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Aneel inicia fiscalização no funcionamento de usinas térmicas nos meses de seca

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Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) iniciou, neste mês, processo de fiscalização específica para verificar o pleno funcionamento de usinas termelétricas consideradas importantes para o Sistema Interligado Nacional (SIN).

No início do mês passado a agência enviou ofício circular a todos os operadores de usinas termelétricas, comunicando a possibilidade de convocação para testes de disponibilidade.

Esses testes são conduzidos pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), instância responsável por coordenar e controlar a operação das instalações de geração e transmissão de energia elétrica no Sistema Interligado Nacional (SIN).

Nas datas estabelecidas pela agência reguladora, as termelétricas selecionadas deverão operar com carga total por, no mínimo, quatro horas. Essa medida busca assegurar o fornecimento de energia elétrica durante os meses de menor incidência de chuvas, período em que os reservatórios das hidrelétricas tendem a baixar e a geração pode não atender à demanda.

Essa é a situação típica do período seco, de maio a novembro. Estudos do ONS indicam a necessidade de funcionamento de usinas termelétricas nos próximos meses (até outubro), especialmente nos horários com maior utilização simultânea de aparelhos elétricos pela população, os chamados horários de ponta (que geralmente ocorrem no final do dia).

Nesses testes a agência busca validar informações fornecidas anualmente pelas usinas ao ONS.

Horário normal de funcionamento

A Aneel retoma, a partir de hoje (11) o funcionamento em tempo integral em sua sede, em Brasília – de 8h da manhã às 18h, de segunda à sexta. A volta ao horário normal de funcionamento é parte da retomada das atividades, após o desbloqueio parcial do orçamento da agência.

O bloqueio do orçamento foi reduzido de R$ 38,6 milhões para R$ 7,9 e contribuiu para a retomada das atividades essenciais, mas ainda com restrições. A maior parte das liberações ficou para dezembro, segundo a agência.

Análise: Pacificação ainda é horizonte distante

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Foto: Antônio Cruz/ Agência Brasil

Apesar do esforço por uma pacificação da política no Brasil, o cenário prévio para o segundo semestre indica que discussões ainda não resolvidas devem atrasar esse desejo. Por exemplo: a pressão pela anistia do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e a grande possibilidade de sua condenação pelo Supremo Tribunal Federal (STF); as incertezas envolvendo as tarifas dos Estados Unidos; a proximidade do ano eleitoral; e a necessidade de aprovação de temas relevantes no Congresso.

A estratégia de parlamentares bolsonaristas, na semana passada, de ocupar os plenários para pressionar pela anistia foi um termômetro da escalada de tensões. O principal pleito desse grupo continua sendo a anistia irrestrita aos envolvidos no 8 de janeiro de 2023. Some-se a isso a pressão pelo impeachment do ministro Alexandre de Moraes, do STF, e o pedido para que tenham andamento projetos que limitam poderes no STF. Nenhum desses temas, no entanto, caminha em direção a uma pacificação por não haver um consenso entre os parlamentares, o que agrava o clima de disputa pela narrativa política em detrimento de debates estruturantes.

Em outra frente, a atuação do deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) pressiona o Legislativo, mas afeta também o Executivo, por conta das tarifas americanas. A morosidade para se chegar a um acordo obriga o governo a recorrer a medidas de socorro aos setores atingidos. Já há um plano de contingência a ser apresentado pelo governo na próxima semana que pode ter custo fiscal em ano de grande desafio para o cumprimento da meta. Ademais, o governo tem projetos relevantes a serem aprovados no Congresso, enquanto a oposição se organiza para dominar a pauta na Casa.

Ainda na esteira da disputa política, há certa antecipação dos movimentos focando o pleito presidencial de 2026. Governadores têm utilizado os temas que pressionam o governo federal para se projetar em nível nacional. Dessa forma, o lançamento de pré-candidaturas de partidos de centro tende a afastar esse campo da base do governo. É o caso da candidatura de Ronaldo Caiado (União), governador de Goiás, e de Ratinho Júnior (PSD), governador do Paraná. Pelo lado da oposição, o governador Romeu Zema (Novo), de Minas Gerais, deve lançar sua candidatura ainda este mês.

