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“Não tenho pressa”, diz Lula sobre aplicar reciprocidade aos Estados Unidos

Governo inicia processo na OMC e mantém abertura para negociações

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Em entrevista à rádio Itatiaia nesta sexta-feira (29), o presidente Lula (PT) informou que o governo aplicará a Lei da Reciprocidade apenas após avaliação da situação. Ele destacou que não tem pressa em adotar medidas contra os Estados Unidos, embora já tenha iniciado um processo na Organização Mundial do Comércio (OMC).

“Eu não tenho pressa de fazer a reciprocidade contra os Estados Unidos. Tomei a medida porque temos que andar com o processo. Se for andar com a forma como todas as leis exigem, vai demorar um ano”, explicou o presidente.

Além disso, Lula afirmou que o Brasil permanece aberto a negociações.

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Camex analisa aplicação da Lei da Reciprocidade

Nesta semana, o presidente Lula (PT) autorizou o Itamaraty a acionar a Câmara de Comércio Exterior (Camex) para analisar a aplicação da Lei da Reciprocidade Econômica.

Sob orientação da Presidência e em parceria com outros ministérios, o Itamaraty notificou a Camex, que deverá produzir, em até 30 dias, um relatório técnico avaliando se as medidas americanas se enquadram na lei.

Se a Camex concluir que é possível aplicar a lei, ela formará um grupo específico para propor contramedidas econômicas, incluindo retaliações no comércio de bens, serviços e propriedade intelectual.

Tarifaço

  • Em 9 de julho, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, enviou uma carta ao presidente Lula (PT) para comunicar a imposição de uma tarifa de 50% sobre as exportações brasileiras aos EUA, com vigência a partir de 1° de agosto.
  • O governo brasileiro designou o vice-presidente, Geraldo Alckmin (PSB), e o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, para liderar os esforços diplomáticos. O governo também criou um comitê para discutir as taxações com representantes do setor produtivo brasileiro.
  • A Comissão de Relações Exteriores (CRE) realizou reuniões para debater a estratégia que o Brasil adotaria após os Estados Unidos anunciarem a tarifa de 50% sobre produtos importados do país.
  • Entre os dias 29 e 31 de julho, o Senado criou uma comissão temporária para tratar das tarifas americanas. A comissão realizou reuniões no Congresso dos EUA e com lideranças empresariais e institucionais, sob a liderança do senador Nelsinho Trad (PSD-MS).
  • No dia 30 de julho, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou uma ordem executiva impondo uma tarifa adicional de 40% sobre as importações brasileiras, elevando a tarifa total para 50%.
  • No dia 13 de agosto, o governo Lula (PT) apresentou a primeira parte do pacote de medidas chamado “Brasil Soberano”. O objetivo é auxiliar empresas brasileiras afetadas pela sobretaxa de 50% imposta pelos Estados Unidos sobre produtos nacionais, vigente desde 6 de agosto.

Autor

  • Curso Jornalismo no Centro Universitário IESB e tenho como objetivo ampliar meus conhecimentos e contribuir com o propósito da Arko. *Estagiária sob a supervisão da reportagem*

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