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Zucco sobre anistia: “Quem tiver maioria leva, é assim que funciona na democracia”

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Deputado Zucco
Foto: Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados

O líder da oposição na Câmara, deputado Luciano Zucco (PL-RS), defendeu em entrevista à Arko Advice que a anistia precisa ser pautada e votada o quanto antes: “Queremos apenas que a matéria seja pautada, pois já há requerimento de urgência com as assinaturas necessárias. E a maioria dos deputados se posicionou favoravelmente a essa urgência. Quem tiver maioria leva, é assim que funciona na democracia. Se o projeto for derrotado, aceitaremos o resultado. Se for aprovado, como acreditamos que será, que siga para o Senado e seja votado de forma democrática. Sendo aprovado lá, caberá ao presidente da República sancionar ou vetar, com todas as consequências políticas e jurídicas que isso implica”.

Sobre o texto ainda não há uma definição, mas o líder defende que seja feito a partir de um consenso e que seja sólido e equilibrado. “Não queremos impor uma votação, uma ideia ou um projeto específico”, continuou.

Veja a entrevista na íntegra: 

A obstrução no Congresso Nacional continuará? Qual será a orientação da oposição?

A semana que passou foi absolutamente atípica e grave para a nossa república. Tivemos a prisão domiciliar do [ex-]presidente Jair Bolsonaro, decretada no mesmo dia em que o ministro Alexandre de Moraes [do Supremo Tribunal Federal] foi denunciado na Vaza Toga, com provas robustas de que montou um gabinete paralelo para atropelar direitos individuais e fabricar acusações. Também realizamos uma audiência pública sobre o caso, ouvindo jornalistas e especialistas. A obstrução é uma ferramenta legítima de defesa da democracia e, enquanto a pauta autoritária e antidemocrática persistir, seguiremos utilizando todos os instrumentos regimentais para conter abusos e chamar atenção para a gravidade do momento.

Os senhores afirmaram que a Câmara vai pautar a anistia e o foro privilegiado. O presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), negou. Então, como ocorrerão essas tratativas? O senhor acredita que ele colocará o assunto na mesa?

O acordo discutido não foi com a presidência da Câmara, mas com líderes partidários. Acreditamos que a Casa tem poder e responsabilidade para enfrentar parte dos problemas atuais, começando pelo fim do foro privilegiado, uma distorção usada para manter parlamentares de oposição sob a pressão do Supremo. Também defendemos que a anistia aos condenados do 8 de janeiro [de 2023] seja debatida e votada com a máxima urgência, pois grande parte daqueles processos se baseia em provas frágeis ou fabricadas. Muitas pessoas estão exiladas, outras já pagaram por eventuais danos patrimoniais. É uma questão de justiça e pacificação nacional.

Como será essa votação sobre a anistia aos condenados pelo 8 de janeiro? Como será o texto? Faz parte do Pacote da Paz? Quais os destaques?

A anistia precisa ser pautada e votada o quanto antes, a partir de um consenso em torno de um texto sólido e equilibrado. Não queremos impor uma votação, uma ideia ou um projeto específico. Queremos apenas que a matéria seja pautada, pois já há requerimento de urgência com as assinaturas necessárias. E a maioria dos deputados se posicionou favoravelmente a essa urgência. Quem tiver maioria leva, é assim que funciona na democracia. Se o projeto for derrotado, aceitaremos o resultado. Se for aprovado, como acreditamos que será, que siga para o Senado e seja votado de forma democrática. Sendo aprovado lá, caberá ao presidente da República sancionar ou vetar, com todas as consequências políticas e jurídicas que isso implica. E, se houver judicialização, que o Supremo se pronuncie, inclusive diante das novas e graves informações trazidas pela Vaza Toga, que reforçam a necessidade de se corrigirem as injustiças praticadas nesses processos.

A instalação da CPMI do INSS ainda é uma prioridade? Quando os senhores pretendem discutir o tema? Já há data para a instalação?

