Em viagem para cumprir agenda em Pequim, o governo brasileiro firmou três acordos bilaterais com a China, assinados nesta terça-feira (13). As aberturas são para a exportação de produtos como carne de pato, carne de peru, miúdos de frango (coração, fígado e moela), grãos derivados da indústria do etanol de milho (DDG e DDGS) e farelo de amendoim.
Com isso, o agronegócio brasileiro alcança a 62ª abertura de mercado em 2025, totalizando 362 novas oportunidades de negócio desde o início de 2023.
Segundo dados da aduana chinesa, apenas em 2024 a China importou:
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US$ 155 milhões em miúdos de frango;
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US$ 50 milhões em carne de peru;
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US$ 1,4 milhão em carne de pato;
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mais de US$ 66 milhões em DDG e DDGS;
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US$ 18 milhões em farelo de amendoim.
Durante a cerimônia, ocorreu o encontro entre o presidente da República, Lula (PT), e o presidente chinês, Xi Jinping. Segundo o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, houve “o maior número de aberturas de mercado para a China de uma única vez. Um reflexo da confiança mútua e da boa relação entre os dois países”, disse Fávaro.
Cooperação sanitária e fitossanitária
A abertura de cinco novos mercados e o avanço nas medidas sanitárias e fitossanitárias foram os temas dos acordos bilaterais firmados entre o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e a Administração-Geral de Aduanas da China (GACC).
Também foi assinado o Memorando de Entendimento (MoU) entre o Mapa e a GACC na área de medidas sanitárias e fitossanitárias, com o objetivo de promover a comunicação e a cooperação bilateral nesse setor. A iniciativa busca proteger a saúde humana, animal e vegetal, além de aumentar a segurança dos alimentos comercializados entre Brasil e China.

