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Quase metade da conta de luz é composta por impostos e encargos, aponta CNI

Levantamento revela impacto dos subsídios no custo da energia e na competitividade da indústria

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Um levantamento feito pela Confederação da Indústria (CNI) revelou que os impostos representam 44,1% do valor da conta de luz. Os custos conjunturais e estruturais dos encargos somaram R$ 102 bilhões aos cofres em 2023.

De acordo com o estudo, 55% dos empresários brasileiros afirmam que o excesso de subsídios do setor elétrico afeta diretamente a competitividade da indústria. Outros 47% acreditam que os benefícios concedidos são os responsáveis pelo alto custo nas faturas de luz.

Os encargos embutidos na energia do consumidor são um dos principais fatores para que o país tenha uma das tarifas de energia elétrica mais altas do mundo. A pesquisa revelou que 56% dos consumidores pagam um valor elevado pela energia sem saber ao certo pelo que estão pagando.

Conta de Desenvolvimento Energético

Um dos encargos que mais impactou a conta de luz foi a Conta de Desenvolvimento Energético (CDE). Segundo a CNI, os custos do subsídio chegaram a R$ 40,1 bilhões no ano passado, em 10 anos a conta saltou de R$ 14,1 bilhões para a cifra atual.

A CDE é um recurso utilizado para custear diversas políticas públicas do setor elétrico, como subsídios para fontes incentivadas de energia para a geração distribuída.

Setor elétrico exige modernização

Segundo a CNI, o atual modelo do setor vem apresentando “claros sinais de desgaste” e precisa de “transformações e adequações para assegurar a sustentabilidade econômica e operacional”.

Na avaliação do órgão, a exploração comercial das fontes energéticas precisa passar por uma transformação nos modelos de negócio para garantir a eficiência necessária no aumento da competitividade industrial e econômica.

Presidente Lula assina MP que amplia descontos aos consumidores

O presidente Lula (PT) assinou nesta quarta-feira (21) uma medida provisória (MP) que altera as regras do setor elétrico e amplia os descontos na tarifa de energia elétrica. A nova proposta amplia a tarifa social, beneficiando cerca de 60 milhões de brasileiros, com um custo estimado em R$ 3,6 bilhões por ano.

Inicialmente, aproximadamente 14 milhões de consumidores terão gratuidade na conta de luz, enquanto os outros 46 milhões receberão descontos proporcionais.

A MP também prevê a abertura do mercado de energia a partir de 2026, permitindo que todos os consumidores escolham de qual empresa comprar energia, similar ao mercado de telefonia celular. Atualmente, o mercado livre é restrito a grandes consumidores, como indústrias e grandes estabelecimentos comerciais.

Autores

  • Luiza Melo*

    Graduanda de Jornalismo pela Universidade de Brasília. Teve passagem pela Agência Senado e Poder360. Encantada pelo jornalismo político e internacional. Atualmente, auxilia na cobertura de política no site Política Brasileira. *Estagiária sob a supervisão da reportagem.

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  • Jornalista formado pela Universidade Católica de Brasília (UCB). Com experiência em Política, Economia, Meio Ambiente, Tecnologia e Cultura, tem passagens pelas áreas de reportagem, redação, produção e direção audiovisual.

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