O Supremo Tribunal Federal (STF) dá início nesta segunda-feira (19), às 15h, à fase de depoimentos de testemunhas no processo que julga o chamado “núcleo 1” da trama golpista. Este grupo inclui o ex-presidente Jair Bolsonaro e outros sete réus, denunciados pela Procuradoria-Geral da República (PGR) por envolvimento em plano para abolir o Estado Democrático de Direito.
Entre os dias 19 de maio e 2 de junho, serão ouvidas 82 testemunhas, tanto de acusação quanto de defesa. As audiências serão realizadas por videoconferência e simultaneamente, com o objetivo de evitar a combinação de versões entre os depoentes. Os depoimentos serão conduzidos por um juiz auxiliar do ministro Alexandre de Moraes, relator do caso, e não poderão ser gravados pela imprensa, nem pelos advogados.
A expectativa é que o julgamento ocorra ainda em 2025. Caso sejam condenados, os réus poderão pegar penas superiores a 30 anos de prisão.
Principais depoimentos previstos
19 de maio
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Ibaneis Rocha (governador do DF): testemunha de defesa de Anderson Torres, que foi seu secretário de Segurança Pública.
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General Freire Gomes (ex-comandante do Exército): teria ameaçado prender Bolsonaro após sugestão de golpe.
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Eder Balbino (empresário): teria colaborado com um estudo contra urnas eletrônicas.
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Clebson Vieira e Adiel Alcântara: ligados a supostos relatórios para restringir votos no Nordeste.
21 de maio
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Carlos Baptista Júnior (ex-comandante da FAB): teria ouvido Bolsonaro sugerir golpe.
23 de maio
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Hamilton Mourão (senador): testemunha de defesa de Bolsonaro e generais, foi vice de Bolsonaro.
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Marcos Olsen (comandante da Marinha): citado como sucessor de Almir Garnier, favorável ao golpe.
26 de maio
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Marcelo Queiroga (ex-ministro da Saúde): testemunha de Braga Netto.
29 de maio
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Paulo Guedes (ex-ministro da Economia) e Adolfo Sachsida (ex-ministro de Minas e Energia): testemunhas de Anderson Torres.
30 de maio
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Senadores Ciro Nogueira, Espiridião Amin, e Eduardo Girão
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Deputados Sanderson e Eduardo Pazuello
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Valdemar Costa Neto (presidente do PL, partido de Bolsonaro)
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Tarcísio de Freitas (governador de SP): todos testemunhas de Bolsonaro.
2 de junho
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Senador Rogério Marinho: testemunha de defesa de Braga Netto.
O que acontece depois?
Após a conclusão dos depoimentos, o STF convocará Bolsonaro e os demais réus para o interrogatório. A data ainda será definida. O julgamento deverá ocorrer até o fim de 2025.

