, a taxa havia sido de 0,30%.

O indicador reflete pressão dos reajustes tarifários de energia elétrica, o efeito da bandeira vermelha e de altas em serviços como passagens aéreas.

Energia elétrica e reajustes regionais impactam

O grupo habitação, principal influenciador do mês, avançou 0,98%. A energia elétrica residencial, responsável pelo maior peso individual no índice, subiu 3,01% devido à manutenção da bandeira tarifária vermelha patamar 1, que eleva a conta em R$4,46 a cada 100kWh consumidos.

Reajustes em capitais como Belo Horizonte, Porto Alegre, Curitiba, São Paulo e Rio de Janeiro intensificaram o impacto nacional.

Alimentos aliviam pelo segundo mês consecutivo

O setor de alimentação e bebidas manteve tendência de queda, recuando 0,06% após ceder 0,02% em junho. Entre os produtos que mais contribuíram para a deflação destacam-se:

  • Batata-inglesa: -10,48%

  • Cebola: -9,08%

  • Arroz: -2,69%

Essa retração ajudou a segurar o IPCA-15, apesar de o grupo acumular alta de 7,36% em 12 meses, reflexo do forte aumento dos preços ao longo do último ano. A safra recorde brasileira tem contribuído para a acomodação dos custos de alimentos em 2025.

Transportes sobem, combustíveis caem

O grupo transportes avançou 0,67%, influenciado principalmente pelo aumento de 19,86% nas passagens aéreas e de 14,55% nos aplicativos de transporte. Em contrapartida, todos os combustíveis recuaram, com destaque para gasolina (-0,50%), gás veicular (-1,21%), diesel (-1,09%) e etanol (-0,83%), gerando um alívio no bolso dos consumidores.

Outros grupos

  • Artigos de residência, vestuário e educação apresentaram estabilidade ou leve queda.

  • Saúde e cuidados pessoais tiveram alta de 0,21%.

  • Despesas pessoais também avançaram 0,25%.

  • Comunicação registrou pequena elevação de 0,11%.

Diferença com IPCA

O IPCA-15 é a prévia da inflação oficial (IPCA) e segue mesma metodologia, abrangendo famílias com renda de 1 a 40 salários mínimos (atualmente R$1.518). A principal diferença é o período de coleta: o IPCA-15 antecipa a divulgação com preços captados entre 14 de junho e 15 de julho em 11 regiões metropolitanas, enquanto o IPCA cobre 16 áreas e será divulgado em 12 de agosto.

Lula sanciona novo consignado privado e veta repasse de dados a serviços de proteção ao crédito

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Foto: Ricardo Stuckert/PR

O presidente Lula (PT) sancionou nesta quinta-feira (25) a nova lei que regulamenta o crédito consignado para trabalhadores do setor privado com carteira assinada. A medida, oriunda da Medida Provisória 1.292/2025, cria uma plataforma digital pública para intermediar a concessão de empréstimos entre instituições financeiras e trabalhadores da iniciativa privada.

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Sistema digital é obrigatório

O novo sistema será operado por agentes públicos, com acesso eletrônico tanto para empregadores quanto para trabalhadores. O uso da plataforma será obrigatório para a formalização de novos contratos, que deverão ser registrados digitalmente para garantir validade jurídica.

A ideia é oferecer aos trabalhadores do setor privado as mesmas condições de crédito já acessíveis a servidores públicos e beneficiários do INSS, com taxas de juros significativamente menores. Com o novo modelo, o governo espera reduzir inadimplência e ampliar a competitividade entre instituições financeiras, favorecendo o trabalhador.

Além dos trabalhadores formais, a lei também amplia o alcance da modalidade, permitindo o acesso ao consignado por trabalhadores rurais, empregados domésticos e diretores não contratados formalmente, mas com direito ao FGTS.

Para motoristas e entregadores de aplicativo, o texto permite que o pagamento das parcelas seja descontado diretamente dos valores repassados pelas plataformas de serviços, servindo como garantia para as operações de crédito ou pagamento automático das prestações.

Vetos por proteção de dados

Lula vetou três dispositivos do texto que autorizavam o compartilhamento automático de dados dos trabalhadores com serviços de proteção ao crédito, como Serasa e SPC. A justificativa do governo é que os trechos violariam a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) ao presumirem consentimento sem garantias adequadas de privacidade.

O relatório da comissão também reforçou a necessidade de proteger os dados dos trabalhadores, determinando que qualquer acesso só poderá ocorrer com consentimento explícito e que as informações não poderão ser compartilhadas entre instituições nem usadas para fins alheios à operação do crédito consignado.