Nesta teia de assuntos relevantes e espinhosos, sobra pouco espaço para discussões relevantes para o país, como o fim da regulamentação da Reforma Tributária e o início de sua implementação, além da discussão sobre a alteração na tabela do Imposto de Renda. A instabilidade institucional e as discussões que buscam apenas ganho político tendem a esvaziar o debate e atrasar discussões com foco no desenvolvimento do país.

Pará investe em mobilidade para preparar Santa Bárbara e Belém para a COP30

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Foto: Bruno Cecim/Agência Pará

Com a COP30 chegando, o governo do Pará viu a necessidade de fazer investimentos em diversas áreas para receber bem os visitantes. Uma das medidas foi anunciada neste final de semana, uma alternativa para melhorar a mobilidade. Foi assinada a Ordem de Serviço que implanta o novo sistema de transporte público de Santa Bárbara do Pará, município da Região Metropolitana de Belém.

A iniciativa é uma parceria com as prefeituras de Belém e Santa Bárbara, o que, de acordo com o governo, visa garantir o aumento da frota e ampliação de rotas que facilitarão o deslocamento da população. O sistema começou a funcionar neste domingo (10), e a entrega dos ônibus integra um pacote de investimentos recentes feitos pelo governo do Pará.

Além da divulgação recente, também, no mês de maio, foram incorporados 33 novos ônibus com climatização à frota da Região Metropolitana de Belém, equipados com ar-condicionado, Wi-Fi, acessibilidade, câmeras de segurança e iluminação em LED.

Em abril, 300 veículos já haviam sido entregues, marcando a maior renovação de frota da história da capital. Em junho foi lançado o aplicativo Vai Passe Fácil, modernizando o pagamento das passagens e permitindo transações por Pix e uso de QR Code, além de uma futura integração com GPS para acompanhar a chegada dos ônibus em tempo real.

Dificuldades para a COP30

Mesmo com essa atitude, Belém enfrenta grandes desafios para sediar a COP30, entre eles a necessidade de outras melhorias na infraestrutura urbana, como saneamento básico, drenagem e hospedagem. A cidade terá que se adaptar para receber milhares de participantes de todo o mundo, o que ainda exige investimentos em mobilidade, centros de eventos e ampliação da rede hoteleira, além de soluções para problemas recorrentes como alagamentos e deficiências no sistema de esgoto.

Outro desafio é garantir que a realização da conferência beneficie de forma concreta a população local e os povos da Amazônia. Nesse momento, é visto como fundamental incluir comunidades tradicionais nas discussões.

Câmara busca retomar agendas após ocupação de oposição

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Hugo Motta
Foto: Marina Ramos/Câmara dos Deputados

Ainda sob os efeitos da ocupação que paralisou o Congresso Nacional por cerca de 36 horas na última semana, a Câmara dos Deputados trabalha para retomar as atividades e definir a pauta de votações das próximas sessões. O presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), marcou para terça-feira (12) uma reunião com líderes partidários, ocasião em que serão fechadas as próximas votações do plenário.

Isenção do Imposto de Renda

Parlamentares da base aliada pretendem priorizar a votação do projeto de lei que aumenta a faixa de isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$5 mil mensais, reduz parcialmente o tributo para salários de até R$7 mil e aumenta cobrança para quem recebe acima de R$600 mil.

O texto, aprovado em julho por uma comissão especial, era cotado para votação na última semana, mas foi adiado devido à ocupação da Mesa Diretora por deputados da oposição, que protestavam contra a prisão domiciliar de Jair Bolsonaro e reivindicavam anistia para os condenados pelo 8 de janeiro.

Posição institucional

Após a desocupação do plenário, Motta negou qualquer vínculo entre a retomada dos trabalhos e eventuais negociações para inclusão da pauta da anistia. Motta destacou a independência da sua presidência:

“As matérias [jornalísticas] que estão saindo sobre a negociação feita por esta presidência para que os trabalhos fossem retomados não está vinculada a nenhuma pauta. O presidente da Câmara não negocia suas prerrogativas, nem com a oposição, nem com o governo, nem com absolutamente ninguém”, afirmou.

Punições

Na sexta-feira (8), Motta encaminhou denúncias contra parlamentares envolvidos no tumulto para a Corregedoria da Câmara. A análise das imagens e dos atos será conduzida pelo corregedor da Casa, deputado Diego Coronel (PSD-BA), e o resultado deve ser divulgado até quarta-feira (13). Após parecer da Corregedoria, as representações poderão ser enviadas ao Conselho de Ética, que avalia possíveis punições.

