25.5 C
Brasília
Home Blog Page 205

Aumento das tarifas impactará popularidade de Trump, diz especialista

0
Foto: Isac Nóbrega/PR

Na quarta-feira (4) desta semana, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou tarifas adicionais de importações para diversos países do globo, incluindo o Brasil. Essa medida, no entanto, impacta o mercado interno americano, que deve enfrentar um aumento dos preços e, consequentemente, a popularidade do presidente norte-americano.

As novas tarifas americanas entraram em vigor neste sábado (5) e variam de 10% a 50%. O objetivo de Trump é estimular a indústria americana e valorizar os produtos nacionais. No entanto, a medida levaria tempo para gerar efeitos no campo industrial americano, enquanto, por outro lado, o consumidor sentirá os impactos mais rápido.

Incerteza econômica e fuga de investimentos

Segundo Leonardo Paz, pesquisador do Núcleo de Prospecção e Inteligência Internacional da Fundação Getúlio Vargas (FGV), o aumento da inflação também deve impactar negativamente na popularidade de Trump, o que pode motivar o presidente americano a repensar sobre as medidas e voltar atrás com os anúncios. Nesse sentido, a falta de previsibilidade sobre as decisões norte-americanas também impactam negativamente o país. “Porque todo mundo tem clareza que a coisa que o capital mais gosta é estabilidade”, destaca o pesquisador.

A incerteza sobre o cenário americano e de novos anúncios de decisões econômicas a qualquer momento afasta investidores do país. “Supomos que eu sou investidor e nesse momento eu estou querendo expandir, sair do Brasil, e abrir em outro país. Eu não falo nos Estados Unidos, porque eu não sei que tarifa ou sanção contra quem vai ter amanhã. Então, eu ia esperar para passar um pouco essa tempestade para ver o que eu iria”, exemplifica Paz.

Inflação e desaceleração da economia

De acordo com o pesquisador, o primeiro resultado dessa medida é o aumento dos preços, especialmente, no mercado interno americano. “Os países vão começar a ter que vender essas coisas mais caras para os Estados Unidos e o que eles (americanos) não conseguirem produzir, vão ter que importar mais caro. Então, o cenário 1 é um impacto muito pior para os EUA, do que para o mundo”, explica.

Diante desse aumento dos preços de bens e de serviços, surge o fenômeno da inflação e da desaceleração da economia. Nas eleições americanas de 2024, a preocupação com a inflação alta foi uma das razões que impediram o ex-presidente, Joe Biden, de se reeleger. No Brasil, atualmente, o alto preço dos alimentos também afetou na popularidade do presidente Lula (PT), que está em queda desde janeiro deste ano e se encontra no pior patamar do mandato, com 56% de desaprovação.

Guerra comercial

Como retaliação, a China anunciou 34% de tarifas sobre importações de produtos norte-americanos. Além disso, é possível que outros países também respondam as medidas anunciadas por Trump. Diante disso, também aumenta a possibilidade de uma guerra comercial eclodir no globo. “Se eles aumentarem desproporcionalmente a taxa entre eles, o Brasil de repente, porque não foi muito taxado em relação aos outros, pode ficar um pouco mais competitivo para vender no próprio mercado americano”, informa o pesquisador.

Segundo o Washington Post, os Estados Unidos exportam para China, principalmente, sementes oleaginosas, como soja, e grão, como milho. Há possibilidade do agronegócio brasileiro ser beneficiado nesse cenário e enviar commodities para os chineses, já que não acumula taxas e conta com a super safra de grão prevista para este ano.

Projeto de lei estabelece critérios para instalação de usinas nucleares

0
Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

O Projeto de Lei 4836/24, em tramitação na Câmara dos Deputados, propõe diretrizes específicas para a escolha de áreas destinadas à construção de usinas nucleares. O objetivo é garantir que os empreendimentos sejam implantados em locais adequados, levando em conta critérios como:

  • Estabilidade geológica – para evitar riscos sísmicos e erosivos.
  • Disponibilidade hídrica – essencial para o resfriamento dos reatores.
  • Distância de áreas densamente povoadas – minimizando riscos à população.
  • Preservação da biodiversidade – garantindo a proteção ambiental.

Além disso, o projeto reforça a transparência no processo, exigindo audiências públicas para consulta das comunidades afetadas, promovendo maior aceitação social e participação popular.

