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Aprovação de Lula cresce e atinge 50%; desaprovação cai para 48%, aponta o Pulso Brasil/Ipespe

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Presidente da República, Luis Inácio Lula da Silva. - Foto: Ricardo Stuckert (PR)/Divulgação.
Foto: Ricardo Stuckert/PR

A pesquisa Pulso Brasil/Ipespe realizada hoje (25) aponta que pela primeira vez neste ano a aprovação do presidente Lula (PT) está numericamente à frente da desaprovação (ver tabela abaixo).

Apesar da aprovação e desaprovação estarem em situação de empate técnico em função da margem de erro, que é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, desde julho está ocorrendo uma recuperação na aprovação do presidente. Vale registrar também que, de acordo com o Ipespe, Lula voltou a registrar um saldo positivo de popularidade.

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Avaliação do Governo Lula

Avaliação Março (%) Maio (%) Julho (%) Setembro (%)
Aprova 41 40 43 50
Desaprova 54 54 51 48
Não sabe 5 6 5 2
Saldo de Popularidade -13 -14 -18 +2

Fonte: Pulso Brasil/Ipespe (19 a 22/09)

A melhora na aprovação de Lula coincide com o tarifaço imposto pelos Estados Unidos contra o Brasil, em julho. A partir desse evento, o governo conseguiu emplacar a narrativa da defesa da soberania. Como o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) teve uma ativa participação em favor do tarifaço, o bolsonarismo aumentou seu desgaste político na opinião pública.

Paralelamente ao tarifaço, também beneficiou Lula e fragilizou o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) sua condenação no julgamento da trama golpista no Supremo Tribunal Federal (STF). Com a condenação de Bolsonaro, a narrativa em defesa da democracia foi reativada pelo Palácio do Planalto.

Além desses eventos, também ajudam Lula os números positivos no emprego e a queda na inflação de alimentos, mesmo que a percepção majoritária em relação a economia continue desfavorável.

Outro aspecto a ser observado é a rejeição na opinião pública da PEC das Prerrogativas, que provocou mobilizações expressivas no último final de semana. O debate da anistia, embora divida a população, também é um foco de desgaste para o bolsonarismo. A pesquisa ainda não captou a repercussão positiva do discurso de Lula na Assembleia Geral da ONU e os acenos feitos pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a Lula.

A pesquisa destaca que a aprovação de Lula é maior entre os eleitores de esquerda (95%) do que de centro (49%) e direita (10%). A desaprovação, por outro lado, é preponderante entre os eleitores de direita (88%). 45% dos eleitores de centro desaprovam Lula. Na esquerda, a desaprovação do presidente é de apenas 4%.

A popularidade de Lula é sustentada majoritariamente pelos mais pobres. Nesse público, que representa 40% da população, 52% aprovam o presidente e 45% desaprovam. Na classe média, que representa 55% dos brasileiros, a aprovação também supera a aprovação (51% a 46%). Entre os ricos, que representam somente 2% dos brasileiros, 84% desaprovam Lula e 16% aprovam.

O Pulso Brasil/Ipespe também apontou que 70% dos entrevistados desaprovam a atuação da Câmara dos Deputados. Em julho, o índice era de 63%. Apenas 18% aprovam – em julho, eram 24%.

Em relação ao Senado, os números são similares. 59% desaprovam a atuação da Casa – em julho, eram 61%. 26% aprovam, um ponto a mais que o verificado em julho.

Quanto ao STF, há uma divisão do país. 46% dos entrevistados aprovam a atuação do STF. 44% desaprovam. Em relação a julho, a aprovação cresceu três pontos enquanto a desaprovação caiu cinco pontos.

O desgaste do Congresso Nacional, que não representa uma novidade, parece ter sido impactado pela discussão da PEC das Prerrogativas e do PL da Anistia, ampliando a avaliação negativa do Poder Legislativo. O STF, por sua vez, melhorou sua avaliação positiva com o julgamento da trama golpista. No entanto, uma parcela importante dos brasileiros continua desaprovando a Suprema Corte.

