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“Não vamos votar mais nada que taxe a população”, diz líder do Solidariedade

Para Aureo Ribeiro, Câmara deve dar atenção à segurança pública

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O governo pode encontrar dificuldades para aprovar a reforma do imposto de renda, que deve tributar os lucros e dividendos. Segundo líder do Solidariedade, Aureo Ribeiro (RJ), o clima não é positivo para novas tributações. “Na concepção do Solidariedade, não vamos votar mais nada que taxe a população, que aumente impostos ou que caia na conta do contribuinte. As medidas que tinham de ser votadas já foram votadas”, disse.

Leia a entrevista completa:


O governo tem uma lista de prioridades com itens polêmicos, como a taxação de lucros de dividendos. Isso pode avançar na Câmara?

Acho que todas as medidas de taxação que a gente tinha que fazer a gente já fez. Demos dois anos de crédito ao ministro [da Fazenda] Fernando Haddad para votar as matérias, a fim de criar o ambiente necessário para uma economia forte, para que o país voltasse a gerar emprego, gerar renda, oportunidade para as pessoas. Votamos todas essas matérias. Então, na concepção do Solidariedade, não vamos votar mais nada que taxe a população, que aumente impostos ou que caia na conta do contribuinte. As medidas que tinham de ser votadas já foram votadas.

E a elevação da faixa de isenção do Imposto de Renda para R$ 5 mil deve avançar? Como compensar?

Acho que é uma proposta importantíssima e que precisa ser votada. Agora, o governo tem de apresentar como vai compensar. Mas o governo também não pode apertar, apertar, apertar e depois, na hora de fazer uma benéfica, querer compensar tirando mais de quem produz neste país. Ninguém aguenta mais pagar essa conta. Isso tem que ser proposto pelo governo, que precisa se entender internamente. Eles não conseguem ter união nas propostas prioritárias. Então, primeiro, o governo tem que fazer uma reunião, chamar todo mundo e alinhar as propostas a serem enviadas ao Congresso.

O governo apresentou suas propostas. E quais devem ser as prioridades da Câmara, na sua avaliação?

A ausência de algumas matérias na agenda do governo mostra uma desconexão com a sociedade. Vivemos um momento em que a criminalidade tem roubado os empregos, tem tirado o acesso à educação e tem aumentado o gasto público. Temos ambientes totalmente vulneráveis, bairros sendo esvaziados, um número muito grande de roubos e de furtos. Há também um ambiente de impunidade no Brasil: o cara é preso hoje e solto amanhã. Isso tira a credibilidade de qualquer governo. O governo criou o Ministério dos Povos Originários, o Ministério da Cultura, do qual eu sou defensor, o Ministério do Esporte, mas falta o Ministério da Segurança Pública. Será que isso não é importante? Então, defendo que a Câmara vote medidas claras e objetivas para a segurança pública.

Autor

  • Jornalista formado pela Universidade de Brasília (UnB). Coordenador de jornalismo na Arko Advice, contribui para o Política Brasileira com bastidores da política nacional. Tem passagem como repórter pelo Correio Braziliense, Rádio CBN e Brasil61.com. Mestrando em Ciência Política.

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