Plano de emergência

Os requisitos específicos incluem a proibição da construção em unidades de conservação, zonas de amortecimento e corredores ecológicos, bem como a exigência de um plano de emergência com rotas de evacuação e infraestrutura de suporte.

A definição final dos locais caberá a um órgão do Poder Executivo, que analisará pareceres técnicos e as contribuições das consultas públicas antes de aprovar qualquer empreendimento.

O deputado Julio Lopes (PP-RJ), autor do texto, afirmou que o projeto estabelece “critérios claros e objetivos para assegurar que segurança, impacto ambiental e participação social sejam priorizados de forma transparente”.

O texto será analisado em caráter conclusivo pelas comissões de Minas e Energia; de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável; e Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ). Em seguida, seguirá para o Senado.

Análise: Por que Bolsonaro não está derrotado

0
Lula Marques/Agência Brasil

Mesmo com o agravamento da situação jurídica do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) – consequência da decisão da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) de torná-lo réu, o que deve inviabilizar sua candidatura para o pleito de 2026 –, do ponto de vista político Bolsonaro permanece um ator relevante.

Ainda que, eventualmente, tenha de cumprir pena em regime fechado, caso seja condenado, Jair Bolsonaro é o grande cabo eleitoral do campo da direita. Não por acaso, após o ex-presidente virar réu, saíram em sua defesa lideranças importantes da direita, como os governadores Tarcísio de Freitas (SP), Romeu Zema (MG), Cláudio Castro (RJ) e Jorginho Mello (SC). Partido de Bolsonaro, o PL divulgou nota em sua defesa.

Para enfrentar este ano, que se apresenta adverso a seus interesses políticos, Jair Bolsonaro deverá mobilizar nas ruas a sua base social mais fiel. Não à toa uma nova manifestação foi convocada pelo ex-presidente, que no dia 16 de março reuniu apoiadores na praia de Copacabana, no Rio de Janeiro. Agora a manifestação está prevista para ocorrer na Avenida Paulista, em São Paulo, no próximo dia 6, um domingo.

Bolsonaro está apostando no enfrentamento político com o Supremo a fim de explorar a narrativa de “perseguição política”, construindo perante seus simpatizantes a imagem de vítima. Além da vitimização, outro foco da estratégia é a pressão sobre o Congresso para tentar viabilizar a aprovação do projeto de anistia aos envolvidos nos atos de 8 de janeiro.

Esse discurso tem pouca aderência entre a parcela do eleitorado que se relaciona de forma esporádica com a política, mas ajuda Jair Bolsonaro a criar fatos políticos. Além disso, Bolsonaro é um líder popular. Segundo pesquisa divulgada pelo instituto Futura divulgado dia 26, Bolsonaro lidera o cenário estimulado de primeiro turno para a sucessão de 2026 com 41% das intenções de voto. Trata-se de desempenho similar ao registrado por Lula (PT) em agosto de 2018, quando o hoje presidente, mesmo não podendo ser candidato por estar cumprindo pena, liderava o pleito com 39%.

Apesar do desgaste que Bolsonaro enfrenta e da narrativa de seus adversários de que ele estaria fora do jogo, é prematuro projetar sua derrota. Além de a definição do candidato da direita em 2026 passar por ele, Bolsonaro segue como o grande líder nacional que antagoniza com Lula.

Também não devemos desprezar o fato de líderes populares como Jair Bolsonaro utilizarem com eficiência a narrativa da vitimização a fim de manter sua base ativa. Mesmo que juridicamente ele esteja fragilizado, parte do seu capital político continua intacto.

Como será a semana – 06/4 a 11/4

0
Como será a semana, agenda

Neste domingo, o ex-presidente Jair Bolsonaro promove manifestação a favor do PL da anistia para os envolvidos nos atos de 8 de janeiro. Pode ser instalada na Câmara Comissão Especial para analisar projeto de lei que trata da isenção do imposto de renda para quem ganha até R$ 5 mil mensais. No Senado, a CCJ pode aprovar plano de trabalho do projeto que trata do Comitê Gestor (regulamentação da Reforma Tributária). Ricardo Lewandowski pode apresentar PEC da Segurança para o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB).

AGENDA POLÍTICA DA SEMANA

Domingo (06/04)
• O ex-presidente Jair Bolsonaro participa, em São Paulo, de manifestação em defesa da
anistia para os envolvidos dos atos de 8 janeiro.