A CPI do INSS segue como prioridade absoluta. O governo tenta usar crises e cortinas de fumaça para abafar aquele que pode ser um dos maiores escândalos de corrupção da História recente, com indícios de participação de sindicatos e até de familiares próximos ao presidente da República. Essa investigação precisa começar urgentemente para devolver transparência e verdade ao país. A oposição continuará pressionando para que a instalação seja imediata.

Recentemente, a oposição afirmou que haverá uma guerra com o governo. Quais os próximos passos?

Quando dissemos que haverá “guerra”, falamos no sentido político e democrático. Vamos intensificar a fiscalização, as denúncias e o uso das ferramentas regimentais para expor as manobras do governo, que prefere o caos e o “quanto-pior-melhor” para lucrar eleitoralmente. O Brasil está sob risco real de consolidação de um regime autoritário: temos um ministro do Supremo sancionado pela Lei Magnitsky, um presidente do Senado que afirma que nem com 81 assinaturas colocará um impeachment para votação, e um Executivo que rompe pontes com os Estados Unidos em plena crise tarifária. É um cenário gravíssimo, e a oposição continuará mobilizada para oferecer soluções e evitar que o país mergulhe de vez numa ditadura.

CNI aponta queda na situação financeiras das pequenas indústrias

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Foto: José Paulo Lacerda/CNI

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) divulgou, nesta segunda-feira (11), o  Panorama da Pequena Indústria (PPI)que aponta queda na situação financeiras das pequenas indústrias pelo terceiro trimestre consecutivo. Entre o primeiro e o segundo trimestre, o índice que mede a satisfação dos empresários com as finanças, a margem de lucro operacional e a facilidade de acesso ao crédito recuou 0,3 ponto, passando de 40,6 para 40,3 pontos.

O índice vem caindo desde o 4º trimestre de 2024. De acordo com o gerente de Análise Econômica da CNI, Marcelo Azevedo, a elevada taxa de juros é um dos principais fatores por trás dessa trajetória negativa.

“Os juros altos dificultam o acesso ao crédito e pioram as finanças, já que encarecem as dívidas das empresas. Além disso, diminuem o lucro dos negócios, pois afetam a demanda por produtos industriais”, explicou.

Carga tributária elevada

No 2º trimestre, 37,3% dos empresários da pequena indústria da construção apontaram as taxas de juros elevadas como o principal problema do setor. Em seguida, 35,6% citaram a elevada carga tributária, enquanto 24,6% mencionaram a falta ou o alto custo de mão de obra não qualificada.

O levantamento também mostra que a competição desleal, causada por informalidade, contrabando ou outros fatores, ganhou importância em relação ao 1º trimestre, subindo de 14,4% para 22%.

Na pequena indústria de transformação, mais de 40% dos empresários apontaram a elevada carga tributária como o principal entrave. A demanda interna insuficiente e as taxas de juros elevadas ocuparam juntas a segunda posição, com 27% cada. Além disso, a competição com importados registrou o maior crescimento no período, passando de 8,3% para 12,3%.

Índice de desempenho

Depois de cair no 1º trimestre, o índice de desempenho da pequena indústria registrou alta de 1,2 ponto no 2º trimestre, indo de 44,7 para 45,9 pontos. O indicador leva em conta o volume de produção, a utilização da capacidade instalada efetiva em relação ao nível usual e a evolução do número de empregados.

Aegea arremata o 4º lote de saneamento e fica como única operadora no Pará

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Foto: Divulgação/Aegea

Como único participante do leilão de saneamento, a Aegea venceu na terça-feira o leilão para concessão dos serviços de saneamento básico do último dos quatro blocos em que foi dividido o estado do Pará (Bloco C), ao apresentar ágio de 0,01% sobre o valor mínimo exigido, de R$ 400,5 milhões em outorga fixa.

O bloco leiloado abrange 27 municípios das regiões do Baixo Amazonas e Sudoeste do estado. O contrato prevê R$ 3,59 bilhões em investimentos pelos próximos 40 anos. O certame também encerrou o ciclo de licitações estruturadas pelo BNDES para o saneamento no estado, segundo especialistas, um dos piores do país.

A Aegea consolida-se como única operadora de todos os blocos de concessão de saneamento no estado. A previsão é que a companhia tenha que desembolsar R$ 18,8 bilhões em investimentos ao longo dos quatro contratos.

