O ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), usou as redes sociais para negar que o governo Lula planeja taxar empresas de tecnologia caso os Estados Unidos imponham tarifas ao Brasil. A declaração veio após especulações sobre possíveis medidas de retaliação diante das novas políticas comerciais anunciadas pelo presidente norte-americano Donald Trump.
“Para não deixar dúvida, não é correta a informação de que o governo Lula deve taxar empresas de tecnologia se o governo dos Estados Unidos impuser tarifas ao Brasil. No mais, o governo brasileiro tomou a decisão sensata de só se manifestar oportunamente com base em decisões concretas e não em anúncios que podem ser mal interpretados ou revistos. Vamos aguardar a orientação do presidente”, afirmou Haddad em postagem nas redes sociais.
Taxação dos EUA e impactos para o Brasil
O posicionamento de Haddad ocorre em meio a incertezas sobre a política comercial dos Estados Unidos, que tem ampliado a taxação de produtos importados. No último domingo (9), o presidente Donald Trump anunciou que pretende impor uma tarifa de 25% sobre as importações de aço e alumínio, o que pode afetar diretamente o Brasil. Além disso, já foram divulgadas medidas tarifárias contra produtos do México, Canadá e China.
O governo brasileiro vem adotando uma postura cautelosa, aguardando decisões concretas antes de anunciar eventuais medidas de resposta. A negativa de Haddad também surge em meio a críticas sobre a comunicação do governo federal, que tem enfrentado desafios para esclarecer informações e evitar especulações que possam gerar instabilidade no mercado.
Próximos passos do governo brasileiro
Até o momento, o Palácio do Planalto não anunciou qualquer medida oficial em relação às tarifas dos EUA. A tendência é que a equipe econômica acompanhe os desdobramentos das decisões norte-americanas antes de definir eventuais estratégias de resposta.
A relação comercial entre Brasil e Estados Unidos é de grande importância para a economia nacional, especialmente para setores como indústria siderúrgica, agronegócio e tecnologia. Qualquer medida de taxação pode impactar diretamente os investimentos e exportações brasileiras.

