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Preços da indústria caem 0,36% em abril e acumulam terceira queda consecutiva, aponta IBGE

Setores de petróleo, biocombustíveis e extrativas puxam recuo

Data:

Em abril de 2025, os preços da indústria brasileira registraram uma queda de 0,36% em relação a março, marcando o terceiro mês consecutivo de retração, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira (6). No acumulado do ano, a variação foi de -0,93%, enquanto nos últimos 12 meses, os preços acumularam alta de 7,27%.

Desempenho

Das 24 atividades industriais pesquisadas, 8 apresentaram variações negativas de preço em abril. As quedas mais expressivas foram observadas nas indústrias extrativas (-4,43%) e no setor de refino de petróleo e biocombustíveis (-3,37%). Por outro lado, os setores farmacêutico (2,87%) e de perfumaria, sabões e produtos de limpeza (1,26%) registraram as maiores altas no período.

Em termos de influência no resultado agregado, o setor de refino de petróleo e biocombustíveis destacou-se, contribuindo com -0,35 ponto percentual (p.p.) para a variação total de -0,36% da indústria geral. As indústrias extrativas também tiveram impacto significativo, com -0,20 p.p., seguidas por alimentos (0,18 p.p.) e outros produtos químicos (-0,09 p.p.).

Na análise das grandes categorias econômicas, os preços dos bens intermediários apresentaram queda de 1,23%, enquanto os bens de consumo registraram alta de 0,83%. Dentro desta última categoria, os bens de consumo semiduráveis e não duráveis tiveram aumento de 0,95%, e os bens de consumo duráveis subiram 0,21%. Os bens de capital mantiveram-se praticamente estáveis, com variação de 0,01%.

Influência em 12 meses

Comparando com abril de 2024, os setores que mais influenciaram a alta de 7,27% nos últimos 12 meses foram alimentos (3,17 p.p.), metalurgia (0,95 p.p.), outros produtos químicos (0,94 p.p.) e indústrias extrativas (-0,47 p.p.) .

O Índice de Preços ao Produtor (IPP) mede a variação dos preços de produtos na “porta de fábrica”, excluindo impostos e fretes, abrangendo as indústrias extrativas e de transformação. A sequência de quedas nos preços industriais pode indicar uma desaceleração na pressão inflacionária no setor produtivo, refletindo ajustes nas cadeias de produção e demanda do mercado.

Autor

  • Graduada em Jornalismo pela Universidade de Brasília (UnB). Vencedora do 16º Prêmio Jovem Jornalista Fernando Pacheco Jordão, do Instituto Vladimir Herzog. Foi estagiária da Rádio Senado. *Estagiária sob a supervisão da reportagem.

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