Durante o anúncio do programa de renovação da frota naval da Petrobras, a presidente da estatal, Magda Chambriard, defendeu a posição da empresa em relação à exploração de petróleo na Margem Equatorial. O evento foi na manhã desta segunda-feira (17).
“Se obtivermos a licença, faremos tudo de forma muito segura”, argumentou Chambriard.
A exploração na região, que abrange do Amapá ao Rio Grande do Norte, depende de aval do Ibama. A exploração na Foz do Amazonas divide opiniões dentro do governo e entre ambientalistas. Em 2023, o Ibama negou um pedido da Petrobras para perfuração na área, apontando riscos ambientais. A estatal segue buscando licenciamento para avançar nos estudos.
Embate
O presidente Lula (PT) chegou a defender a exploração de petróleo na Foz do Amazonas, mas com uma “solução equilibrada”, argumentando que há a necessidade de estudos prévios. Ele criticou a demora de análise do Ibama, dizendo que o órgão ambiental “parece estar contra o governo”.
“Precisamos autorizar que a Petrobras faça pesquisa, se vamos explorar é outra questão”, disse. O presidente defendeu que a Petrobras tem experiência em exploração em águas profundas e que os ritos ambientais serão seguidos. Segundo ele, os recursos provenientes da atividade podem financiar a transição energética no Brasil.
A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, defendeu que nem sua pasta, nem o Ibama “dificultam ou facilitam” os processos de licenciamento, argumentando que possíveis impactos ambientais de grandes empreendimentos são uma preocupação do governo como um todo.

