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CCJ do Senado pode votar projetos sobre agropecuária, eleições e terras públicas

Matérias aguardam anuência do novo presidente da comissão para votação

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A Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) do Senado se prepara para votar projetos que afetam diretamente a economia, a política e a gestão territorial do Brasil. As propostas incluem mudanças em regras eleitorais, defesa agropecuária, distribuição de terras públicas e renegociação de dívidas rurais.

Os projetos já possuem relatórios apresentados, mas ainda precisam da anuência do futuro presidente da comissão. O nome mais cotado para o cargo é o senador Otto Alencar (PSD-BA).

Principais projetos em pauta

  • Política Nacional de Defesa Agropecuária (PL 326/2016)
    Estabelece diretrizes para garantir a saúde dos rebanhos e a segurança dos insumos agropecuários, prevenindo doenças e pragas.
  • Flexibilização da Reserva Legal na Amazônia (PL 551/2019)
    Permite que estados amazônicos reduzam a reserva legal de 80% para 50% caso mais de 65% do território esteja ocupado por unidades de conservação de domínio público.
  • Transferência de Terras da União (PL 5461/2019)
    Determina que terras da União passem ao domínio dos estados, facilitando a regularização fundiária.
  • Novo Código Eleitoral (PL 112/2021)
    Prevê 20% das cadeiras do Legislativo para mulheres e mantém a exigência de 30% de candidaturas femininas em eleições proporcionais.
  • Criação de fundos para consórcios públicos (PL 196/2020)
    Autoriza estados e municípios a criarem fundos para financiar obras, serviços e programas públicos, com recursos de diversas fontes, incluindo doações internacionais.
  • Renegociação de créditos rurais e fundos regionais (PL 1387/2023)
    Amplia a possibilidade de renegociação de dívidas do crédito rural e dos Fundos Constitucionais do Norte, Nordeste e Centro-Oeste, além de propor diretrizes para empresas com debêntures vinculadas a esses fundos.
  • Lei de Responsabilidade na Aplicação de Emendas (PL 511/2023)
    Define como improbidade administrativa a perda de recursos por atraso ou má gestão na aplicação de emendas parlamentares e fundos internacionais.

Autores

  • Estudante de Ciência Política na Universidade de Brasília (UnB), busco, junto ao jornalismo político, desenvolvimento profissional e experiências que possam aperfeiçoar esta jornada. * Estagiária sob a supervisão da equipe de reportagem.

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  • Jornalista formado pela Universidade Católica de Brasília (UCB). Com experiência em Política, Economia, Meio Ambiente, Tecnologia e Cultura, tem passagens pelas áreas de reportagem, redação, produção e direção audiovisual.

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