Segunda-feira (07/04)
• O presidente Lula visita, em Minas Gerais, fábrica da Novo Nordisk. Em Cajamar, em São
Paulo, visita o Centro de Distribuição do Mercado Livre.
• O presidente do Banco de Brasília (BRB) explica a operação de compra de 58% do Banco
Master para o presidente da Câmara Legislativa do Distrito Federal, Wellington Luiz
(MDB), e líderes da Casa.
• A Confederação Nacional da Indústria (CNI) divulga relatório sobre indicadores
industriais.

Terça-feira (08/04)
• O presidente Lula participa da abertura do Encontro Internacional da Indústria da
Construção, em São Paulo.
• O ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, se reúne, às 8h30, com o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), para a apresentar a proposta de
emenda à Constituição sobre Segurança Pública.
• O Senado pode votar, nesta terça ou quarta, o projeto de lei complementar que prevê
punições para o devedor contumaz, empresa ou cidadão que opta por não pagar tributos
para aumentar os lucros (PLP 164/2022).
• O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, fala, às 11h, na CPI das Bets no
Senado.
• A Comissão de Constituição do Senado votar o parecer do senador Marcelo Castro (MDBPI) à PEC 12/22, que propõe a extinção da reeleição para cargos do Executivo, a
unificação das eleições gerais e municipais e o aumento dos mandatos para cinco anos.
• As Comissões de Infraestrutura e de Desenvolvimento Regional do Senado ouve o
ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, sobre o plano de trabalho da pasta para os próximos dois anos.
• Prevista instalação da Comissão Especial da Câmara destinada a analisa o projeto de lei
que trata da isenção do imposto de renda para quem ganha até R$ 5 mil mensais.
• O Banco Central divulga resultado das contas publicas do setor consolidado em
fevereiro.

Quarta-feira (09/04)
• O presidente Lula (PT) participa da Cúpula de Chefes de Estado da Comunidade de
Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac), que será realizada em Tegucigalpa
(Honduras).
• A Comissão de Constituição e Justiça vota o plano de trabalho apresentado pelo senador
Eduardo Braga (MDB-AM) para o PLP 108/2024 (regulamentação da reforma
tributária), que trata sobre o Comitê Gestor do Imposto de Bens e Serviços (IBS).
• A Comissão de Ciência, Tecnologia e Inovação da Câmara ouve a ministra de Ciência e
Tecnologia, Luciana Santos, sobre o plano de ações e políticas do governo para o setor.
• O Supremo Tribunal Federal julga a Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 5465,
proposta pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), que
dispõem sobre a cassação da inscrição no cadastro de contribuinte do Imposto sobre
Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços (ICMS), de qualquer empresa que faça
uso direto ou indireto de trabalho escravo ou em condições análogas (Segundo a ação, as
regras previstas na lei estadual são expressamente direcionadas aos “estabelecimentos
que comercializam produtos em cuja fabricação tenha havido, em qualquer de suas etapas
de industrialização, condutas que configurem redução de pessoa à condição análoga a de
escravo”).
• O IBGE divulga dados do setor de varejo em fevereiro.

Quinta-feira (10/04)
• O Supremo Tribunal Federal (STF) começa a examinar ação proposta pela União Nacional
das Instituições de Autogestão Em Saúde (Unidas) contra a lei federal que ampliou a
cobertura dos planos de saúde para procedimentos não previstos na lista da Agência
Nacional de Saúde Suplementar (ANS).
• O IBGE divulga dados do setor de serviços em fevereiro.

Sexta-feira (11/04)
• O IBGE divulga o IPCA de março.
• O Banco Central divulga o resultado do IBC-Br (prévia do PIB) de janeiro.
• A Confederação Nacional da Indústria (CNI) divulga Índice de Confiança do Empresário
Industrial (ICEI).

Marqueteiro avalia impacto da popularidade de Lula nas eleições de 2026

0
Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

A pesquisa Quaest, divulgada nesta quarta-feira (2), mostra que a popularidade do presidente Lula (PT) segue em queda. Para entender as razões desse declínio e os impactos na eleição de 2026, a newsletter Jogo Político, do jornal O Globo, entrevistou o marqueteiro Chico Mendez, estrategista com experiência em campanhas no Brasil e no exterior.

