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Mapeamento aéreo de áreas com potencial mineral é retomado, após 10 anos

Mapeamento inédito se inicia no Tocantins e visa impulsionar exploração de minerais estratégicos e recursos hídricos

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O Serviço Geológico do Brasil (SGB) assinou nesta quarta-feira (30) o contrato para a realização do primeiro levantamento aerogeofísico no país após uma década sem novas aquisições de dados. O levantamento tem o objetivo de identificar a existência de recursos minerais que possam ser aproveitados. A operação inicial ocorrerá no sudeste do Tocantins, com voos cobrindo uma área de 20 mil km², incluindo 20 municípios.

A retomada marca a aplicação da ata de registro de preços firmada em março com a empresa Xcalibur Smart Mapping, responsável pela execução dos voos. A expectativa é ampliar o conhecimento sobre o território nacional e fomentar a identificação de jazidas de minerais estratégicos como terras raras, ouro, cobre, níquel, fosfato e grafita, além de aprimorar a prospecção de águas subterrâneas.

Segundo o diretor-presidente do SGB, Inácio Melo, a ação responde a uma demanda histórica da instituição e está alinhada com as diretrizes do presidente Lula e do ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira.

Tecnologia de mapeamento

A metodologia empregada inclui magnetometria, gamaespectrometria e gravimetria strapdown. A magnetometria mede o campo magnético da Terra. Ela detecta variações locais causadas por diferentes tipos de rochas ou estruturas subterrâneas, como veios metálicos ou falhas geológicas. A gamaespectrometria mede a radiação gama natural emitida por elementos químicos presentes nas rochas e solos. Já a gravimetria mede variações na aceleração da gravidade terrestre causadas por diferenças de densidade entre os materiais subterrâneos. A versão strapdown usa sensores inerciais fixos à aeronave (sem plataformas estabilizadas mecanicamente). Essa técnica depende de sistemas modernos de navegação inercial e GPS para corrigir o movimento do avião e isolar o sinal gravitacional.

A nova campanha utilizará espaçamento de 250 metros entre as linhas de voo, o que representa uma resolução elevada e deve proporcionar uma caracterização geofísica mais detalhada da região.

O levantamento integra uma estratégia nacional mais ampla de fortalecimento da infraestrutura geocientífica. De acordo com o diretor de Geologia e Recursos Minerais do SGB, Valdir Silveira, trata-se de um momento histórico que deve ampliar as possibilidades para pesquisa científica, exploração sustentável e políticas públicas de ordenamento territorial.

A ação está inserida em planos estratégicos como o Plano Nacional de Mineração 2030/2050, o Plano Nacional de Mapeamento Geológico e Pesquisas Minerais (PlanGeo), o Plano Plurianual da União (PPA) e o Programa DEEP Brazil, que visa a exploração geofísica profunda.

Autor

  • Jornalista formado pela Universidade de Brasília (UnB). Coordenador de jornalismo na Arko Advice, contribui para o Política Brasileira com bastidores da política nacional. Tem passagem como repórter pelo Correio Braziliense, Rádio CBN e Brasil61.com. Mestrando em Ciência Política.

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