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Ministério dos Transportes inicia debates sobre Plano de Logística 2050

Estratégia do governo mira reduzir gargalos e fortalecer Arco Norte

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O Ministério dos Transportes iniciou na quinta-feira da semana passada (10), em Brasília, uma série de encontros em dez capitais para discutir o Plano Nacional de Logística 2050 (PNL 2050). O primeiro evento contou com a presença do ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, e reuniu técnicos de órgãos da estrutura do Ministério dos Transportes e representantes de entidades do setor produtivo e de logística.

O ministro Renan Filho abriu o encontro declarando ser fundamental um plano nacional para o desenvolvimento logístico “que dialogue com a realidade”.

“Nós estamos, por exemplo, levando em consideração as notas fiscais eletrônicas para estimar o volume de carga transportada no Brasil. Isso dá o componente de realidade dessas rotas e da produção de cada região, porque estabelece os roteiros da infraestrutura, os caminhos logísticos mais importantes”, afirmou.

De acordo com o ministério, a partir de dados do IBGE, o agronegócio cresceu 12,2% no primeiro trimestre deste ano em relação ao último trimestre de 2024. No período, a economia brasileira registrou avanço de 1,4%. Escoar essa produção, internamente e para fora do país, demanda infraestrutura de transporte eficiente, com menos gargalos logísticos que acabam elevando o Custo Brasil, disse o ministro.

Um dos principais eixos do PNL 2050 é aproximar as zonas de produção agrícola dos centros internos de distribuição e dos terminais portuários para exportação, ampliando a eficiência do escoamento e reduzindo gargalos. Nesse sentido, os portos do Arco Norte (marítimos ou fluviais, situados na Amazônia) têm potencial estratégico por estarem mais próximos das áreas produtoras do Centro-Oeste.

O ministério cita que um caminhão que transporte grãos de Mato Grosso até o porto de Santos (SP) consegue realizar duas viagens por mês. No mesmo período, são possíveis até seis deslocamentos rumo a alternativas oferecidas pelo Arco Norte. A descentralização das cargas pode reduzir filas em terminais e acessos, aliviar a pressão sobre a infraestrutura portuária do Sul e do Sudeste e estimular economicamente outras regiões produtoras do país.

“À medida que o agronegócio cresce, que a indústria cresce, que o setor de serviços cresce, a gente precisa cada vez mais estruturar a agenda logística do país”, resumiu Silvio Costa Filho.

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