Ministério da Saúde lança campanha para ampliar doação de órgãos e estabelece nova política nacional

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25.09.2025. São Paulo (SP) - Cerimônia de Lançamento da Campanha Nacional de Incentivo à Doação de Órgãos. Fotos: Rafael Nascimento/MS.
Foto: Rafael Nascimento/MS

O Ministério da Saúde lançou nesta quinta-feira (25), em São Paulo, uma campanha nacional para estimular a doação de órgãos e sensibilizar as famílias brasileiras a conversar sobre o tema. O objetivo é reverter a recusa, que ainda alcança 45% dos familiares, impedindo milhares de transplantes no país.

O ministro Alexandre Padilha (PT) destacou a seriedade do Sistema Nacional de Transplantes, reconhecido mundialmente, e reforçou que a decisão da família é fundamental para salvar vidas.

“O simples gesto de comunicar à família o desejo de ser doador pode salvar quatro ou cinco vidas”, ressaltou.

O ministro também pontuou a segurança, afirmando que “o sistema de saúde brasileiro não tem venda de órgãos, não tem tráfico de órgãos. A gente conseguiu consolidar, ao longo desses anos, um programa extremamente sólido, que faz com que essa família possa ter a absoluta segurança em nossa obra”.

Portaria Nacional de Doação e Transplantes

Durante o evento, Padilha assinou a portaria que cria a Política Nacional de Doação e Transplantes — voltada a organizar princípios e diretrizes do sistema, buscando assegurar ética, transparência e anonimato. Entre os avanços, a política regulamenta transplantes de intestino delgado e multivisceral e incorpora o uso da membrana amniótica para pacientes queimados, especialmente crianças.

“A nova política e o regulamento técnico representam um avanço importante para o Sistema Nacional de Transplantes. A redistribuição macrorregional garante que os órgãos sejam direcionados de forma mais eficiente, respeitando as malhas aéreas e assegurando que cheguem mais rapidamente aos hospitais. Isso amplia a possibilidade de transplantes em regiões que hoje realizam menos procedimentos e fortalece a equidade no acesso”, disse o ministro.

O anúncio também marcou o lançamento do Programa Nacional de Qualidade na Doação de Órgãos e Tecidos para Transplantes (Prodot), que prevê incentivos financeiros para equipes de hospitais conforme volume de doações efetivadas. A iniciativa vai destinar R$ 7,4 milhões anuais para valorizar profissionais que identificam doadores, parte de um pacote de R$ 20 milhões por ano para fortalecer o sistema de transplantes.

Doação de órgãos

O Brasil ocupa a terceira posição mundial em transplantes de órgãos, atrás apenas de Estados Unidos e China, sendo líder em procedimentos realizados integralmente por sistema público. No primeiro semestre de 2025, foram realizados 14,9 mil transplantes, recorde histórico, mas ainda há mais de 80 mil pessoas na fila.

O Ministério da Saúde começa a veicular a campanha “Doação de Órgãos. Você diz sim, o Brasil inteiro agradece. Converse com sua família, seja um doador” neste sábado (27), quando é celebrado o Dia Nacional da Doação de Órgãos.

Setor de turismo fatura R$ 127,7 bilhões e tem melhor resultado desde 2012

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Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

A Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (Fecomércio-SP) divulgou nesta quarta-feira (24) que, com base em dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o setor de turismo nacional faturou R$ 127,7 bilhões nos sete primeiros meses do ano.

Esse valor representa um crescimento de 6,5% em relação ao mesmo período do ano passado. Como resultado, o desempenho se tornou o mais alto para o período desde 2012.

Férias impulsionam turismo

Em julho, mês marcado pelas férias escolares, o turismo nacional registrou um faturamento de R$ 19,7 bilhões, ou seja, um crescimento de 4,3% em comparação com o mesmo período do ano passado. Assim, com esse desempenho, o setor alcançou o melhor resultado para o mês desde 2012.

“O setor mantém resultados positivos mesmo diante da desaceleração econômica e da taxa de juros elevada”, destaca a nota.

Além disso, a entidade atribui esse desempenho ao mercado de trabalho aquecido e à queda gradual da inflação, fatores que ajudam a aliviar o orçamento das famílias e facilitam o planejamento de viagens.

Rio Grande do Sul ganhou destaque

O grande destaque do setor de turismo em julho foi o Rio Grande do Sul, que liderou o crescimento de faturamento com uma alta de 24,6% em relação ao mesmo mês de 2024. Em seguida, os estados com maior crescimento foram:

  • Mato Grosso do Sul: +12,9%
  • Amazonas: +10,9%
  • Ceará: +6,7%

Por sua vez, São Paulo, maior mercado em faturamento absoluto, movimentou R$ 4,86 bilhões no mês — um avanço de 2,1% na comparação com julho de 2024.