Ao contrário do que havia sido divulgado, a deputada Camila Jara (PT-MS) não está na lista preliminar de análise. Ela pode ser incluída, porém, se for constatada alguma irregularidade. O deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) a acusa de o ter empurrado, no momento em que Motta levanta de sua cadeira.

A edição extra do Diário Oficial da Câmara, publicada nesta sexta-feira (8), lista 11 deputados que tiveram o pedido encaminhado por Motta, sendo nove do PL, um do Novo e um do PP:

  • Sóstenes Cavalcante (PL-RJ);
  • Nikolas Ferreira (PL-MG);
  • Zucco (PL-RS);
  • Allan Garcês (PP-TO);
  • Caroline de Toni (PL-SC);
  • Marco Feliciano (PL-SP);
  • Domingos Sávio (PL-MG);
  • Marcel van Hattem (Novo-RS);
  • Zé Trovão (PL-SC);
  • Bia Kicis (PL-DF);
  • Carlos Jordy (PL-RJ).

Como será a semana – 11/8 a 16/8

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Como será a semana, agenda

O governo deve anunciar, até terça-feira, plano de contingência voltado para os setores impactados pelo tarifaço dos Estados Unidos. No Congresso, a oposição continua se mobilizando a favor de uma pauta contra o STF. O Senado faz sabatinas de indicados para agências reguladoras. No sábado, Zema lança sua pré-candidatura ao Palácio do Planalto.

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AGENDA POLÍTICA DA SEMANA

Nesta semana

  • Governo anuncia, até terça-feira, plano voltado para a tarifa de 50% anunciada pelos EUA às exportações brasileiras.

  • Oposição no Congresso continua pressionando pela análise da PEC que trata do fim do foro privilegiado, anistia para os envolvidos no 8 de janeiro e a favor do impeachment do ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes.

Segunda-feira (11/08)

  • A Confederação Nacional da Indústria divulga Panorama da Pequena Indústria.

Terça-feira (12/08)

  • O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), se reúne com líderes partidários para discutir a pauta da semana.

  • A Coalizão das Frentes Parlamentares promove almoço com o deputado Arthur Lira (PP-AL), relator do projeto de lei que prevê isenção de imposto de renda para quem ganha até R$ 5 mil mensais.

  • Prevista a instalação da Comissão Mista destinada a analisar a MP nº 1.300/25, que trata da Reforma do Setor Elétrico.

  • A Comissão de Meio Ambiente do Senado sabatina Larissa Oliveira Rêgo, Cristiane Collet Battiston e Leonardo Góes Silva, indicados para a diretoria da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA).

  • A Comissão de Administração e Serviço Público da Câmara promove audiência pública, às 10h, sobre o fortalecimento das Agências Reguladoras.

  • A Comissão de Minas e Energia da Câmara realiza audiência pública, às 10h, sobre a Compensação Financeira pela Exploração Mineral (CFEM).

  • O IBGE divulga o IPCA de julho.

Quarta-feira (13/08)

  • Fórum Nacional de Governadores, em Belém, para discutir os preparativos para a 30ª Conferência das Partes (COP30), marcada para novembro de 2025.

  • O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, tem reunião remota com o secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, para tratar da tarifa de 50% sobre parte das exportações do Brasil para o país.

  • A Comissão de Assuntos Sociais do Senado sabatina Leandro Pinheiro Safatle, indicado para a presidência da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), e Thiago Lopes Cardoso e Daniela Marreco Cerqueira para a diretoria do órgão. Também sabatina Wadih Damous para a presidência da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).

  • A Comissão de Desenvolvimento Econômico da Câmara ouve Geraldo Alckmin, vice-presidente e Ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, sobre o tarifaço imposto aos produtos brasileiros pelo governo dos EUA.

  • A Comissão de Agricultura da Câmara ouve, às 10h30, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, sobre alteração das regras de isenção fiscal das Letras de Crédito do Agronegócio (LCA), entre outros temas.

  • A Comissão de Defesa do Consumidor da Câmara debate o Marco Legal de Geração Distribuída no Brasil, às 10h, com Sandoval Feitosa, Diretor-Geral da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), entre outros.

