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Aprovação de Lula cresce, mas saldo de popularidade segue negativo num país que segue polarizado

Diferença entre aprovação e desaprovação está dentro da margem de erro e indica empate técnico

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A pesquisa do instituto Paraná divulgada hoje (28) aponta uma melhora na popularidade do presidente Lula (PT). Em relação a agosto, a aprovação de Lula cresceu 5 pontos percentuais. Nesse mesmo período, a desaprovação caiu 4,4 pontos.

Vale observar que a popularidade de Lula está melhorando desde junho. Nos últimos quatro meses, a aprovação do presidente cresceu 8,1 pontos enquanto a desaprovação caiu 7,5 pontos. Como a margem de erro da pesquisa é de 2,2 pontos percentuais para mais ou para menos, temos um quadro de empate técnico entre aprovação e desaprovação de Lula.

Avaliação Jan (%) Fev (%) Abr (%) Jun (%) Ago (%) Out (%)
Desaprova 50,4 55,0 57,4 56,7 53,6 49,2
Aprova 46,1 42,0 39,2 39,8 42,9 47,9
Não sabem 3,5 2,9 3,4 3,5 3,5 2,9

*Fonte: Instituto Paraná (21 a 24/10)

Tendência similar é observada em relação à avaliação do governo Lula (PT). Em relação a agosto, a avaliação negativa (ruim/péssima) caiu 3,5 pontos percentuais. Nesse mesmo período, a positiva (ótimo/bom) cresceu 5,7 pontos. Nos últimos quatro meses, a avaliação negativa caiu 6,4 pontos enquanto a positiva cresceu 5,7 pontos.

Avaliação Jan (%) Fev (%) Abr (%) Jun (%) Ago (%) Out (%)
Ruim/Péssimo 42,6 45,0 48,0 47,5 44,6 41,1
Ótimo/Bom 33,8 28,8 26,6 25,8 29,6 35,3
Regular 22,5 25,0 24,4 25,6 24,6 22,3

*Fonte: Instituto Paraná (21 a 24/10)

Apesar da melhora na aprovação de Lula e também do governo, o saldo de popularidade segue negativo. Outro aspecto a ser observado é que o país permanece bastante polarizado. Mesmo com a redução da desaprovação de Lula, a resistência ao presidente permanece elevada. Por outro lado, Lula também tem um núcleo de apoio social bastante sólido.

Mesmo que Lula apareça bem posicionado nas simulações sobre a sucessão de 2026, a aprovação do presidente e do governo espelham melhor a disputa do próximo ano que os cenários estimulados de intenção de voto, já que a oposição está sem um candidato natural neste momento.

Outro aspecto a ser observado é o sentimento de mudança existente na opinião pública. De acordo com o instituto Paraná, 57,9% dos entrevistados defendem mudanças na atual forma de governar o país. Por outro lado, somente 23% defendem dar total continuidade à atual forma de governar.

Tais números indicam que, apesar da vantagem parcial de Lula, a sucessão de 2026 está em aberto. A disputa, mais uma vez, será marcada pelo imponderável.

Tarcísio tem o maior potencial eleitoral

O instituto Paraná também divulgou uma pesquisa em que testa o potencial eleitoral do presidente Lula (PT) e de três pré-candidatos ao Palácio do Planalto – o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL); o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos); a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL); e o senador Flávio Bolsonaro (PL).

Tarcísio de Freitas tem o maior potencial eleitoral – soma dos índices “com certeza votaria” e “poderia votar” – atingindo 54,3%. Na sequência aparecem Lula (51,5%); Michelle Bolsonaro (48,4%); Jair Bolsonaro (48,1%); e Flávio Bolsonaro (41,7%).

CANDIDATOS Com certeza votaria (%) Poderia votar (%) Não votaria de jeito nenhum (%) Saldo
Lula (PT) 27,6 23,9 47,5 +4,0
Jair Bolsonaro (PL) 22,9 25,2 50,7 -2,6
Michelle Bolsonaro (PL) 18,4 30,0 49,6 -1,2
Tarcísio de Freitas (Rep) 16,2 38,1 39,3 +15,0
Flávio Bolsonaro (PL) 8,2 33,5 53,9 -12,2

*Fonte: Instituto Paraná (21 a 24/10)

Além disso, Tarcísio é o presidenciável com o maior saldo de potencial eleitoral, que é a soma dos percentuais “com certeza votaria” e “poderia votar” menos “não votaria de jeito nenhum” (rejeição).

O saldo de Tarcísio é 11 pontos percentuais maior que o de Lula. Apenas o governador paulista e o presidente possuem saldos positivos. Os nomes ligados ao clã Bolsonaro – Jair Bolsonaro, Michelle Bolsonaro e Flávio Bolsonaro – embora tenham um piso relevante, possuem alta rejeição, impondo obstáculos importantes.

Apesar dos tropeços que vem tendo desde o tarifaço imposto pelos Estados Unidos contra o Brasil, Tarcísio permanece como o nome mais forte da oposição para a sucessão de 2026.

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