Em cerimônia realizada no Palácio do Planalto nesta segunda-feira (10), Alexandre Padilha (PT) assumiu o Ministério da Saúde, enquanto Gleisi Hoffmann (PT) tomou posse como ministra da Secretaria de Relações Institucionais.
Em seu discurso, Gleisi afirmou que pretende manter uma relação respeitosa, franca e solidária com os presidentes da Câmara e do Senado. Para ela, o trabalho conjunto deve garantir a consolidação de uma base de apoio estável já na votação do Orçamento de 2025, permitindo avanços na agenda legislativa deste ano.
Entre as prioridades, a ministra destacou a isenção do Imposto de Renda para quem recebe até R$ 5 mil mensais. “Essa medida vai beneficiar milhões de brasileiras e brasileiros, com absoluta neutralidade fiscal”, declarou.
Gleisi tem um perfil combativo e um discurso fortemente alinhado à esquerda. Sua nomeação foi recebida com ceticismo entre parlamentares de outros partidos, que esperam um ajuste de tom para que ela possa comandar a articulação política de forma eficaz. Internamente, a escolha é vista como uma recompensa pelo trabalho dela na presidência do PT nos últimos anos, além de uma tentativa de reequilibrar a presença feminina no governo, reduzida após ajustes anteriores.
Já Alexandre Padilha, que antes comandava a Secretaria de Relações Institucionais, afirmou que sua prioridade no Ministério da Saúde será reduzir o tempo de espera para quem precisa de atendimento especializado no país. Segundo ele, não há solução mágica para um gargalo que se arrasta há décadas e que se agravou com a pandemia.
Nísia deixa o Ministério da Saúde
Em seu discurso de despedida, a ex-ministra da Saúde, Nísia Trindade, fez um balanço de seus dois anos à frente da pasta. Ela afirmou que assumiu o ministério em um cenário de desmonte e destacou os esforços para reconstruir programas que foram marcas das gestões do presidente Lula e da presidenta Dilma Rousseff.
Nísia também denunciou ter sido alvo de ataques machistas durante sua gestão. “Não posso esquecer que, durante os 25 meses em que fui ministra, houve uma campanha sistemática e misógina para desvalorizar meu trabalho, minha capacidade e minha idoneidade. Não aceito e acho que não devemos aceitar como natural um comportamento político dessa natureza”, declarou.