Mendez acredita que Lula cometeu um erro estratégico desde 2023, ao governar voltado para a base petista e ignorar o chamado “centro” e os liberais que ajudaram na sua eleição. “Lula prometeu um governo de Frente Ampla, mas entregou um de Frente Janja”, diz, referindo-se à influência da primeira-dama Janja da Silva e de pautas identitárias, caras à esquerda.

Lula deveria ter sinalizado ao centro

Segundo Mendez, a queda na popularidade de Lula vai além da insatisfação com a economia. Ele compara a situação atual com a de Dilma Rousseff em 2015, que perdeu apoio ao adotar políticas contrárias às promessas de campanha.

“O governo atual ignorou o centro. No passado, Lula teve sucesso ao capturar temas dos adversários e adotar uma agenda mais ampla. Agora, fez o oposto”, argumenta.

Tarcísio pode ser “a noiva mais desejada”

Mendez vê a direita unida em 2026, e aposta que Tarcísio de Freitas (Republicanos) será o candidato mais competitivo.

“O bolsonarismo eliminou a direita liberal. Tarcísio tem o DNA de Bolsonaro, e isso pode torná-lo a grande aposta da direita”, diz.

Ele também menciona Romeu Zema (Novo) e Ronaldo Caiado (União Brasil) como opções viáveis, mas reforça que o ex-presidente Jair Bolsonaro continuará influente, mesmo se for preso.

“Se Bolsonaro for preso, ele se tornará uma figura mítica ainda maior. Isso reforçaria a dinâmica religiosa do bolsonarismo”, avalia.

Centrão na política nacional

Mendez acredita que o Centrão seguirá como peça-chave no equilíbrio político. Para ele, figuras como Arthur Lira, Rodrigo Pacheco e Hugo Motta têm papel crucial na estabilidade do sistema.

“O PSDB, que sempre teve “nojinho” do Centrão, agora precisará se unir a ele para sobreviver”, provoca.

Quem pode ser a nova liderança da esquerda?

Na visão de Mendez, a esquerda precisa olhar além do PT. Ele sugere que Eduardo Paes (PSD), prefeito do Rio de Janeiro, tem potencial para ser uma nova liderança no pós-Lula.

“Paes deixou de ser o playboy da Zona Sul e se tornou um suburbano do samba. Ele tem o tom certo para enfrentar a nova direita”, conclui.

Suécia adquire quatro aeronaves C-390 Millennium da Embraer

0
Foto: Defesanet

A Suécia se comprometeu oficialmente a adquirir da Embraer (NYSE: ERJ/B3: EMBR3), líder global na indústria aeroespacial, quatro aeronaves multimissão C-390 Millennium, garantindo assim os slots de produção. O anúncio foi feito durante a LAAD Defence & Security 2025, na presença de Peter Sandwall, secretário de Estado do Ministério da Defesa da Suécia, e Bosco da Costa Junior, presidente e CEO da Embraer Defesa & Segurança. A decisão segue a recente assinatura de um acordo que formaliza a entrada da Suécia, juntamente com a Holanda e a Áustria, no programa C-390.

O secretário de Estado do Ministério da Defesa da Suécia, Peter Sandwall, destacou que a capacidade do C-390 de operar em ambientes desafiadores, a qualquer hora e em qualquer lugar, “será um ativo crítico para a estratégia de defesa da Suécia, garantindo operações eficazes nas próximas décadas”, afirmou.

O C-390 Millennium já foi adquirido por oito países: Brasil, Portugal, Hungria, Coreia do Sul, Holanda, Áustria, República Tcheca e um cliente não revelado. Além disso, foi oficialmente selecionado pela Suécia e pela Eslováquia para modernizar suas forças aéreas. A aeronave representa a nova geração do transporte aéreo militar, combinando versatilidade multimissão e interoperabilidade estratégica.

“O compromisso da Suécia em adquirir quatro aeronaves C-390 Millennium marca um avanço significativo no aprimoramento das capacidades operacionais da Força Aérea Sueca. Essas aeronaves de última geração não apenas aumentarão a eficiência do transporte militar da Suécia, mas também fortalecerão as sinergias europeias em interoperabilidade, treinamento e suporte ao ciclo de vida. A Embraer segue dedicada a atender aos requisitos da Suécia, fornecendo aeronaves de transporte militar de alto nível para garantir que a Força Aérea Sueca possa executar suas missões mais exigentes com excelência”, afirmou Bosco da Costa Junior, presidente e CEO da Embraer Defesa & Segurança.

