O mercado financeiro voltou a reduzir a estimativa de inflação para 2025, segundo o Boletim Focus divulgado pelo Banco Central (BC) nesta segunda-feira (14). A previsão para o IPCA caiu de 5,18% para 5,17%, permanecendo acima do teto da meta, que é de 4,5%. Para 2026, a expectativa ficou estável em 4,50%, enquanto para 2027 e 2028 as projeções são de 4,00% e 3,80%, respectivamente.
Sistema de metas
Desde o início deste ano, o sistema de metas de inflação é contínuo, com objetivo central de 3% e intervalo de tolerância entre 1,5% e 4,5%. Se a inflação acumulada em 12 meses ficar fora desse intervalo por seis meses seguidos, a meta é considerada descumprida.
Na semana passada, o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, enviou uma carta ao ministro da Fazenda Fernando Haddad (PT) explicando que o estouro da meta em junho foi causado por fatores como atividade econômica aquecida, pressão cambial, custos elevados de energia elétrica e anomalias climáticas.
Projeções
A projeção de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) para 2025 permaneceu em 2,23%, enquanto para 2026 subiu para 1,89%.
A taxa básica de juros (Selic) deve encerrar 2025 em 15% ao ano, recuando para 12,5% em 2026 e 10,5% em 2027.
O dólar deve fechar 2025 cotado a R$ 5,65, com leve alta para R$ 5,70 em 2026.
Expectativas para balança comercial
O superávit da balança comercial para 2025 foi revisado para US$ 70,9 bilhões e deve ficar em US$ 77,9 bilhões em 2026. O ingresso de investimento estrangeiro direto está projetado em US$ 70 bilhões para ambos os anos.
Essas previsões refletem um cenário de incerteza, com inflação acima da meta e juros elevados, o que pressiona o custo de vida e desafia o crescimento econômico.
Termômetro das expectativas
O Boletim Focus é divulgado semanalmente pelo Banco Central, e reúne projeções de economistas, analistas e operadores do mercado financeiro. Ele serve como um termômetro das expectativas econômicas, e influencia decisões de empresas, investidores e do próprio governo.

