A adoção de uma moeda em comum entre os países que compõem o BRICS não está na pauta atual do bloco, segundo o secretário de Assuntos Econômicos e Financeiros e sherpa do Brasil, Mauricio Lyrio. Ele falou com jornalistas nessa quarta-feira (26), após a reunião dos sherpas em Brasília.
Os sherpas são os enviados especiais dos países ao BRICS. Eles guiam as discussões que antecedem a cúpula, que neste ano está prevista para julho, no Rio de Janeiro.
O sherpa brasileiro não descartou que o assunto fosse discutido no futuro. “O objetivo da maioria dos países do BRICS é reduzir custos de operações, isso é uma prioridade. A busca pela redução de custos é de longa data, desde 2015”, finalizou, sem detalhar quais seriam as alternativas.
Prioridades
Além da discussão de uma moeda, as reuniões tiveram como saldo as as prioridades brasileiras no comando do grupo, que são:
- cooperação em saúde global;
- financiamento de ações de combate à mudança do clima;
- comércio, investimento e finanças;
- uso de moedas locai em operações financeiras;
- governança da inteligência artificial;
- desenvolvimento institucional do Brics.