O edital desse bloco, que abrange cidades como Santarém e Altamira, foi remodelado após a primeira tentativa fracassada de leilão. Em abril passado, a empresa ficou com os blocos A, B e D. Após o resultado do certame, a modelagem da concessão foi refeita. A principal mudança foi o parcelamento no pagamento da outorga ao longo de 20 anos.

Para assinar o contrato, a Aegea deverá pagar R$ 8,74 milhões à vista. Depois, terá 13 parcelas do mesmo valor e, então, outras seis de R$ 46,35 milhões. Na prática, a alteração do edital amenizou o impacto financeiro no início da concessão, justamente o período de maior exigência em investimentos em obras de infraestrutura.

Das vinte cidades brasileiras com os indicadores mais baixos no saneamento, três estão no Pará — incluindo a capital, Belém, que será sede da COP-30 neste ano. Ananindeua e Santarém também figuram nessa lista.

Agronegócio quer mostrar protagonismo na COP30 como setor estratégico contra crise climática

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Foto: Daniel Fagundes/CNA/trilux

A Associação Brasileira do Agronegócio (Abag) divulgou documento nesta segunda-feira (11), afirmando que o setor deseja ser reconhecido na COP30, que acontecerá em novembro em Belém (PA), como “parte fundamental” da solução para a crise climática.

Segundo o texto “Agronegócio Frente às Mudanças Climáticas – Posicionamento do Setor para a COP30”, o agro brasileiro se considera especialmente vulnerável aos impactos das mudanças climáticas, mas também como preparado para mitigar emissões e promover segurança alimentar global.

“A adaptação dos agrossistemas à mudança do clima é uma prioridade estratégica para países tropicais como o Brasil, cuja agropecuária depende fortemente de condições climáticas estáveis”, diz o documento.

Financiamento sustentável

Para consolidar esse papel, o documento destaca a necessidade de adotar práticas agrícolas inovadoras e adequadas ao clima tropical brasileiro, como uso eficiente dos recursos naturais, cultivo de variedades tolerantes ao estresse climático e manejo sustentável do solo.

O texto defende a ampliação e facilitação do financiamento ao setor, com critérios claros e transparentes que favoreçam tecnologias e práticas sustentáveis.

Mercado de carbono “tropicalizado”

O setor considera essencial adaptar as métricas do mercado de carbono à realidade brasileira, no que espera garantir credibilidade internacional e trazer investimentos para o campo. A Abag afirma que a COP30 é uma janela estratégica para o Brasil se consolidar como referência em agricultura de baixo carbono, desde que apresente avanços concretos em regulamentação, tecnologia, metodologias e registros, prontos para o debate global.

O setor afirma que, para que as oportunidades e benefícios associados à geração de créditos de carbono se concretizem de maneira efetiva, seria fundamental considerar as particularidades locais.

“No caso do Brasil — um país de dimensões continentais, com ampla diversidade climática e biomas únicos — essa atenção é ainda mais crítica”, sinaliza.

O documento pontua que “fortalecer a agropecuária de baixo carbono é uma condição inerente a possibilidade de contribuir com a segurança alimentar global. Entretanto, nota-se que há uma falta de parâmetros/critérios que norteiem bancos e investidores em projetos de agropecuária de baixo carbono, regenerativa, soluções baseadas na natureza e outros modelos que gerem cobenefícios de adaptação, redução de emissões de GEE e geração de serviços ambientais.”

Desafios ambientais

Em contraste ao discurso do setor, relatórios do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC/ONU) criticam o modelo de produção agrícola brasileiro. Entre os pontos citados estão o desmatamento, a emissão de gases de efeito estufa (com destaque para o metano em sistemas pecuários) e a redução da biodiversidade.

O IPCC alerta que práticas como o uso intensivo da irrigação podem prejudicar recursos hídricos, promover salinização de solos e colocar em risco os meios de subsistência de pequenos produtores.