Em contrapartida, alguns estados registraram retração no faturamento:

  • Minas Gerais: -7,3%
  • Santa Catarina: -6%
  • Tocantins: -5,7%

“Bolsonaro não deu aval nenhum e eu sou candidato a reeleição”, diz Tarcísio sobre 2026

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Reunião com Cel. PM Henguel Ricardo Pereira Reunião com Cel. PM Henguel Ricardo Pereira Local: Palácio dos Bandeirantes-SP Data: 23/09/2025 Foto: Paulo Guereta/Governo do Estado de SP São Paulo, Tarcisio de Freitas
Foto: Paulo Guereta/ Governo do Estado de SP

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), afirmou nesta quinta-feira (25) que será candidato à reeleição em 2026. Durante agenda oficial, ele negou ter recebido aval do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para uma eventual candidatura à Presidência.

“Bolsonaro não deu aval nenhum e eu sou candidato à reeleição”, disse Tarcísio, reforçando que sua prioridade é a gestão em São Paulo. Em outras ocasiões, o governador já havia descartado disputar o Planalto.

Fontes ligadas a Tarcísio reforçam ainda a sua decisão de se manter no partido Republicanos, até o momento.

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Pesquisas

Apesar da ênfase na reeleição, Tarcísio permanece no radar nacional. Pesquisas de intenção de voto mostram que ele tem um dos melhores desempenhos entre os nomes da direita em um eventual confronto com o presidente Lula (PT), com desvantagem que varia de 5 a 8 pontos percentuais.

Porém, para viabilizar uma candidatura presidencial, Tarcísio precisaria manter sua popularidade elevada em São Paulo, contar com a indicação de Bolsonaro e ainda construir um sucessor capaz de manter sua base unida na disputa estadual.

Destino de Tarcísio em 2026 ainda está em aberto

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Tarcísio ganha força na política e no mercado
Foto: Reprodução

Os rumores sobre a candidatura de Tarcísio de Freitas em 2026 – reeleição ou Palácio do Planalto – provocaram repercussão imediata no mercado financeiro. Mas a questão está longe de ser resolvida.

Fontes bolsonaristas consultadas pela Arko Advice afirmaram que, até que se defina o destino da anistia, o ex-presidente Jair Bolsonaro dificilmente anunciará apoio a qualquer nome, o que torna todo esse movimento muito mais um jogo de cena do que propriamente uma decisão consolidada.

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Do lado de Tarcísio, ainda de acordo com a fonte, a equação é delicada. Ele precisa sustentar publicamente a posição de candidato à reeleição em São Paulo, porque qualquer sinal em contrário enfraqueceria sua relação com a base eleitoral paulista e abriria espaço para adversários locais. Por isso, rumores sobre sua suposta desistência ou, em contrapartida, sobre a confirmação de uma candidatura presidencial, não procedem neste momento.

A verdade é que ainda é cedo para qualquer definição.

Politicamente, Tarcísio deve se posicionar neste momento mais como candidato à reeleição. Ele somente se colocará como candidato presidencial se houver um consenso entre o centro e a direita de que é o nome capaz de unir esses campos. Até lá, sua estratégia será a de preservar força em São Paulo, manter a vitrine de gestor eficiente e, ao mesmo tempo, aguardar os desdobramentos da crise que envolve Bolsonaro.

Haddad cobra urgência da votação do projeto de devedor contumaz na Câmara

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Brasília - 24/09/2025 -O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, participa de audiência pública, promovida pela Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural da Câmara dos Deputados. orçamento
Foto: Lula Marques/ Agência Brasil.
Nesta quinta-feira (25), o ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), reforçou a importância da aprovação do projeto que tipifica os devedores contumazes (PLP 125/2022) pela Câmara dos Deputados. Segundo o ministro, a matéria é um importante passo contra a prática reiterada de fraudes.
Na manhã desta quinta, por meio da Operação Spare, a Receita Federal deu continuidade ao combate de organizações criminosas que atuam no setor de combustíveis. Segundo nota oficial, foram cumpridos 25 mandados de busca e apreensão nas cidades de São Paulo (19), Santo André (2), Barueri, Bertioga, Campos do Jordão e Osasco.
O projeto do devedor contumaz foi aprovado pelo Senado no início de setembro, impulsionado pela primeira parte da operação da Receita Federal e da Polícia Federal (PF),  intitulada Operação Carbono Oculto.
No entanto, na época, a matéria não recebeu tração na Câmara e ainda aguarda despacho da presidência da Casa.

