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Financiamento global de saúde sofre maior crise da história, alerta OMS

Declaração acontece após governo Donald Trump se retirar da organização, com discurso ideológico para seus apoiadores

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A Organização Mundial da Saúde (OMS) está enfrentando uma crise de financiamento sem precedentes, segundo o diretor-geral Tedros Adhanom Ghebreyesus. A situação foi agravada pela retirada dos Estados Unidos da agência, durante o atual governo de Donald Trump, decisão que reduziu de forma drástica as contribuições de seu principal financiador — responsável por cerca de 18% do orçamento da organização.

“Estamos vivendo a maior interrupção no financiamento global da saúde da história”, afirmou Tedros em coletiva na sede da OMS, em Genebra, na Suíça.

OMS depende de doações

Tedros reconheceu que a OMS tem uma estrutura de financiamento frágil, baseada excessivamente em doações voluntárias de poucos países, que hoje representam 80% do orçamento total. A organização agora busca diversificar suas fontes de recursos e reduzir essa dependência.

Apesar da ruptura, Tedros disse à Reuters que, mesmo sem contato direto com Trump, mantém comunicação com o governo dos EUA, respondendo a questionamentos e fornecendo informações técnicas.

O governo Donald Trump se retirou em janeiro, alegando que a OMS não atuou devidamente durante a pandemia de Covid-19. Apoiadores do presidente dos EUA afirmam que deveriam ter sido adotadas medidas que comprovadamente elevariam o número de mortos, como falta de vacinas e medidas de isolamento social.

Impacto global

O diretor-geral alertou que os cortes terão impactos profundos na saúde pública global, principalmente em ações de vigilância epidemiológica, resposta a emergências e programas de saúde em países em desenvolvimento. Escritórios em nações mais desenvolvidas também devem ser fechados para priorizar regiões mais vulneráveis.

A OMS é uma agência especializada da Organização das Nações Unidas (ONU), responsável por coordenar ações internacionais na área da saúde. A organização atua no monitoramento de doenças, elaboração de diretrizes sanitárias, promoção da saúde global e resposta a emergências médicas, como pandemias. A entidade também apoia países na formulação de políticas públicas e campanhas de vacinação, além de divulgar dados científicos sobre doenças, nutrição, saneamento e segurança alimentar.

Autor

  • Jornalista formado pela Universidade Católica de Brasília (UCB). Com experiência em Política, Economia, Meio Ambiente, Tecnologia e Cultura, tem passagens pelas áreas de reportagem, redação, produção e direção audiovisual.

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