Comissão de medida alternativa ao IOF ouve Fernando Haddad nesta terça (12)

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Brasília (DF), 11/06/2025 - O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, durante audiência pública conjunta, promovida pelas comissões de Finanças e Tributação e de Fiscalização Financeira e Controle da Câmara dos Deputados.
Foto: Lula Marques/Agência Brasil

A Comissão Mista que analisará a Medida Provisória alternativa ao aumento do Imposto sobre Operações Financeiras, o IOF (MP 1.303/25), terá a primeira reunião nesta terça-feira (12). O primeiro convidado da série de audiência públicas será o ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT).

Entre os principais pontos da MP. estão a equalização da alíquota do IR sobre aplicações financeiras em 17,5%, a cobrança de 5% de IR sobre títulos e investimentos hoje isentos e a elevação da CSLL para instituições financeiras. A medida foi apresentada pelo governo como alternativa ao decreto que elevou o IOF, que foi posteriormente sustado pelo Congresso.

A comissão teria esta audiência na semana passada, mas a mesma foi cancelada devido ao tumulto da oposição ao ocupar os plenários da Câmara e Senado.

Corte de despesas

Além disso, o texto editado pelo governo propõe mudanças na concessão de créditos tributários, no seguro-defeso, no programa Pé de Meia, além de critérios para concessão de auxílio doença.

O senador Renan Calheiros (MDB-AL) presidirá o colegiado, e o deputado Carlos Zarattini (PT-SP) relatará o processo. Para não caducar, a comissão e o plenário das duas Casas devem aprovar o texto até 9 de outubro.

Na primeira reunião está prevista também a deliberação do plano de trabalho para as próximas audiências públicas, que abordarão também temas como mudanças em regras de ativos virtuais, compensações tributárias, benefícios previdenciários e sugestões para cortes e revisão de benefícios.

TCU aponta defasagem no Plano Nacional de Manutenção Rodoviária

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Foto: Marcello Casal JrAgência Brasil

Nesta quarta-feira (6), o Tribunal de Contas da União (TCU) analisou, em sessão plenária, uma auditoria sobre as ações de recuperação e restauração de rodovias federais. A fiscalização examinou a política de manutenção rodoviária em todas as fases, seguindo o ciclo de políticas públicas definido no Referencial de Controle de Políticas Públicas (RC-PP).

O Plano Nacional de Manutenção Rodoviária (PNMR), executado pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), recebeu R$ 6,99 bilhões em 2024 e R$ 7,95 bilhões em 2025, por meio da Ação Orçamentária 163Q, prevista no Plano Plurianual 2024–2027.

No entanto, o TCU concluiu que o PNMR está defasado e requer mais recursos, estudos técnicos e indicadores completos para medir resultados. Além disso, apontou que o orçamento aprovado pelo Congresso para a conservação das estradas não cobre as demandas previstas na Etapa I do plano.

DNIT dedica 73% na conservação rodoviária

Em 2024, o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) destinou 73% de seus gastos totais a serviços de conservação e restauração da malha rodoviária. Apesar disso, auditoria do Tribunal de Contas da União (TCU) apontou que os recursos continuam insuficientes frente às necessidades estimadas na Etapa I do Plano Nacional de Manutenção Rodoviária (PNMR).

Para 2025, o DNIT previu R$ 17 bilhões em investimentos, dos quais R$ 12,6 bilhões seriam voltados à manutenção do pavimento. A definição do montante considerou a capacidade operacional do órgão. No entanto, o cenário de subfinanciamento persiste e afeta diretamente o Índice de Condição de Superfície (ICS), indicador que mede a qualidade dos pavimentos. Ao fim de 2024, mais da metade da malha rodoviária federal estava classificada como “ruim” ou “regular”.

Segundo o ministro-relator do processo Jhonatan de Jesus, o problema é recorrente: “O PNMR estima um custo ideal, mas, quando o orçamento chega ao Congresso Nacional, apenas cerca de 60% do valor é aprovado. Essa diferença se manteve entre 2015 e 2022 e provocou queda contínua na qualidade das pistas”.

Em 2024, o DNIT investiu R$ 6,99 bilhões na manutenção e recuperação das rodovias. Para 2025, a previsão é de R$ 7,95 bilhões, valores bem abaixo do necessário para reverter o quadro.

