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Minas e Energia lança estudo com análise sobre efeitos dos fenômenos climáticos

Ministério e EPE lançam análise para adaptar a expansão e operação do Sistema Interligado Nacional a fenômenos climáticos mais frequentes

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Diante da maior frequência dos fenômenos climáticos, o Ministério de Minas e Energia lançou o estudo “Impactos das Mudanças Climáticas no Planejamento da Geração de Energia Elétrica”, que envolve medidas para enfrentar a situação.

O trabalho, desenvolvido em parceria com a Empresa de Pesquisa Energética (EPE), consolida os resultados das análises sobre os efeitos das mudanças climáticas no planejamento da expansão do setor elétrico e em sua operação.

Baseado em projeções climáticas de alta resolução e simulações avançadas de operação e expansão do Sistema Interligado Nacional (SIN), o estudo considera aspectos sociais, regulatórios e de governança do setor.

Ao considerar diferentes cenários de mudanças climáticas no planejamento do setor elétrico, o estudo destaca que há possibilidade de redução dos custos de operação em até 13%, o que representaria um efeito médio de 7% nas tarifas de energia.

O secretário nacional de Transição Energética e Planejamento, Gustavo Ataíde, enfatizou a importância da iniciativa para o setor energético. “Antecipar cenários e adaptar a operação da matriz elétrica é fundamental para otimizar custos operacionais e orientar a transição energética com base em evidências científicas. Estudos como esse trazem materialidade para essa intenção”, afirmou.

O trabalho foi desenvolvido no âmbito do Projeto Sistemas de Energia do Futuro – Cooperação Brasil-Alemanha para o Desenvolvimento Sustentável, em parceria com o Ministério de Minas e Energia e recursos do Ministério Federal da Cooperação Econômica e do Desenvolvimento (BMZ) da Alemanha.

A íntegra do estudo está disponível aqui.

Leilão movimenta R$ 6,5 bilhões

O leilão de energia existente, realizado na sexta-feira (14), levou à contratação de 1.778 megawatts (MW) médios de 30 geradoras de segmentos diversos para o atendimento da demanda de 15 distribuidoras. Ao todo, os certames A-1, A-2 e A-3 (fornecimentos dentro de um, dois e três anos) movimentaram R$ 6,5 bilhões.

O preço médio da energia comercializada no leilão ficou em R$ 207,81/MWh (por megawatts/hora). O deságio médio sobre o preço da energia foi de 15%, alcançando 26% no leilão A-1. Segundo a Câmara de Comercialização da Energia Elétrica, a competição resultará em uma economia de R$ 1,2 bilhão aos consumidores na contratação dessas usinas.

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