Desde sua entrada em operação com a Força Aérea Brasileira, em 2019, com a Força Aérea Portuguesa, em 2023, e, mais recentemente, com a Força Aérea Húngara, em 2024, o C-390 tem demonstrado alto desempenho, confiabilidade e capacidade operacional. A frota atual registra uma taxa de disponibilidade de 93% e taxas de conclusão de missão acima de 99%, evidenciando sua produtividade excepcional dentro da categoria.

O C-390 pode transportar até 26 toneladas de carga útil, superando outras aeronaves militares de médio porte. Além disso, voa mais rápido (470 nós) e possui maior alcance, sendo capaz de executar uma ampla gama de missões, como transporte e lançamento de cargas e tropas, evacuação médica, busca e salvamento, combate a incêndios e operações humanitárias. Também pode operar em pistas temporárias ou não pavimentadas, como terra batida, solo e cascalho.

Fonte: Defesanet

Ronaldo Caiado lança pré-candidatura à Presidência com foco na segurança pública

0
Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

O governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União), lançou oficialmente a sua pré-candidatura à Presidência da República, nesta sexta-feira (4), em Salvador. Visando a segurança pública como uma das principais bandeiras de sua campanha, Caiado reforçou bordões da sua vida política, como “se o bandido não mudar de profissão, ele terá que mudar de estado”.

O governador ainda disse, em seu discurso, que derrotará facções durante seu mandato, se eleito presidente da República, e que não permitirá invasões de terras. O evento também contou com a participação do senador Sergio Moro (União-PR).

Nos próximos dias, Caiado deve percorrer o país para fortalecer seu nome na disputa pelo Palácio do Planalto em 2026. O governador de Goiás seguirá com as próximas agendas nos demais estados do Nordeste. Posteriormente, vai percorrer os estados do Sul e do Sudeste.

Carreira política

Ronaldo Caiado já foi candidato a presidente, nas eleições de 1989. Terminou em décimo lugar, recebendo pouco menos de 500 mil votos. No segundo turno, apoiou o candidato que saiu vitorioso, Fernando Collor.

Foi deputado federal por quatro mandatos consecutivos (1999-2015). Em 2015 tomou posse como senador, cargo que deixou em 2019 para assumir o governo de Goiás, posto ao qual foi reeleito em 2022.

No início de março desse ano, anunciou que seria candidato a presidente, formando chapa com o cantor sertanejo Gusttavo Lima. Dias depois, o cantor anunciou sua desistência.

Inelegibilidade

Em dezembro do ano passado, a Justiça Eleitoral de Goiás, em primeira instância, decidiu condenar Caiado por abuso de poder político nas eleições municipais de 2024, tornando-o inelegível até 2032. Durante seu primeiro mandato, foi denunciado por nomear parentes em importantes funções públicas do estado de Goiás, como primos e tios.

A mesma decisão de dezembro de 2024 cassou o registro do prefeito eleito de Goiânia, Sandro Mabel, que foi apoiado por Caiado na campanha. As defesas dos dois políticos informaram que irão recorrer a instâncias superiores.

China responde a Trump e impõe tarifas de 34% sobre importações dos EUA

0
Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

O governo chinês anunciou, nesta sexta-feira (4), que vai impor tarifas de 34% sobre importações norte-americanas. A medida começa a valer a partir de 10 de abril, e rebate as novas taxas anunciadas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na quarta-feira (2).

O governo americano impôs tarifas de 34% sobre as importações chinesas ao país. No entanto, esse valor se soma a outras duas parcelas de 10% de taxas adicionais anunciadas por Trump desde janeiro deste ano, período de início do mandato. Assim, os produtos provenientes da China acumulam, atualmente, tarifas de 54%.

Restrições

Para além das taxas de 34%, a retaliação do governo chinês também conta com a inclusão de 11 empresas americanas na categoria chinesa de “lista de entidades não confiáveis”. Além disso, 16 empresas americanas receberam controles de exportação para proibir a exportação de produtos chineses de dupla utilização, ou seja, itens que podem ser usados para fins civis ou militares, como drones.

Por fim, a China também impôs mais restrições às exportações de determinados minerais de terras raras como samário, gadolínio, térbio, disprósio, lutécio, escândio e ítrio. Esses materiais são fundamentais para a produção de chips de celulares, computadores, cartões eletrônicos e outros componentes de alta tecnologia, tornando a decisão um golpe estratégico contra a indústria americana.

