As possíveis manifestações de caminhoneiros em apoio ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) não contam com apoio institucional de entidades. Apesar de rumores sobre possíveis paralisações,organizações do setor afirmam que qualquer movimento neste sentido seria isolado e sem vinculação oficial com a categoria.
A Federação dos Caminhoneiros Autônomos de Cargas em Geral do Estado de São Paulo (FETRABENS) emitiu nota oficial nesta terça-feira (22) reafirmando que não endossa qualquer paralisação relacionada a questões políticas. A entidade prioriza a ordem econômica e o transporte contínuo, defendendo caminhoneiros via diálogo institucional.
No Rio de Janeiro, a Federação de Caminhoneiros (FECAM-RJ) também se posicionou contra greves políticas, afirmando que sua luta é por melhores condições de trabalho, frete justo e segurança nas estradas, e não por bandeiras partidárias. “Não toleramos pessoas ou entidades que não nos representam e que buscam usar a categoria para fins políticos”, declarou o presidente Antônio Vitaliano.
Preocupação com impacto econômico
Entidades focam nos impactos das tarifas dos EUA, que podem reduzir cargas e afetar a renda dos caminhoneiros. FETRABENS levará as demandas ao Fórum TRC em 29/07 para negociar apoio federal ao setor.
Wallace Landim, o Chorão, presidente da Abrava, reforçou a necessidade de cautela: “Não podemos deixar o segmento do transporte ser usado como massa de manobra política”. Ele admitiu que, como cidadão, compreende manifestações populares, mas como líder da categoria, defende que os caminhoneiros não sejam instrumentalizados em meio a crises políticas.
Movimentos isolados em Santa Catarina
Apesar da posição das entidades, há relatos de articulações pontuais em regiões com forte base bolsonarista, como Santa Catarina. O deputado Zé Trovão (PL-SC), aliado do ex-presidente, chegou a mencionar pressões por uma paralisação, mas não há indícios de adesão em larga escala.