Ibama aprova simulado da Petrobras para exploração na Margem Equatorial

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margem equatorial
Foto: Arte Petrobras/Divulgação

O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama) entregou nesta quarta-feira (24) à Petrobras a aprovação da Avaliação Pré-Operacional (APO) que simulou a resposta a emergências no bloco FZA-M-59, em águas profundas do Amapá.

O parecer reconheceu a robustez da estrutura e o ineditismo da atividade, apesar de recomendar ajustes no plano de proteção à fauna para garantir melhorias e adequação regional.

“Levando em consideração as observações registradas pela equipe de avaliadores, a robustez da estrutura apresentada, bem como o caráter inédito da atividade executada — marcada por desafios logísticos relevantes, pela dimensão da estrutura acionada e pela amplitude das vertentes de análise — considera-se a Avaliação Pré-Operacional do Bloco FZA-59 aprovada”, avalia o parecer.

Próximos passos da Petrobras

A Petrobras revisará o plano conforme as recomendações do Ibama, e deve reapresentá-lo até esta sexta-feira (26). Com a aprovação da APO e demais requisitos atendidos, a Petrobras espera obter em breve a licença ambiental para perfurar o poço exploratório no bloco.

Em nota, a Petrobras diz que “segue comprometida com o desenvolvimento da Margem Equatorial brasileira, reconhecendo a importância de novas fronteiras para assegurar a segurança energética do país e os recursos necessários para a transição energética justa”.

PL dos Minerais Críticos pode avançar na Câmara em outubro

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15/07/2025 - Comissão Mista da MP 1303/25 - Tributação de Aplicações Financeiras e Ativos Virtuais Instalação e eleição de presidente e vice-presidente. Dep. Arnaldo Jardim (CIDADANIA - SP)
Foto: Bruno Spada / Câmara dos Deputados
Após aprovação do regime de urgência, o PL que propõe incentivos à extração e processamento de minerais críticos (PL 2780/24) deve avançar na Câmara em outubro. Segundo o relator, deputado Arnaldo Jardim (Cidadania-SP), o projeto estará pronto para votação após a audiência pública marcada para 14 de outubro na Comissão Especial da Transição Energética. Foram convidados representantes do Ministério de Minas e Energia (MME) e do BNDES.

Relatório

À Arko Advice, o relator declarou que as linhas gerais de seu relatório já estão definidas. Ele deve propor um incentivo fiscal para mineradoras nas fases iniciais de exploração. A ideia é replicar o programa canadense de “Flow-Throw Shares“, em que ações são emitidas em condições fiscais especiais para captar recursos com investidores.
O escopo do PL também deve ser estendido aos minerais visados para a transição energética, para produção de baterias e usinas de energia renovável. Além disso, o projeto deve incentivar o reaproveitamento de minerais do lixo eletrônico.

O que diz o projeto

O texto original prevê a criação da Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos, com a criação de um comitê para definir as diretrizes estratégicas. O projeto também propõe a Política Industrial e o Plano Nacional de Fertilizantes.
Além disso, são sugeridos: incentivos ficais, como um regime aduaneiro especial de exportação e de importação de bens destinados às atividades de pesquisa, lavra e transformação dos minerais; a isenção do IR sobre os royalties pagos pelo uso de marcas e licenças estrangeiras; e a extensão dos benefícios do Regime Especial de Incentivos para o Desenvolvimento da Infraestrutura (Reidi) e da Lei do Bem para o setor de minerais críticos e estratégicos.

Governo buscará a Justiça para hotéis que explorarem turistas na COP30

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Rui Costa
Foto: Wilson Dias/Agência Brasil

O ministro da Casa Civil, Rui Costa, afirmou nesta quarta-feira (24) que o governo federal vai processar hotéis que aumentarem abusivamente os preços durante a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30), prevista para novembro, em Belém (PA).

