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Teto para preços de medicamentos é reajustado

Percentuais variam de 2,60% a 5,06%, com fiscalização da Anvisa para evitar abusos

Data:

A Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED) divulgou nesta segunda-feira (31) os índices máximos de reajuste dos preços de medicamentos para 2025. As novas regras entram em vigor a partir de 31 de março e estabelecem os seguintes percentuais:

•⁠ ⁠Nível 1: 5,06%
•⁠ ⁠Nível 2: 3,83%
•⁠ ⁠Nível 3: 2,60%

Como os reajustes são calculados?

Os valores foram definidos com base em fatores como a inflação dos últimos 12 meses (IPCA), a produtividade da indústria farmacêutica e custos não captados pelo índice inflacionário, como variação cambial, tarifas de energia elétrica e concorrência de mercado.

A CMED é composta por representantes dos ministérios da Saúde, Casa Civil, Justiça e Segurança Pública, Fazenda e Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, sendo a Anvisa responsável pelo suporte técnico e pela fiscalização.

Farmácias não podem ultrapassar o preço máximo

De acordo com a legislação vigente (Lei nº 10.742/2003), laboratórios, distribuidores e farmácias não podem cobrar valores acima do teto estabelecido pela CMED. No entanto, o reajuste não é automático – cabe aos fornecedores decidirem se aplicam o aumento, dentro do limite permitido.

Como consultar os preços dos medicamentos?

A lista oficial com os preços máximos pode ser acessada no site da Anvisa e é atualizada mensalmente. Farmácias também devem disponibilizar revistas especializadas com os preços dos medicamentos, permitindo que consumidores comparem valores e identifiquem eventuais irregularidades.

O que fazer em caso de cobrança abusiva?

Se um medicamento estiver sendo vendido acima do valor permitido, o consumidor pode denunciar o estabelecimento aos órgãos de defesa do consumidor, como os Procons, a plataforma consumidor.gov.br ou diretamente à CMED, por meio da página da Anvisa.

Autores

  • Estudante de Ciência Política na Universidade de Brasília (UnB), busco, junto ao jornalismo político, desenvolvimento profissional e experiências que possam aperfeiçoar esta jornada. * Estagiária sob a supervisão da equipe de reportagem.

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  • Jornalista formado pela Universidade Católica de Brasília (UCB). Com experiência em Política, Economia, Meio Ambiente, Tecnologia e Cultura, tem passagens pelas áreas de reportagem, redação, produção e direção audiovisual.

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