O BRICS realiza suas primeiras reuniões sob nova gestão brasileira nos dias 12, 13 e 14 de fevereiro, com foco em emprego e agricultura. Essa é a quarta vez que o Brasil lidera o grupo, mas, agora, a responsabilidade é maior: com sua recente ampliação, o bloco mais que dobrou o número de países membros e soma outros nove parceiros.
As reuniões ocorrem por videoconferência, coordenadas a partir de Brasília, onde também será realizada a primeira reunião presencial, ainda este mês, no Palácio Itamaraty, sede do Ministério das Relações Exteriores. Os encontros técnicos e de sherpas são reservados aos países plenos.
Debates sobre emprego e o futuro do trabalho
Nos dias 12 e 13 de fevereiro, o Ministério do Trabalho e Emprego lidera as discussões sobre os impactos das mudanças climáticas no mercado de trabalho e os desafios da transição para um cenário mais sustentável e tecnológico. A necessidade de requalificação profissional diante da inteligência artificial e das novas exigências socioambientais está no centro da pauta.
Agricultura e segurança alimentar no centro das discussões
Já nos dias 13 e 14 de fevereiro, os debates serão coordenados pelos Ministérios da Agricultura e Pecuária, do Desenvolvimento Agrário e da Pesca e Aquicultura. Os temas incluem sustentabilidade na produção agrícola, inovação no setor, financiamento e segurança alimentar global. A Aliança Global contra a Fome e a Pobreza, lançada pelo Brasil no G20 em 2024, também será abordada.
Os temas discutidos no BRICS sob presidência brasileira refletem a continuidade das agendas internacionais do país e servem como preparação para a 17ª Cúpula do BRICS, marcada para julho. Até lá, estão previstas cerca de cem reuniões, abordando uma ampla gama de temas estratégicos para os países-membros.
Novos membros
Nove países aderiram ao BRICS como “países parceiros”, inaugurando a modalidade que foi implantada em 2024. Eles podem integrar espaços de discussão, após consulta aos países membros e decisão por consenso.
Para se tornar um país parceiro, são respeitados critérios como equilíbrio geográfico e de manutenção de boas relações diplomáticas com todos os membros do grupo.
São os países parceiros:
- Belarus
- Bolívia
- Cazaquistão
- Cuba
- Malásia
- Nigéria
- Tailândia
- Uganda
- Uzbequistão