De acordo com o ministro, a ação busca restabelecer valores compatíveis com a realidade. Ele criticou especialmente hotéis que utilizam prédios públicos ou receberam recursos subsidiados e, mesmo assim, praticam tarifas elevadas.

“Não é justo que estejam cobrando valores estratosféricos. Isso não corresponde à imagem que queremos de Belém”, afirmou.

Costa ressaltou que Belém oferece imóveis de alto padrão com preços compatíveis com o mercado internacional, disponíveis para aluguel durante a COP30. Segundo ele, o governo quer desconstruir a narrativa de que a cidade não tem capacidade para sediar o evento. Ao contrário, o objetivo é mostrar que há opções de qualidade, acessíveis e adequadas às exigências internacionais.

Investimento na infraestrutura

O governo federal investiu mais de R$ 4 bilhões na COP30 para garantir que Belém sedie com excelência o maior evento climático já organizado pelas Nações Unidas (ONU). Com esse investimento, a cidade recebeu melhorias em infraestrutura, mobilidade urbana, meio ambiente e espaços públicos.

Atualmente, as obras avançam em ritmo acelerado. A Vila dos Líderes, por exemplo, atingiu 90% de conclusão e, após o evento, servirá como sede administrativa do governo estadual.

Da mesma forma, o Aeroporto Internacional de Belém está com 95% das obras finalizadas. Além disso, a revitalização do Porto Futuro 2 e a construção do Parque da Cidade já ultrapassaram 99% de execução.

Alerta aos preços abusivos

Ao mesmo tempo, o governo reforça a importância de preservar a imagem da cidade. Rui Costa alertou que a prática de preços abusivos pode comprometer a percepção internacional sobre Belém.

“Se a imagem ao final da COP for a de que em Belém se praticam preços abusivos, impossíveis de serem pagos por qualquer pessoa comum, o grande legado da COP não será positivo”, afirmou.

Por isso, o governo busca reforçar outro legado: o de um povo acolhedor, caloroso e dono de uma culinária única, características que, segundo Costa, devem despertar no mundo o desejo de conhecer a Amazônia e a capital paraense.

Análise: Análise da anistia tende a manter alta a temperatura política

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Bruno Spada / Câmara dos Deputados

Em seu discurso, após a aprovação pelos deputados do requerimento de urgência para o projeto de lei da anistia (PL nº 2.162/23), o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), justificou que sua decisão de pautar o tema buscava a pacificação do ambiente político no país. Ainda que a votação possa abrir espaço de fato para que outros temas, como a Reforma do Imposto de Renda (PL nº 1.087/25), voltem a ter algum tipo de andamento, é improvável que a aprovação da urgência tenha um poder realmente amplo de pacificação.

Vale lembrar que, neste primeiro momento, foi aprovada apenas a urgência, em uma espécie de teste para saber o nível de apoio à pauta dentro da Câmara. O placar foi muito contaminado por outras negociações, como a que envolveu a PEC das Prerrogativas, que vida proteger parlamentares de inquéritos e prisões. Além disso, partidos que abrigam pré-candidatos de direita, como União e PSD, tentam conquistar o apoio do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

A votação do mérito é prevista para acontecer dentro dos próximos 15 dias, mas, segundo líderes ouvidos pela Arko Advice, há a possibilidade de que a discussão passe para outubro. Nesse período, o tema continuará latente na agenda da Câmara, gerando embates.

Os efeitos polarizantes do PL nº 2.162/23 sobre o país tendem a se projetar, porém, para além do período de tramitação na Câmara. Depois da análise dos deputados, o projeto deve mobilizar a oposição no Senado e gerar intensos debates durante todo o mês seguinte, pelo menos. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), tem articulado em prol de um texto mais brando, que reduza penas mas não livre totalmente o ex-presidente Bolsonaro. Havendo alteração no Senado, o texto precisará voltar à Câmara para nova análise.

Lula terá 15 dias úteis para sancionar a proposta. Existe ainda alta probabilidade de veto, o que remete a decisão para uma sessão conjunta do Congresso Nacional, com deputados e senadores. Posteriormente, partidos devem judicializar a questão. É de se esperar que, devido a todo esse processo, que deve levar meses, o tema permaneça gerando confrontos entre os dois campos políticos, tanto no Congresso quanto fora dele.