A ministra do Planejamento e do Orçamento, Simone Tebet (MDB), alegou que a demora sobre a apresentação do Plano de contingência contra tarifaço se deve ao fato de que o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços “[MDIC] está separando empresa por empresa”, disse.
A chefe da pasta ainda alegou que o governo federal está sendo criteriosos em relação aos pontos, “já que trata de dinheiro público”.
O governo federal trabalha na elaboração de um plano de contingência em resposta à tarifa de 50% aplicada pelos Estados Unidos a produtos brasileiros. O dia do anúncio ainda não foi divulgado, mas a expectativa é que seja anunciado pelo presidente Lula (PT) em breve. De acordo com Tebet, o que importa é não deixar nenhuma empresa de fora desse plano de contingência.
Impacto mínimo
Tebet ainda afirmou, durante conversas com jornalistas, que espera que seja “mínimo” o impacto do plano de socorro nas contas públicas: “Estamos absolutamente conscientes que o impacto dele vai ser mínimo. Vai ser única e exclusivamente no limite do necessário para não deixar nenhuma empresa para trás”.
Em um outro momento, o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) frisou que o objetivo do governo não é fazer retaliação contra os Estados Unidos, e sim resolver a questão. Para o ministro do Desenvolvimento, a situação em diversos setores é preocupante, como no caso da carne, do café e da indústria de máquinas e motores.

