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Esperidião Amin defende criação de agência reguladora para cibersegurança

Parlamentar alerta para prejuízos trilionários causados por ataques cibernéticos

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O senador Esperidião Amin (PP-SC), presidente da Frente Parlamentar de Apoio à Cibersegurança e Defesa Cibernética (FPCIBERSEG), defendeu em entrevista à Arko Advice a criação de uma agência de regulação que trate sobre o tema. De acordo com o parlamentar, os ataques cibernéticos causam hoje “prejuízos trilionários”.

Confira a entrevista completa e exclusiva:

O PP aprovou a formação de uma federação com o União Brasil. Se isso se concretizar, o grupo político será o maior da Câmara dos Deputados. E, aqui no Senado, como o senhor enxerga essa movimentação?

O sentido é o melhor possível. A redução do número de partidos favorece a governabilidade, não deste governo, mas dos demais. Enquanto houver presidencialismo e parlamentarismo, isso será inevitável, já que o parlamentarismo nos conduz a fortalecer dois, talvez três partidos. O exemplo que temos no Brasil, infelizmente, resultou em uma pulverização. Precisamos oportunizar fusões, por isso sou muito favorável à federação. O resultado disso é que teremos mais homogeneidade na atividade parlamentar federal e nas eleições estaduais e municipais. Eu entendo que é um passo positivo para o Progressistas, para o União Brasil e para a democracia.

O senhor é o presidente da Frente Parlamentar de Apoio à Cibersegurança e à Defesa Cibernética, lançada na última semana. Quais serão as pautas prioritárias?

Os ataques cibernéticos causam hoje prejuízos trilionários, e as organizações criminosas estão atuando nisso. Os focos de ataque são, principalmente, os jogos e as criptomoedas, e estamos preocupados. É importante destacar que o Exército Brasileiro realiza exercícios de defesa cibernética. Eu mesmo apresentei, no ano passado, um relatório que recomenda que o governo crie uma agência de regulação, acompanhamento e integração de esforços. Ninguém vai evoluir se não houver uma grande interface público-privada. Precisamos criar uma agência que possa ser a grande intermediária disso.

O Congresso recebeu a proposta que isenta de Imposto de Renda quem ganha até R$ 5 mil. Qual a avaliação do senhor sobre a matéria?

Ninguém pode ser contra aliviar a carga fiscal, principalmente para quem tem uma renda menor. Sou absolutamente a favor. Isso foi homologado nas urnas: tanto o presidente Bolsonaro quanto o presidente Lula gostariam de fazer isso e, portanto, Lula está cumprindo com o seu dever. Agora, de onde vem o dinheiro? Temos algo chamado Lei de Responsabilidade Fiscal. O governo optou por aumentar uma alíquota de imposto, o que, teoricamente, é correto. Mas não é só essa fórmula, né? Temos que avaliar.

Autor

  • Formada em jornalismo pelo UniCeub e graduanda em Ciências Políticas. Atuou como repórter na TV Cultura, Record, Metrópoles e R7. Atualmente, na Arko Advice cobre Congresso Nacional. Vencedora do Prêmio Einstein +Admirados da Imprensa de Saúde e Bem-Estar e do Expocom/Intercom Centro-Oeste. Também conquistou lugar no Prêmio Paulo Freire de Jornalismo.

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