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Mercado reduz projeções de inflação pela terceira semana seguida

Expectativas do mercado para juros e inflação recuam, mas IPCA segue acima do teto da meta; PIB deve crescer 2% no próximo ano

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As projeções do mercado financeiro para inflação e taxa de juros em 2025 recuaram, segundo o boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira (5) pelo Banco Central (BC). A pesquisa semanal, realizada com mais de 100 instituições financeiras, mostra que a Selic deve terminar 2025 em 14,75%, e o IPCA – índice oficial de inflação – em 5,53%, ligeiramente abaixo da estimativa anterior de 5,55%.

A expectativa é de que o Comitê de Política Monetária (Copom) eleve a taxa Selic dos atuais 14,25% para 14,75% nesta semana, em uma alta de 0,5 ponto percentual, seguida de mais um aumento em junho e possível corte no final do ano.

Inflação: leve queda, mas ainda acima da meta

Para o IPCA de 2025, a previsão caiu pela terceira semana consecutiva, chegando a 5,53%. No entanto, o valor segue acima da meta de 3% e também do teto de tolerância de 4,5% estabelecido para o novo regime de meta contínua.

Segundo o BC, o não cumprimento da meta em 2024 já exigiu explicações formais ao governo. Entre os motivos citados estão a forte atividade econômica, a desvalorização do real e eventos climáticos extremos.

PIB e dólar: expectativas estáveis

Para o Produto Interno Bruto (PIB), a estimativa do mercado é de crescimento de 2% em 2025, com projeção de 1,70% em 2026. A taxa de câmbio também teve ligeira melhora:

  • Dólar em 2025: R$ 5,86 (há uma semana, R$ 5,90)
  • Dólar em 2026: R$ 5,91 (há uma semana, R$ 5,95)

Já o saldo da balança comercial permanece positivo, com superávit esperado de US$ 75 bilhões em 2025 e US$ 78,6 bilhões em 2026.

Investimentos estrangeiros

A estimativa para investimentos estrangeiros diretos no Brasil se manteve estável em US$ 70 bilhões tanto para 2025 quanto para 2026, indicando confiança moderada na economia brasileira nos próximos anos.

Termômetro das expectativas

Boletim Focus é divulgado semanalmente pelo Banco Central, e reúne projeções de economistas, analistas e operadores do mercado financeiro. Ele serve como um termômetro das expectativas econômicas, e influencia decisões de empresas, investidores e do próprio governo.

Autor

  • Jornalista formado pela Universidade Católica de Brasília (UCB). Com experiência em Política, Economia, Meio Ambiente, Tecnologia e Cultura, tem passagens pelas áreas de reportagem, redação, produção e direção audiovisual.

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