Tarifaço dos EUA pode acelerar acordo Mercosul-União Europeia, avalia presidente da ApexBrasil

0
Foto: Robson Moura/TV Brasil

O pacote de tarifas anunciado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pode impulsionar as negociações entre Mercosul e União Europeia. A avaliação é do presidente da ApexBrasil, Jorge Viana, que destacou o impacto global da medida e suas possíveis consequências para o Brasil.

Em coletiva de imprensa nesta quinta-feira (3), Viana ressaltou que o governo brasileiro não busca vantagens diretas com a decisão americana, mas que o cenário pode acelerar a validação do acordo entre os blocos. “O presidente Lula defende o multilateralismo e a construção de acordos. Mas é evidente que, se os Estados Unidos conseguirem implementar essas medidas, um desdobramento natural pode ser a agilização do tratado Mercosul-União Europeia”, afirmou.

Segundo ele, já há sinais de que os europeus pretendem acelerar o processo diante das novas diretrizes comerciais de Washington.

Impacto global

O tarifaço de Trump impôs sobretaxas de 10% para países da América Latina, 20% para a Europa e 30% para a Ásia – uma sinalização de que os EUA veem os países asiáticos como sua principal ameaça comercial. Para o Brasil, a tarifa ficou em 10%, mas Viana reforçou que não há motivo para encarar isso como uma vantagem. “Não vejo benefício em um cenário de deterioração das relações comerciais globais. Os EUA sempre foram defensores do livre mercado e dos grandes acordos internacionais, e agora tomam um caminho oposto. No fim das contas, um mundo mais instável prejudica a todos, inclusive o Brasil”, avaliou.

Viana também apontou que a incerteza pode atrair novos investimentos para o país, mas reforçou que o saldo geral tende a ser negativo. “Pode ser que o Brasil receba mais investimentos, mas não devemos focar nisso como um ganho. Um mundo em conflito econômico não é positivo para ninguém”, concluiu.

STF antecipa análise de denúncia contra segundo grupo acusado de tentativa de golpe

0
Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) antecipou em uma semana a análise da denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) contra mais um grupo de acusados de envolvimento na tentativa de golpe de Estado. O julgamento, inicialmente marcado para os dias 29 e 30 deste mês, ocorrerá agora nos dias 22 e 23 de abril.

O presidente do colegiado, ministro Cristiano Zanin, reservou três sessões para o caso: às 9h30 e às 14h do dia 22 e às 9h30 do dia 23.

Quem são os denunciados?

Numa lista que conta com ex-assessores de Bolsonaro, militares e ex-integrantes da PF e da PRF, seis acusados foram denunciados de gerenciar ações ilegais para manter Bolsonaro no poder. Se destacam os nomes do ex-diretor-geral da PRF, Silvinei Vasques; do ex-assessor especial de Assuntos Internacionais, Filipe Martins; e da única mulher que faz parte dos 34 acusados, Marília Ferreira de Alencar:

  • Fernando de Sousa Oliveira, delegado da Polícia Federal
  • Filipe Garcia Martins Pereira, ex-assessor para Assuntos Internacionais da Presidência da República
  • Marcelo Costa Câmara, coronel da reserva do Exército e ex-assessor da Presidência da República
  • Marília Ferreira de Alencar, delegada da Polícia Federal
  • Mário Fernandes, general da reserva do Exército
  • Silvinei Vasques, ex-diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal

A denúncia, apresentada pelo procurador-geral da República Paulo Gonet, inclui os seguintes crimes: tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, tentativa de golpe de Estado, organização criminosa armada, dano qualificado, e deterioração de patrimônio tombado.

Nesta fase processual, os ministros da Primeira Turma irão avaliar se a denúncia atende aos requisitos legais, ou seja, se há indícios suficientes para transformar os acusados em réus e abrir uma ação penal.

No mês passado, o STF já aceitou denúncia contra o ex-presidente Jair Bolsonaro e mais sete aliados, tornando-os réus pelo mesmo caso.

Núcleos do inquérito

Os 34 denunciados foram divididos em 5 núcleos que, juntos, formariam uma “organização criminosa estruturada para impedir que o resultado da vontade popular fosse cumprida”, de acordo com a PGR.

Na prática, explica a denúncia, todos agiam em conjunto, visando manter Bolsonaro no poder, contrariando o resultado das eleições de 2022, que elegeram Lula (PT) presidente.