TCU cobra medidas

O TCU determinou que o DNIT informe ao Ministério dos Transportes o orçamento mínimo necessário para impedir o agravamento das rodovias, apresente dados atualizados sobre a malha em más condições e projete cenários realistas para a evolução da pavimentação. Além disso, orientou o órgão a criar indicadores de qualidade para áreas ainda não avaliadas, como obras de arte especiais e sinalização.

Pela primeira vez, a fiscalização incorporou a participação direta da população. Ao todo, cidadãos de diversas regiões enviaram 485 relatos e imagens sobre o estado de pontes e estradas. Essas contribuições confirmaram as conclusões da auditoria e reforçaram a percepção de insegurança e desgaste das estruturas.

Outro ponto de destaque foi a constatação de que o DNIT não elabora estudos preditivos capazes de estimar, de forma realista, o impacto dos investimentos na melhoria das rodovias federais. Por essa razão, o tribunal recomendou revisar os métodos utilizados no PNMR, especialmente na Etapa I, para incluir cenários compatíveis com os recursos disponíveis e a capacidade operacional. Com essa medida, busca-se ampliar o número de trechos classificados como “bom” ou “ótimo” no PPA.

Por fim, a auditoria constatou que o plano não tem indicadores qualitativos para áreas importantes, como Obras de Arte Especiais e Sinalização. Só Pavimentos conta com metas no PPA 2024-2027. Por isso, o TCU recomendou que o DNIT inclua objetivos e indicadores para todas as áreas do PNMR.

O ministro-relator Jhonatan de Jesus avaliou:

“O PNMR avança tecnicamente, mas falta dinheiro, estudos realistas e indicadores completos.”

Como próximo passo, o TCU realizará, ainda em 2025, outras cinco auditorias com temas definidos pelos próprios cidadãos, por meio do Portal de Participação Cidadã.

Relatório da PEC com emenda que blinda o Pix será apresentado até sexta-feira (15)

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Taxa de juros, banco central
Foto: Raphael Ribeiro/BCB
Um novo relatório da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que define a autonomia financeira do Banco Central (PEC 65/23) deve ser apresentado até a próxima sexta-feira (15), segundo apuração da Arko Advice.

Blindagem do Pix

O texto tramita no Senado sob a relatoria de Plínio Valério (PSDB-AM), que deve acatar uma emenda que blindaria o Pix, apresentada pelo líder do governo na Casa, senador Jaques Wagner (PT-BA).
O trecho a ser inserido define que o BC tem competência exclusiva para prover, operar e regular a infraestrutura do Pix, “garantindo a gratuidade para pessoas físicas; o acesso não discriminatório; a eficiência operacional; a segurança e o combate a fraudes”, proibindo ainda a concessão ou transferência a outro ente, público ou privado.

Tramitação lenta

Há um ano o texto patina para ser deliberado na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). No segundo semestre do ano passado, a discussão foi segurada pelo governo por conta da mudança da presidência do Banco Central e possíveis alterações que poderiam ser feitas no texto. Neste ano, já sob a presidência de Gabriel Galípolo, o relator dialogou com o BC e se mostrou aberto a eventuais ajustes que fossem facilitar a aprovação da matéria. A expectativa era que as mudanças fossem enviadas até o recesso, o que não aconteceu.

Antaq e Portonave promovem XXXII CooperaPortos com foco em sustentabilidade e Agenda 2030

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Porto de Santos
Foto: Santos Port Authority

A Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) e a Portonave realizam, entre 20 e 22 de agosto, em Itajaí (SC), a 32ª edição do CooperaPortos. O evento, com tema “Portos Sustentáveis: Compromisso com a Agenda 2030”, abordará questões como adaptação da infraestrutura portuária às mudanças climáticas, resiliência climática, descarbonização marítima e incentivos fiscais.

Plataforma de diálogo

O CooperaPortos é parte da agenda ambiental prioritária da Antaq, e busca criar um espaço de diálogo entre atores públicos e privados da gestão portuária. O objetivo é debater soluções para os desafios operacionais dos portos, promover troca de experiências, difundir boas práticas e reforçar a cooperação interinstitucional no setor.