  • O coronel Marcelo Câmara, ex-assessor de Jair Bolsonaro, participa de acareação com o coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens do ex-presidente, para esclarecer fatos sobre a tentativa de golpe em 2022, conforme ação penal sob análise do Supremo Tribunal Federal.

  • O STF pode retomar julgamento sobre a validade da cobrança da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide) sobre remessas financeiras ao exterior como remuneração de contratos. Por enquanto, o placar está 4 x 2 a favor da União (impacto estimado em caso de derrota da União é R$ 19,6 bilhões).

  • O STF pode julgar ação que questiona a constitucionalidade da lei que permite à Aneel definir a destinação dos valores pagos a mais pelo consumidor de energia elétrica referentes à cobrança de tributos indevidos (ADI 7324).

  • O IBGE divulga resultado do varejo em junho.

  • A Confederação Nacional da Indústria divulga Índice de Confiança do Empresário Industrial.

Quinta-feira (14/08)

  • O IBGE divulga resultado do setor de serviços em junho.

Sexta-feira (15/08)

  • O Supremo Tribunal Federal inicia julgamento, por meio do plenário virtual, se o governo pode excluir do arcabouço fiscal os valores usados para ressarcir as vítimas de descontos indevidos no INSS. O julgamento vai até o dia 22.

Sábado (16/08)

  • O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), lança sua pré-candidatura à Presidência da República, em São Paulo.

Mercado reduz previsão de inflação para 2025 pela 11ª semana seguida

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Brasília (DF), 26/10/2023, Prédio do Banco Central em Brasília. Boletim Focus, mercado
Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

O Boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira (11) pelo Banco Central (BC), aponta que o mercado financeiro voltou a revisar para baixo, pela décima semana consecutiva, a projeção para o IPCA de 2025. A expectativa para o índice recuou de 5,07% para 5,05%.

Já para o câmbio, a projeção para o dólar permaneceu em R$ 5,60. Para o PIB de 2025, o número recuou para 2,21%, após quatro semanas em 2,23%, indicando ainda uma manutenção de cenário de crescimento econômico moderado.

Próximos anos

Para os anos seguintes, as expectativas de inflação também recuaram ou foram mantidas:

  • IPCA de 2026: 4,41% (era 4,43% na semana passada)

  • IPCA de 2027: 4,00% (estável há 25 semanas)

  • IPCA de 2028: 3,80% (estável)

No caso do IGP-M, principal referência para reajustes de contratos de aluguel:

  • 2025: 1,28% (era 1,33%)

  • 2026: 4,40% (era 4,43%)

  • 2027: 4,00% (estável há 30 semanas)

  • 2028: 3,96% (estável)

PIB e dólar

As expectativas para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) permanecem moderadas:

  • 2025: 2,21% (era 2,23%)

  • 2026: 1,87% (era 1,88%)

  • 2027: 1,93% (era 1,95%)

  • 2028: 2,00% (estável há 74 semanas)

Já com o dólar:

  • 2025: R$ 5,60 (estável)

  • 2026, 2027 e 2028: R$ 5,70 (estáveis)

Taxa Selic

A projeção para a taxa básica de juros permanece inalterada há semanas, refletindo consenso sobre estabilidade no cenário de política monetária:

  • 2025: 15% (mesmo valor há 7 semanas)

  • 2026: 12,50% (mesmo valor há 28 semanas)

  • 2027: 10,50% (mesmo valor há 26 semanas)

  • 2028: 10,00% (mesmo valor há 33 semanas)

Termômetro das expectativas

Boletim Focus é divulgado semanalmente pelo Banco Central, e reúne projeções de economistas, analistas e operadores do mercado financeiro. Ele serve como um termômetro das expectativas econômicas, e influencia decisões de empresas, investidores e do próprio governo.

Faturamento da indústria cresce 6,5% no primeiro semestre, mas sinaliza desaceleração

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Foto: José Paulo Lacerda/Suape

A indústria brasileira aumentou o faturamento em 6,5% no primeiro semestre de 2025, em comparação com o mesmo período de 2024. O dado foi divulgado nesta sexta-feira (8) pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). Apesar da alta no acumulado do ano, o setor desacelerou nos últimos meses. Em junho, o faturamento caiu 1,9%, encerrando o segundo trimestre com uma queda acumulada de 2,6%.

