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Haddad espera decisão rápida do STF sobre aumento do IOF

Para Haddad, 90% do decreto do governo é incontroverso

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Em afirmação feita nessa terça-feira (15), o ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT),  espera, ainda esta semana, uma decisão rápida do Supremo Tribunal Federal (STF) em relação ao impasse entre o Governo Federal e o Legislativo a respeito das medidas que aumentavam alíquotas do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). O caso está sob relatoria do ministro Alexandre de Moraes, que realizou audiência nesta semana, mas não obteve consenso entre as partes.

Haddad destacou que 90% do decreto do governo que previa o aumento do IOF é considerado incontroverso. O principal ponto de divergência envolve as operações de risco sacado — modalidade em que o fornecedor recebe do banco o valor a ser pago pelo comprador. Segundo Haddad, esse segmento representa 10% do volume estimado de arrecadação adicional, projetada em R$ 12 bilhões para reforçar o caixa e atender às metas do arcabouço fiscal.

Questão do risco sacado

O ministro do STF, Alexandre de Moraes, relator do caso, promoveu ontem uma audiência sobre os decretos do IOF; No entanto, não houve acordo. Segundo o ministro da Fazenda, a questão pendente envolve as operações de risco sacado, quando o fornecedor recebe do banco o valor que deveria receber do comprador.

De acordo com o ministro, Moraes está seguindo todo o rito, tendo conversado com ele e os presidentes da Câmara e do Senado: “Ele está bem apropriado da situação, tirou todas as dúvidas a respeito, tanto do ponto de vista econômico quanto do ponto de vista jurídico, formal”, disse Haddad.

O ministro defendeu que o risco sacado deve ser tributado como qualquer outra operação de crédito. Ele ressaltou que, ao isentar apenas as grandes empresas dessa cobrança, cria-se uma situação desigual, já que as pequenas continuam pagando o tributo sobre a mesma operação. De acordo com Haddad, garantir a igualdade tributária é fundamental para a justiça fiscal.

Tramitação do IOF

Com o objetivo de reforçar as receitas do governo e atender às metas do arcabouço fiscal, o Ministério da Fazenda elaborou, em maio, um decreto que aumentou o IOF para operações de crédito, seguros e de câmbio. A estimativa era de um aumento de arrecadação de R$ 12 bilhões.

Em junho, a maioria dos parlamentares não concordou com a elevação das alíquotas e derrubou o decreto presidencial.

Em resposta, a Advocacia-Geral da União (AGU) ingressou com uma ação declaratória de constitucionalidade no STF, levando o tema ao Judiciário. Desde então, os decretos sobre a cobrança do imposto estão suspensos por decisão de Alexandre de Moraes.

Autores

  • Curso Jornalismo no Centro Universitário IESB e tenho como objetivo ampliar meus conhecimentos e contribuir com o propósito da Arko. *Estagiária sob a supervisão da reportagem*

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  • Jornalista formado pela Universidade Católica de Brasília (UCB). Com experiência em Política, Economia, Meio Ambiente, Tecnologia e Cultura, tem passagens pelas áreas de reportagem, redação, produção e direção audiovisual.

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