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Petrobras garante exclusividade para negociar nove blocos exploratórios na Costa do Marfim

Governo marfinense aprova interesse da estatal; próxima etapa é negociação contratual

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O Conselho de Ministros do governo da Costa do Marfim aprovou a declaração de interesse da Petrobras em nove blocos exploratórios do país. O documento, apresentado pela estatal brasileira, garante exclusividade à Petrobras na negociação dos contratos dessas áreas, marcando a primeira etapa do processo de aquisição dos blocos. Agora, a negociação dos termos contratuais segue como próxima fase.

A aprovação é a primeira parte do processo de aquisição das áreas. Agora o processo segue para a etapa de negociação. Segundo a Petrobras, o envio do documento observou todos os trâmites internos de governança da companhia, alinhado com a estratégia de longo prazo. 

O objetivo é alcançar a recomposição das reservas de óleo e gás por meio de exploração de novas fronteiras, tanto no Brasil quanto no exterior.

Expansão internacional

Segundo a Petrobras, a decisão de buscar ativos na Costa do Marfim está alinhada à estratégia de longo prazo da empresa para recompor reservas de óleo e gás por meio da exploração de novas fronteiras, tanto no Brasil quanto no exterior. O movimento também visa diversificar o portfólio exploratório da companhia, aproveitando sua experiência em águas profundas e o potencial geológico da região, que apresenta semelhanças com as bacias brasileiras de Campos e Santos.

A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, destacou que a localização da Costa do Marfim é de grande interesse estratégico para a companhia: “Temos muita experiência nessa região, do lado de cá do Atlântico, onde estão as bacias de Campos e de Santos, e acredito que podemos alcançar importantes resultados também do outro lado do oceano”.

A Petrobras já teve presença relevante no continente africano e, nos últimos anos, vem retomando iniciativas internacionais. Em 2023, adquiriu participação em blocos em São Tomé e Príncipe e, em 2024, comprou 10% de um bloco exploratório na África do Sul. A aposta na Costa do Marfim é parte de uma busca por oportunidades diante do declínio esperado da produção do pré-sal brasileiro na próxima década.

Autores

  • Luiza Melo*

    Graduanda de Jornalismo pela Universidade de Brasília. Teve passagem pela Agência Senado e Poder360. Encantada pelo jornalismo político e internacional. Atualmente, auxilia na cobertura de política no site Política Brasileira. *Estagiária sob a supervisão da reportagem.

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  • Jornalista formado pela Universidade Católica de Brasília (UCB). Com experiência em Política, Economia, Meio Ambiente, Tecnologia e Cultura, tem passagens pelas áreas de reportagem, redação, produção e direção audiovisual.

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