Em meio à taxação imposta pelo presidente Trump, o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Geraldo Alckmin (PSB), afirmou que o governo federal pretende dar uma atenção especial para aquelas empresas que mais dependem do mercado norte-americano. O chefe da pasta classificou que haverá uma “atenção especial”.
Durante fala feita aos jornalistas, Alckmin afirmou: “A tarefa é trabalhar para reduzir essa alíquota e excluir o máximo que a gente puder do chamado tarifaço e, de outro lado, ter um Plano de Contingência para atender os setores mais expostos às exportações para os Estados Unidos”.
Pescado e aço
Também houve destaques para dois setores, são eles: Pescado e o aço. Sobre o pescado, o vice-presidente afirmou que existem empresas que destinam metade de suas produções para as exportações e, dentre elas, há setores que exportam metade do que enviam ao mercado externo para os Estados Unidos. Por outro lado, sobre o aço, o chefe da pasta destacou: “Se você pegar o caso do aço, nós somos o terceiro importador do carvão siderúrgico. Fazemos o aço semiplano e vendemos para os Estados Unidos, que faz o automóvel, a máquina, o equipamento, o avião. Então, tem uma cadeia que acaba sendo encarecida e cria insegurança de natureza jurídica”.
De acordo com o governo, o Brasil continua trabalhando para diminuir a alíquota imposta pelos Estados Unidos e para excluir o máximo de produtos da lista dos tarifados.
“O diálogo a gente nunca pode desistir. É perseverar, ter resiliência, mostrar que isso é um perde-perde e que é uma coisa ruim também para os Estados Unidos. Vai encarecer os produtos americanos, romper cadeias produtivas”, argumentou.
“Então, de um lado, é continuar esse trabalho para a negociação não parar. E, de outro lado, trabalhar o Plano de Contingência, porque a vida continua e as empresas têm compromissos a serem cumpridos, garantindo o emprego e a atividade produtiva”, finalizou o vice-presidente.