Alckmin conversa sobre tarifas com o secretário de Comércio dos EUA

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Geraldo Alckmin
Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércios, Geraldo Alckmin (PSB), informou nesta quinta-feira (24) que conversou com secretário de Comércio dos Estados Unidos, Howard Lutnick, sobre as tarifas de importação impostas aos produtos brasileiros pelos EUA. O diálogo foi no último sábado (19) por telefone.

“O presidente Lula tem orientado negociação, não ter contaminação política, nem ideológica, mas centrar na busca de solução para a questão comercial”, relatou.

Foi a primeira conversa entre altos representantes dos dois governos desde o anúncio da taxação feita pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

“Ao invés de ter um perde e perde com inflação nos Estados Unidos e diminuição das nossas exportações para o mercado americano, nós invertermos isso, resolvermos problemas, aumentarmos a complementaridade econômica, a integração produtiva, investimentos recíprocos, discutimos não bitributação, enfim, avançamos numa agenda extremamente positiva”, acrescentou o vice-presidente.

Quando questionado por repórteres, Alckmin evitou entrar em detalhes sobre a conversa, mas avaliou o diálogo de forma positiva. Segundo o ministro, foram 50 minutos de diálogo proveitoso. Ele informou que, no momento, é preciso aguardar e destacou a disposição do governo brasileiro para avançar nas tratativas.

Reunião com setores afetados

Geraldo Alckmin tem se reunido, desde a semana passada, com representantes dos setores mais afetados pelo tarifaço, da indústria ao agronegócio. O vice-presidente coordena o Comitê Interministerial de Negociação e Contramedidas Econômicas e Comerciais, criado pelo governo federal para reagir à tarifa imposta pelos Estados Unidos.

Nesta quinta-feira , Alckmin se reuniu com representantes da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), da empresa Taurus Armas e da Associação Nacional da Indústria de Armas e Munições (ANIAM). O setor é um grande exportador para os Estados Unidos. Ele também conversou com dirigentes do Instituto para Desenvolvimento do Varejo (IDV).

Posicionamento do governo brasileiro

O governo brasileiro defendeu, durante reunião na Organização Mundial do Comércio (OMC), que sanções comerciais não podem ser usadas para comprometer a soberania dos países. Em carta enviada ao presidente Lula no dia 9 de julho, Trump também justificou as tarifas com argumentos ideológicos, mencionando o ex-presidente Jair Bolsonaro, réu no Supremo Tribunal Federal (STF) por tentativa de golpe de Estado, e pediu anistia ao ex-presidente.

O presidente Lula já havia declarado que o Brasil adotará medidas de reciprocidade caso os Estados Unidos mantenham as tarifas unilaterais. Até o momento, no entanto, o governo não tomou nenhuma decisão concreta. A expectativa é que eventuais reações só sejam anunciadas a partir da entrada em vigor das tarifas, prevista para 1° de agosto.

Análise: Ação contra Bolsonaro coloca oposição em conflito com Motta

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Líder da oposição na Câmara, Sóstenes Cavalcante.
Foto: Lula Marques/Agência Brasil

Nesta terça-feira (22), a decisão do presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), de proibir reuniões de comissões convocadas pela oposição gerou um atrito com o Partido Liberal (PL). O líder da sigla na Casa, Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), avaliou a ação como “antiregimental” e “ilegal”.

Segundo o regimento interno da Casa, os parlamentares só podem entrar em recesso após a votação do PLDO 2025 (Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias). O recesso informal, que está ocorrendo atualmente, só é possível por um acordo entre o presidente da Casa e os partidos. Com a determinação de Motta, a oposição foi obrigada a cancelar as sessões, em que uma já contava com o quórum de 25 parlamentares.

Além disso, desde o início do ano, a oposição defende a aprovação do projeto que anistia os presos do 8 de janeiro. Caso Motta continue adiando a discussão do tema, como fez até agora, a relação deverá ficar mais prejudicada. Assim, a oposição planeja pressionar o presidente da Casa pelo andamento logo após o recesso. Vale lembrar que a Arko Advice apurou que Motta e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), estariam trabalhando em um texto alternativo menos abrangente.

Com relação ao Supremo Tribunal Federal (STF), a oposição continua criticando as decisões da Corte. Na semana passada, o retorno do decreto do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) desagradou os congressistas, que viram a ação como uma desvalorização das opiniões das Casas. Com a determinações contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), a temperatura dos embates se eleva e a oposição pretender ter como pauta principal o impeachment do ministro Alexandre de Moraes e a PEC do foro privilegiado (PEC 333/17) na volta do recesso.