Segundo a CNI, a perda de ritmo também se refletiu no número de horas trabalhadas na produção. Embora o indicador tenha avançado 2,7% entre janeiro e junho, em relação ao mesmo intervalo do ano passado, ele recuou 0,7% em junho, resultando em uma queda de 1% no segundo trimestre.

Mercado de trabalho

A desaceleração da indústria também atinge o mercado de trabalho, ainda que de forma mais gradual. Em abril, o setor registrou a primeira queda no emprego industrial após 18 meses de crescimento. Nos meses seguintes, maio e junho, o número de postos de trabalho permaneceu estável, o que resultou em uma leve retração de 0,1% no segundo trimestre.

Apesar disso, o saldo semestral segue positivo. Entre janeiro e junho, o emprego industrial cresceu 2,4% em relação ao mesmo período de 2024.

Para Larissa Nocko, especialista em Políticas e Indústria da CNI, o cenário para os próximos meses deve ser ainda mais desafiador.

“Há bastante incerteza no mercado internacional, ao mesmo tempo em que problemas internos de longa data, como carga tributária elevada, juros altos, demanda interna fraca e falta de mão de obra especializada, continuam limitando o avanço da indústria de transformação”, afirma.

Utilização da Capacidade Instalada (UCI)

Entre maio e junho, a indústria manteve praticamente estável a Utilização da Capacidade Instalada (UCI), com variação positiva de apenas 0,1 ponto percentual, alcançando 78,8%. No entanto, no segundo trimestre, a UCI recuou 0,1 ponto percentual em relação aos três primeiros meses do ano. Já no acumulado do semestre, a queda foi mais expressiva: 0,8 ponto percentual em comparação com o mesmo período de 2024.

Enquanto isso, os indicadores de remuneração apresentaram resultados positivos. Em junho, a massa salarial aumentou 1,3%, encerrando o segundo trimestre com alta acumulada de 1,2%. O rendimento médio real dos trabalhadores também subiu 1,2% no mês, o que resultou em uma elevação de 1,7% no trimestre.

Porto de São Sebastião ganhará aditivo ao contrato e novo acesso será feito

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Porto de São Sebastião
Foto: Governo de São Paulo

Uma nova rota será feita para o acesso ao Porto de São Sebastião, em São Paulo. A medida faz parte de aditivo que prevê investimento de mais de R$ 55 milhões, anunciados pelo governo de São Paulo. O repasse dos recursos será feito de forma escalonada, conforme o avanço físico das obras.

De acordo com o governo, as obras para implantação do novo acesso vão ligar os Contornos da Tamoios diretamente à área portuária de São Sebastião, criando uma rota exclusiva que vai melhorar o tráfego local e otimizar a logística de entrada e saída do terminal. Atualmente esse acesso é feito por uma via provisória, o que, segundo o governo do estado, não comporta adequadamente o fluxo intenso de veículos, especialmente de caminhões pesados e nas altas temporadas.

Objetivos do investimento

O novo investimento tem como objetivo otimizar e organizar o tráfego da região e conciliar as demandas de carga e turismo. O intuito do governo com a medida é ampliar o uso do Porto de São Sebastião, criando uma alternativa estratégica ao eixo logístico do Porto de Santos.

Ainda foi informado, em nota, que intervenções serão fiscalizadas pela Agência Reguladora (Artesp). A Companhia Docas de São Sebastião e o Departamento de Estrada e Rodagem (DER) também aprovaram a proposta, alinhada ao planejamento estratégico do Porto.

Empresas que mais dependem dos EUA terão atenção especial, aponta governo

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Brasília (DF), 06/08/2025 - O vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, participa da abertura do 4º Fórum Saúde
Foto: José Cruz/Agência Brasil

Em meio à taxação imposta pelo presidente Trump, o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Geraldo Alckmin (PSB), afirmou que o governo federal pretende dar uma atenção especial para aquelas empresas que mais dependem do mercado norte-americano. O chefe da pasta classificou que haverá uma “atenção especial”.

Durante fala feita aos jornalistas, Alckmin afirmou: “A tarefa é trabalhar para reduzir essa alíquota e excluir o máximo que a gente puder do chamado tarifaço e, de outro lado, ter um Plano de Contingência para atender os setores mais expostos às exportações para os Estados Unidos”.

