Em entrevista à Arko Advice, a deputada Coronel Fernanda (PL-MT) uma das autoras do pedido de instalação de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) para investigar os descontos ilegais nas folhas de benefício de segurados do INSS, disse que o tema não irá desaparecer do Congresso Nacional. De acordo com a parlamentar, “se houver resistência ou demora na instalação da CPMI, vamos buscar alternativas. Já estamos articulando audiências públicas, requerimentos de informação, convocação de autoridades envolvidas e ações junto ao Ministério Público”.
A deputada ainda disse que há expectativa que a CPMI seja pautada. Veja a entrevista completa:
O pedido para a instalação de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) para investigar descontos ilegais no INSS foi protocolado. Qual a sua expectativa para que o tema seja pautado?
A nossa expectativa é de que a CPMI seja pautada o quanto antes. Estamos tratando de uma denúncia gravíssima, que afeta milhões de aposentados e pensionistas, justamente a parcela mais vulnerável da população. O Parlamento tem o dever de dar uma resposta rápida e contundente à sociedade. A pressão popular e o engajamento de deputados e senadores comprometidos com a verdade serão fundamentais para acelerar esse processo.
Se ocorrer “demora” para a matéria ser pautada, outros caminhos podem ser adotados? Quais seriam?
Se houver resistência ou demora na instalação da CPMI, vamos buscar alternativas. Já estamos articulando audiências públicas, requerimentos de informação, convocação de autoridades envolvidas e ações junto ao Ministério Público. O que não vamos aceitar é o silêncio ou a omissão diante de possíveis crimes contra os nossos aposentados. Existe, sim, a possibilidade de tentativa de obstrução, mas estaremos vigilantes e atuantes para que isso não aconteça.
Já há nomes favoritos para a presidência e a relatoria da CPMI?
As conversas estão em andamento e há nomes sendo ventilados nos bastidores. O mais importante é que esses cargos sejam ocupados por parlamentares comprometidos com a verdade e com a proteção dos direitos dos brasileiros. A CPMI não pode ser palco de manobras políticas, precisa ser técnica, séria e independente. Vamos trabalhar para garantir isso desde a escolha da presidência e da relatoria.
A Câmara debate a PEC da Segurança Pública. Qual a sua opinião sobre o assunto e como está a aceitação no Congresso Nacional?
A PEC da Segurança Pública é um avanço necessário. Ela trata da valorização e da estabilidade das forças de segurança pública, reconhecendo o papel essencial de quem está na linha de frente protegendo a sociedade. Sou totalmente favorável à PEC e tenho trabalhado para mobilizar apoio à proposta. A aceitação tem crescido no Congresso porque é uma pauta justa e urgente. Segurança pública não é gasto, é investimento em ordem, paz e cidadania.