Participação e parcerias

O encontro será híbrido, com a presença de autoridades e representantes de empresas e órgãos públicos, e inscrições abertas para participação virtual. A iniciativa integra o Protocolo de Intenções firmado entre a ANTAQ e entidades como a Associação Brasileira das Entidades Portuárias e Hidroviárias (ABEPH), a Associação de Terminais Portuários Privados (ATP) e a Associação Brasileira dos Terminais Portuários (ABTP), contando ainda com apoio do Ministério de Portos e Aeroportos.

Governo abre consulta pública para ampliar internet em rodovias

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Foto: Arquivo/Agência Brasil

O governo federal pretende cobrir as rodovias brasileiras com serviços de internet móvel (4G ou superior). Para isso, o Ministério das Comunicações abriu uma consulta pública sobre a portaria que cria a Política Nacional de Conectividade em Rodovias. O objetivo é ouvir a opinião de interessados sobre o tema.

De acordo com o governo, o objetivo é agora atender os trechos localizados fora das sedes de municípios e sem conectividade. Por meio da polícia o intuito transformar as rodovias brasileiras em rotas conectadas continuamente e garantir a segurança viária aos usuários que viajam ou trabalham nas estradas e, sobretudo, nos trechos fora da área de cobertura da prestadora contratada na região, destaca nota do governo federal.

Eixos

A portaria também estabelece contribuições em quatro eixos principais: diretrizes para compromissos regulatórios voltados à expansão da banda larga em rodovias; regulamentação da oferta de internet em regime de itinerância nas estradas; orientações para o uso de recursos do Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações (Fust) e outras fontes de financiamento para a cobertura digital nas rodovias; e a cooperação institucional com outros órgãos públicos para integrar políticas. Segundo o MCom, a Política Nacional de Conectividade em Rodovias complementa a política de transporte rodoviário do Ministério dos Transportes, com foco na digitalização das rodovias federais e na ampliação do acesso da população a serviços digitais.

É importante lembrar que o processo participativo estará aberto até 21 de setembro na plataforma Participa + Brasil, do governo federal, e o acesso deve ser feito com login e senha do portal de Gov.br.

O leilão também vai atender a localidades com população superior a 600 habitantes que não são sedes de municípios e que não contam com cobertura do serviço móvel.

Brasil estabelece entendimentos de cooperação financeira com China e Rússia

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Ministro Fernando Haddad fala sobre IOF. Foto: Diogo Zacarias/MF
Ministro Fernando Haddad fala sobre IOF. Foto: Diogo Zacarias/MF
O Ministério da Fazenda do Brasil e os Ministérios das Finanças da China e da Rússia assinaram memorandos de entendimento econômico e financeiro para aprofundar a cooperação e o intercâmbio entre o Brasil com cada um desses dois países nesta segunda-feira (11).

China

O acordo não é legalmente vinculante, mas formaliza a intenção de promover parcerias estratégicas de longo prazo, com foco em áreas como finanças climáticas — alinhadas ao Roteiro de Baku a Belém para a COP30 — investimentos em infraestrutura e reformas na governança econômica global.

Os países também se comprometeram a apoiar o Novo Banco de Desenvolvimento (NDB) e o Banco Asiático de Investimento em Infraestrutura (AIIB), além de explorar finanças sustentáveis, cofinanciamento e ampliar a voz dos mercados emergentes em fóruns multilaterais como G20 e BRICS.

Rússia

De forma paralela, o Brasil e a Rússia firmaram um memorando para estabelecer um diálogo econômico e financeiro que visa fortalecer a cooperação bilateral em políticas macroeconômicas, reforma estrutural, cooperação tributária e financiamento de projetos de infraestrutura. O acordo prevê ainda apoio conjunto em organismos multilaterais, incluindo os BRICS e o G20, além da possibilidade de integrar representantes do setor privado nos debates técnicos.

Essas iniciativas alinham-se ao Plano de Ação da parceria estratégica entre Brasil e Rússia, vigente desde 2010, promovendo reuniões regulares e intercâmbio de experiências.