Pescado e aço

Também houve destaques para dois setores, são eles: Pescado e o aço. Sobre o pescado, o vice-presidente afirmou que existem empresas que destinam metade de suas produções para as exportações e, dentre elas, há setores que exportam metade do que enviam ao mercado externo para os Estados Unidos. Por outro lado, sobre o aço, o chefe da pasta destacou: “Se você pegar o caso do aço, nós somos o terceiro importador do carvão siderúrgico. Fazemos o aço semiplano e vendemos para os Estados Unidos, que faz o automóvel, a máquina, o equipamento, o avião. Então, tem uma cadeia que acaba sendo encarecida e cria insegurança de natureza jurídica”.

De acordo com o governo, o Brasil continua trabalhando para diminuir a alíquota imposta pelos Estados Unidos e para excluir o máximo de produtos da lista dos tarifados.

“O diálogo a gente nunca pode desistir. É perseverar, ter resiliência, mostrar que isso é um perde-perde e que é uma coisa ruim também para os Estados Unidos. Vai encarecer os produtos americanos, romper cadeias produtivas”, argumentou.

“Então, de um lado, é continuar esse trabalho para a negociação não parar. E, de outro lado, trabalhar o Plano de Contingência, porque a vida continua e as empresas têm compromissos a serem cumpridos, garantindo o emprego e a atividade produtiva”, finalizou o vice-presidente.

Análise: Atos pró-Bolsonaro mostram capacidade de mobilização

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Foto: Cadu Pinotti/Agência Brasil

Os apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) realizaram manifestações em diversas cidades o último domingo (3). As maiores concentrações ocorreram no Rio de Janeiro, em Copacabana, e São Paulo, na Avenida Paulista. O presidente Lula (PT) e o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, foram os principais alvos.

Foi a primeira manifestação sem a presença de Jair Bolsonaro. Por conta das medidas cautelares impostas por Moraes, Bolsonaro não pode utilizar as redes sociais. Por isso, evitou comparecer ao ato, pois se um eventual discurso fosse compartilhado nas mídias sociais, ele poderia ser preso.

Os governadores de direita Tarcísio de Freitas (SP); Romeu Zema (MG); Ratinho Júnior (PR); e Ronaldo Caiado (GO), que são pré-candidatos ao Palácio do Planalto, não compareceram aos atos. Tarcísio não compareceu, pois realizou um procedimento médico.  Os demais optaram pela preservação após o tarifaço dos Estados Unidos contra o Brasil e a sanção contra Moraes. A ex primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) participou dos atos, assim como o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

Apesar das manifestações em Copacabana e na Avenida Paulista ter tido expressivas, ela reuniu majoritariamente os eleitores que já votam em Jair Bolsonaro. A dificuldade em atrair outros segmentos é consequência do aumento da rejeição do ex-presidente, indicando um isolamento do bolsonarismo.

Segundo o Datafolha, 55% rejeitam a anistia para os envolvidos nos atos de 8 de janeiro; 35% aprovam. A pesquisa apontou que 55% consideram correta a decisão de Alexandre de Moraes em determinar que Bolsonaro utilize tornozeleira eletrônica; 41% discordam. Além disso, 57% avaliam que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, está errado ao pedir o fim do julgamento de Bolsonaro; 36% consideram corretas as exigências.

Apesar de 50% avaliarem que Bolsonaro não está sendo perseguido; 45% entendem que sim. De acordo com a pesquisa, 48% acreditam que Bolsonaro deve ser preso; 46% avaliam que não.

Apesar do bolsonarismo ter demonstrado capacidade de mobilização, mesmo sem a presença de seu grande líder, os processos contra Jair Bolsonaro no STF não serão afetados. No Congresso, a agenda da anistia também não deve avançar.

Mesmo que Bolsonaro seja decisivo na definição do candidato que enfrentará Lula em 2026, a oposição terá um desafio complexo para lidar, já que, de acordo com o Datafolha, 61% dizem que não votariam em um candidato que prometesse livrar Bolsonaro de qualquer pena.

Trata-se de um problema que não é trivial, pois, caso venha a ser preso, Bolsonaro deve colocar na pauta seu indulto em troca do apoio ao candidato que escolher apoiar para 2026. Essa eventual exigência poderá, por exemplo, dividir a direita, ao menos no 1º turno.