Durante coletiva do 11º Fórum Parlamentar do BRICS nesta quinta-feira (5), o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), foi questionado se o projeto de lei sobre o licenciamento ambiental (PL 2.159/21) pode atrapalhar acordos com a União Europeia, e afetar investimentos na área ambiental. Segundo ele, o tema não foi citado nas reuniões do evento, e, nos debates sobre meio ambiente, não houve nenhuma preocupação manifestada a respeito das mudanças na legislação ambiental.
Hugo Motta afirmou que o texto do projeto será tratado com equilíbrio na Câmara dos Deputados.
“Eu penso que o equilíbrio está entre a preservação do meio ambiente e a melhoria da qualidade de vida das pessoas por meio do desenvolvimento econômico, que é gerado através das oportunidades de trabalho”, disse o presidente.
Motta acrescentou que, em reunião com a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva (Rede), se comprometeu a ouvir sugestões de todos os setores envolvidos antes de escolher o relator da proposta. O projeto de licenciamento ambiental foi aprovado no Senado no mês passado, e agora tramita na Câmara.
O 11º Fórum Parlamentar do BRICS contou com delegações de 15 países que fazem parte do bloco de forma permanente, ou que são parceiros.
Moeda do Brics
Motta e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), comentaram sobre a proposta de criação de uma moeda comum para o bloco.
Alcolumbre afirmou: “Eu ainda não percebi uma prioridade clara na agenda. Estou tentando entender melhor. Do ponto de vista internacional, é algo muito difícil. Acho que essa conversa já existe, já ouvi de alguns autores do governo sobre essa proposta, mas ainda precisa ser amadurecida.”
Já Hugo Motta comentou que os países do BRICS estão discutindo formas de facilitar os pagamentos e promover o comércio dentro do bloco. “Há outras alternativas sendo analisadas para facilitar o comércio entre os países. Existe um longo caminho a ser percorrido”, afirmou. Ele acrescentou que há um alinhamento crescente entre os países que integram o grupo.

