Nesta quinta-feira (13), a Secretaria de Política Econômica (SPE) do Ministério da Fazenda (MF) apresentou as projeções do cenário externo em 2025. Os indicadores apontam para uma desaceleração mais acentuada da economia chinesa, com expectativa de redução do PIB do país de 4,5% em 2025, para 4,2% em 2026.
Segundo a pasta, as tarifas comerciais impostas pelos Estados Unidos (EUA) podem afetar de forma mais marcante as exportações chinesas e, consequentemente, reduzir a demanda de commodities do país. Para minimizar os impactos e evitar desaceleração, a China pode adotar medidas fiscais que geram mais efeito e estimulem a demanda interna, como as medidas de flexibilização monetária já implementadas em 2024.
Em 2024, por exemplo, o crescimento das exportações de bens materiais e o estímulo da absorção interna — ou seja, da soma do consumo, dos investimentos e gastos do governo — proporcionaram um crescimento de 5% para a China.
Os chineses são os principais parceiros comerciais do Brasil, seguido dos Estados Unidos. Segundo dados da Secretaria de Comércio e Relações Internacionais do Mapa (SCRI), no primeiro semestre de 2024, o Brasil exportou cerca de US$ 28,44 bilhões em produtos agrícolas para a China. As principais commodities enviadas para o país são soja, milho, açúcar, celulose, algodão, carne bovina, de frango e suína.

